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Segundo Encontro

A chuva caindo. Noite fria. Ela olha na janela e pensa no que aconteceu há alguns dias. Parece sonho. Não, não foi um sonho. Ela quer mais. Liga. Ele atende. Ela diz: - Eu quero você agora. Ele responde baixo: - Sim minha Rainha, estou a sua espera. Ela toma um banho, usa uma langerie nova. Um corpete vermelho, cor do pecado. Coloca um perfume e pega sua coleira e chicote. Está pronta. Ele não sabe o que o espera. Chegam no motel. Ele apenas a observa. Ela o provoca com o olhar. Ele baixa os olhos e espera. Sabe que será uma noite especial. Mais uma vez, as velas tomam conta do lugar. Ela entrega a coleira a ele, que coloca no seu pescoço, é maneira de mostrar que aceita a entrega, Ela ordena que ele tire a roupa, pois adora vê-lo nu a seu dispor. Ele obedece. Cordas, algemas, mordaças são espalhadas na cama. Ela vai organizando de acordo como deverão ser usadas. Ele olha. Ela sorri. Os olhos dele imploram pra que ela comece logo. Ela sabe disto. Manda que ele suba na cama e fique em pé posicionado entre os dois pilares. Amarra um braço em cada pilar, chega na frente dele e o beija, mordendo levemente seus lábios. Depois amarras as perna, também uma em cada pilar. Vai atrás dele e o observa. Lindo. Seu escravo. Ela pega o chicote e começa a bater. Ele geme. Ela sorri enquanto as lágrimas lhe escorrem pela face. Emoção. Sim é isto o que ela sente. A pouca luz no quarto, o erotismo do momento, e as marcas no seu corpo, os seus olhos implorando por mais, e mais uma vez ele se entregando. Uma entrega total. Puro prazer. Abraço-o por trás e toca levemente em seu pênis que começa a mostrar o que está sentindo. Ela aperta com força. Ainda não é hora. Volta a sua frente, mais beijos, língua abrindo caminho, descendo pelo peito e passando devagar em seu pênis, dando-lhe uma leve mordida quando ele tenta reagir. Ela o solta e manda que ele deite de bruços na cama. Algema suas mãos atrás do corpo e o faz virar. Ela senta em seu rosto, deixando-o sem ar, ele se debate. Ela levanta. As algemas fazendo marcas nos pulsos, enquanto ele se debate, mas o chicote fala mais alto, e lhe aquieta o corpo, assim como os lábios dela lhe aquietam a alma. Então, ela manda que ele fique de quatro na cama, amarra as pernas dele junto ao peito, as mãos ainda algemadas e os braços presos junto ao corpo pelas cordas. Coloca seu cinto com o consolo, mas antes, prepara-o para recebê-la, da forma que ela mais gosta. Acariciando-o com sua língua. Ela faz com que ele levante a cabeça puxando-o pela corrente presa a coleira. Ele geme com o movimento brusco, ao mesmo tempo em que sente seu corpo sendo invadido. Mesmo sem a mordaça, ele sabe que deve ficar calado. Ela continua seus movimentos, penetrando-o sem piedade. Ele amarrado totalmente a mercê dos desejos dela. Dela apenas? Não, da troca de prazeres, da cumplicidade, do carinho que ambos sentem. Ela chega ao orgasmo apenas assim, penetrando-o. Sente seu corpo inteiro queimar e depois relaxa. Agora ela olha pra ele, ali, encolhido, amarrado, pensa em deixá-lo livre, mas existe melhor liberdade que esta? A liberdade de viver sua ‘essência’, de ser ele mesmo? de me servir? Então ela volta ao açoite, as cordas, as algemas e mais uma vez faz dele sua menina. Lá fora a chuva continua.