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Mais Descobertas I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

Ela chegou em casa ainda excitada. Docemente excitada. Com medo, mas excitada. Sabia que tinha começado algo que não tinha a menor idéia de onde poderia parar. Mas estava atraída por esse homem doce e ao mesmo tempo, tão forte. E descobrir que seu corpo poderia dar e receber tanto prazer, era sua maior descoberta. Se sentindo meio adolescente, um sorriso que não conseguia tirar dos lábios, foi cuidar do jantar para se distrair. Tinha que se ocupar um pouco, para não ficar parada, pensando no que tinha acabado de fazer. Pensou no próximo encontro. Tentou imaginar. Seu corpo reagiu de imediato. Sentiu um arrepio atravessá-lo, as mãos começarem a suar. Parou. Ligou o rádio alto, foi falar com a empregada, enfim, foi se ocupar. No começo da semana seguinte, recebeu um cartão dele. "Te espero, no mesmo lugar, na quarta feira, às 11 horas". Mais nada. Ele sabia que ela iria. Na manhã do dia combinado, depois que todos saíram de casa, ela tomou um longo banho. Escolheu a roupa com carinho, pensando nele. Tremia de excitação. Chegou um pouco antes da hora. Às 11 horas em ponto, ele chegou. Não saiu do carro, ficou esperando que ela entrasse. Ela entrou, sentou e o olhou. Ele deu um pequeno sorriso, passou a mão pelo seu rosto e deu partida ao carro. Foram para o mesmo motel. Ela esperou que ele abrisse a porta do apartamento e entrou. Parou do meio do quarto, aguardando que falasse ou fizesse algo. Ele a olhou longamente, notando com um sorriso o cuidado que ela tinha tido em se arrumar para ele. Chegou perto dela, tomando sua boca na dele. Um beijo profundo, devassador. Tomando posse da sua boca. Sugando a língua dela para dentro de sua boca. Uma mão prendendo sua nuca, a outra a prendendo pela cintura. Ela se assustou a princípio, instintivamente reagindo e tentando se soltar. Mas as mãos dele estavam firmes no seu corpo e aos poucos ela relaxou. Timidamente levantou uma mão para o seu rosto, acariciando sua face, sentindo o cheiro da sua colônia após barba. Deixou-se levar pelas sensações. Após alguns minutos, ele se afastou. Sentou na cama e disse: "Tire sua roupa pra mim". Ela o olhou, meio sem jeito, sem saber muito bem por onde começar. "Tire cada peça devagar, me mostre o seu corpo". Envergonhada, ela abaixou os olhos e começou a desabotoar a blusa. "Levante os olhos. Olhe pra mim." Sua voz era baixa, mas com uma autoridade que a vez levantar os olhos imediatamente. Mantendo os olhos no rosto dele, continuou a desabotoar a blusa. Lentamente. A blusa aberta, deixando à mostra o sutiã de renda branco, que tinha comprado especialmente para essa ocasião. Era menor do que os que estava acostumada a usar e seus seios fartos mal cabiam dentro dele. Tirou a blusa, deixando-a cair no chão. Ia começar a desabotoar a saia, quando ele disse: "Toque seus seios. Com a ponta dos dedos. Acaricie os bicos." Ela sentiu seu rosto avermelhar. Baixou os olhos de novo. "Olhando nos meus olhos", sua voz um pouco mais alta agora. O rosto pegando fogo, os olhos fixos no dele, começou a acariciar os bicos dos seios por cima do sutiã. "Tire isso". Com as mãos por trás das costas, desabotoou o sutiã e puxando as alças para baixo, deixou-o cair no chão. "Agora, se acaricie. Pegue os seios nas suas mãos, aperte-os. Sinta-os endurecerem. Assim. Pegue os bicos entre os dedos. Aperte. Devagar. Isso." Sua voz forte, seus olhos presos nos dela, os lábios pareciam não mexer. Mesmerizada, ela obedecia. Sentia os bicos duros, quase doloridos. Por um segundo, fechou os olhos, embalada por essa sensação nova. Gemeu. Baixinho. Ouviu um leve riso. Abriu os olhos imediatamente. Quase não viu o sorriso nos lábios dele. "Tire a saia agora." Em segundos, a saia estava no chão. Parada, na frente dele, só com a calcinha e as sandálias de salto, se sentindo presa, assustada e incrivelmente excitada. O corpo tremia, sentia frio e calor ao mesmo tempo. Ele a olhava, sem dizer uma palavra. Parecia a inspecionar. Os olhos percorrendo cada pedaço do seu corpo. Queria colocar as mãos por cima dos seios, como para se proteger, se sentir menos devassada. Mas não tinha coragem de se mexer. Algo tinha mudado no tom da sua voz hoje. "Venha cá.". Lentamente, chegou perto dele. Ele abriu as pernas e ela sentiu que ele queria que chegasse ainda mais perto. Seus seios na altura do rosto dele. Ele levantou uma mão e tocou suavemente o bico de um seio. O toque do seu dedo parecia queimar sua pele. Não se mexeu. Ele pegou o seio na mão, massageando, apertando levemente. Ela quase perdeu o equilíbrio, instintivamente colocou uma mão no seu ombro. Ele aumentou a pressão da mão, apertando com um pouco mais de força. Pegou o bico entre os dedos, rodando-o. Ela olhou dentro dos seus olhos. Pareciam dois poços de águas escuras, densas. Ele não sorria, não mexia um músculo do rosto. Continuava rodando o bico entre os dedos. De repente, apertou-o com muita força. Sem tirar os olhos dela. A surpresa e a dor, quase a fizeram perder o fôlego. Imediatamente, ele levou seus lábios àquele seio e o beijou. Com ternura. Sugou, devagar. Ela sentiu sua língua brincando com o bico do seio. Que sensação mais incrível! A dor fina que fez seu coração acelerar ainda mais, misturada à maravilhosa doçura daquele beijo. Sua mão, pousada no ombro dele, subiu por sua nuca e se prendeu nos seus cabelos. Ele sentiu a pressão dos dedos dela, como que querendo prender sua boca mais ainda aquele seio. Chupou-o mais avidamente. Ouviu seus gemidos, baixos, como o ronronar macio de uma gata. Enquanto chupava um seio, sua mão brincava com o outro. Alternou. Sentia o calor que emanava do corpo dela. Mais uma vez a fez perder o fôlego, quando, no meio de todo esse carinho, mordeu a auréola de um seio, com força. Sentiu-a retrair, um grito de surpresa a se misturar aos gemidos, mas sua outra mão, que estava por trás das suas costas, não permitiu que ela se afastasse. Continuou beijando seus seios, acariciando e sugando-os. Ela tinha se perdido no meio dessas sensações tão novas, estranhas, assustadoras e excitantes. Sentia-se presa a ele. Queria se soltar dele. Queria sua boca lhe dando tanto prazer. Sentiu raiva daqueles dentes que tanta dor lhe causavam. Queria-o. Desejava-o. Tinha medo dele. O que estava acontecendo com ela? Ele parou. Levantou-se e a abraçou. Seus braços a envolvendo, inteiramente. Abraçado a ela, levou-a até o lado da cama. Quase a carregando, deitou-a na cama. Em pé, do lado dela, começou a se despir. Sem tirar os olhos do seu rosto. Totalmente despido, sentou-se ao seu lado, na beira da cama. Suas mãos começaram a explorar seu corpo. Devagar, suavemente. Cada pedacinho do seu corpo. Ombros, braços, seios. O ventre liso. A barriga, as coxas, uma carícia mais demorada nos joelhos, descendo até seus pés. Tirou suas sandálias. As mãos voltando, pernas acima. O lado de fora das coxas. Suas ancas. Pegou suas mãos entre as dele. Entrelaçou seus dedos nos dela. Seus olhos acompanhando as mãos. Segurando firmemente suas mãos, levantou seus braços por cima da cabeça. Ao se abaixar para fazer isso, beijou-a. Um beijo com desejo. Com tesão. Como sua boca era gostosa! Ela sentia o seu gosto, seu hálito quente. Tão perdida ficou nesse beijo, que nem percebeu seus sutis movimentos. Só sentiu quando o aço frio das algemas tocou seus pulsos. Assustada, arregalou os olhos e tentou se desvencilhar. Estava presa à cabeceira da cama. "Shssss. Quieta. Você não vai conseguir se soltar. Não tenha medo. Não vou te machucar." Beijou-a de novo. As mãos acariciando seu corpo. De novo a surpreendeu, quando pegou uma écharpe preta e a vendou. Presa, os braços esticados sobre a cabeça. No escuro. Sem saber o que ele faria a seguir. Os sentidos em alerta. A respiração ofegante, o coração em descompasso, batendo forte. O corpo respondendo às carícias das suas mãos. Confusa. Ele não falava. Só a tocava. Tentou se acalmar. Tentou se concentrar nas mãos dele. Agora nos seus seios, tocando-os levemente. No ventre. As pontas dos dedos desenhando círculos. Descendo pela barriga. Apertando levemente sua cintura. Sem parar. Acompanhando o contorno da calcinha. Tocando seus pelos por cima dela. Descendo. Sentindo a umidade e o calor que vinham da sua buceta. Ela gemeu. Sua mão ficou parada ali por uns segundos. Sentiu suas mãos agarrarem a calcinha pela frente e num movimento brusco, a rasgar. Ela gritou. "Calada!". Sua voz baixa, rouca, autoritária, a fez engolir o grito. Chegou a perder o fôlego. Mas logo a seguir, ele começou a acariciar seus pelos, enroscando seus dedos neles. Sentiu seus dedos abrindo seus grandes lábios. Buscando seu clitóris. Tocando-o. Apertando-o entre seus dedos. Ela gemeu. Deixou a mente vagar. Sem rumo. Sem pensar. Só sentindo. Entregue a esses dedos. Dedos que habilmente a tocavam, no lugar certo, na medida certa. O tesão aumentando. Sem se dar conta, começou a mexer os quadris, acompanhando o movimento dos dedos dele. "Minha vadia... você gosta disso... eu sei. Mexe pra mim, minha putinha gostosa.” Mais surpresas! Ele nunca antes a havia chamado assim. Sempre tão respeitador. Era um outro homem. Apesar de se sentir um tanto humilhada, por estar nessa posição, entregue assim, indefesa, sabendo que ele estava ciente do domínio que tinha sobre seu corpo, estava tremendamente excitada. Sua jornada de prazer começou. Totalmente no escuro, só o percebia. E sentia suas mãos. Seus dedos a provocar seu clitóris. Massageavam, tocavam, apertavam, beliscavam. Com a outra mão, afastou seus lábios e deslizou um dedo pela abertura da sua buceta, já inteiramente molhada. Brincou ali um pouco, antes de enfiar aquele dedo lá no fundo, tocando as paredes aveludadas. Enfiou mais um dedo. Ela abriu as pernas. O corpo tremendo, sentia as mãos suadas, os braços quase esticados. A respiração se tornando cada vez mais ofegante. A boca seca. As mãos dele não paravam, os dedos entrando e saindo, agora três. A outra mão tocava o clitóris, brincava com os pelos, puxava-os, a dor fininha. Gemidos baixos. E suas ordens, ditas em voz baixa, mas que tão claramente chegavam aos seus ouvidos: "Abra as pernas. Mais!". "Mexe cadela, assim". "Buceta gostosa. Minha. Toda minha". E ao enfiar um quarto dedo dentro dela: "Vou te arregaçar toda. Levanta bem esses joelhos. Se abra mais pra mim". Ela se sentia perdida, num mar de prazer, tesão, desejo e medo. Não conseguia acreditar que pudesse sentir tantas coisas ao mesmo tempo. Nas poucas vezes que tentou pensar, a cabeça deu voltas. Desistiu. Deixou-se levar pelas sensações. Eram incríveis demais. Parecia estar no meio de um rodamoinho, que a sugava cada vez mais para o fundo. Slapt! O primeiro tapa a fez prender a respiração. Sua mão espalmada desceu com força na parte de trás da sua coxa, os dedos acertando em cheio sua nádega. Um grito que não conseguiu sair da sua garganta. Outro tapa, quase no mesmo lugar. A pele ardia. Logo a seguir, a sensação quase refrescante da sua língua lambendo onde sua mão antes tinha ardido. Como é que ela podia estar sentindo esse prazer? Com um tapa? Mas a dor, era prazerosa. Estranhamente prazerosa. "Isso é só pra você saber, quem é o seu Dono!". Da coxa, a boca foi para sua buceta. Parecia abocanhá-la. Com gosto. Chupava, mordia, a língua entrando e saindo. As mãos acariciando sua bunda. Apertando. As unhas cravando na sua pele macia. Beliscando. Ela começou a perder o eixo. Num turbilhão de emoções e sensações. Sentia que o gozo chegaria a qualquer segundo. Então ouviu sua voz, alta, clara, forte: "Não ouse gozar sem minha ordem! Sem me pedir! Entendeu?". O coração quase na boca. Batendo forte. Ela quase podia ouvi-lo. Ele parou de beijá-la. De tocá-la. Um segundo que pareceu uma eternidade. Então sentiu suas mãos pegando suas pernas por trás dos joelhos, puxando-as para cima e abrindo-as. Os joelhos quase tocando os seios. Sentiu a cabeça do seu pau, tocando a entrada da sua buceta. Roçando. Escorregando. E sem nenhum aviso, entrando com força, de uma estocada só, dentro dela. Enchendo-a. Instintivamente, ela contraiu os músculos da buceta. Ele riu. "Isso, minha putinha, engole o meu pau. Assim, bem apertado. Gostoso". E as estocadas, fortes, seguras, que faziam seu corpo se mover na mesma direção. Acompanhando seu ritmo. Devagar a princípio. O pau tocando lá no fundo da sua buceta. Entrando e saindo. Ela querendo tocá-lo. Passar suas mãos pelo seu peito, seus braços. Seu rosto. Pediu a ele que a soltasse. Ele lhe disse que dessa vez não iria soltá-la não. Ela gemeu, quase um choro. Queria tanto sentir o calor da sua pele nas suas mãos! Mas não teve tempo de sentir essa falta. Ele começou a massagear seu clitóris, na mesma velocidade que entrava e saia dela. Mais uma vez se sentiu engolfada por ondas de prazer. Gemidos que mais pareciam gritos. Ele puxou a venda dos seus olhos e ela fixou seus olhos nos seus. Escuros, brilhantes. Não conseguia desviar seus olhos deles. Via o desejo neles. Via o seu desejo espelhado neles. Sentia também o seu gozo a ponto de explodir. "Não goze antes de me pedir! Implorar! Só EU posso te dar permissão para isso! Entendeu vadia?". Ela pediu. Sem acreditar que era a sua voz que ouvia. Baixinho. "Por favor, por favor." E a voz dele sobrepondo-se a dela. "Pede! Implora! Alto!". Não era ela que estava ali, era outra mulher. Uma mulher que não sabia existir dentro dela. Em fúria. Enlouquecida. Fora de controle. Aos gritos. Totalmente fora do seu eixo. Um vulcão a ponto de explodir. "Por favor! Porra! Puto! Me deixa gozar! Não agüento mais! Por favor!". E no meio dos seus gritos, conseguiu ouvir sua voz. "GOZA! Goza pro seu macho, minha fêmea gostosa! Me dá seu gozo, meu tesão!" Ela gozou. O corpo em espasmos. Ondas. No meio da loucura toda, sentiu no rosto um forte tapa, perto da boca. A dor se misturou com o prazer. Com os gritos. Com a respiração totalmente fora de controle, a garganta ardendo de tão seca, a cabeça explodindo em cores. Luzes. Um gozo infindável. Ao longe, ouviu os gritos dele. "Minha... minha... só minha... toma o meu tesão... meu gozo é seu...". Sentiu seus jatos fortes inundando sua buceta. Quente. Se misturando com seu gozo. Minutos intermináveis. Aos poucos foi diminuindo. A intensidade. A loucura. O calor. Quando tudo estava terminado, ele desabou em cima dela. Seu suor se misturando com o dela. Ele depositou um leve beijo nos seus lábios. Sorriu. Tirou as algemas. Então ela pode acariciá-lo. Acarinhar suas costas banhadas em suor. Passar a mão pelos seus cabelos, molhados, prendendo as mechas entre seus dedos. Passar a ponta dos dedos por todas suas costas, acariciar suas nádegas. Sentindo sua respiração ainda ofegante no seu rosto. Seu coração batendo forte no seu peito. Seu pau ainda enchendo sua buceta. E ali ficaram por muitos minutos. Só se sentindo. Sem falar. Não era preciso. Ela sabia que a esse homem ela agora pertencia. Seu corpo, sua mente, seu coração. Eram dele. Só dele. E ela era uma outra mulher. Diferente daquela que entrou aquele quarto de motel com ele pela primeira vez há uma semana atrás. Ela tinha se descoberto. Dele.