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Ele I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

O que estava acontecendo? Porque estava tudo tão confuso? O que a prendia tanto aquele homem e ao mesmo tempo a assustava a ponto de querer largar tudo? Ela esperava, com o coração aos pulos, por aquelas horas roubadas, quando poderia estar com ele. Planejava a semana toda, imaginava cada minuto que estaria nas suas mãos. Contava os segundos desde a hora que o encontro ficava confirmado. Com as mãos trêmulas, a respiração ofegante, abria a porta para deixá-lo entrar. A loucura começava ali na porta mesmo. Enquanto suas bocas se prendiam num beijo ávido e intenso, as mãos dele procuravam os bicos dos seus seios, apertando-os sem dó. Ela gemia, ficava na ponta dos pés, ele apertava mais. Seu corpo colava no dela, com força. De repente, sua mão descia com força nas suas coxas, espalmada, fazendo com que sua pele ficasse imediatamente rosada. Ela tentava se esquivar, mas pouco se movia. Porque no fundo, ela gostava de sentir essa mão encontrando sua pele, a dor que causava lhe dava um certo prazer. Era um estranho prazer, na verdade. Porque ela sabia que isso dava prazer a ele. O prazer de dar prazer. Ela se chegava mais a ele, apertando suas coxas de encontro às dele, suas mãos se enroscando nos seus cabelos, as bocas que não se separavam. Mais uma vez, ele descia a mão com força nas suas coxas, nas nádegas, uma, duas, três vezes, sem parar. O som era alto, seco, ecoava pelo corredor. Se misturando com seus gemidos, altos, muitas vezes abafados por aquela boca que se prendia na dela com violência, mordendo e chupando os lábios, sugando a língua. Ele a puxava para a parede, forçando-a a abrir as pernas e sua mão se fechava em torno do seu monte de Vênus, apertando, puxando os cabelos púbicos, sentindo a umidade que já estava se formando ali desde a hora que ela abriu a porta. Seus dedos se enfiavam por entre os grandes lábios, tocando o clitóris, apertando-o entre a ponta dos dedos, massageando. Ela gemia mais e mais, o corpo se movendo de um lado pro outro, num suave balançar, as mãos crispadas nos ombros dele. Subitamente, ele escorregava dois dedos na direção da sua vagina, entrando de uma vez só, violentamente. Ela quase desfalecia de tanto prazer, um gemido alto e longo saia da sua boca, as pernas se dobrando um pouco. Seus dedos pareciam longos ganchos, as pontas encaixadas dentro da vagina, a palma da mão apertada no osso pélvico, forçando-a a se abaixar lentamente. Ela descia agachada, as pernas abertas, enquanto os dedos dele entravam e saiam da sua vagina. Ficava ali, encostada na parede, inteiramente aberta, na ponta dos pés, sendo devassada, arrombada, levada à loucura por aquela mão, que se fechava e a penetrava até o fundo. Seu corpo se movia, acompanhando o ritmo daquela mão, suas mãos agarradas nele, sua boca procurando a dele desesperadamente. Ele mordia seus lábios e no momento seguinte, sua boca procurava seus seios, mordendo-os por cima da camiseta. A mão dentro da sua vagina não parava, entrava e saia, escorregando, forçando-a a se abrir ainda mais. Ela gritava, urrava, xingava. Ele sabia que em poucos segundos sentiria seu gozo vindo em ondas sucessivas. Mas era cedo ainda. Retirando sua mão, ele a levantava, prendia-a na parede, as pernas ainda abertas e com a mão em concha, dava palmadas secas no seu monte de Vênus, as pontas dos dedos batendo nos seus grandes lábios intumescidos, arrancando gemidos longos e sentidos da sua boca. Colocando-se por trás dela, um braço apertado sobre seus seios, o outro envolvendo sua cintura, passos curtos, ele a levava para a sala, até chegarem na grande mesa de jantar. A mesa onde, momentos antes dele chegar, ela tinha arrumado com todo carinho aqueles objetos que faziam parte desses encontros: a corda de seda, a venda, a mordaça, o cinto de couro macio, o consolo, a vela e os pregadores. Objetos que algumas vezes eram usados em sua totalidade, outras vezes totalmente ignorados. Mas a mesa estava sempre posta. Ele a encostava na mesa e lentamente a preparava. Primeiro tirava sua camiseta, jogando-a sobre a cadeira. Via seus seios fartos, os bicos escuros, e roçava seus dedos neles. Suas ancas arredondadas com as marcas rosadas deixadas pelas suas mãos poucos momentos antes. Ele gostava dessas marcas. Passava as mãos por elas, gentilmente. Via seu rosto, afogueado, os olhos brilhantes, a boca entreaberta, a pele umedecida de suor. Beijava seus lábios levemente e pegando a venda, prendia-a sobre seus olhos. Pegando o bico de um seio entre os dedos, prendia um dos pregadores. A dor fininha fazia-a gemer. Depois prendia o outro. Ela reclamava baixinho. Ele a virava de frente para a mesa e com seu corpo colado no dela, a fazia dobrar o corpo, o torso encostado na mesa, os braços abertos, as mãos espalmadas no tampo da mesa. Às vezes ele forçava seu peito de encontro à mesa, fazendo com que os pregadores apertassem ainda mais seus seios. Ela sempre reclamava. Era um jogo que tinha se desenvolvido aos poucos: as reclamações pareciam incitar ainda mais a excitação de ambos. E a cumplicidade que tinham era tamanha, que ele sabia exatamente quando a reclamação era parte do jogo e quando era real mesmo. Nessa hora, ela não precisava reclamar uma segunda vez, ele imediatamente parava. Vê-la assim, debruçada sobre a mesa, indefesa, totalmente à mostra, as pernas entreabertas, esperando por ele, sempre o deixava enlouquecido. Os olhos presos naquela visão, ele tirava a roupa rapidamente. Colava seu corpo no dela, para sentir o calor daquela pele. Sentia-a se mover lentamente, de um lado para o outro. As nádegas fartas roçando sua virilha, como que implorando por sentir seu pau a devassando, sempre o deixava louco de tesão. Seus dedos procuravam sua vagina, a penetrando impiedosamente, arrancando gritos e xingamentos da sua boca. Ela agarrava as bordas da mesa, o corpo retesado, ansiando ser penetrada por ele. Com os dedos lambuzados com seus sucos, ele acariciava seu ânus, estimulando-a a se abrir para ele. Ela empinava mais a bunda, na ponta dos pés e implorava para que ele a enrabasse. Era o que ele precisava ouvir para penetrá-la. Com as mãos crispadas nas suas ancas, encostava a cabeça do pau no seu ânus e puxando-a para junto de si, a penetrava de uma só vez. Ela gemia alto de tanto prazer. Seu corpo se movimentava com o dele, sentindo-o entrando e saindo de dentro dela. Ele enlouquecia a cada movimento dela. Sua mão descia com força na sua coxa. Ela gritava, mais pelo som do que pela dor. Ele se debruçava sobre seu corpo, mordendo sua nuca, seus ombros. Ela o incitava ainda mais, implorando que ele a enrabasse, tomasse o que era seu, desse a ela o que ela mais queria. O tesão aumentando, tomando forma quase insuportável. Ele a enlaçava, apertando seus braços e seus seios de uma só vez, fazendo-a a gritar ainda mais. Mordia sua orelha, ela sentia o suor do seu rosto escorrendo no dela. E invariavelmente seu gozo vinha antes do dele, aos urros, gritando seu nome. Então ela sentia o dele, explodindo dentro dela, o corpo em espasmos. Ao terminar, ela desabava sobre ela. A respiração ofegante, o coração acelerado, eles ficavam ali, em silêncio, esperando que os corpos se acalmassem. Gostava de senti-lo assim, dentro dela e ao primeiro movimento dele para sair, ela sempre reclamava. Ele a agradava, ficando mais um pouco. Mesmo estando muitas vezes numa posição bastante desconfortável. Depois de um tempo, ele lentamente saia de dentro dela, não sem arrancar mais um gemido de reclamação. Acendia um cigarro e se sentava no sofá. Ela ficava ali mais um pouco, sentindo sua porra escorrendo pelas suas pernas. Era uma sensação gostosa, reconfortante. Prova viva do seu tesão por ela. Prova viva do poder que seu corpo tinha sobre o dele. Essa mistura de cheiros, fluidos, era extremamente erótica. Ela puxava a venda para baixo, e chegando perto dele, pedia que ele tirasse os pregadores dos seus seios. Ele os tirava, massageando os bicos para aliviar a dor. Ela então sentava do seu lado, acendia também um cigarro, colocando suas pernas sobre seu colo. Momentos tranqüilos, de carinhos leves nas pernas e nos braços, sem muitas palavras. A hora do descanso, para recuperar as forças. Momentos curtidos. Mas a fome insaciável não permitia que esses momentos fossem longos. Ela se encostava mais nele, a boca perto do seu ouvido, sussurrando, mordendo o lóbulo da sua orelha. Ele enfiava a mão entre suas coxas, forçando-a a abri-las. Seus dedos imediatamente encontravam o caminho. Apertando, beliscando, massageando, eles a excitavam mais e mais. Ela sussurrava o quanto ela precisava dele, lhe falava das coisas que mais a excitavam, pedia e implorava que seus dedos a penetrassem. Quando ele enfiava dois dedos violentamente na sua vagina, ela gemia no seu ouvido. Jogando o corpo para trás, abria bem as pernas, para que ele pudesse penetrá-la mais. Ele enfiava mais um dedo, mais outro. Sua mão forçando a entrada da sua vagina, quase que a arrombando. Entrando e saindo, escorregando, forçando cada vez mais. Ela gritava, uma mão crispada no seu braço, a outra segura na borda do sofá. O corpo se movendo lentamente, acompanhando os movimentos daquela mão. Com o pé, ela procurava o seu pau. Acariciava, massageava. Ele abria as pernas um pouco, permitindo que seu pé sentisse toda a extensão do seu pau. A excitação era enorme. Os corpos se mexendo em perfeita comunhão. Mas ela queria mais, queria sentir todo o desejo dele na sua boca. Levantava-se, forçando-o a tirar a mão de dentro dela e se ajoelhava no chão entre as suas pernas. Segurando seu pau entre as suas mãos, ela começava lambendo a ponta e passando a língua nele todo. Ele se ajeitava melhor no sofá e sua mão se prendia nos seus cabelos. Ela chupava a cabeça do seu pau, fazendo-o gemer. Enfiava-o todo na sua boca, de uma só vez. A cabeça do pau quase que tocando o fundo da sua garganta. Com a mão presa nos seus cabelos, ele forçava sua cabeça, fazendo com que seu pau entrasse mais fundo dentro da sua boca. Ela o chupava com força, sentindo seu tesão aumentando. O ritmo acelerado, o pau quase tocando o fundo da garganta, algumas vezes ela tinha que parar um pouco para respirar fundo. Mas eram apenas segundos. Imediatamente ela voltava a chupá-lo, sentindo seu gosto se misturando com a sua saliva e seu cheiro inebriante. Segurando seu pau firmemente entre as mãos, lambia seu saco, prendia-o entre os lábios, chupava. Sua língua descia, para aquele ponto sensível entre a base do saco e o ânus. E lambia com gosto, com força. Ele gemia, gritava. Seus pés nos ombros dela, uma mão agarrada nos seus cabelos, ele se contorcia. Ele enlouquecia com aquela língua quente, a pontinha quase tocando seu ânus. De repente, ele a pegava pelos ombros, forçando-a para o chão e a penetrava de um golpe só. Suas pernas enlaçavam seu corpo, puxando-o mais para dentro de si. As mãos crispadas nas suas costas, sentindo todo o peso do seu corpo sobre o dela. Ela procurava sua boca, mordia e chupava seus lábios. Sentia seu corpo tremendo, o gozo explodindo. Lentamente, o peso se tornava maior sobre ela. A respiração ofegante, o coração batendo forte e acelerado, ele desabava sobre ela. Carinhosamente, ela passava a mão pelo seu rosto, limpando o suor que escorria. Beijava sua face, acariciava seus cabelos. Depois de um tempo, ele saia de dentro dela, deitava de lado, a cabeça apoiada num braço e o outro sobre seus seios, uma perna sobre as delas. E o sono chegava, devagarzinho. Ela sentia sua respiração ficando mais profunda, o rosto sereno. Fechava os olhos, se deixava levar pelo cansaço, adormecia um pouco. Mas não se mexia. Quando abria os olhos de novo, via seu rosto tranqüilo, a boca levemente entreaberta. Um enorme carinho se apossava dela. Era nesses momentos que ela mais se questionava. Era nesses momentos que ela se permitia assumir o amor que tinha por ele. Um amor que tinha se instalado aos poucos, sem que ela tivesse se dado conta. Um amor que a assustava, porque não fazia parte dos seus planos. Essa não tinha sido a proposta. Era um relacionamento carnal, de muito tesão e cumplicidade. De descobertas do prazer. Sem compromisso, sem cobranças. Um relacionamento que a tinha levado a conhecer melhor seu corpo e o prazer que ele podia dar. Para ela e para ele. Ela tinha se viciado nesse prazer. Era o seu ópio, a sua cachaça. Tinha tentado em vão se entregar a outros corpos. A outros prazeres. Mas a comparação era terrível. Para os outros. Porque ninguém conseguia fazer seu corpo responder como ele. O simples toque dos seus dedos a fazia estremecer. Sua voz ao telefone fazia seu coração disparar. Por um tempo, ela dizia (para si mesma) que isso era resultado do tesão insaciável que ela tinha por ele. Mas ela não conseguia mais se enganar. Assumia o amor que tinha pelo homem. Como um todo. O amante, o cúmplice, o companheiro, o amigo. Porque ela não dividia apenas seu corpo com ele, dividia também suas descobertas, suas dúvidas, tristezas e alegrias. Seu dia a dia. E isso era assustador. Tinha tomado proporções que ela jamais pensou pudesse acontecer. Algumas vezes ela pensou em conversar com ele sobre isso. Outras vezes pensou em não vê-lo mais. Mas ela sabia que nenhuma dessas soluções seria acertada. A grande verdade era que ela não queria perdê-lo. E optou por silenciar seu coração e se permitir viver uma experiência única. E lidar com a perda na hora que ela acontecesse. Pois um dia iria acontecer.