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Comemorações... Fim de semana... Dor... Prazer!
Há dias pensávamos como comemoraríamos nosso aniversário de relacionamento que se aproximava. Dica vai, dica vêm e optamos por viajar para a serra e aproveitar o frescor serrano.
Eu não podia imaginar, no entanto, que o rumo dos fatos tomaria uma direção completamente inesperada e diferente das combinações ora traçadas.
Apesar do grande companheirismo e cumplicidade de nossa relação, andávamos meio desanimados para o sexo. Tomados pela rotina do cotidiano e pelo cansaço do trabalho diário, nem sempre demonstrávamos o mesmo desejo, a mesma disposição.
Conforme o planejado, ao entardecer da quinta-feira, ele buscou-me no trabalho. Tudo que precisávamos para o fim de semana prolongado, eu já havia separado e disposto no porta-malas do carro.
Para minha surpresa, ele estava muito diferente naquela tarde. Subi no carro e cumprimentei-o, mas fui recebida com um sorriso seco, malicioso e carregado de segundas intenções. Levei na brincadeira e sentei-me ao seu lado, virando para colocar o cinto de segurança. De maneira muito sutil a quem passasse pela rua, mas muito firme para mim, ele prendeu meus pulsos em algemas fixas a algum dispositivo no carro. Sorri meio assustada e, por entre dentes e um meio sorriso, escuto é só o começo!.
O carro arranca e, junto, expectativas novas e diferentes para o feriado que se adianta. As surpresas continuam e ele segue por um caminho bastante distinto do esperado.
Um arrepio frio desce pela minha espinha...
Andamos cerca de uns 200 km no mais absoluto silêncio. Ainda assombrada pelos fatos, não ousava falar algo que pudesse desafiá-lo ou iniciar uma discussão. Apenas o observava, meio de esguelha, cheia de interrogações no olhar.
De repente, a velocidade do veículo diminui e ele conduz o mesmo para o acostamento junto a entrada de uma pequena gruta. A noite já caíra e o local era completamente ermo e assustador.
A partir daqui você está completamente a mercê dos meus desejos e da minha vontade... Será um feriado diferente: de dor, sacrifício e submissão. Talvez você até sinta prazer... mas não lhe será permitido isso! Você será agora minha escrava...
Atordoada pelas palavras declaradas por ele em tom baixo, mas bastante ameaçador, não esbocei nenhuma reação quando, além dos meus braços, ele atou firmemente minhas pernas, abertas, pelos tornozelos, às laterais do banco do veículo. Sinto, logo após, a lâmina gelada de uma pequena adaga percorrer meus quadris e entrepernas cortando a calcinha de rendas que vestia especialmente para a ocasião. Em seu lugar um grande plug duplo, carregado de um creme gelado, é colocado brutalmente por ele em minha vagina e meu cu, concomitantemente. Um fio fino sai por entre minhas pernas e ele aciona um motor que faz com que os plugs aumentem e diminuem de tamanho em movimentos rítmicos desordenados, dilacerando principalmente meu ânus por dentro. Pequenos choques percorrem minha vagina e sem pensar solto um gemido contínuo de dor.
Não emitas nenhum som. Não te autorizei a isso, certo?
Por mais que eu tentasse suprimir, a dor exigia alguma expressão. Também queria desesperadamente entender o que ele estava fazendo e porquê. Transtornada, murmurei palavras desconexas na tentativa de expressar tudo que queria lhe dizer. Foi suficiente para deixá-lo furioso... De forma rude, ele apertou minhas bochechas, forçando a abertura da minha boca de forma completa, preenchendo a mesma com uma pequena trouxa de pano e colocando por cima um arreio em couro que impossibilitava a emissão de qualquer tipo de som.
Você pediu por isso! Sinto muito, mas você não soube agir como deveria na sua condição. Vai ser ainda mais difícil e dolorido do que pensei...
O carro voltou a movimentar-se na pista, até chegarmos a uma cabana isolada em algum lugar da serra. Por alguns momentos fui desamarrada e auxiliada a entrar no local. A sala havia sido preparada para ser utilizada da forma como ele descrevera... Em um canto da mesma, fui novamente amarrada, junto a um grande X em madeira, com braços e pernas abertas.
Mil pensamentos assolaram minha mente. Sempre tive muita curiosidade sobre a filosofia BDSM, quase uma paixão por tudo que já havia lido e buscado em pesquisa via internet. O bondage, então, me fascinava demais. Mas sempre estive restrita a experiências pela internet: chats, sites de busca, cenas picantes: eram tudo que eu já havia curtido. Uma ou duas vezes havíamos tentado algo diferente, mas nunca chegava aos extremos que eu imaginava e me deliciava. Freqüentemente era motivo de deboche essa minha tara como ele dizia. Jamais ele havia me acompanhado nas madrugadas pelas internet...
Por isso todo esse jogo excitava-me, mas também me era muito assustador. Apesar da plena e total confiança, este homem definitivamente não era a pessoa que eu amava: em algum local do percurso eles haviam se fundido em um tipo assustador e aterrorizante.
Pensas em quem? Acha que alguém pode te salvar daqui? Meio complicado, não? Até porque não contamos com vizinhos antes de uns 30 km...
Aquilo me assustou ainda mais: por que um local tão ermo? Pouco a pouco ele foi se aproximando e, por trás, soltou o arreio que mantinha minha boca aberta. Também retirou o lenço que a enchia. E frente a frente, perguntou-me:
Sabe o que faremos aqui?
Sem coragem para emitir qualquer resposta, limitei-me a balançar a cabeça em um não fraco, sem ênfase.
Tens certeza que não vais me responder de forma adequada?
Novamente apenas balancei a cabeça e numa fração de segundo uma sonora bofetada atingiu minhas faces. Atordoada, fiquei sem saber que reação sequer esboçar...
Você novamente pediu por isso! Sinto muito, mas se você não sabe agir como deve na condição que se encontras. Vai ser difícil e dolorido chegar até onde devemos ir: lembre-se! Nunca, jamais, ouse se dirigir a mim senão como Senhor ou Meu Dono; nunca levante seus olhos e por fim, nunca desobedeça ou contrarie minhas ordens. Se eu ti fiz uma pergunta é porque exijo e quero uma resposta! Vamos iniciar seu adestramento... serão 30 chibatadas pela forma como tens agido até aqui. Espero que não as tenha que repetir: a cada uma você conta em voz alta e agradece certo?
Respondi que sim, sem coragem de levantar os olhos.
Não sei de onde busquei forças para esta provação. Era a primeira vez que o via agir desta forma e era doloroso tentar entender onde estava o limite, muito tênue, entre a dor e o prazer. Contei as trinta chibatadas altiva... a dor dilacerava minha carne, mas também oferecia um calor gostoso que entranhava-se por entre meu corpo. Não conseguia precisar o que estava sentindo e isto também me assustava muito. Por suas ou três vezes cheguei a sentir o estremecimento de um orgasmo. E, ele também o sentia... tanto que nestes momentos parava com a chibata e esperava pacientemente que eu voltasse a relaxar o corpo. Ao fim da surra, com uma paciência deliberada, você desamarrou cada pedacinho do meu corpo, me levou a uma grande cama cercada por dosséis em ferro, prendeu meus pulsos e pernas, abandonando-me ali, sob o ar gélido da madrugada que adentrava pela janela entreaberta.