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Amante I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante
Já passava das 23:00 quando ele chegou. Acostumada a esperá-lo até as 22:00, ela achou que ele não vinha mais, por isso se adiantara e começara a brincadeira sem ele.
Quando ouviu o barulho da chave na porta e a mesma se abrindo, fez questão de gemer ainda mais alto. Ele, por sua vez, ao ouvir seus gemidos, quase um chorinho, um som tão familiar e tão gostoso aos seus ouvidos, fez questão de entrar em silêncio e foi quase se arrastando ate o quarto ver o que ela estava aprontando.
Sabia o quanto ela era lasciva, sabia que mão na buceta, deitadinha na cama com o edredom por cima do corpo não era coisa dela. Ele pensou em ficar de longe, de olhos fechados e ouvindo-a gemer, mas a curiosidade falou mais alto.
Ele pensou em olhar a cena, se excitar, pegá-la antes de gozar e fazê-la chupar seu pau deixando-a a ver navios, mas teve dó. Resolveu então fazer metade dos dois. Iria ficar na porta em silêncio, iria se excitar ainda mais olhando para ela e a deixaria gozar, em seguida a faria gozar novamente, agora com o seu pau no meio das suas pernas.
Ao chegar à porta do quarto jurou que nunca tinha visto mulher mais linda do que ela. Sentada na beira da cama, ela estava nua. Uma mão segurava os seios, a outra mão metida entre as pernas completamente abertas, afagava a buceta. Ela gingava rapidamente o quadril, para frente, para trás, como se estivesse desesperada para esfregar a bundinha na cama, como se rebolasse em cima de um pau imaginário. Mantinha os olhos fechados, a boca em um biquinho mais do que sexy e gemidos ainda mais altos.
Em sua melhor performance de atriz, ela fazia um esforço enorme para não demonstrar que sabia que ele estava ali. E quanto mais ela esfregava a bundinha na cama, mais molhada ficava. Ela estava quase lá.
Devagar ele tirou a roupa sem fazer barulho, ouvindo- a ouvia gemer cada vez mais alto, e ficou surpreso ao escutar seu nome enquanto ela gozava.
Orgulhoso ele esperou ela descansar. Escondido entre a parede do corredor e a porta do quarto, ele a viu deitar. Deixando seu corpo cair sobre a cama ela fez questão de se deitar de bruços, sabia que ele ficaria louco com a visão de sua bundinha.
Maravilhado, ele olhava aquele glúteo e pensava que era todo dele. Sem dizer uma palavra, catou-lhe pelos cabelos e colocou-a rapidamente de quatro, batendo forte em suas nádegas por algum tempo.
Ela nem precisou fingir um susto, realmente não esperava uma abordagem tão rápida. A coisa que ela mais queria no momento era gozar por ele, gozar com ele, se desmanchar em gemidos sem nem lembrar o quanto amargo seria o depois.
Agora era a vez dele se sentar na beira da cama. Segurando firme seus cabelos, colocou-a de costas para ele, sentando-a em seu colo. Começou por acariciar-lhe os seios e logo em seguida os carinhos viraram tapas leves, acariciar-lhe as costas, apertar forte seu quadril, fazê-la sentir todos os dedos da sua mão, coisa que ela adorava.
O carinho mais intenso, o que ela mais gostava, o que a fazia subir pelas paredes, ele deixou para o final. Subiu mansamente suas mãos pelas costas dela e com a mão direita segurou-lhe o pescoço na altura da garganta. A mão aberta, todos os dedos envolvendo aquele pescocinho frágil o deixou extremamente excitado.
A mão esquerda foi imediatamente parar na boca dela, dando-lhe um dedo para chupar, e ela descontrolada não conteve o gemido. Ela amava cada gesto que ele fazia, ela amava cada pedaço daquele corpo, ela amava seu cheiro, e acima de tudo amava esse carinho.
- Goza com o meu pau dentro de ti, cadela.
Ela não esperou ele terminar a frase, sentou lentamente naquele cacete latejante, abrindo cada vez mais e mais suas pernas, subindo e descendo devagar, curtindo cada pedacinho daquele momento. Aquele era o momento DELA, naquele instante ele era DELA, não era de mais ninguém.
Ele passou a segurá-la forte pelos cabelos com uma mão, apertava levemente sua garganta com a outra, e vendo-a inclinar o corpo para frente teve a visão mais deliciosa que podia no momento: seu pau entrando e saindo de dentro dela.
- Tu é minha cadela.
Ela se desmanchava em sorrisos e provocava perguntando alto:
- Cadela de quem?
- Minha. - ele respondia sorrindo.
- Vai gozar novamente minha putinha?
E ela novamente provocava:
- Puta de quem?
- Minha, minha, minha.
Nesse momento ela esquecia tudo, e ele também. Afoitos gozaram rápido. Desesperados gozaram forte.
Ele não deu tempo a ela. Mesmo vendo-a respirar descompassada, pegou-a pelos pulsos e a amarrou na cama. Extasiada ela começou a choramingar. Amarrá-la tinha para os dois um significado forte. Era para ele a forma de lhe dizer que a queria para sempre, e ela entendia bem o significado.
Ela olhou para ele e disse baixinho segurando a emoção:
- Desarma a arapuca, antes que outro bichinho caia na sua armadilha.
Ele fingindo não ouvir começou a falar:
- Sozinha? Gozou sozinha?
Aquele chorinho contido deu lugar a um sorrisinho no canto dos lábios.
- Foi para você que...
A frase ficou por terminar, porque bem no meio do caminho ele a mandou calar. Colocou-a de quatro e disse ríspido:
- Empina.
Ela sabia o que fazer, empinou a bundinha e colou o rosto no travesseiro sentindo-o penetrá-la rapidamente. Começou dentro dela um vai e vem compassado, maltratando aquela bundinha com tapas e a deixando ainda mais excitada. Ela gemia descontrolada, a cabeça presente naquele momento, a dor da partida longe do seu pensamento, e mais uma fez gozaram juntos.
Quando passou todo aquele turbilhão ele a desamarrou, deitaram-se de bruços na cama, ele sobre o corpo dela, ela abraçada ao travesseiro.
Respiravam acelerados, os corações quase saindo do peito, ofegavam, eram as calorias mais deliciosas que tinham perdido na vida.
Tirar seu corpo de dentro do dela sempre o fazia sorrir, ela gemia com raiva, como se estivessem lhe tirando um pedaço do próprio corpo. Nesse instante, para abafar seu gemido de ódio ele lhe beijava, tirava o pau da buceta e metia a língua na boca.
Ela sabia que aquele momento duraria pouco. Ele tinha certeza que ela se magoaria.
Ela teria que guardar aquele momento na memória, fazê-lo durar até o próximo encontro. Ele fazia carinho em suas costas, beijava-lhe a nuca o máximo que podia, afagava-lhe o cabelo carinhosamente tentando suprir naquela hora a falta que faria a ela mais tarde.
- Não quero outro bichinho, não tem nenhuma arapuca no meio do mato querida.
Quando ele terminou a frase e respirou fundo ela teve certeza.
Acabaram por virar abóbora antes mesmo da meia-noite:
- Preciso ir.
Ela sentiu a opressão, tentou segurar o choro e continuou imóvel. Angustiado ele se vestiu calado. Feitos do amor as vítimas, era impossível controlar a frustração, o desespero. Tentando reanimá-la ele se despediu brincando:
- Eu te amo, Cinderela.
Ela desesperada, descontrolada, com a voz embargada, só teve forças para dizer:
- Vai... mas volta.
Ele foi embora soluçando. Ela ficou na cama chorando...