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Tinha cometido um delito grave. Passava noites a fio a deitar pelas quatro, cinco da manhã. A Beatriz decidiu que esta situação não se poderia repetir pelo que me disse: - Só vejo uma forma de te emendares. É seres castigada, apanhares umas palmadas bem dadas, entres outras coisas. Aceitas? - Aceito. Mas olha que vais ter que te sujeitar às minhas regras! - Está bem. - Então ela escreveu algo parecido com uma espécie de contrato: «Eu, Ana Mendonça da Costa Alves reconheço que me porto muito mal por me deitar noites a fio muito tarde e sem critério algum. Por isso autorizo Bruna Mendes Sousa Neves a castigar-me severamente por meio de palmadas, beliscões, colheres de pau, chineladas, cintadas bem aplicados no rabo até ele ficar bem vermelho e ela decidir que já apanhei o suficiente. Os açoites serão dados uma vez por semana ao Sábado e depois do jantar na minha casa ou noutro local que ela escolha. Isto acontecerá durante dois meses a fio. Se eventualmente ela tiver uma folga à semana e puder estar comigo poderá aplicar-me, se assim o entender, o mesmo castigo destinado para cada Sábado ou outro que ela entenda, de maior ou menor grau. Também poderá, sempre que o entender, quando ela o quiser, bater-me, mesmo que já tenha apanhado nesse dia ou nessa semana. Aceitarei e obedecerei sempre sem reservas. Sujeitar-me-ei igualmente a outros castigos, nomeadamente: - Repreensões severas; - Proibição de ir ao karaoke durante quatro meses; - Proibição de sair a partir das oito da noite, hora em que já deverei estar obrigatoriamente em casa durante dois meses; - Obrigação de me deitar às onze da noite e levantar às oito da manhã durante um ano; - Proibida de comer chocolates e sobremesas durante dois meses. - Proibição de ver televisão, ler banda desenhada ou usar a Internet a partir das oito da noite durante dois meses. - Proibida de sair com os amigos à noite, mesmo ao fim-de-semana durante um mês. - Proibição de comer fora, exceptuando-se o jantar dos Sábados durante um mês. - Situações de intimidação e humilhação verbais e outras que só servirão para acentuar o grau de culpa durante dois a quatro meses; - Trabalhos de casa semanais humilhantes que obrigam a reter bem a situação que nunca mais se deve repetir durante dois a quatro meses. - Telefonemas à semana com repreensões/intimidações/ humilhações para acentuar o sentimento de culpa durante dois meses. - O regresso ao karaoke só deverá acontecer na presença da Bruna e só quando ela tiver uma folga e o puder/quiser fazer. De qualquer forma este regresso será antecipado por umas boas palmadas ou colheres de pau que me façam chorar ou sentir-me culpada. Além disso deverei fazer boa cara lá e não poderei cantar nessa noite a não ser que o animador me «obrigue» a cantar. Nesse caso cantarei mas no fim apanharei dez palmadas, a indicar que não merecia ter cantado e que só por caridade me foi permitido voltar ao karaoke; - Os castigos serão agravados em caso de desobediência. - Durante um ano estou sujeita a dar satisfações da minha vida à Bruna e a pedir-lhe autorização quando precisar de sair à noite. Se ela entender que não devo sair deverei obedecer sem reservas. - Se porventura, mesmo que sem querer ,desobedecer a qualquer uma destas regras deverei contar imediatamente à Bruna e sujeitar-me ao agravamento dos castigos. Em contrapartida Bruna Mendes Sousa Neves compromete-se a castigar-me severamente e a fazer-me cumprir à risca estas regras para o meu próprio bem e sem contemplações. - É isto. Assina. - Assinei. Ela também assinou. - Pronto. No Sábado começamos. - Ok. - Quero-te pronta para apanhares pelas sete da noite. - Ok. - Até lás tens um trabalho de casa: escrever cinquenta vezes: «Mereço apanhar por me ter portado mal». - Ok. No Sábado, no fim da praia ela disse ao Gerson que precisava de falar comigo a sós. O namorado foi dar uma volta e ficou de voltar pelas oito para irmos jantar. - Agora estamos sozinhas. Lê-me o contrato que assinaste. - Assim o fiz. - Agora mostra-me o trabalho de casa. - Mostrei. - Agora deita-te de bruços no meu colo para apanhares umas boas palmadas! Deitei-me. - Sabes por que é que vais apanhar? - Sei. - Diz lá. - Porque me portei mal. - E por que é que te portaste mal? - Porque me deitei tarde. - E por que é que te deitaste tarde? - Porque me entreti na net e as horas voam muito depressa. - E o que estiveste a fazer na net? - A jogar. - A jogar? - Sim. - E achas isso bem? - Não… - E por que não? - Porque a noite é para dormir, não para jogar. - E ficaste a dormir a manhã toda não foi? - Foi… - E achas isso bem? - Não. - E então? - Como me deitei tarde é difícil levantar-me de manhã. - E a que horas te deitaste? - Às cinco. - Cinco? - Sim. - Não tens nada para me dizer? O que se diz quando nos pesa a consciência? - Desculpa. - Não ouvi. - Desculpa. - Diz lá outra vez… - Desculpa. - Tu não mereces…. Sabes o que te vai acontecer? - Sei. - E então? - Vou apanhar umas palmadas no rabo. - E depois? - Apanhar umas colheradas, talvez… - E depois? - Depois … jantar? - Não, apanhar mais se eu achar que mereces. Mereces, não mereces? - Mereço. - Não ouvi. - Mereço. - Pronto, vamos começar. Beija a minha palma da mão que te vai bater. - Beijei. - Levanta-te, tiras as cuecas ! - Assim o fiz. - Agora deita-te no meu colo com a saia para cima. - Assim o fiz. - Plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, palf, plaf, plaf, plaf… - Dói? - Um pouco. - Só um pouco? Já te vou tratar da saúde. Já tens o rabo quentinho, não já? - Já. - Vamos a ver se agora não te dói a valer… - Pegou na colher de pau e deu-me a beijar. - Beijei. Deu-me cinco colheradas fortes e começou a doer-me a sério. - Já dói, não dói? - Dói! - Então toma lá mais cinco! - plaf, plaf, plaf, plaf, plaf! Já sentia o rabo a arder. Ela largou a colher de pau e passou-me a dar novamente palmadas. Mas desta vez batia com muito mais força: - Plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf… - Ai, já chega! - Plaf! (deu-me um palmada com tanta força que quase me fez saltar) - Aii! - Vês? Sempre que te queixares apanhas uma destas! À próxima que te queixes é de colher de pau! - Plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf, plaf… - Não quero mais… já chega. Já aprendi… Mas logo me arrependi e ia a pedir desculpa. Ela então parou, olhou zangada para mim e ameaçou: - O que é que tu disseste? - Nada. Desculpa. Continua. - Não desculpo não! Quero que repitas exactamente o que tu disseste! Repete. Eu não queria repetir. Tinha medo. E não queria apanhar ainda com mais força. - Nada, nada! Desculpa, não volta a acontecer. Foi sem querer. Desculpa, desculpa! Por favor esquece o que eu disse. - Mas eu não quero esquecer, repete, senão é bem pior para ti! Vou contar: 1, 2, 3!! E então? E ia a pegar no cinto para me dar com ele. - Espera, eu repito… E com lágrimas nos olhos lá repeti o que tinha dito. - Pelos vistos ainda não aprendeste. Vais apanhar com mais força!. Mas vá lá. Agora obedeceste e por isso já não vais levar de cinto. Mas não te livras de cinco colheres de pau bem dadas! - Por favor, perdoa-me. Não volto a fazer…. Dói muito… - Pois dói. Mas não achas que mereces? - Sim, mas… - Vês, tu sabes que mereces. Custa-me mas vai ter que ser… Quem mandou portar mal, quem foi? E nesse instante voltou a deitar-me nos joelhos dela e deu-me cinco palmadas bem fortes com a colher de pau. Comecei a chorar… - Quem mandou portar mal? Pronto, anda cá… Sentou-me no colo dela e abraçou-me fazendo festinhas no cabelo…E disse: - Sabes que é para o teu bem, tens de aprender que não te podes deitar tarde…tens de aprender a portar-te bem…agora já falta pouco, deita-te lá outra vez. São só mais cinco e acaba…. - De colher não! E recomecei a chorar. - De colher não… está bem, vou ser benevolente, apanhas dez palmadas então. Está dito. Pronto, não chores mais. Apanhei mais dez palmadas mas desta vez bem levezinhas. Mesmo assim ainda doía porque já tinha apanhado bastante. - Pronto! Como é que se diz? - Desculpa! - E mais? Não se agradece? - Obrigada. - Obrigada pelo castigo. Eu mereci por me ter portado mal. Repete. Eu repeti. - E tu portaste-te mal porquê? - Por me ter deitado tarde noites a fio sem critério. Fiz o que me apeteceu… - Sabes que foi por isso que apanhaste, não sabes? Sabes que isso não se faz, não sabes? - Sei. Obrigada e desculpa. - Está bem, eu desculpo. Estou a ver que aprendeste a lição. Vamos jantar e no fim trago-te novamente a casa e apanhas mais umas palmadas para que nunca mais te esqueças o que acontece a meninas que se portam mal. Está bem assim? - Está. - Então vamos. Agora no jantar vais estar o Gerson. Faz boa cara e comporta-te. Assim fiz. Ainda me doía o rabo por causa da coça que tinha apanhado. Custava-me estar ali a fazer de conta que estava tudo bem. No fim do jantar a Bruna levou-me a casa, deu-me dez palmadas nas nádegas e disse: - Pronto, por hoje chega. Vejo que aprendeste bem a lição. Agora escreve o trabalho de casa que te vou ditar: Escrever cinquenta vezes: «Eu mereci apanhar por me ter portado mal». Escrever duzentas vezes: «Eu não me devo deitar tarde». Depois manda-me por email até quinta-feira à noite. Não te atrases. Agora deita-te. E assim fiz. - Depois deu-me um beijo de boa noite na testa e eu chorei novamente. - Pronto, pronto, já passou. Vês? Já acabou, não custa nada! - Deu-me outro beijo na testa e saiu. No dia seguinte telefonou-me a perguntar se ainda me doía o rabinho. Disse que sim. - E por que é que ainda dói? - Porque apanhei muito. - E não achas que mereceste? - Sim, mereci. - Não ouvi. - Mereci. - Pronto, boa noite. - Boa noite. No dia seguinte voltou-me a ligar: - Sabes que hoje é dia de karaoke? - Sei. - Sabes que não podes ir? - Sei. - E por que é que não podes ir? - Porque me portei mal. - Não ouvi. - Porque me portei mal. - Muito bem. E sabes que na quinta e na sexta também há e não podes ir. - Pois sei. - Não vou ao karaoke porque me portei mal e não mereço. Repete. - Repeti. - Não ouvi. - Repeti novamente. - Boa noite. - Boa noite. - Deita-te já! - Está bem. Deitei-me muito triste. Na quinta-feira enviei o email com trabalho de casa feito. Nessa noite voltou a ligar-me a lembrar-me que era noite de karaoke e que eu não podia ir porque estava de castigo… Na sexta ligou-me: - Olha, é só para te lembrar que Sábado é já amanhã e que falta muito pouco para apanhares outra vez. Prepara-te para apanhar bastante, se calhar até com mais força! Perante o meu silêncio retorquiu: - O que se diz quando se tem a consciência pesada? - Desculpa. - E por que tens a consciência pesada? - Por me ter deitado muito tarde noites a fio. - Amanhã vou apanhar porque me portei mal. Repete. Repeti. No sábado seguinte voltei a apanhar e desta vez com mais força. Voltei a chorar e ela voltou a acarinhar-me no fim, dizendo que era para o meu próprio bem. Nas semanas seguintes voltou-se a repetir este ritual de surras e telefonemas intimidatórios e humilhantes. - Gostavas de ir ao karaoke, não gostavas? - Gostava. - Mas sabes que não vais poder ir porque não mereces, não sabes? - Sei. - Sabes que ainda falta muito até poderes ir, não sabes? - Sei. - E sabes que mereces este castigo, não sabes? - Sei. - Já tinhas vontade de comer um chocolate, não tinhas? - Tinha. - Tinhas e tens, mas sabes que não podes comer, não sabes? - Sei. - E porque não podes? - Porque me portei mal. E por aí fora. Finalmente os dois meses passaram e eu passei a poder sair no Sábado à noite e deixei de levar aquelas surras. Porém, no Sábado em que já podia sair e assim que o Gerson nos deixou sozinhas levei uma grande surra da Bruna no fim do jantar para finalmente ter direito a sair. Fomos a uma discoteca mas nessa noite estava proibida de dançar e tive de dizer aos meus amigos que «hoje não me apetece», o que não podia ser mais falso. A partir dali regressou quase tudo à normalidade, embora ainda não pudesse ir ao karaoke enquanto a Bruna não tivesse uma folga. Tal veio a acontecer na semana seguinte e mais uma vez, para ter direito de ir novamente ao karaoke, apanhei umas colheradas valentes no rabo e claro, nessa noite ainda não poderia cantar, só na próxima sessão de karaoke. No fim do karaoke acabei por apanhar dez palmadas porque o André insistiu muito para que eu cantasse. Quando saí do palco e regressara ao lugar a Bruna segredara-me: - Já sabes o que te vai acontecer quando chegares a casa, não sabes? - Sei. - Faz boa cara e finge que não se passa nada, senão vai ser bem pior para ti. Tu sabes que mereces, não sabes? - Sei. - Então vá… E assim o castigo teve lugar novamente nessa noite, embora muito mais levezinho. Por fim terminara o castigo. Quase… afinal durante um ano nunca podia desrespeitar os horários de deitar e levantar e só poderia sair excepcionalmente à semana sem ser com ela, desde que lhe pedisse previamente autorização para o fazer. De resto tinha que lhe prestar contas do que andava a fazer na minha vida sempre que ela perguntasse. Finalmente o ano terminara e com ele tudo passara. Estava livre mas depois disto tudo nunca mais me atrevi a deitar-me tão tarde sem necessidade!