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Entrega I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante
Chegaram juntos, a casa que já parecia estar cheia. Vestida em seus couros, vestido, jaqueta, luvas e botas longas de saltos altos, formava uma gótica figura ao lado de seu escravo. Foram direto ao toilet, onde ela lhe deu uma pequena frasqueira contendo aquilo que ele deveria usar ao ser apresentado aos amigos dela. Ainda não sabia o que aconteceria nesta noite e esta incerteza o angustiava na mesma intensidade que excitava.
Suava frio em expectativa ao abrir a frasqueira.
Dentro havia um tapa sexo de couro, plug, algemas e uma máscara de látex com abertura para os olhos e narinas apenas.
Era uma noite especial de Fem Dom e ele sabia que ela o aguardava sabendo que aceitar o que lhe foi dado, seria então uma prova de que aceitaria também a tudo o que ela desejasse, mais uma vez provando sua entrega incondicional e confiança que sempre depositou em sua Rainha.
Saindo do toilet, viu a satisfação no olhar de sua Rainha, apreciação ao corpo longilíneo exposto. Acariciou-o no rosto, dando-lhe um beijo sobre a máscara e acariciando-o sobre o fio de couro que segurava o plug, o fez gemer. Mais uma carícia e pegando-o de surpresa, passou pelo seu pescoço uma coleira de couro onde prendeu uma guia para conduzi-lo descalço, exposto, mãos algemadas para trás, completamente à mercê dos caprichos de sua Rainha.
Desceram a fria escada e assustado viu a quantidade de pessoas que lotavam o dungeon, inibindo-o. Notando seu constrangimento, por ser a primeira vez que o expunha, puxou-o impaciente pela guia levando junto à parede, onde o prendeu a uma argola já existente. Ao seu lado, vários escravos também permaneciam presos, e sobre eles, cartões onde se discriminava o que seria permitido que fizessem. Esta percepção o enregelou, pois sempre fora exclusivo à sua Rainha.
Tentou olhar para cima, mas a guia não permitia e a frustração tomou conta fazendo com que tentasse se acalmar e analisar a situação. Várias pessoas, Dommes e Dominadores passavam avaliando um a um a todos que estavam lá. Procurando sua Rainha vasculhou o salão, encontrando-a numa conversa animada com um homem que não conhecia, incomodado por achá-lo próximo demais, o tempo todo sussurrando ao ouvido dela, reparando em seu olhar um brilho que denunciava a excitação tão conhecida.
Os dois continuavam conversando agora os corpos mais próximos, quando ao se aproximar mais dele ela encontrou com o olhar de seu escravo dando-lhe então uma piscada marota antes de puxar rapaz pela mão subindo as escadas.
Aflito, seguiu-a com o olhar até vê-la sumir, já conformado em ser esquecido lá. Subitamente sentiu a guia sendo retirada da argola e sentiu um puxão demonstrando que deveria mover-se. Uma mulher o puxava, deveria ser amiga de sua Senhora, pois havia visto ambas conversando. Subiram as escadas e seguiram por um longo corredor, até entrar num quartinho escuro. Foi amarrado num cavalete, o corpo inclinado de frente a uma parede.
A porta foi fechada e ficou lá no escuro, até que de repente uma luz se acendeu. Não havia mobília nenhuma no quartinho que estava, apenas o cavalete em que estava preso. Olhando então a parede à frente, assustou-se por se ver frente a um grande espelho, dupla face onde viu na outra sala um casal num íntimo abraço. Era a sua Rainha com o rapaz que viu no dungeon.
Ouvia as respirações ofegantes, mãos lascivas que se buscavam e desnudavam-se, deixando-o mortificado pela raiva que tomava vulto, assim como também excitado por estar sendo posto à prova, humilhado deliberadamente. Estavam descontrolados, com a ansiedade tomando conta de ambos quando o viu pegando-a pelos braços, erguendo aquelas mãos que tanto devassavam seu corpo submisso, e viu quando ele a imobilizou, os braços acima da cabeça e com a outra mão rasgou sua calcinha antes de penetrá-la com a fúria do desejo. Os corpos se moviam sinuosamente, num sincronismo alucinado, ele estocando-a cada vez mais fundo fazendo-a gritar descontrolada. Ela semicerrava os olhos de prazer ainda que os mantivessem fixos no espelho, olhando diretamente para onde sabia que ele estaria... a observá-la. Pareceu-lhe passar uma eternidade até que finalmente os viu se beijando ternamente depois de um gozo explosivo, se arrumando como podiam e sair do quarto adjacente. Longos minutos se passaram até que ouviu os saltos se aproximando do quarto em que estava, antes da porta se abrir. Ela nada lhe disse, simplesmente se aproximou até que com as pernas abertas, parou frente ao seu escravo, puxando-o pelos cabelos subiu sua máscara arrancando-a e forçando-o a limpá-la. Sentia o gosto da excitação dela... assim como da porra que lhe escorria pelas pernas. Devastado continuou até senti-la estremecendo o prazer novamente tomando conta daquele corpo que conhecia tão bem. Sentia em sua língua o corpo estremecendo e enfiando mais fundo quis satisfazê-la tal qual o outro que a tomou.
Soltando sua cabeça ela se afastou, deixando-o frustrado, até senti-la chegando por trás e depois de alguns instantes que parecia estar vestindo algo, a sentiu tocando teu sexo, completamente rijo com a cena presenciada, prova de sua humilhação. Ela ria de contentamento enquanto o masturbava, arrancando-lhe gemidos, até que de repente, enfiou o consolo preso em sua cintura fazendo com que gemesse em protesto, devido à dolorosa e intempestiva entrada, dilacerando o corpo, retesando-o pela dor. Ela o segurava firmemente pela cintura estocando fundo, para então se afastar quase que totalmente, para enfiar novamente bem fundo, até que ele começasse a gemer implorando para ser enrabado sem piedade. Gemia, sussurrava palavras incompreensíveis, enquanto ela o humilhava, lembrando de como foi fodida por outro homem. A cena criada o levou a um grau de excitação tal que gozou quase que imediatamente urrando e estremecendo.
Uma batida discreta na porta os tirou do enlevo e mandando que entrasse ela parou à frente do escravo novamente.
Na porta aberta surgiu outro rapaz, somente com o tapa sexo, carregando uma poltrona que colocou diante do cavalete. Rindo satisfeita, ela se sentou mantendo uma das pernas sobre o braço da poltrona abrindo-se... expondo aos olhos gulosos daquele que ela apresentou como escravo de sua amiga.
Parecia-lhe uma noite de infindáveis surpresas.
Permitiu sua aproximação sendo prontamente atendida e inclinando-se começou a beijá-la, a língua fustigando-lhe o grelo já duro, excitado......
Ela gemia e o segurava pelos cabelos fortemente, guiando-lhe o rosto, esfregando-se naquele rosto que a olhava com adoração, encantado por poder dar aquela satisfação à Rainha.
Mais uma vez uma dor o trespassou, tão próximo estava de ambos, tanto que sentia o cheiro de fêmea de sua Rainha, assim como o da excitação que sabia tomava conta do outro escravo, o pau totalmente teso agora.
Via a boca chupando-a sedenta, os dentes mordiscando seu grelo até que a viu contrair o corpo todo, esvaindo então em espasmos num segundo orgasmo... o segundo que não proporcionado por ele próprio.
Agradecendo pelo prazer que obtivera, ela o acariciou dizendo que ele seria recompensado, mandando que então ficasse de frente para que seu escravo pudesse limpar seu rosto totalmente lambuzado com o caldo dela.
Estarrecido titubeou por instantes até que um forte tapa no rosto o fez obedecer a ela a contra gosto.
Lambia aquele rosto másculo, a barba já despontando, o cheiro do perfume masculino misturado com o almiscarado cheiro do desejo de sua Rainha, e assim mais uma vez foi tomado por uma profunda sensação de humilhação. Quando achou que nada mais haveria a ser feito, ela fez o outro escravo se erguer, o pau apontado na direção da cabeça do escravo preso apenas o olhando e indicando o que gostaria que ele fizesse.
Consternado sentiu o cacete duro tocando seu rosto, guiado pelas mãos enluvadas, batendo-lhe ...
Indignação... humilhação... tantas coisas se passavam e se recusava a ceder desta vez.
Rindo, ela nada disse até que então ela tapou suas narinas sufocando-o até que sem ar, abrisse a boca tendo então imediatamente a boca preenchida com aquele cacete duro... completamente molhado. Abraçando-o por trás, ela empurrava com o corpo, o corpo do outro escravo, fazendo com que entrasse cada vez mais fundo, fazendo com que seu escravo amarrado engasgasse várias vezes, já suando.
Sentia na boca o gosto de um cacete pulsante, a calda que escorria e se espalhava sobre a língua, o gosto que não estava acostumado. Impotente com as narinas fechadas não podia evitar de abrir a boca e chupar, engolindo o caldo que escorria. Ela o olhava satisfeita e tinha um brilho maligno no olhar o que o incomodava mais do que ter a boca fodida por outro escravo, pois sabia então que ainda tinha mais por vir.....
O outro escravo arquejante disse à sua Rainha que não agüentaria muito tempo, sendo então afastado e direcionado para trás no cavalete.
- Sirva-se!
Aquela ordem sussurrada o fez contrair todo o corpo já totalmente dolorido por estar amarrado há tanto tempo. Só o movimento de levantar a cabeça para olhar para trás o fez gemer pelo formigamento que lhe tomava. Quis protestar aos brados e antes que o fizesse, o couro das luvas o amordaçaram firmemente antes que sentisse o corpo pulsante abrindo suas entranhas num único movimento. Pela segunda vez, foi enrabado só que desta vez, um homem se servia fodendo-o completamente descontrolado. Havia a dor, a mente que repudiava o que faziam com seu corpo, a humilhação estarrecedora que ela lhe impunha, mas havia um incômodo prazer que crescia cada vez mais. Continuava amordaçado, abaixando-se à sua frente viu nos olhos dela o divertimento e o prazer que via toda a luta do seu escravo contra um prazer que não queria sentir, ela sabia...
As mãos fortes o puxavam cada vez mais fortemente, rápido e esperando autorização gemia tentando segurar o gozo que se aproximava. Ela consentiu com um gesto de cabeça enquanto agarrava o cacete de seu escravo amarrado, estimulando para que gozasse, enquanto ele lutava e se debatia por não querer gozar na frente de sua Rainha enquanto era enrabado por um homem. Sua luta foi em vão, pois o outro já quase explodindo começou a estocá-lo mais rápido e fundo, enquanto que ela o masturbava com igual vontade até que o gozo tomou conta dos dois, quase que simultaneamente embalados com a gargalhada satisfeita da Rainha.
Desamarrado e completamente constrangido, levou um tempo até que conseguisse se mover, quase se arrastando para chegar ao toilet. Banhou-se rapidamente e se trocou indo em direção à Rainha que o aguardava no andar de baixo. Calados chegaram no hotel e após dizer que ele a fizera muito feliz naquela noite, ambos dormiram abraçados, os corpos fatigados ... completamente saciados..