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Deitada ali, sentindo aquele corpo saindo e entrando do meu, não conseguia parar de pensar o que fora mesmo que me levara a casar com ele... Ah sim... agora me lembro, gratidão: Lúcio me resgatou de uma daquelas situações da vida em que você se sente um nada... A respiração dele passa a ficar mais rápida, chega o momento em que tenho que fingir que estou gostando. - Vem meu amor, goza pra mim... Goza que estou morrendo de tesão, vem Lúcio, vem meu amor... Vejo seus olhos se apertarem e mais uma vez sua porra se espalhar entre minhas pernas. Após se deleitar, segue ao banheiro para uma chuveirada de sua “despedida”. Fiquei ali me fazendo de adormecida e só ouvi um murmúrio sobre a foda ter sido demais e um “até a volta amor”... Lúcio ficaria três dias fora... Ergui meu corpo em direção ao banheiro, desanimada com a situação... Liguei a banheira e enquanto a água fazia espuma com o sabonete líquido que havia despejado, meus pensamentos voavam... Sempre fui uma mulher fogosa... Ainda na infância, sonhos com homens mais velhos povoavam minha mente e adorava ficar com os dedinhos sob a calcinha... Quantos tapas na mão havia levado, quando mamãe me pegava embaixo das cobertas... Na adolescência, as brincadeiras juvenis se tornavam cada vez mais sérias. Os rapazes nos descobrindo e as mocinhas, querendo entrar na “brincadeira”, enfiavam inocentemente as mãos nos bolsos da calça dos uniformes dos meninos pra sentir a “coisa” deles... Sem contar as festinhas onde no escuro, tudo era permitido... E assim em cada etapa da vida sempre estive dominando as situações. Hoje me sentia presa, dentro de mim a necessidade de ser liberta de uma escravidão sem prazer nenhum... Neste momento senti a água chegando à borda da banheira... Abri o roupão, uma perna, depois a outra, rapidamente o corpo todo relaxado embaixo daquela água deliciosa... Nessa viagem ao início da juventude, lembrei-me de Marcelo. Por onde andaria Marcelo? Imagens rapidamente me tomaram a mente... dois jovens descobrindo o sexo livre! Lembrei-me de uma aventura numa noite de sábado indo pra uma boate. Dentro do táxi, dei sinais de que ia ser uma saída muito agradável e me pus a acariciar o sexo de Marcelo, descaradamente, sem me importar se o taxista poderia ou não estar olhando pelo retrovisor... Lembrar de Marcelo descendo as mãos em minhas costas e invadindo minha saia para enfiar um dedo no meu cuzinho, ainda naquele táxi amarelo, me fez soltar um suspiro de prazer... Inevitavelmente iniciei uma coisa que Lúcio não fez por mim: me dar prazer! Peguei a esponja, encharquei-a de espuma e comecei a passear pelo meu pescoço... Rapidamente outra cena surgiu na cabeça: já na boate, Marcelo sentado conversando com amigos atrás de uma mesa... Caminhei para o meio da pista e comecei a dançar, sensual e provocante... Minhas mãos passeavam pelo corpo que se agitava... Sozinha, cheia de “gaviões” ao meu redor prontos para o primeiro sinal com o qual avançariam na presa... Certa de que estava sendo vista por Marcelo, ondulava meu corpo numa dança oferecida... No canto do olho percebi seu sorriso gostando do que via, o que representou um incentivo a permitir investidas... Segurei a camisa de um carinha, enrosquei uma das pernas em sua cintura, dirigi sua mão para segurar minha bunda e ondulava meu corpo pra frente, mais me expondo a ele que propriamente seguindo a música... Lembrar da reação de Marcelo fez a esponja descer aos meus seios... segurar os bicos firmemente e rodá-los... estavam duros, esperando uma boca que se oferecesse a sugá-los... o prazer daquele momento precisava ser estendido e as imagens vinham com mais clareza... Lembro que em meio à dança, outro carinha se grudou atrás de mim, logo fazíamos um delicioso sanduíche... beijos rolavam no meu pescoço, mãos subiam e desciam nas minhas pernas e eu olhava fixamente para Marcelo como quem perguntava: “vai permitir que seja comida aqui, por esses dois, sem fazer nadinha?”... Entendendo minha insinuação, Marcelo sorriu e retribuiu-me com um olhar desafiador: queria saber até onde ia minha ousadia... Aquele gesto de desafio atiçou minha libido... empurrei os dois carinhas e passei a rondar uma morena tipo mulherão que assistia desejosa aquela exposição... Coloquei-me de costas pra ela, sem parar de dançar, segurei suas mãos e ergui acima das nossas cabeças... Rebolávamos numa dança sensual, despertando o desejo de muitos que assistiam... Coloquei-me de frente e segurei seus cabelos... Puxei-os pra trás e com a outra mão passeei os dedos em seus lábios... Desci minhas mãos pelo seu pescoço, cheguei aos seus seios, barriga e quando estava na altura do seu ventre, me aproximei para um beijo... Senti então a mão firme me puxando pelo braço e me virando bruscamente... Outro gemido e a esta altura minhas duas pernas estavam uma em cada lado, nas bordas da banheira e meus dedos trabalhando em meu clitóris, sem paciência, freneticamente... Marcelo cravou seus cinco dedos em meu rosto, me chamou de vagabunda ali mesmo no meio da pista, me botou em seus ombros como seu fosse um animal e saiu em direção a porta da boate... Enquanto caminhava dava tapas em minha bunda e dizia que ia me ensinar a me comportar... Indecente a cena e deliciosa também. Lembro que me jogou dentro do primeiro táxi e me levou ao motel mais perto daquela boate. Tentei esboçar umas palavras mas, ele segurando o meu pulso forte e forçando para baixo, mandou que me calasse até que ele permitisse que falasse novamente... Neste momento fiquei com medo, pensando que o havia provocado demais e resolvi me calar, embora estivesse excitada com a possibilidade do que estava por vir... Seguimos para um quarto, ele empurrou a porta ainda me guiando pelo pulso, e me lançou a cama. Perguntou sério o que pretendia? Se sabia as conseqüências daquele jogo que estava fazendo? Fiquei quieta esfregando meu pulso machucado, com a cabeça baixa mas um sorriso serelepe no rosto. Marcelo segurou meu queixo levando-me a olhar para ele, quando percebeu meu olhar maroto: - “Ah é sua cadela, então você quer brincar? Vadia, não mandei mexer com fogo”. De uma só vez me despiu por completo e me puxando pelos cabelos me botou de frente para a ponta de uma mesa, que havia no canto do quarto... Fez-me abrir bem as pernas até encostar minha buceta naquela ponta e amarrando minhas mãos com seu cinto, mandou que me esfregasse... Ia batendo em minha bunda pra que acelerasse o ritmo enquanto ele mordia minhas costas... puxava os bicos dos meus seios e me chamava de cadela... o frenesi com que me esfregava àquela parte pontiaguda da mesa era tamanho que sentia um misto de dor e prazer... Quando percebeu que já estava lambuzando a mesa de tão excitada, mandou que ficasse de quatro em cima da cama... Retirou uma escova de dente embalada da cestinha encima da mesa, abriu a embalagem e passou a ponta do cabo no meu clitóris... Mesmo dolorido, aquilo me provocou tamanho prazer que rapidamente a secreção começou a escorrer pelas coxas... Ele passou o dedo pelo líquido e enfiou na minha boca, perguntando se estava gostoso. Como havia concordado, pegou mais um pouco e lambuzou meu cuzinho... queria brincar mais... enfiou um dedinho, depois dois enquanto me penetrava com o cabo da escova... minha resposta foi imediata, comecei a rebolar freneticamente com aquela novidade e quando estava pra gozar ele retirou o cabo e o dedo me penetrando agora com seu sexo duro, pronto... Os colapsos do gozo acompanhavam na banheira as imagens da mente... A volúpia veio com tudo, meu corpo agora se agitava de tal forma a tirar água da banheira... ah, que delícia de prazer... Afundei-me na banheira, saí rapidamente e coloquei-me a escolher uma roupa no guarda-roupa. Estava clara a resposta, ainda tinha muito em mim daquela mulher e não ia perdê-la. E por onde andaria Marcelo mesmo?