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Escola de Meninas

Estranhamente já era Natal, a escola estava quase vazia, as meninas tinham ido para casa. Ana, de Minas, também ficou; eu e ela, duas solitárias. As irmãs disseram que talvez o doutor viesse passar o Natal conosco, na escola. Muitas irmãs viajaram, o colégio era todo nosso, teríamos que ter cuidado com a diretora de olhar frio, a irmã Louise, a freira que nos tirava a paz e, por vezes, nos fazia sofrer. Irmã Regina chegou na janela de onde eu olhava o mar e perguntou o eu que desejava. Ela era a minha amiga e confidente, me criou, cuidou de mim desde que eu cheguei; eu tinha 3 anos. Sem virar o rosto, respondi que queria ter pais que viessem me buscar. Em todos os Natais eu queria isto. Ela me afastou da janela, segurou minhas mãos, e fez com eu a olhasse dentro olhos. Com um sorriso muito terno sussurrou: “nunca mais repita isso”. Saiu tão depressa que o terço, preso ao hábito pesado e marrom, caiu e ela nem se abaixou para pegar. Cravei meus olhos no mar e chorei. Ana devia estar aprontando alguma coisa, estava sumida desde o café. Com passos lentos segui para o quarto, que precisa chorar. Ao passar pelo quarto de Ana, parei junto à porta e ouvi a voz grave da irmã Louise gritando para ela ajoelhar. Ouvi uma cintada e um uivo. Corri para o meu quarto com o coração aos pulos, entrei, fechei a porta e fiquei na cama, nem me mexia. Eu podia ouvir os gritos da diretora dois andares acima. A última vez que aconteceu a diretora deixou o corpo de Ana machucado. Havia marcas de cinto pelas coxas, nas nádegas e alguns hematomas muito claros nos seios. Foram castigos severos. Ao mostrar as marcas, vi um brilho no olhar azul de Ana, como se as marcas fossem um troféu, fiquei sem entender. Adormeci vestida e fui despertada para o jantar pelo interfone do quarto. Ana não estava. Não ousei perguntar o que tinha acontecido, pois o olhar gelado da irmã Louise me fuzilava. Troquei algumas palavras com a irmã Regina, ela dizia coisas engraçadas para me fazer rir, mas eu não conseguia. Mal comi, saí da mesa e voltei para o quarto. Estava febril e a minha barriga doía. Acordei suando no meio da madrugada a minha barriga doía mais ainda. Saí descalça pelo corredor rumo à enfermaria. Nenhuma luz acesa, vi sombras e tive medo. Atravessei o átrio do segundo andar, passei por detrás da capela, havia velas acesas nos altares que, pelo vidro, pareciam fantasmas. Estava muito frio, meu pés estavam gelados, eu vestia somente a camisola. Vi luz acesa por baixo da porta. Entrei sem fazer barulho, os gemidos de Ana se propagavam na sala. Lívida, rastejei até o biombo. Fiquei ali, trêmula, ofegante. Os gemidos acalmavam e, por vezes, se transformavam em gritos. Ana pedia mais. Balbuciava palavras confusas ela queria o doutor, pedia para a irmã chamar o doutor. O médico da escola vinha quinzenalmente, a irmã Louise sempre acompanhava a visita, e ele era muito querido. Um dia ele levou Ana para “fazer exames” e naquele dia ela não voltou, nem a irmã Louise. Ana estava eufórica na volta do exame e eu fiquei feliz porque ela tinha uma coleira na mão, perguntei onde estava o cachorro, pensei que ela tivesse ganho um cão do doutor, ela disse que só ganhou a coleira. Cada coisa... Eu gostava do nosso médico, ele sempre me dava um livro e uma caixa de bombom. Às vezes eu sentava no colo dele e ele fazia carinho, disse que ia me levar na casa dele na praia, a irmã Louise concordou. Eu tremia de frio, Ana nua sobre a maca, pernas abertas e presas pelos tornozelos, os pulsos também estavam amarrados. Irmã Louise estava despida (eu nunca tinha visto uma freira nua, só vi Ana). Ela era bonita, cintura muito fina, coxas grossas e pés delicados. Por debaixo do hábito marrom se escondia uma pele muito branca, fartos seios rosados com os bicos salientes, no meio das coxas um triângulo de pêlos castanhos. A exuberância do corpo da irmã Louise contrastava com o corpo de Ana. Ana era esguia, pernas longas, seios médios, ela fazia dança e jogava vôlei no time da escola. Os cabelos de Ana estavam presos e o suor escorria pelo pescoço, pelos ombros, até os seios. Eu estava com cólica, a minha barriga doía, meu corpo estava quente, queria que o médico estivesse ali, pelo menos para tocar o meu cabelo, pegar a minha mão. Irmã Louise botou um travesseiro sob as nádegas de Ana deixando-a completamente aberta. Ana estava depilada, os lábios da vagina eram pequenos de onde se projetava um clitóris rosado e avantajado, ficava para fora dos lábios. Ana se contorcia freneticamente com a boca da irmã Louise entre suas pernas. A coxa tinha marcas de dedos, os lábios estavam inchados. Eu engolia em seco, de excitação e de dor. Irmã Louise foi até a prateira e pegou o que parecia ser um tubo de ensaio de uns 20cm, não devia ser vidro, parecia um acrílico leitoso. Mandou que Ana sugasse seus seios enquanto lubrificava o tubo naquela vagina aberta, sem pêlos e molhada. Ana forçava a pélvis para cima e para baixo, sussurrava e implorava para a irmã lhe penetrar logo. Com uma bofetada, a irmã Louise ordenou que Ana não parasse de lhe sugar. A língua aflita de Ana percorria os seios de irmã Louise, sugava os bicos e mordia levemente. O tubo já estava bem lubrificado, da vagina aberta eu via escorrer toda a umidade de Ana. Irmã Louise postou-se à frente da mesa e foi introduzindo aos poucos o tubo. Agora ambas sorriam, a irmã enfiava e tirava o objeto com movimentos calculados. Ana pedia que a irmã não parasse, o corpo arqueado quase ficava no ar. Aos poucos ela foi deitando, rebolando mansamente, acompanhava com os quadris os movimentos cadenciados do pulso enérgico da irmã Louise. Mesmo com dor comecei a me tocar, estava sem calcinha, usava apenas camisola que ia quase até o pé. De joelhos, abri bem as pernas, sentei nos tornozelos, comecei a acariciar meus seios, os bicos, estava febril. Toquei o clitóris até sentir minha vagina esquentando, se dilatando, umedecendo, gozei com os suspiros de Ana e com os gemidos da irmã Louise. Voltei para o quarto pelos corredores escuros, minha barriga já não doía tanto, consegui relaxar. Ainda muito cedo, a irmã Regina me despertou dizendo que o médico queria me ver eu teria que fazer exames...