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Dog House Trânsito, trabalho, prazos. Preso no engarrafamento as seis da tarde, louco para chegar em casa. Cansado só pensava chegar em casa, tomar um banho, sentar no sofá e assistir um bom filme. Sim um bom filme, e estava com um que havia chegado naquele dia. Não que ficava só nisso, mas como todos nós tinha suas fantasias, seus desejos mais íntimos e secretos, que guardava só para ele, e os filmes o transportavam para aquele mundo que tanto desejava, dava um prazer que nunca com nenhuma mulher conseguia ter. Mais uma vez sua mente divagava no andar lento dos carros, primeira e segunda marcha. Queria largar aquilo tudo, viver como os atores dos filmes que assistia. Se entregar por completo, deixar seus desejos fluir de verdade, ser feliz. Só, naquela cidade, executivo medíocre passava os dias driblando os obstáculos, esperando a aposentadoria, e ai quem sabe desfrutar alguns anos vagando pelas praças jogando dominó como tantos outros que como ele, na ânsia de sobreviver passaram a vida esperando a hora de morrer, reprimindo, controlando, podando sua força de viver e ser feliz. As horas consumiam o tempo e ele a cada dia sentia mais consumida sua força juvenil de viver. Camila, Eliza, Maria, Priscila, Helena, e tantas outras com quem havia feito amor, sexo. Todas e ele com medo de se entregar a suas fantasias, transavam, buscavam o prazer com o que seus corpos ofereciam. Sorriam, beijavam, davam carinho. Mas ainda faltava algo. O filme, sim os filmes, era neles onde encontrava seu mundo. Como quem acorda de um transe, do trocar automático das marchas do carro, olhou para o lado, e carros com pessoas como ele, trocando a marcha. Um casal que parecia alheio a tudo aquilo, se beijava. Onde será que estavam indo? Entrou em casa, colocou o filme, sentou no sofá, esqueceu o banho, foi assistir o filme. Era aquilo que esperou o dia todo, não o banho, não a cama, não a tranqüilidade, mas o filme. Ligou o computador, algo tinha que mudar aquela noite, algo tinha que mudar em sua vida. Escutava o filme, e se imaginava sendo dominado por ELA, entrou numa sala de bate-papo estava disposto naquela noite a encontrar seu verdadeiro destino. Não queria acabar numa mesa de praça jogando. Muita conversa, muitas pessoas confusas como ele, indecisas, virtuais demais. Navegou na Internet, sabia que quem procura, quem tem determinação acaba encontrando o que busca. Encontrou um site de classificados, leu com atenção e separou alguns o qual percebeu que poderiam ser pessoas sérias, que buscavam algo real. Deixou o computador um pouco, voltou para o filme, sabia que esses classificados nunca davam em nada também. Enquanto assistia o filme e já muito excitado, escutou o barulho típico do aviso de um novo e-mail. Estava nervoso, será que já havia uma resposta. Ficou agitado, não sabia se lia, se deixava para depois. Pausou o filme, sentou em frente ao computador. Parecia que explodiria de ansiedade. Mensagem de erro, a caixa postal não existia mais. Sabia que era assim, no auge da excitação muitos colocavam anúncios no classificado e depois se arrependiam, acabavam desistindo depois de gozarem. Era como uma muleta para um mundo fantasioso, o medo de viver o que desejavam, de encarar o desconhecido, viver o real e não ficar preso em suas fantasias. Quando estava para fechar a caixa postal, uma nova mensagem chegou. ASSUNTO: ME LIGA AGORA 0 ** 85 7298 **** Sem mensagem apenas um telefone, de um outro estado. Ligava ou não? Pensou um pouco, queria mudar de vida, queria ser feliz, queria viver o mundo real, sentir na pele o que via nos filmes. Quando se deu por conta, estava no telefone, com uma voz feminina, um pouco “fanha”, que apenas disse: - Não fale nada. Se falar está desclassificado. Quando terminar se concordar apenas diga uma vez, “AuAu”. Caso contrário desligue e não ligue de novo. Sabia que era algo sério, e não teria tempo para pensar, medir conseqüências. Teria que decidir ali, na hora. Sem mas, sem porém, como sempre sonhou, sem tempo, no limite, seria naquela hora ou nunca mais. Poderia esperar outras oportunidades, ou aceitar aquela, deixar tudo para trás. A voz atropelando seus pensamentos, falou: - Se quiser vir, mande seu nome completo, seu RG e se CPF pelo e-mail e em duas horas vá até o aeroporto de Guarulhos, sua passagem vai estar lá, no guichê da TAM. Nada da malas, nada de bagagens. Desça no aeroporto de Recife, lá você vai encontrar um homem com uma placa escrito “Lesse”, não fale nada com ele, apenas o acompanhe. Estava nervoso, ancioso. Tomou um café no vôo nada mais, tentou dormir mas não conseguiu, sentia a excitação latente entre as pernas. Pediu uma revista para ler, já estava ali, queria desistir, pear o vôo de volta, ninguém conhecia seu rosto, mas já tinham seus dados. Sua cabeça fervilhava, a revista com pontos turísticos da cidade, passava desapercebida. Desceu no aeroporto, se dirigiu para o guichê de outra companhia, estava desistindo, aquilo já estava indo longe demais, tinha sua vida, seu trabalho, seu apartamento, um carro, as meninas para transar, aquilo era loucura, estava ficando louco. Estava decido voltar, jogar aquelas porcarias fora, procurar ajuda, aquilo era doença, aqueles desejos demoníacos. Parou pediu uma passagem para São Paulo. - Um minuto por favor senhor. Estamos com problemas no sistema, o senhor pode aguardar um minuto, estamos com um problema no sistema. O senhor pode ir até o café e voltar daqui uns minutos. Estava nervoso, mas temer o que, só tinham seu nome, não precisava ficar preocupado, podia circular no aeroporto, até ver o homem da “Lesse”, porque esse nunca saberá que era ele. Sentou no café, jamais imaginou estar ali, já era tarde. Sabia que teria uma terça de cão. Tinha reuniões, um dia de cão pensava, vou estar cansado, consumido. Que loucura ter feito aquilo, tudo estava indo longe demais. - Olá posso sentar aqui do seu lado? Uma mulher, linda, loira, parecia européia. - Claro que pode, sim. - Viajando a negócios? - Mais ou menos, mas já estou de volta. - Gostou da cidade? Que pergunta, não conhecia nada em Recife. - Sim claro, bela cidade. - Nossa adoro essa cidade. Mas é bom ter cuidado aqui no aeroporto, com as bagagens, tem muito ladrão, sabe. - Claro, claro, todos os lugares são assim, mas minha bagagem está muito segura. Ela sorriu um sorriso maroto, passou as mãos em seus leves cabelos, tomou o chá, e ficou olhando para ele. - Eu não te conheço de algum lugar? - Acho que não, lembraria de uma mulher tão bela como você até com os olhos vendados. - Mas acho que nos conhecemos. - Pode ser, voce viaja muito? - Deixa ver, seu nome é Paulo, certo? Ficou pálido, como podia ser aquilo, ela sabia seu nome. - Não deve ser um engano, meu nome é Cláudio. - Que pena Paulo, pensei que te conhecia. Gosta de filmes? -Sim um pouco.... - Aposto que deve gostar de uns filmes muito, (e mudando a voz com um tom sensual) mas muito interessantes mesmo. Estava ficando nervoso, talvez o cansaço, estava ficando paranóico, ela devia estar fazendo algum jogo era isso, eles não sabiam que ele era. - Gosto de filmes normais, desses que todos gostamos. Agora tenho que ir, desculpe sim. - Paulo. - Me chamo Cláudio moça. - Sim claro, que cabeça a minha, mas antes de ir pensa só uma coisa, amanhã tudo vai ser igual, a vida toda é uma repetição infinita, só você pode mudar isso, essa escolha é sua nunca esqueça isso. A escolha, a escolha, sim era só dele, ele sabia disso. Mas agora aquilo não fazia sentido, turista idiota, devia estar drogada. Saiu sem se despedir. Ficou mais um pouco no aeroporto, andava de um lado para o outro. A escolha era dele, nunca era. Nunca tinha escolhido nada. Não escolhemos nascer, mas nascemos. Não escolhemos estudar, mas estudamos, não escolhemos nada isso sim. Mulher idiota. E se ele escolhesse ficar, seria sua última escolha. A maior escolha uma escolha para o infinito, a quebra do ciclo. As horas passavam, tinha que voltar, tomar um banho, estar pronto para a reunião. A escolha, a escolha. Sim a escolha. Sua última escolha sabia disso, se dissesse sim sua última escolha, depois tinha uma idéia do que viria. Mas era aquilo que queria, por isso era tão apegado a sua rotina, era uma peça num mundo de negócios, jogado de lá para cá, pensando ser livre, mas manipulado o tempo todo com uma marionete. Um prazer que não lhe dava prazer. Voltou ao café mas ela havia ido, como era de se esperar. O homem da “Lesse”, talvez estivesse por ali ainda. Andou pelo aeroporto procurando, mas nada dele também, melhor voltar para São Paulo, estava decidido. A bexiga estava apertando, mas comprou a passagem, e depois foi ao banheiro o vôo ficou para dali uma hora. Entrou no banheiro, estava vazio, sim tinha escolhido, queria ficar mas seria melhor voltar para sua vida. Continuar nos filmes, era bom. Saiu do banheiro, o homem com a placa ali na sua frente, parado. Olhou para ele e disse: - Se escolheu me siga, se não adeus. Deixou de pensar, sua voz firme e forte, como um comando soou em sua alma, devia segui-lo. Entraram no estacionamento, se dirigiram para uma “van” com vidros filmados. O homem abriu a parte de trás, estava escuro, ele apenas percebeu que não tinha bancos, agora não existia mais volta, entrou sentou no chão, a porta fechou. - Olá Paulo. Conheceu a voz, era ela, a mulher do café. Ficou mudo. - Melhor ficar calado Paulo, você assiste os filmes, os compra na Internet, sabe que deve ficar calado, você perdeu o direito de falar quando entrou nesse carro. A partir de hoje você é nosso, tire a roupa. Ela acendeu uma pequena luz, enquanto Paulo se despia, com medo, e arrependimento. Mas agora era tarde a escolha, sim a escolha. - Fique de quatro. Colocou uma coleira, e nos fundos da “van”, numa jaula adaptada para o veículo foi guardado. O lugar era apertado, estava com calor, suava muito. A coleira incomodava, mas as mãos amarradas o impediam de soltar. O tempo parecia passar devagar, a mulher ficava em silencio, ignorando sua presença. Acordou com um puxão pela coleira, e só então lembrou onde estava, o dia estava clareando, viu pela porta aberta, estava num lugar estranho, via muitas árvores, mato. Parecia conhecer aquele lugar. - Agora sem levantar, fique de quatro e desça do carro. Obedeceu a mulher e como um cachorro pulou do carro, arranhando os joelhos ao bater no chão. Olhou ao redor e viu muitas casas de cachorro, algumas pessoas amarradas em troncos de árvores, pessoas enterradas só com a cabeça para fora, homens, mulheres e pessoas que não dava para saber se era uma coisa ou outra, andando pelo local. Estava no inferno, estava dentro dos filmes que assistia. - Vamos cachorro burro, anda. Andou com o joelho ralado, sentia dor, queria parar, mas a mulher o chicoteava cada vez que tentava. Sabia o que acontecia com quem não obedecia, tinha visto nos filmes, os espancamentos, os estupros. E sabia que ele quis estar ali, não era culpa dela, ou de qualquer outra pessoa. Olhou para os pés da mulher. Pela primeira vez olhou seus pés, calcava uma sandália aberta e pode ver a tatuagem. Sim ele a conhecia, era ela então. Nos filmes ela aparecia sempre de cabelos pretos, de máscara. E teve a certeza que seria melhor sentir a dor do joelho ralado que sentir a fúria daquela mulher. Entraram num galpão, onde homens vestidos com roupas de empregada, circulavam de um lado para outro, sob a vigilância de mulheres com chicotes. Carregavam sacos de ração, sacos de lixo, umas lavavam o chão, olhou para o fundo e viu algumas que com mangueiras de borracha estavam lavando alguns “cães”. O chão do lugar era gelado, mas continuou caminhado. - Senta. Senta cachorro infeliz. Parou na frente de uma mulher baixinha, com pernas grossas, que vestia uma roupa de couro preta, o cabelo amarrado, muito puxado para trás, maquiagem pesada e botas brilhantes. Ele se sentou com as pernas dobradas, colocou as mãos entre as pernas, tentando imitar um cão. - Achei esse infeliz perdido no aeroporto, sarnento como todos os outros, lava ele, depila, quero que você o treine pessoalmente. Esse vira-lata deve estar transformado em 365 dias, quero ele pronto para meu treinamento em três semanas, espero não me decepcionar. A loira se foi e os deixou. - Camila, aqui venha aqui agora. Um homem saiu correndo, estava nu, se aproximou da mulher, beijou suas botas e olhando para o chão disse: - Sim DORNA, o que vossa senhora deseja de um humilde servo como eu? - você é nosso veterinário, sabe o que fazer com isso que LADY trouxe. O homem o pegou pela corrente e o conduziu para o fundo do galpão. - Você quis estar aqui sabe disso, agora é bom ser um bom cão, ou seja lá o que vão fazer de você. Se fizer alguma besteira, vão te espancar, te surrar. Nunca esqueça que nós não somos nada... - Você está conversando com esse animal???? - Perdoe-me DORNA, estava apenas mandando ele ficar quieto, esse animal imbecil, na quer me obdecer. Paulo tentou falar, mas levou um chute no rosto com as botas de DORNA. - Cala essa boca, você só sabe latir. Quer latir, late, mas se tentar falar de novo, eu juro que arranco sua boca. Pegou o chicote e deu dez chibatadas nas nádegas de Paulo. Agora aprende, você aqui não é nada, essas empregadas são mais que você. A escolha foi sua, você é apenas um bicho de estimação, um nada que achamos perdido por ai. Até o coco dos cavalos da fazenda valem mais que você, sua vida é apenas mendigar atenção, correr atrás de gatos, lamber botas. Espero que tenha entendido, agora Camila faça suas obrigações. DORNA se afastou, e Camila, com água gelada, lavou Paulo, que tremia pela dor do chute, pelas marcas do chicote, e pela injustiça que fora vítima. - Viu como são as coisas por aqui? Vai acontecer muito isso, aqui quem pode manda mais, eu sou mais qe você, por isso o que eu fizer a cupa jogo em você. Agora, deita de barriga para cima com as patinhas dobradas que vou passar a cera para tirar esses pelos, acho que as rainhas tem planos especiais para você. Deu uma risada, e com um estranho prazer se deliciava com a dor da depilação. Paulo escutava gemidos como de Cães, mas humanos ainda. Os homens vestidos de empregadas tinha ido embora, e Camila quando acabou o trabalho, colocou a coleira em Paulo, deixou ele de quatro por um tempo, e mandou ele não sentar. - Que rabo combina com ele deixa ver. Huuuuuuum esse amarelo, não esse não, preto, azul, esse sim esse, hum que rabo lindo, rosa, rabo rosa. Agora fica calmo e relaxo senão chamo DORNA e ela quem vai colocar em você. Sentiu um gel gelado e depois um cano entrando em seu corpo, soltou um leve gemido, que engoliu e depois soltou um uivo alto, e depois outro. - Isso, uiva uiva assim que DORNA vai saber que fiz tudo certinho com você. O rabo era um cano vazado que era colocado nos animais para o treinamento, sendo segurado por grossas tiras de couro, que impediam de serem retirados. Camila explicou que ficaria ali até o fim do treinamento onde ele receberia um rabo de verdade. O cano permitia que ele evacuasse normalmente, apesar do desconforto. Mas que com o tepmo acabava se acostumando, e se não acostumasse, devia ter pensado nisso antes, porque quem is se preocupar com o que um cachorro pensava ali? Levou Paulo para fora onde DORNA esperava, com outras DOMMES e outros cães, entregou para DORNA, beijou suas botas, depois as das outras doze DOMMES e se retirou. - Olá meninas, esses são nossos 13 novos treines, e como sabem LADY quer quer os treinemos o melhor possível. Hoje vamos começar nosso novo filme, e vamos treinar elas nos exercícios básicos. Latir, defender o território, fingir de morto, pegar o galho de árvore. No final do dia, teremos uma disputa, onde definiremos os cachorros e as cadelas. Seis cachorros e sete cadelas. Amanhã cada grupo terá seu treinamento e tratamentos específicos. Os implantes começarão no terceiro dia, pela primeira vez implantaremos rabos reais neles, portanto meninas pensem já para falar com o cirurgião o tipo de rabo que vão escolher. Um dos cães tentou levantar, falando: - Ei o que é isso, vocês estão indo longe demais, eu não quero isso, vocês são loucas. - Cala essa boca, seu cachorro idiota, e esmurrando e chutando o homem a DOMME o jogou no chão, outros cães já adestrados vieram para proteger a DOMME, e o mordiam enquanto ela o chutava. - Que isso sirva de exemplo, esses são nossos PitBulls, eram como muitos de vocês, foram treinados para nos defender. São a perfeição na arte de dominar. Já nem lembrar e pensam, apenas obedecem, cães exemplares, nossa elite e como toda elite tem as melhores cadelas, as melhores comidas. Olhem para eles, desejem ser eles, porque poucos conseguem chegar a essa perfeição. A câmera filmava tudo, eram os filmes mais “hard”, dos tipos que Paulo não comprava por achar irreal demais. Mas eram reais, o homem sangrava, mas teve que se sentar como um cão, cheio de ematomas. O treinamento continuou até quando o Sol estava no alto do céu, estavam exaustos, corriam de um lado para o outro, pegavam gravetos, fingiam de morto, aprendiam o idioma dos cachorros, que se reduzia a uma dúzia de latidos, de fome, de sede, de frio, de sexo, de carência, de dor, de solidão, de saudades e outros para se comunicarem entre si e com as DOMMES. DORNA treinava Paulo pessoalmente, o chicoteava o pisava, mandava lamber sua bota em sinal de submissão. Paulo se sentia bem, começava a gostar daquilo, sua mente se esvaziava, se esforçava para lembrar o novo idioma, lembrou da reunião e pensou como era bom estar ali, onde as coisas eram simples, obedecer e agradar, receber carinho quando acertava as coisas, isso o motivava, quando DORNA dava uma leva chicotada em suas nádegas aprovando algo que tinha acertado. Já anoitecia quando DORNA falou: - Bem meninas chegou a hora, vamos dar a ração da noite para eles, e na volta vamos ter a disputa para definir os treinamentos dos cães. Cada DONA vai dar a quantidade e o sabor ração e a água para seu cachorro, de acordo com o merecimento dele. - Vamos vira-lata, vamos a meu escritório que vou te alimentar. DORNA colocou a ração no chão de terra batida e a água numa vasilha de barro, onde algumas formigas andavam procurando comida. Paulo, estava com fome, mas a ração dura e sem sabor não descia muito bem, esfarelava na sua boca, dava sede. Bebia a água para comer mais, sabia que não comeria outra coisa, tinha que estar forte para a disputa. Sentia depois de comer uma leva tontura, parecia estar mole, DORNA o puxou pela coleira, e o levou para a Arena. O homem cheio de ematomas parecia furioso, seus olhos exalavam raiva, suas nádegas sangravam pelas chicotadas, apanhava quando errava e quando acertava. Sua dome o xingava de molenga, o pertubava, falava que ele logo ia ser uma cadela. Sua fúria exalava pelos poros. DORNA acariciava a cabeça de Paulo, que se sentia estranho, parecia não ter controle sobre o corpo. - As regras são claras, o cão que sub-julgar o outro será o macho. Só vale mordidas, e patadas, nada de socos, chutes ou coisas humanas. O cão que se comunicar em outro idioma que não o seu será desclassificado, e terá que lutar de novo com um dos PitBuls, se vencer as regras são as mesmas, será treinado como macho e com honras especias. Se o PitBull perder será sacrificado. Paulo estava com a visão turva o as caricias de DORNA em sua cabeça raspada parecia deixar mais confusa sua condição mental. Os cães lutavam, sangravam, e aos poucos seus destinos eram traçados. O cão raivoso, na hora da luta, quando estava quase matando seu oponente, teve seu rabo puxado por sua DONNA e não agüentando a dor, soltou um grito. - Tragam o PitBul para lutar com esse animal. Sua DONNA gritava: - Agora você morre seu desgraçado, me envergonhou na frente de todos, agora vai pagar o preço. A luta começou, os PitBuls eram cães fortes, raivosos, só exalava ódio quando estavam em alerta. Mas o homem dos ematomas era puro ódio também, a razão não habitava mais seu corpo, Mordia, era mordido, mas não desistia, até que mordeu o pescoço do BitBul, o jogou no chão, e granindo como um cão fez o outro soltar um uivo de piedade. - Matem ele, PRI DOMME, está de parabéns seu cão está apto para o treinamento especial. Como sempre seu talento em descobrir esses animais está cada dia melhor. Cuide dele e amanhã leve-o para a tropa especial. O Homem quase desmaiado foi levado para os fundos do galpão. Chegou a vez de Paulo, que não se sentia bem. Deu um latido de carência e entrou no ringue. As DOMMES riram, e em pouco segundos ele estava sub-julgado no chão, soltando latidos finos. DORNNA se aproximou, pegou o cão e disse: - Vamos minha linda Pudle, vamos, sabia que você era uma cadela desde que LADY me deu você. Agora fica calminha que sua dona toma conta de você. Paulo dormiu numa casinha de madeira, num galpão separado, onde tudo era rosa e branco. Estava tonto demais para perceber o que tinha acontecido, mas sabia o seu destino. O treinamento na manha seguinte. Paulo acordou com uma Sissy, que o deu ração e água, e depois de deixar que fisse suas necessidades deu um banho com uma mangueira e colocou uma coleira e uma pulseira com alguns brilhantes, uma peruca preta de cabelos pretos com duas trancinhas amarradas com fitas rosas, em formato de flor, com longas cordinhas que acabavam com bolinhas fofas e uma rosa. Seu rabo estava bem preso ainda, e ela colocou uma calcinha de tiras laterais finas, com detalhes em formato de flor e de tecido trançado em formato de flores, que ficavam larga nas nádegas e na parte da frente. Seu pênis foi colocado para trás e preso com emplasto, e na sua boca foi colocado um gag vermelho. Por fim colocou um sapato de salto fino rosa e dois pequenos pregadores nos peitos, com oito sinos presos por uma fita de prata. Depois colocou um tapete rosa no chão, e na porta da casinha, uma placa em formato de osso com o nome “lilly”. Paulo tentava lembrar os códigos dos latidos, e latiu baixinho, lambendo os pés da Sissy. - Para cadela idiota, se alguém ver você lambendo meus pés nós duas vamos para chibata. Lilly deitou no chão e a criada colocou um puxador na coleria e a levou para fora. DORNNA olhou sua cadela vindo, pegou a coleira, a levou para a casa da veterinária e depois de receber uma injeção, foi examinada e depois liberada. O dia prosseguiu com o treinamento num galpão especial , de chão frio e liso, onde não se sujavam e as cadelas aprendiam a se portar cada uma dentro de sua raça. Lilly estava sendo treinada para ser uma Poodle, tinha as unhas pintadas e depois de colarem grandes unhas postiças, aprendeu a caminhar sem ralar o salto, e a andarem com fineza. O treinamento do latido era dado para modular a voz delas, latidos baixos, dóceis. Lilly as vezes se sentia envergonhada, mas DORNA percebendo a acariciava com leves chicotadas nas nádegas. As DOMMES as treinavam nuas, o que era uma dificuldade a mais, pois estavam excitados e era perceptível suas vontades em transar com suas DOMMES. Elas por sua vez, vendo seus pênis forçando os emplastos os chicoteavam no pênis dizendo que coisa feia, cadela idiota. - Vocês cadelas, não pensem que vão saber mais algum adia em suas vidas o que é uma mulher, sei que estão excitados em nos ver todas nuas, mas isso vai acabar. No final do treinamento serão castradas, e terão os cachorros dos canis para servir. Lilly se assustou, aquilo estava indo longe demais, e uivou para sua DONA. - Lilly, ficou assustada menina? Mas é bom ir se acostumando. Vamos todas dar uma volta, quero mostrar onde estão as rebeldes. Levaram as cadelas até um porão, onde homens com seus pênis cortados e colocados na boca, estavam amarrados a parede, sendo torturados dia e noite, sem descanso e sendo filmados para filmes vendidos clandestinamente na Internet. - Vêem onde acabam as rebeldes? Sim aqui vocês não tem mais saída, devem esquecer, ai a raiva vai passar. Aprendam a gostar da humilhação, a humilhação é algo que vão conviver para o resto de suas vidas. Terão e e sentirão prazer nela, isso eu garanto. Lilly olhava para as nádegas de sua domme e sentia vontade de lambe-las, mas sabia que devia esquecer, foi até seus pés e os lambeu. Levou leve chicotadas de carinho e com a língua para fora ficou agachada agradecendo o carinho. No final da noite, todas foram colocadas duas perante as DOMMES e tiveram que se masturbar umas as outras, depois foram lavadas e vestidas novamente, e então colocadas em suas casinhas para dormir. No terceiro dia, começaram os implantes dos rabos, que consistia num corte acima do reto, onde era introduzido por um cirurgião um pequeno osso, que a cada 15 dias seria substituído por outro maior, conforme a pele fosse esticando., na região foi aplicado uma injeção desenvolvida para estimular o crescimento de cabelos. Cada DOMME acompanhava o processo, conforme a raça de sua cadela. As cadelas que não estavam com anemias recebiam um implante de seios, de 500ml em cada um, as outras tomavam vitaminas para posterior cirurgia. Nas semanas que seguiram, entre os treinamentos, exercícios físicos e cirurgias, Lilly ia esquecendo de sua vida anterior, tentava pensar, mas as palavras pareciam estar sumindo de sua cabeça. Começava a pensar em sua nova língua, o mundo parecia mais simples, e ela parecia sentir que sempre fora assim. Os meses passaram, Lilly agora uma Poodle tinha um rabo coto peludo, pelos brancos nas patas, uma cintura fina, graças a uma costela arrancada e algumas lipos. Suas orelhas haviam sido puxadas, seu cabelo através de tratamentos químicos e remédios estavam enrolados, fazendo um tufo branco em sua cabeça. Carregava três litros de silicone em cada seio e tinha as nádegas finas. Os hormônios e a depilação a laser acabaram com os pelos humanos. Já não sabia o que acontecia direito, lembrava de coisas distantes, tentava entender o que falavam, mas tudo estava confuso, entendia os latidos dos cães ao longe e das cadelas ao seu lado. Sentia um forte cheiro saído de si, que a excitava, e uma vontade louca de se esfregar, mas seu pênis agora reduzido pelos hormônios ficava preso pelo emplasto a maior parte do tempo. A organização tinha montado uma tecnologia para fabricar cadelas e cães a partir de seres humanos, movimentavam milhões com os filmes e venda dos animais para colecionadores, organizavam concursos de beleza, brigas de cães e outras atividades que angariavam fundos para as pesquisas de drogas e tecnologias cirúrgicas para isso. No final de um ano Paulo não existia mais nem no corpo nem na alma daquele corpo. A noite sonhava com épocas passadas, quando acordava chorava sem saber porque e seus uivos de fêmea se unia com o das outras. - Como vê DRA. Seu método é um sucesso, temos uma produção de cadelas perfeitas dessa vez, nossa Poodle por exemplo, veja que linda. Fala com ela. - Quer um biscoito menina? Lilly olhava como querendo entender as palavras das duas mulheres, mas aquelas palavras não eram estranhas, mas não conseguia entender o que falavam. A DRA. tirou um biscoito do bolso, e mostrou para ela, que então ergueu as orelhas e ficou toda animada. A MULHER jogou o biscoito e ela pegou no ar e foi lamber seus pés. - Lindo isso é lindo, anos de pesquisa em psicologia comportamental, e conseguimos, nós conseguimos. Agora só temos que falar com os cirurgiões para aperfeiçoar as feições, mesclar um pouco mais os rosto humano com o de cadelas, deixar mais deformado, mais ridículo. A sim e quero espelhos aqui, quero que elas se olhem , vejam o que fizemos com elas, perceber que são diferentes de nós, que são menores. Vão sofrer, mas não vão saber conscientemente porque. - Claro DRA. Isso será um prazer. Hoje vamos castrar elas, os cirurgiões criaram vaginas mais inchadas, escuras. Eles diminuem a distancia entre o anús e a vagina, criando uma bolsa de gordura, que é estimulada por substancias que eles desenvolveram, que escurece a região. A cada 15 dias elas terão ciclos de cio, que duram 20 dias. Elas já estão exalando o cheiro que é produzido pelo seu sistema digestivo e deixa seus anus com um cheiro que exista a elas mesmas e aos cães. - Perfeito, perfeito. Lilly foi arrumada com as outras, seus pelos foram podados, seu rabo balançava sabia que ra um dia especial. Colocaram uma coleira e uma pulseira nova com pedras que brilhavam muito, Amarraram o tufo de cabelos com fitas em formato de flores, trocaram os pregadores de seus seios com três litros e maio cada, por outra de Brilhantes, com dezesseis sinos, que balançavam muito conforme ela se mexia e jogava as duas enormes bolas de um lado para outro. Uma sandália de tiras, pintaram suas enormes unhas das patas da frente de branco, e as das patas de trás de vermelho, cortadas muito pequenas, quase na carne. Retocaram as duas tatuagens de suas pernas com motivos tribais, retocaram com um branco mais puro os tufos de pelos das patas. Puxaram sua língua e colocaram um Piercing com uma enorme pedra de brilhantes, que mal deixava ela colocar a língua na boca e fechar. Lilly era a aberração mais linda de todas, seu andar suave para não quebrar a unha mostrava o longo treinamento a que fora submetida. DORNA a desfilaa em frente ao espelho ela olhava, lembrava de coisas confusas, de mulheres, de um homem, mas as leves chicotadas a trazia de volta. - Hoje é nosso dia princesa. Hoje vou te entregar a sua DONNA. E vou enfim poder ir para um de nossos castelos na Europa, tirar férias, com escravos masculinos, que farão todos os meus prazeres. E a senhorita se comporte, ela tem um cachorrão que vai te mostrar o que é ser cadela. Não ta entendendo nada né? Mas seu cheiro já ta muito forte, quero ver ele te pegando....como era mesmo seu nome?? Assim Paulo... Paulo, aquele nome não era estranho, Paulo. O nome ecoava na sua cabeça. Mas agora sua cabeça era oca, tinha que se preocupar no andar leve, em mexer a fina bunda e a enorme e protuberante vagina, em não quebrar as unhas, nos seios que quase arrastavam no chão. Na CASA GRANDE, dentro de casas de transporte de animais, cada cadela era apresentada, de todos os tipos, as mais gordas no modelo São Bernardo, as mais peludas, com implantes de orelhas que arrastavam no chão, o anão que tinha virada uma Box, outra uma pequinês. Os cães, vigorosos, com musculatura definida também desfilavam para a avaliação de LADY. As DOMMES com os melhores resultados iriam para a Europa, e o serviço era executado com maestria, mas LADY era exigente, e os mínimos detalhes eram levados em conta. Os adornos dos animais, sua autenticidade, sua incapacidade em entender as palavras, o tempo de resposta, a obediência. Como era de costume alguns convidados e patrocinadores do projeto estavam presentes. Eles davam seus lances, faziam as críticas, compravam e se anamavam prmetendo mais verba para as pesquisas. Lilly foi a última a desfilar. O Grande Finale, ficou deitada na casinha quieta sem se mexer até escutar a voz de comando. - Up, falou LADY. Lilly levantou, e todos os sinos balançaram, criando uma melodia suave que invadiu a sala. Todos os presentes ficaram ansiosos para ver o que vinha de dentro da casinha. Ela saiu lentamente, com toda delicadeza, com passos cuidadosos e elegantes. Suas longas unhas passo-a-passo ganhavam o aconchegante tapete da sala, contrastando seu branco das unhas no seu vermelho sangue. O branco rosado de sua pele, conseguido por meses tomando apenas o sol até as oito horas da manha, contrastava com o ambiente marrom do lugar, e parecia brilhar com as jóias que carregava. Seus seios balançavam de um lado para o outro, quase tocando o chão, balagandando os pequenos sinos. Seus pés com as sandálias de tiras pareciam brilhar sendo cortados pelas tiras vermelhas do calçado.As tauagens pretas, amrcavam a pele fina e suave, tratada com cremes e banhos de leite. Desfilou para todos os presentes, sendo puxada por uma cordinha muito fina de ouro, levando levas chicotadas na protuberante vagina, quase colada no anús, que tabém ficava quase a mostra pela remoção das gorduras das nádegas. LADY e os presentes ficaram deslumbrados com a obra, aplaudiam de pé. Quando LADY levantou, segurou as mãos de uma mulher de aproximadamente cinqüenta anos, e a conduziu até Lilly. - Aqui está seu presente DONNA.