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Maria Helena à Beira-Mar

Eu tinha um contato na Sexta-feira, pela manhã, com uma empresa que fica uns 60 quilômetros perto de onde tenho uma casa, no Litoral Norte Paulista. Não era nada muito promissor. Mas resolvi aproveitar. Ao menos sairia um pouco da rotina maçante do trabalho em São Paulo. Com um pouco de sorte, teria um dia de sol para curtir a belíssima paisagem de serra e mar ao longo do caminho. E na volta, pela tarde, poderia antecipar meu fim de semana, para fruir um pouco a paz de uma solidão à beira-mar. Por falar em “maçante”, esta estava sendo minha vida nos últimos tempos. O trabalho em crise. Em casa nada além de outra rotina. Maria Claudia, Clau, minha válvula de escape para acrescentar sabor à minha existência – e dela, claro...- tinha sido transferida para Boston. Fernanda reatou com o marido e resolveu cancelar toda e qualquer atividade “extracurricular”... Algumas mulheres surgiam e sumiam pela net, mas sem se libertarem da indecisão. Sobráramos eu e o marasmo. O contato não deu em nada mais do que já imaginava: muita conversa fiada, e, ao menos a curto prazo, nenhum contrato. Mas em compensação... Bem: não resisto a contar. No caminho de volta, após a reunião, indo rumo a minha casa de praia, entrei num condomínio de luxo lá por perto, onde há um shopping e um supermercado; tinha que comprar algumas coisas para o fim de semana. Quando estou estacionando, um carro para do meu lado. A motorista me parece familiar. Reconheço-a quando sai do carro: é Maria Helena, uma colega de faculdade que não via a uns 20 anos, desde que nos formamos. Depois disso soube que tinha ido para o exterior, havia conseguido fazer pós-graduações em universidades de ponta, e que ao voltar tinha assumido um alto cargo numa multinacional, com fábricas perto de Salvador. Tal como era nos tempos da faculdade: ela continua muito bonita. Mas bem casada, claro... Estava passando férias, alugando a casa de uns amigos ali, enquanto o marido e os filhos tinham ido para os Estados Unidos. Conversamos rapidamente, relembramos os velhos tempos e nos despedimos, e tudo teria terminado por aí. Mas quando cheguei em casa, a mulher do caseiro tinha deixado uma enorme lista de material de limpeza. Eliminei metade e decidi que à noite iria lá de novo para comprar. Arrumei minhas coisas, fiquei pela praia. Lá pelas 7:00 da tarde tomei um banho e retornei ao condomínio de luxo (é perto, só uns 10 quilômetros de estrada). No caminho eu lembrava de uma fantasia de ter um caso relâmpago com alguma daquelas mulheres apetecíveis, que ficam por lá na férias, no meio da semana, enquanto os maridos trabalham. Mas isto era só uma fantasia, nada que eu acreditasse possível. Quando entro na avenida principal, vejo à minha frente uma mulher numa bicicleta importada. Usa um capacete de ciclista que disfarça um pouco o rosto, um top pequeno que deixa metade dos seios à mostra e um short muito curto. Parece daquelas calças cortadas, onde o tecido surge só depois que as coxas já acabaram.... Ela pedala devagar, chama atenção de todos os homens que passam, e parece estar gostando muito disso. Fiquei atrás dela algum tempo, curtindo a visão daquele delicioso rabinho empinado, e depois passo. Naquele lugar, veraneia uma classe alta, que contabiliza suas contas em uma quantidade de dígitos bem maior que a minha. Não é a minha turma... Estava certo de que não teria qualquer chance, mas ao mesmo tempo me intrigava. Aquela mulher se portava como se procurasse uma aventura. Juro que até cheguei a olhar para os lados, desconfiando que se tratasse de mais uma dessas abomináveis “pegadinhas”, que programas de televisão de quinta categoria usam para prender a audiência. Mas já estava escuro, portanto alguma camera indiscreta não me identificaria. Decido segui-la. Percorro alguns metros ao seu lado. Ela olha, percebe minha presença. Sorri. Vou freando... Quando paro, não acredito em rever ninguém menos que aquela mesma Maria Helena. Numa atitude- vestida assim, definitivamente não é a imagem que sempre tive dela - bem diferente da que sempre a vi ter. Ela parece se assustar um pouco ao me reconhecer. Mas conversamos mais, ela se descontrai. Olhando para meu carro (o meu na revisão, estava com a pick-up de meu sócio...) diz que estava cansada, pede se eu não podia levá-la... Botei a bike na caçamba e Maria Helena dentro do carro (que cansada, na verdade não parecia...). Quando se debruçou para entrar, a cintura do shortinho cedeu um pouco, mostrando a inexistência de uma calcinha... Entrei no carro, já certo de que os deuses me sorriam... No caminho ela me perguntou se eu conhecia a nova marina (claro que não...). - Vamos lá, meus amigos têm um barco, eu mostro pra você.... Fomos, estacionei e logo adiante havia algumas lanchas e um pequeno veleiro de uns 40 pés (é assim que dizem) com cabine na parte de baixo. Era este. Ela foi à minha frente, achou uma chave escondida e me convidou: - Vem, vamos tomar um uísque pelos tempos da nossa escola querida... Abriu a porta para mim, eu entrei e após passar, ela trancou-a. Maria Helena ficou ali me olhando, com a coxa dourada de sol apoiada sobre o corrimão. Fita-me de uma forma fixa por um momento, e então me diz: - Você não sabia que existiam duas de mim... De dia a senhora séria que você encontrou, e agora de noite, o que você está vendo... Eu não acreditava! Parece que minha querida Clau fez discípulas! Mas ela continuou... - E eu preciso ser punida pelo que faço... O que se seguiu - believe me or not... - foi exatamente como descrevo agora: Sem dizer mais nada, ela veio até mim, me empurrou, fazendo com que sentasse no sofanete. Daí então, baixou e tirou o shortinho e deitou-se de bruços nas minhas coxas. - Vai, aplica o corretivo que mereço... Eu estava completamente atônito: nunca a imaginei assim. Sempre me parecera aquele tipo de mulher pouco dada a ousadias. Mas, por outro lado, eu estava preparado para lidar com esse momento e uma mulher como ela. Parei por um instante, olhando-a, para tomar pé dessa situação totalmente inesperada. Apesar de ter sido uma boa colega nos tempos da faculdade, Maria Helena sempre fora muito recatada. As meninas – algo invejosas... - diziam que ao se formar iria arranjar um casamento na alta roda e virar uma madame. Ela começou a me provocar: - Me bate seu frouxo! Eu dou pra todo mundo, corneio até você!.... Bem: em Roma, como os romanos: e minha hora de assumir a direção do espetáculo estava colocada... -“ Frouxo? Vou te ensinar a me respeitar, sua vagabunda...”. Arranquei seu top. Por pouco não o rasguei. Deixei-a totalmente nua. Em seguida dominei seus braços, amarrei suas mãos às costas, improvisando a corda com a própria mini-blusa. Fui tratando de assumir uma postura que lhe deixasse claro: sou eu o diretor de cena, terá que ser tudo como EU decidir. Tirei-a de meu colo – o que a deixou algo surpresa... - e a coloquei de joelhos, nua, sobre um tapete de crina que havia no piso. Comecei a lhe falar: - Você está em débito comigo, sua vagabunda... Ela curvou a coluna, apoiou o rosto sobre o tapete, numa posição que me fez ainda mais excitado. Ainda mais com a forma com que movia os quadris a cada palavra minha. Ela me responde: - Sim, eu sei... mas os anos me prepararam. Te prepararam também. Agora estou pronta para ser tua. Me usa!... Despi-me a sua frente. Foi especialmente delicioso ver a expressão em seu rosto ao momento em que eu baixava minha cueca e meu membro se libertava rígido. Ela olhava fixamente, mordendo os lábios. Ela se aproximou, rastejando. Tentou abocanhar meu membro. Mas não... ainda não é hora. Afinal, quem é que manda?... Prendo seus cabelos com a mão direita e a faço erguer sua cabeça. Com a esquerda exibo-lhe o membro. Ela abre a boca, estica língua, mas o mantenho fora de seu alcance. Esfrego-o no seu rosto. Isto visivelmente a excita – ela treme... - fazendo-a gritar sem preocupar-se com a possibilidade de que estranhos a ouvissem: - Por favor! Deixa te chupar. Põe teu pênis na minha boca!... A frase me arranca uma gargalhada. Então a madame tem pruridos quanto a utilizar as palavras certas? Vou treiná-la... - Pênis?...Ah, ah, ah... Você não está no teu ginecologista. Você pode ser madame lá fora. Mas aqui é só uma puta. Esqueceu?... - Sim... Eu sou... eu QUERO! ... - Pois putas têm um linguajar próprio. Como é que é? Estou esperando... Antes que ela me respondesse saio da sua frente. Ela fica visivelmente incomodada com isso. Tenta ver meus próximos passos. Mas seguro sua cabeça pelos cabelos imobilizando-a. Coloco-me bem atrás dela, que assim, não me vê. Mas vai sentir... Tenho para mim agora uma bela bunda de madame, esculpida em horas e horas de malhação. Minha mão direita está livre e pronta para seu serviço... Splash!... O braço girou no ar e minha mão vibrou uma palmada vigorosa naquelas carnes macias. - Aiiii! O que é isso?...- Uma lágrima lhe escorre. Mas não tenta fugir... - Isso é o começo. Foi você que pediu a punição, lembra? Uma outra palmada! Essa foi melhor, pegando bem no meio do lado direito. Quando retiro a mão, vejo sua bunda como que vibrando em reverberação. Mais palmadas se seguem. Vou pegando o jeito: saem cada vez mais precisas e vigorosas. Vez por outra, após a palmada deixo minha mão escorregar por entre suas coxas, me dando o prazer do contato com sua pele sedosa. Descubro uma umidade... - Aaaai!... Aaaaaahhhh...! Assim continuou: ela reagia primeiro com um grito, um soluço de dor, que logo em seguida era suplantado por um suspiro. Nada disso foi planejado. Nenhuma safeword foi combinada. Se quisesse ela poderia tentar me escapar. Se quisesse poderia pedir, implorar que eu parasse. Nada disso... Manteve-se lá à disposição. Tenho uma idéia a mais: passo o peito do meu pé direito sob ela. Vou até seus seios. Não me surpreendo em encontrar os biquinhos duros. Usando o dedão e outro dedo, aperto-os. Mais algumas palmadas e volto a lhe falar: - Quem é você? - Aiiiii... Você sabe que sou eu, Maria Helena... –mais uma palmada... - Maria Helena? Essa é uma madame. Você aqui não é isso...- e mais uma... - S-sim... Não tem Maria Helena nenhuma aqui. Só eu... - E que é você? - S-sou uma vagabunda. Sou uma putaaaaaa!!!... - Sim, querida, isto já estava definido desde o início... faltava tua confissão – ela agora sorri. Consegue olhar para trás e me fita com um olhar faiscante... - Por favor, não me bate mais... deixa a tua puta chupar teu pê...- mais uma palmada... - Chupar o quê?... - Eu chupar teu pau! Teu caralho!... A “madame” estava pronta... Postei-me novamente à sua frente e coloquei meu pau na sua boca. Ela fez o resto. Enquanto sustinha sua cabeça, cacheando nas mãos seus cabelos, ela me sugava como uma cadela sedenta, engolindo quase todo meu pau. Ao senti-lo pulsar dentro de sua boca, deu ainda mais ênfase nos movimentos. Minha cadela queria realmente sentir o sabor de seu homem. Quando finalmente gozei em sua boca, pude vê-la contorcer-se num tremor que tomo seu corpo todo. Quando retiro o membro tão bem sugado, ela tem ainda o requinte de esticar a língua em cunha para colher a última gota, que sorve com inequívoco prazer. Sorri para mim. - Obrigada! Não sabe como eu precisava disto... Senta-se em posição de lótus, descansando um pouco. - Foi bom querida. Mostrou que sabe ser uma puta. Mas não foi o suficiente para esta noite... Paro um pouco pensando no que fazer em seguida. Lembro-me então que estou com a pick-up do sócio. Talvez houvesse cordas lá. Vou correndo procurar, e atrás dos bancos acho um pacote ainda fechado com cordas de perlon, daquele tipo para segurar cargas na caçamba. Felizmente não havia ninguém no estacionamento frente aos barcos. Tão entretido em meus planos estava eu, que não me dera conta de estar totalmente nu... Nada disse a ela do que faria. E enquanto estou lá fora, ouço seus gritos me chamando. Um apelo de cadela no cio. Quando retorno, Maria Helena já tinha um discurso pronto: - Meu macho, já tenho tua marca na minha pele. Perdoa esta vagabunda incorrigível... Vou te pagar por todos esses anos em que não fui tua. Me usa como tua puta agora. Vem!... Faço com que se levante e a levo até uma cama retrátil. Ao acioná-la vejo que é perfeita às necessidades do momento, com pontos na estrutura fortes o suficiente para o uso das cordas. Solto suas mãos do top improvisado como algema, amarro seus pulsos. Já tão domesticada estava ela que sequer tinha que me preocupar em dominá-la. Aceita tudo docilmente. Sempre mordendo os lábios... Assim, amarrei seus braços na parte de cima da cama e os pés atados aos suportes anteriores do leito. Coloquei-a assim, de barriga para cima, num “X” que a deixava exposta. Toda aberta... Apanhei gelo na geladeira. Passei-o pelo seu corpo todo... seu seios, com os mamilos se arroxeando, os biquinhos se tornando ainda mais rígidos. Peguei outra pedra e vim com ela pelo seu ventre, até encontrar seu sexo. Que obviamente escorria de certamente mais de um gozo. Enfio a pedra dentro dela. Ela se contorce. Tomada pela surpresa. Pelo prazer também... Derramo um pouco de uísque e completo o coquetel no qual caio de boca. Minha presa urra de prazer. Surpreende-me a forma com que – toda atada – se movimenta e se contorce. Está quase gozando, percebo. Paro, levanto-me, deixo-a ali sozinha e vou ao sofá tomar mais um uísque. Fico ali, entretido, como se ela não existisse. Divirto-me ao sentir seu olhar fuzilando minhas costas... - O que é isso? Vai me deixar aqui assim?... - Sim... A menos que proponha alguma coisa... - Não vai fazer amor comigo?... Ainda a madame cheia de pruridos... Mas parece que ela se dá conta do treinamento rápido que recebeu: - Por favor! Vem aqui. Não deixa tua puta sozinha... - Pra fazer o que? - Vem me comer? Vem... - Te comer?...rs... - ME FODE! ENFIA TUDO NA MINHA BUCETA. ESTOU MORRENDO DE TESÃO!... Os guardas da portaria, distante uns dois ou três quilômetros devem ter ouvido esse grito. Pouco importa. O que importa é que minha Maria Helena estava pronta. Tinha assumido plenamente a persona que o momento exigia. Estava pronta a se entregar por inteira. E ansiava muito por isso. Voltei para ela. Como sempre, sem pressa. Lambi seu corpo todo, aqueles seios com aqueles mamilos rosados e bicos violáceos, enrijecidos de todo tesão. Alimentei-me do seu sexo, daquela buceta incandescente, que fluía um caldo denso, apimentado, encimada por um clitóris delicioso que mordia suavemente... - Me usa! Me faz toda tua! ... ela gritava . Levantei-me um instante, fiquei de pé sobre ela, vendo como olhava fixamente para o meu membro rígido. Ajoelhei-me, com meus joelhos ao lado do seu rosto. Lentamente, fruindo cada segundo, abaixei a cintura, até que meu pau estivesse ao alcance da sua boca... Ela o engoliu todo, novamente sugando vorazmente, enquanto ele latejava em sua garganta... Depois o passei no seu rosto, nos seus seios, enquanto ela imobilizada, como sempre se contorcia de tesão... - Fode tua cadela! Fode, por favor... Basta de preliminares torturantes. Seu pedido foi aceito... Eu a possui daquela forma, penetrando-a profundamente com estocadas vigorosas. Maria Helena gemia muito, gritava de tesão. Os minutos se passaram num crescendo, foi delicioso... Até que explodimos juntos numa corrente de eletricidade que nos percorreu por inteiros. Soltei-a e celebrei com ela esse encontro fantástico e inesperado que o destino nos presenteou. Busquei novas doses de uísque e brindamos. Ficamos ali, naquela cumplicidade plena dos corpos nus que não têm mais segredos. Foi então que ela me pediu que a amarrasse de bruços. Com aquele mesmo olhar brilhante e provocador de antes me diz: - Já fui tua puta pela frente, agora quero ser tua puta por trás... Mais do que depressa providenciei a nova cena. Desnecessário descrever em detalhes como a visão daquele rabinho delicioso, todo à minha disposição me excitou. Meu pau se enrijeceu novamente, e de tal forma, que até doía de tanto tesão... e ela gritava, assumindo com perfeição a persona de uma devassa: - Põem tudo de uma vez só, enfia até o saco... Enche a tua puta de porra...! Pude sentir que ela não devia estar acostumada a praticar sexo anal. Estava bem apertada, e não tínhamos gel ali. Valeu a experiência... Sussurrando ao seu ouvido - sentindo que ela se excitava mais e mais quando era chamada de vagabunda... piranha.. puta... - eu a fui preparando, fazendo movimentos circulares com um dedo na sua entrada. Depois com dois... Muito excitada, ela se foi relaxando e com calma e sem pressa iniciei a penetração. Minha cabeça roxa encontrou resistência no início. Mas logo houve a rendição e ela se abriu. Eu enterrei todo meu pau nela, de uma forma profunda, como nunca havia metido numa amante antes. Foi delicioso perceber que exceto nos momentos iniciais, ela não sentia dor. Só - enquanto ela rebolava e gemia ainda mais alto - muito prazer. Quando gozamos, juntos, foi um êxtase prolongado que dificilmente esquecerei. Mais tarde, já livre das cordas, ela subitamente se levantou e saiu do barco nua. Mergulhou no mar, chamando-me. Lógico que fui... Era já madrugada, felizmente não havia ninguém por lá. A água estava morna da noite de verão, o mar calmo, em ondas suaves. Ficamos nadando próximo ao barco, brincando como crianças. Até que a luz da Lua novamente nos despertou. Refletindo em prata nos nossos corpos nus, de novo acendeu-se o brilho faiscante nos olhares, acrescentado do sublime apelo das peles molhadas... Culminamos esta noite fazendo amor uma vez mais, agora de uma forma mais carinhosa, dentro d'água, pendurados na escada metálica do barco. Mais tarde, na pequena cozinha da cabine, enquanto fazíamos um café ela me explicou tudo que acontecia. Disse que tinha uma vida muito difícil. Muitas pressões no trabalho, inclusive com constantes armadilhas colocadas por subordinados que nunca aceitaram uma mulher no comando. Em casa, problemas constantes com a família do marido, tradicional da alta classe de Salvador. Mesmo após tantos anos, não a aceitam, sempre insinuando que ela seja "de fora", como se fosse uma mera aventureira intrusa. Além disso, acumulava o sofrido drama de ter um filho mais velho envolvido com drogas, indo e saindo de internações. Sempre tinha fantasias. Uma válvula de escape para contrabalançar todas as dificuldades que vivia. Nestas férias, sozinha, longe de casa, criou coragem para viver algo novo. Contou que estava já há três dias naquele condomínio no Litoral Norte Paulista. Todas as noites repetia a cena do passeio noturno. Claro que tinha sido assediada, recebido cantadas de homens que a viam em seu ritual ciclístico. Mas não havia encontrado até então ninguém em quem confiasse, em quem sentisse segurança para ir em frente. Aquela era, definitivamente, a minha noite de sorte... Por fim, uma confissão que novamente me surpreendeu: jamais pensara em viver nada parecido com o que tivemos juntos. Obviamente não era ingênua. Interessava-se, entrava em segredo às vezes em sites de SM. Mas só isso. Mas disse-me que ao fechar a porta da cabine do barco, sentiu algo diferente. Como se incorporasse uma nova personalidade. - Juro! Eu pensava em pular a cerca para uma trepadinha. Só isso. Veja só no que deu... Rimos muito. Nos beijamos mais ainda... Já era muito tarde, eu precisava ir, pois meu pessoal chegaria sábado pela manhã cedo. Despedimos-nos, trocamos telefones... Um novo encontro será difícil, dadas as distâncias e diferenças das vidas que levamos. Mas a porta ficou aberta... Ainda tive tempo de contar-lhe do meu hábito de escrever. - Eu lembro! Sempre achei que você escrevia bem. Aliás, era sempre você que fazia os textos finais dos nossos trabalhos na USP... Recebo um beijo, com um pedido sussurrado ao meu ouvido: - Me dá um presente, vai... Escreve um conto, relatando essa noite maravilhosa que a gente teve. Assim ela se eterniza... Aqui está o relato. Foram mudados para segurança, é claro, seu nome e cidade atual. Ela mesma escolheu. Mas tudo que contei realmente aconteceu. Mandei a ela pela internet e ela respondeu, dizendo ter adorado. Espero que tenham gostado também. Se acham tudo é só ficção, nada posso fazer. Considerem então tudo um conto erótico. Vocês ficam com a ficção. Eu com lembranças reais. Inesquecíveis...