Back to Browse

Relato de Uma Escrava

Senhora, Bem, muito sem palavras pela grata surpresa que aconteceu ontem, me vejo em estado de graça escrevendo este relato que tanto demorou para sair, já que as imagens do dia de ontem se repetiam insistentemente na minha cabeça. Eu não estava muito animada para sair, tinha um aniversário de um amigo em um local e um encontro semanal em outro. Não conseguia pensar em outra companhia que não fosse minha Dona, mas como Ela andava meio ocupada estava já desistindo que Ela pudesse me acompanhar. Um telefonema me avisou que Ela enfim sairia novamente comigo. Escolhi então o encontro. Local mais calmo, cercado de amigos queridos onde eu poderia ouvi-La mais e ver Sua graça que sempre se espalha nos lugares onde frequenta. Passei em Sua casa para pegá-La. Percebi uma sombra em Seu olhar. Achei-A triste, desanimada, imaginei que eu poderia fazer algo para fazer brotar aquele sorriso encantador novamente. Chegamos ao bar. Não sei porque motivo eu estava nervosa. Eu sabia disso pois me sentia tensa, provável emoção por finalmente levá-La a um local onde algumas vezes fui sozinha. Entre uma conversa e outra eu sempre achava um jeito de provocá-La. Brincava com sua condição de Dona, fazia o que habitualmente sempre fiz: irritar minha Dona. Falta de respeito? Não. Faço isso com quem é importante prá mim, não com quem me é insignificante. Minha Senhora dava um sorrizinho e ficava calada. Apenas resmungava dizendo: - Belaaaa!! Aquele era um aviso que eu não entendia por estar me "divertindo" imensamente. Um dos chicotes levados por uma amiga chamou a atenção Dela... Ele era de pérolas. Parecia-me muito frágil, mas logo saberia sua força. Quando percebi a vontade de usar aquele chicote imediatamente comprei-o para Ela, mas eu realmente não imaginei que ela o usaria comigo. Eu até podia vê-la usando com um de seus escravos... Mais provocações vieram... Achei aquele chicote meiguinho demais, frágil demais, fresco demais. Minha dona silenciosa ia apenas anotando em sua memória minhas palavras. Notei que ela fazia alguns nós nas fitas dos chicote, que são como colares de pérolas. Pensei comigo mesma, que Ela o quebraria daquele jeito, mas o chicote impávido, resistia à força daquela Domme. Deu meia noite, com um olhar sedento minha Dona me convidou a ir embora. Eu perguntei se podíamos ficar mais um pouquinho, ela respondeu prontamente que NÃO. No caminho de volta uma mistura de silêncio e sorriso. Eu não ouvia Sua voz, mas via seu sorriso, suspeito, feliz e forte. Imaginei que iríamos até sua porta como sempre, eu a deixaria lá e partiria cheia de boas recordações dos momentos importantes que são os de estar com ela. Desta vez foi diferente. Quando chegamos à sua porta ela me mandou estacionar o carro num local mais adequado, estranhei, ela me mandou subir, tremi. Lembrei-me de quantas brincadeiras fiz, quantas provocações, os nós feitos no chicote de pérolas e a promessa de que cada nó seria o castigo de cada provocação, lembrei-me do olhar Dela no bar e só naquele segundo imaginei estar perdida, sem volta, numa escadaria que me levaria a prestar contas dos meus erros. Subi silenciosamente as escadas. Ela estava agitada. Pensei em sugerir o adiamento do que nem ao menos imaginava fosse acontecer, mas não me atreví. Ela mandou que eu entrasse, ficasse nua e de joelhos. Desapareceu de repente. Onde Ela estaria? Imaginei que passaria horas ali, sozinha. Ouvi uma música, como aquelas que eu ouvia nas plays em que participava. Tremi. Tive medo. Mas me lembrei de nossa primeira conversa ao telefone, onde ela dizia ter pena de bater em mulher. Naquele momento cresci novamente. Sabia que ela seria boa comigo e que por mais que eu a provocasse Ela jamais passaria de meus limites por dó. Enganei-me. A minha Senhora retornou fria, um olhar duro. Sentou-se em Seu trono e cruzou as pernas. Mandou que eu me aproxima-se. Não demonstrei mas meus joelhos já doíam. Aproximei-me Dela e senti Suas pernas. Ela usava uma bota maravilhosa. Abracei suas pernas e a olhava debaixo para cima como uma cadela tentando aquecer as pernas de seu dono. Me senti pequena, minúscula. Ali era a vencedora venerando a Dona. Todas as minhas vitórias entregues aos seus pés. Minha alma entregue e envergonhada por meus erros. Ela mandou que eu estendesse os pulsos. Colocou-me pulseiras de couro, mandou que eu ficasse de joelhos sobre uma poltrona de couro, me amarrou e eu fiquei ali, vulnerável. De repente a primeira chicotada. Muito forte. Lembrei-me do chicote que eu tanto a irritava dizendo ser fraquinho. Outra chicotada. E dezenas dela atingiam minhas costas, nádegas e pernas. Cada nó daqueles, de cada provocação minha sendo sentido em meu dorso. As dores paravam quando a mão dela me tocava. Mas logo em seguida as chicotadas continuavam. Meu sangue esquentou e senti a quentura de minha bunda exposta. Ela se afastou. Imaginei que tudo havia terminado enfim. Ouvi um barulho, um vibrador. Eu estava molhada. Podia sentir-me. Ela enfiou o vibrador em mim e movimentava-o. Entre seus dedos meu sexo, entregue à Ela, indefeso, fraco. Eu lembrava de seu rosto. Meu cabelo não permitia vê-La. Fechava os olhos e lá estava Ela, linda. Eu estava com um tesão enorme, em minha posição predileta, de bruços, mas o gozo não vinha. Quando estava sentindo o mundo escapar de meus pés ela me batia novamente e tudo reiniciava, mais uma vez a grande vontade, mais uma vez um tapa e outro e outro. Disse-lhe que eu não conseguiria gozar. Ela já sabia disso. Me soltou. Meus braços doiam. Sentou-se novamente em seu trono. Eu de joelhos tinha vontade de chorar de emoção. Fiquei com medo de assustá-la. Ela mandou que eu me vestisse. Parada de pé no meio do salão Ela me olhava. Não conseguia traduzir aquele olhar. Seria de prazer? Seria de vontade? Seria de pena? Colocando a roupa sentia seus olhos me acompanhando. Pensei que ficaria a noite toda lá, mas quando ela mandou eu me vestir senti um grande alívio, senti medo de ficar e dormir sozinha naquele local. Terminei de me vestir e grata, me despedí respeitosamente de minha Dona. Ela sorriu, me deu um beijo e ordenou que eu voltasse dois dias depois. Disse que havia algo a terminar. A promessa do retorno me animou muito. Eu sou forte, sei disso. Mas dou esta força para uso de minha Dona, que ensinou-me a não substimar os doces olhares, as vozes mansas, as mãos sedosas. Ensinou-me a saber que eu pertenço à Ela, que confiar Nela é necessário para que haja continuidade no nosso crescimento e felicidade no SM. Obrigada Senhora!! Bela {LD}