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A Iniciação de Uma Escrava Por Uma Switcher
Eu estava calma. Serena. Segura.
O desejo do Mestre era que sua escrava fosse iniciada por mulheres. Não qualquer mulher, mas por minha Senhora e por mim.
Há tempos o grande Mestre e eu éramos amigos, irmãos no SM, cúmplices nas várias plays em que eu o serví, sempre devidamente autorizada.
Naquele momento eu estava na posição de feitora. Comandada por minha Dona e pelo Mestre que conduziriam meus passos na difícil arte de levar uma mulher ao gozo, sem a presença de um órgão masculino.
Eu estava fria. A temperatura muito baixa. Minha Senhora calmamente me preparou para a ocasião vestindo em mim um arreio preto que cobria poucas partes de meu corpo deixando minhas pernas, costas, barriga e seios a mostra. Fez-me vestir uma belíssima meia 7/8 presa ao arreio. Terminei calçando longas botas pretas que completaram um visual apetitoso mesmo não sendo eu naquela tarde a ser vorazmente devorada.
A campainha tocou.
Eu de joelhos ouvia os sons de sapatos subindo as escadas. Dois sons diferentes. Do Mestre e daquela que naquele momento seria a vítima. Apesar de já termos sido apresentadas eu não me lembrava de seu rosto. E procurava não pensar em nada, deixando minha mente fluir num desejo que tomava conta de meu lado dominante.
Minha Senhora estava como sempre linda. Vestia um vestido preto com bordados dourados maravilhosos e uma bota preta que impunha um respeito e despertava o desejo de meu lado servil.
Fui chamada à sala principal. Houve os iniciais cumprimentos e eu já totalmente compenetrada ouvia as vozes numa distância impressionante como se naquele momento apenas o desejo de dominá-la me tomasse o corpo.
A escrava despiu-se. O Mestre colocou nela braceletes de couro. Obrigou-a a mostrar seus seios. Eu vendei-a. Impossível que ela pudesse ver qualquer objeto ou movimento. Atordoada ela ouvia que deveria acompanhar-me. Coloquei minha mão direira em seu pescoço e fui com minha mão esquerda direcionando-a para o local que seria seu cativeiro por aquelas horas.
A escrava foi obrigada a vestir uma roupa igual a minha, mas com o diferencial de não ter a meia e as botas. Ela estava descalça, gelada, assustada e trêmula.
Para acalmá-la eu pedi que confiasse nas pessoas ás quais naquele momento ela se entregaria. Percebi um longo suspiro, como tentando concentrar-se, mas sabíamos ser impossível devido à ansiedade.
Ela foi colocada em uma jaula. Entrou em silêncio. Como nada podia ver perguntou se seu Mestre estava presente. A resposta foi negativa. Ela gemeu de pavor. Ouviu barulhos de correntes que eu fiz questão de jogar dentro do minúsculo espaço onde ela aguardava de joelhos que fosse chamada para o uso irrestrito das três pessoas que a dominariam.
No trono, a Rainha, e ao seu lado o Mestre que aguardava ansioso a chegada daquela que estava ali por Ele e para Ele.
Abri a jaula. Ela vendada e entregue a sua sorte e aos meus cuidados aguardava novas ordens. De quatro, como cabe a uma boa e treinada cadela, ela recebeu a ordem de acompanhar o caminho de minhas botas. Essa era a única forma dela chegar ao seu Mestre. Chegando ao trono foi-lhe retirada a venda. O Mestre ordenou-a que tirasse sua calcinha e a colocasse na ponta do chicote da Rainha. Com uma tesoura cortei-lhe a parte inferior de seu arreio. A calcinha foi retirada e posta no lugar solicitado o que me proporcionou uma das mais belas cenas que já vi. A escrava em sinal de respeito e adoração beijou os pés da Rainha, os sapatos do Mestre e minhas botas.
Eu sentia um frio subindo-me as pernas, a situação me excitou.
A escrava foi colocada na cruz. Com as costas expostas. Braços e pernas fortemente presos para que nenhum movimento pudesse atrapalhar a prática do spanking.
O Mestre iniciu aplicando-lhe severas chibatadas. Posso afirmar que senti cada uma delas como se fossem em mim. Mas afinal, de que lado do chicote eu estava? Sempre dos dois. Como alguém que vive as cenas mesmo sem sentí-las.
A Rainha foi a próxima. Com toda sua eficácia chicoteou a carne daquela escrava como que amaciando-a para o grande banquete que ainda estava por vir.
Foi-me oferecido o chicote pelo Mestre. Ao tocar aquele material pesado e ver as lágrimas que escorriam da face da escrava resolvi ser branda e escolhi chicotes mais leves. Ela estava com a sensibilidade muito aflorada. Sentia absolutamente tudo numa grandeza enorme. Vi que se ela não relaxasse não iria muito longe, então comecei a passar-lhe a mãos na bunda, nas costas, no pescoço. Seu corpo se contorcia de prazer e suas mãos esticavam-se presos aos braceletes que imobilizavam seus gestos. Como sinal de minha superioridade, puxei-lhe os cabelos e ordenei que se concentrasse. Bati-lhe mais e mais. Outras lágrimas lhe escorreram do rosto. Eu já naquele momento estava possuída por um desejo enorme de tê-la, de testar sua entrega, de possuí-la. Mas ao lado estava minha Senhora, me acompanhando cada gesto, cada passo, cada pensamento, então eu em vários momentos a olhava como quem espera um sinal de aprovação às minhas audácias. Eu tive esse sinal. Percebi o prazer em minha Senhora. E um sorriso no canto de sua bela boca me fez continuar.
Abri ainda mais as pernas da escrava. Coloquei-lhe os prendedores nos lábios vaginais e vi que ela sentiu muita dor. Fiquei mais molhada. Ordenei então que a cada chicotada ela não emitisse nenhum som. Seu premio: receber cada chicotada olhando em meus olhos. Ela o fez, as lágrimas voltaram a escorrer-lhe a face.
Retirei os prendedores, soltei-lhe os braços e pernas ela virou-se por ordem de seu Dono e Senhor. A Rainha pediu que ela acariciasse meu corpo. Eu impávida sentia suas mãos passando por meus seios, minhas costas, meus ombros. Dei-lhe mais uma vez um beijo demorado. Afastei-me. Ela pôde então por segundos descansar.
Novamente vendada, os prendedores foram colocados por seu Mestre em seus mamilos. Ela gemia e se contorcia de dor. Restou-me respirar fundo e preparar-me para quem sabe ter a chance de retribuir-lhe com prazer o desejo que ela me dava com sua dor. O Mestre ofereceu-a novamente a mim pedindo que eu continuasse.
Enfiei-lhe os dedos entre as pernas. Ela estava encharcada. Minha boca salivou, mas ainda não era o momento de arrancar-lhe à unha seu gozo.
Puxei novamente seus cabelos para trás e bati-lhe nas faces com golpes severos que deixaram seu rosto vermelho. Aquela boca ainda não havia experimentado o beijo de uma mulher. Limpei seu suor, aproximei-me, enconstei meus lábios carnudos aos dela e como símbolo de estar sendo totalmente possuída por mim penetrei minha língua em sua boca retirando dela a entrega de lábios e corpo.
Meu sadismo crescia e tomava conta de mim. Na ponta dos prendedores de mamilos havia fios que permitiam fazer de seus seios marionetes. Assim foi feito. Vi aquele corpo entregue a mim, olhei-a novamente nos olhos, apoiei seu sexo em minhas coxas e levantei-a para que ela ficasse na ponta dos pés. Minhas coxas lá ficaram, sustentando seu corpo quase no ar, pressionando assim seu sexo sobre ela. Com minhas mãos comecei a brincar com minha marionete. Não de braços e pernas, mas de seios. Grandes e volumosos seios a minha mercê, sofrendo aquela tortura deliciosa. Meu prazer aumentava ainda mais porque a cada segundo sentia os olhos de Minha Senhora a acompanhar-me. Sentia sua vontade, seu orgulho e sua confiança em cada gesto meu. Imaginava o que ela poderia estar pensando. A resposta não vinha.
A Rainha colocou um luva. A escrava foi retirada da cruz, para que outro suplício lhe fosse deferido.
Deitada, com as costas recostadas numa cadeira especial e com suas pernas amarradas totalmente abertas, a escrava foi preparada para um fisting.
Minha Senhora olhou-me. Perguntou-me se eu gostaria e estaria pronta para possuir aquela escrava. Eu estava pronta desde o início. Abri-lhe os lábios vaginais, passei meus dedos debaixo para cima de sua vulva. Esta me respondia com mais líquido de uma água que saia daquela fonte com a pureza de nascentes Suíças.
A escrava pedia com movimentos de seus braços e pernas que fosse usada.
Eu aproximei-me, lambi lentamente seu grelo passando minha língua com uma calmaria impressionante para que ela relaxasse e me proporcionasse o prazer de sua entrega total. Aberta e molhada ela contorcia-se. Eu sentia a deliciosa sensação de estar sendo olhada por minha Senhora e pelo Mestre. Meu desejo aumentava. Bebia cada gota que jorrava e minha língua com vida própria fazia aquele corpo gemer. Enquanto a chupava gulosamente encostei um dedo em sua vagina. Deliciosa, aberta. Coloquei dois dedos. Ela pedia mais. Penetrei-a até sentir seu sexo em minhas mãos, minha nova marionete que eu tanto amo conduzir. Três dedos vivos e sensíveis a possuíam. Com as digitais marcando seu canal de prazer ela murmurou o desejo de querer gozar. Parei imediatamente. Seu calvário ainda deveria continuar.
A Rainha com sua costumeira eficiência, lhe introduziu os dedos cobertos pela borracha de uma luva. A intenção era de um fisting mas a escrava ainda não sabia. Nesta técnica maravilhosa relaxar é importantíssimo, mas como fazê-lo? Percebi que ela estava tensa.
Enquando a Rainha lhe falava com sua voz suave palavras que até eu fiquei molhada, a escrava conseguia enfim sentir a potência das mãos de uma especialista. Segura minha mão em teu sexo, dizia minha Senhora. Agora relaxa. Aquela mão entrava e a escrava se contorcia de prazer e dor.
A mão foi tirada lentamente.
Seu mestre aproveitou aquele caldo que lhe pertencia. Sugou-a com habilidade. Passou-lhe a língua aproveitando aquele momento que também era dele. Para ele.
Enfim o prato principal foi oferecido. Eu poderia enfim fazê-la gozar. Enfim poderia retribuir os momentos de prazer proporcionados ao meu lado sádico com um gozo inédito para ela. Ela gozaria nas mãos de uma mulher enfim.
Aproximei-me, acariciei-a, chupei seus volumosos seios, olhei-a nos olhos, passei as mãos em sua virilha e coxas, encostei meus dedos em sua vulva.
Naquele momento apenas a mão me interessava. Meus dentes morderam meus lábios e a loba no cio tomou conta de mim. Enfiei meus dedos em sua buceta sentindo cada parede de seu sexo e cheguei às profundezas de seu corpo. Fazia movimentos sem muita dificuldade já que aquela vadia jorrava sem parar. Sei o que é para uma mulher passar pelas mãos de outra e proporcionei isso à ela. Ela pediu para gozar. Seu Dono e Senhor permitiu. Eu enfim aumentei a velocidade de meus movimentos e penetrei-a até que todos os meus dedos fossem engolidos por ela. Veio o gozo. Forte, sincero, real. Senti que minha mão havia sido inundada por aquele líquido. Sua boca conseguiu apenas perguntar que loucura era aquela e que jamais havia gozado tão gostoso.
É claro que sei que foi apenas um elogio que aceitei prontamente.
Seu dono aproximou-se dela, beijou-a longamente na boca e disse que ainda faltava algo. A Rainha e eu seguramos cada uma de suas pernas e seu mestre desferiu-lhe vinte chibatadas, dez em cada virilha. Ela gemia e chorava. Dor e sofrimento eram novamente vistos em seus olhos pelas lágrimas que os dilatavam.
Eu a soltei. Ela parecia cansada após ter sido severamente usada.
Via o brilho em seus olhos. Ela estava feliz. E nós também.
O Mestre abriu sua maleta. Retirou enfim o prêmio maior. Ela prostrou-se de joelhos, suas mãos para trás em sinal de respeito. O Mestre colocou perante os olhos da escrava seu prêmio máximo. A coleira desejada. Prateada, pesada e fria, mas ao mesmo tempo carregada de significados, de histórias, de vivências do Experiente Mestre. Eu levantei seus cabelos, o Mestre abriu a coleira para que fosse colocada em seu pescoço e fechou-a com um cadeado.
Ela estava visívelmente emocionada. O Mestre mandou que ela rendesse sua homenagem a à Rainha, minha Dona e Senhora e á mim, a escrava que pôde participar deste momento, beijando nossos pés.
Enfim, mais uma vez os laços estavam sendo firmados para que a nossa história de BDSM continuasse a ser escrita.
Bela {LD}