Back to Browse
Lá estava Ele, sentado, com seu cigarro aceso o que me remetia à dores terríveis. Mas Ele adorava queimar minha pele, o que fazer? Mas não sei, algo estava diferente nEle. Me cumprimentou como sempre: alguns tapas na face, beijos que me enlouqueciam, mordidas de tirar sangue, mas o olhar, estava diferente. Me deixou ali, uns instantes, jogada ao chão, cabeça baixa e cabelos já desalinhados pela furia de seu desejo. Dias antes a esse encontro, tivemos uma conversa delicada e recebi imediatamente a ordem de encontrá-lo para resolvermos tudo cara a cara. Pensei então: Esse é o motivo de seu olhar. Minha entrega é irrestrita e como sei que o bom senso impera em meu Senhor, não temo em dizer que todos os seus desejos são realizáveis, que eu, estou ali pronta pra fazer o que Ele desejar. Tempos depois Ele volta com um ferro nas mãos e nesse ferro tinha gravado sua inicial. Temi pelo que vi, mas sempre desejei. Desejava sentir a dor da minha carne queimando em prol de Sua realização. Dor aliada a desejo é algo que não se explica com palavras, apenas com o sentir. Aproximou-se de mim e perguntou: - Está pronta pra "isso" cadela? Não exitei em responder: - Sim Senhor... - Sabe bem cadela, que ao queimar tua pele com minha inicial, a volta será bem difícil. - Sei sim Senhor... Um misto de medo, excitação, orgulho, desejo aconteceu em mim. Ele então deixou aquele ferro de lado, me puxou pelos cabelos fitou-me como quem olha um brinquedo novo e disse: - Só precisava saber o quanto de ti eu tenho. Um dia carregarás minha marca, mas não hoje, não agora. Por enquanto estou satisfeito...