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Em Paris I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

Michael ficaria em Paris por dois meses. Era Diretor de Projetos de uma companhia americana de informática. Uma cadeia francesa de roupas estava se preparando para lançar um novo catálogo na Internet e ele era o responsável pelo projeto. Além de recém divorciado, sem nada que o prendesse em casa, sua ascendência francesa tinha sido determinante na escolha. O apartamento da companhia ficava na margem direita do Sena e era perto do escritório, onde ele passava a maior parte do tempo. Almoçava por lá mesmo. Quando não tinha compromisso com o cliente, jantava num pequeno bistrot perto dali. Frequentemente via Cecille jantando lá também. Era uma das secretárias da companhia. Uma mulher muito discreta, quieta. Nem bonita, nem feia. Tinha um corpo bem feito, cuidado. Seu cabelo preto e brilhante, sempre numa longa trança que alcançava o meio das suas costas. O que realmente chamava atenção eram seus olhos muito azuis, escondidos atrás dos óculos. Quando a via, apenas balançava a cabeça em reconhecimento, nunca a convidava para sentar com ele. Por uma estranha razão, não achava que seria certo. O projeto estava no fim e em alguns dias estaria voltando para casa. Resolveu ir a um clube novo que ficava no Quartier Latin. O lugar estava cheio. Com um copo de vinho na mão, ficou perto da pista de dança. Olhava sem realmente perceber as pessoas dançando. A pista lotada, corpos brilhantes de suor, pernas e braços em movimento. Estava hipnotizado pelas cores e luzes. Então ele a viu. Dançando sozinha, no meio da pista. O longo cabelo solto, caindo como uma cascata sobre seus braços e costas. O vestido curto e justo mal escondia seu corpo. Ela estava em transe, os olhos fechados, os braços levantados, se movendo sensualmente com a música. Não percebia ninguém a sua volta, estava sozinha no seu mundo. Michael estava surpreso com a mudança. A mulher quieta, discreta e sem sal, era na verdade linda e sensual. Ele ficou por longos minutos fixo nela. Depois de um tempo, ela abriu os olhos e sorriu, em reconhecimento. Foi até ele e o puxou para a pista, colocou suas mãos em volta do seu pescoço, olhos nos olhos, aguardando que ele a guiasse pela música. Após um segundo de hesitação, Michael envolveu sua cintura, trouxe-a mais perto dele e começaram a dançar. Sentia seu perfume, doce e ácido. Sentia seu corpo em total abandono nos seus braços. Segurando-a firmemente, dançaram, pequenos passos, o suficiente para seus corpos se moverem de um lado para o outro vagarosamente. Cecille acariciava gentilmente sua nuca, brincando com seu cabelo. Quando a música terminou, foram para o bar. Só então conversaram. Bebendo vinho, se conheceram um pouco. Falaram sobre coisas que fizeram, de onde vinham, para onde iam. Cada vez que seus corpos se tocavam, sentiam a sensualidade latente. Cecille o convidou para sua casa. Saíram do clube, pegaram um táxi. Michael ensaiou colocar seu braço em volta dela, mas não conseguiu, era estranho. Ela olhou para ele, os olhos azuis brilhantes e sorriu. Morava perto do rio, num antigo armazém reformado. O elevador era um daqueles antigos de carga, com portas abrindo de baixo para cima. Ele estava surpreso, não esperava vê-la num lugar assim. Imaginava-a num pequeno e antigo apartamento numa das estreitas ruas de Paris. Mais surpreso ficou quando ela abriu a porta do loft. Era espaçoso, chão de madeira, paredes brancas, cobertas de fotos preto e brancas, poucos móveis. Em um canto, uma mesa de vidro e cadeiras. Perto da mesa, um sofá branco de couro e várias almofadas coloridas. No fundo do loft, uma divisória que mal escondia uma grande cama. A cozinha pequena no canto oposto, com uma longa mesa separando-a do resto da casa. Michael olhou as fotos de perto. Jovens, crianças, mulheres e homens idosos. Rostos sorrindo, rostos chorando, rostos irados. Um estudo do ser humano em várias formas, raças, em preto e branco. Impressionante. Ele sabia que Cecille era a autora daquelas fotografias. Viu-a com uma garrafa de vinho na mão, em pé perto do sofá. Ela ofereceu-lhe uma taça e sentou no chão, as costas no sofá. Sentou ao lado dela. Beberam o vinho em silêncio, apenas sentindo a presença um do outro, ouvindo suas respirações. Mais uma vez, ela tomou a iniciativa. Chegou perto dele, segurou seu rosto entre suas mãos e tocou seus lábios. Prendeu seu lábio inferior entre seus dentes, chupando-o gentilmente. Os lábios dela eram quentes e convidativos. Michael correspondeu com a mesma suavidade. Sua língua buscou a dela, explorando, tocando. Um beijo longo e intenso. Mãos tocando corpos, acariciando, sentindo. Mãos desnudando. Mãos que não paravam. Bocas presas num beijo. Cecille se levantou, tirando as últimas peças de roupa. Olhando intensamente dentro dos olhos dele, levou-o pelo braço até o canto onde a cama estava. Michael viu duas correntes presas no teto. Olhou para ela em choque. Mas ela pediu que confiasse nela. Entre choque, curiosidade e tesão, decidiu confiar. Ela amarrou seus pulsos com cordas de seda nas correntes. Ele não tinha notado as duas argolas no chão. Gentilmente, ela separou suas pernas, amarrando-as nas argolas. Lá estava ele, pés e pulsos amarrados, nu, em frente dessa mulher que mal conhecia. Assustado mas intrigado. Ondas de eletricidade atravessaram seu corpo. Cecille o vendou. Sentiu seu corpo tremer. Podia sentir seu perfume, o calor que emanava do corpo dela, sabia que ela estava bem perto. Sentiu dedos tocando seu peito gentilmente, depois suas costas. Não sabia onde iriam parar. Silêncio total, só o som da sua respiração profunda. De repente, não sentiu mais aqueles dedos, não sentia mais sua presença, com se ela tivesse ido embora. Seu corpo se contorcia em busca do calor daquelas mãos. Então ouviu, até antes de sentir, o estalido fino de um chicote. A primeira lambada foi na sua bunda. Tremeu, choque e surpresa misturados com a dor. Não era intensa, apenas o suficiente para provocar uma leve sensação de prazer. Ele sabia que mais viria. A segunda chicotada bateu perigosamente perto do seu saco. Jogou o corpo longe do chicote, mas não foi muito longe. A dor e o prazer eram agora um só. Os músculos contraídos, os pulsos e tornozelos doloridos. Mas ele queria mais. Uma estranha sensação se apossou dele, uma mistura de prazer, dor, lascívia. As chicotadas vieram, uma atrás da outra. Pediu que ela parasse, implorou que continuasse. Seu corpo em fogo, sua pele queimando. Flutuando nas ondas de dor. Sentiu seu pau pulsando, expandindo e contraindo a cada golpe. Subitamente, tudo parou. Ofegante, o suor escorrendo pelo seu corpo, sua mente em turbilhão, emoções intensas atravessando seu corpo, não sabia o que aconteceria em seguida. Ele queria que ela o libertasse, mas queria sentir suas mãos no seu corpo. Sentiu um líquido frio e calmante descendo pelas suas costas. Um cheiro doce, de mel e maçãs. Michael sentiu os lábios e a língua quente de Cecille, seguindo o curso daquele líquido, aumentando ainda mais o contraste entre sua pele quente e o líquido gelado. Gemeu de prazer. Mãos acariciavam seu corpo enquanto o líquido era lambido da sua pele. Gentilmente ela beijava as marcas vermelhas deixadas pelo chicote. Alívio e ardor a cada toque da sua boca. Pediu que ela o libertasse das correntes, mas ela não o fez. Mãos nas suas nádegas, carícias fortes, beijos e leves mordidas. Nunca o toque de uma boca tão doce lhe deu tanto prazer. Gemeu. Sentiu a boca na ponta do seu pau, lambendo e chupando. Mãos acariciando seu saco enquanto a língua subia e descia pelo seu pau. Seu corpo molhado de suor, em fogo, contorcendo. Um gemido alto preso na garganta. A boca de Cecille envolvendo seu pau, sua língua o envolvendo com movimentos circulares. Suas mãos acariciando suas nádegas, os dedos percorrendo o vale entre elas, e parando no nó apertado do seu ânus. Michael se moveu bruscamente, surpreso, um tanto desconfortável. Uma estranha sensação de prazer jamais sentida. Queria evitar aquele toque, mas era prisioneiro desse prazer desconhecido. Enquanto o dedo massageava seu ânus gentilmente, a boca trabalhava seu pau, chupando, lambendo, num movimento único. Ela se levantou e tirou a venda. Queria ver o tesão nos olhos dele e queria que ele a visse. Beijou-o intensamente, o gosto dele na sua boca. Os olhos fixos nos dele, ajoelhou-se e prendeu seu pau em sua boca. Chupando-o vorazmente, enfiou um dedo no seu ânus. A pressão daquele dedo o assustou, mas o prazer era maior. Tentou escapar do dedo, mas isso apenas fez com que seu pau entrasse mais na sua boca. Seu corpo em espasmos, a boca chupando mais e mais, ele via seu pau entrando e saindo daquela maravilhosa boca e sentia seu dedo entrando e saindo do seu ânus. E não pode segurar mais. Convulsões tomaram conta do seu corpo, sua cabeça parecia explodir, gritou e liberou todo seu tesão e prazer dentro daquela incrível boca. Cecille provou o gosto acre e morno do seu gozo, gotas derramando pelos cantos da sua boca. Esperou que os espasmos parassem, tirou o dedo do seu ânus e gentilmente chupou o resto do seu gozo. O corpo molhado começou a se acalmar, mas raios de eletricidade percorreram sua espinha ao ver aqueles brilhantes olhos azuis e os resquícios do seu tesão no canto da sua boca. Cecille se levantou, beijando sua barriga, seu peito, seu pescoço. Olhos nos olhos, beijou sua boca levemente. Ela o desamarrou, massageando seus pulsos avermelhados pelas cordas. Michael colou seu corpo no dela, abraçou-a com força. Segurou seu rosto em suas mãos e a beijou. A principio gentilmente, lábios nos lábios, bocas entreabertas. Depois com fúria, línguas enroscadas, chupando, buscando. Seu gosto de macho misturado com o doce gosto de mel e maçãs. Foram até a cama e aninhada em seus braços, pernas entrelaçadas, dormiram. Michael acordou cedo. Cecille dormia tranqüila do seu lado. Seu cabelo brilhante espalhado pelas suas costas, um mecha caindo sobre sua face. Gentilmente, ele a afastou. Ela se mexeu, sem acordar, os lábios num meio sorriso. Ele levantou, se vestiu e foi embora. Decidiu andar até seu apartamento, a brisa fria da manhã no seu rosto. Seus pensamentos naquela incrível experiência que tão surpreendentemente tinha vivido com aquela mulher. Não sabia como agiria quando a visse novamente. Mas ao invés de se preocupar com o que poderia acontecer, resolveu deixar ao destino. E à Cecille. De alguma maneira sabia que ela ditaria o comportamento de ambos. Chegou em casa, tomou um longo banho quente e foi trabalhar. Não a viu o dia todo. Também não teve muito tempo para pensar sobre o assunto, o projeto estava no fim e teve várias reuniões com a diretoria o dia todo. À noite, foi ao bistrot jantar. No meio da refeição, Cecille entrou. Ele olhou para ela, acenou com a cabeça e ela retornou o cumprimento. A única diferença foi o sorriso brilhante nos seus lindos olhos azuis. Apenas isso.