Back to Browse
Dia de Faxina I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante
Madeinusa de Sousa acordou cedo como fazia sempre em todas as manhãs, com o rádio-relogio tocando um funk de AM acordando provavelmente toda a favela. Ela era uma mulata forte, dos seus 36 anos de idade, corpo ajeitado, pernas musculosas que gostava de vestir aos sábados a noite uma calça jeans bem apertada para provocar com sua bunda os homens na gafieira. Preparou o seu café, tomou um banho no seu minúsculo banheiro, apalpando os seios e satisfeita com seu corpo, se vestiu para mais um dia de trabalho pensando:
- Sexta-feira, faxina na casa do Sr. Barão, depois tem baile.
Dirigiu-se ao ponto de ônibus bem a tempo de pegar o coletivo para a Zona Norte da cidade onde teria que fazer baldeação para o outro ônibus que iria para a Serra. A vantagem de morar bem distante na periferia era que quase sempre conseguia um banco para poder se sentar.
Sacolejando pelos buracos da avenida ficou com seus pensamentos, ficou imaginando, sem saudades, por onde andaria seu marido que a abandonou quando descobriu que ela era estéril, lembrou que precisava mandar dinheiro para a família no norte, já que o salário era bom e escrever para a mãe que ainda morava em Manaus com seus 6 irmãos, pensou no pai que morreu a 12 anos e que a batizou com o nome escrito em um dos caixotes que vira no porto da zona franca, ela era a mais velha da família e assim que pode fugiu para São Paulo com aquele caminhoneiro sem-vergonha que depois veio a casar, se lembrou do baile no sábado passado quando Gledsom, um negro alto e forte a prensou na saída do banheiro e com suas mãos fortes apertou a sua bunda e esmagou um dos seus seios com força, começou a ficar excitada com o pensamento e quase esqueceu de descer no ponto para fazer a baldeação do outro ônibus. Madeinusa fazia a faxina para o Sr. Barão a cerca de seis, não, sete anos. Foi conquistando a confiança dele e da sua mulher e agora fazia a faxina dia sim, dia não, em todos os aposentos da propriedade.
Após descer do ônibus, ainda teve que fazer uma boa caminhada, primeiro pelas alamedas arborizadas entrando na rua de terra onde teve que circundar o muro alto da propriedade para chegar ao portão.
Tocou o interfone e gritou:
- É a Madeinusa!
Escutou o barulho da fechadura elétrica, abriu o portão e se dirigiu por um caminho arborizado, até os fundos da garagem onde tinha um quarto e banheiro para se trocar. A garagem ficava ao lado da mansão de tijolinhos aparentes de três andares em estilo Vitoriano tendo na entrada principal quatro enormes colunas brancas logo após uma escadaria de mármore.
Há cerca de quatro anos atrás o seu uniforme normal de faxineira foi trocado por outro de látex. Dava um trabalhão coloca-lo, principalmente as meias que iam até a coxa seguida das longas luvas e depois os sapatos de salto alto. No começo achava desconfortável até se acostumar e agora gostava da indumentária, imaginando Gledsom vê-la vestida assim.
Adentrou na casa principal e começou arrumando a enorme sala de estar recolhendo e guardando tudo o que estava espalhado apesar da ordem de primeiro cuidar das meninas. Apanhou uma chave enorme pendurada em uma moldura de ferro e desceu para o porão, varrendo a escadaria de pedra onde no final abriu uma pesada porta de ferro. Adentrou e ascendeu a luz que mostraram um grande salão retangular de paredes e chão de pedra tendo como decoração argolas parafusadas na parede e espaçadas a cada dois metros, no centro do salão subia um tronco de madeira envernizada tendo no topo uma coroa de ferro e mais argolas soldadas, a direita da porta, pendurado na parede tinha uma coleção de açoites dos mais diversos tipos e tamanhos alem de um cesto de vime cheio de mordaças, coleiras e algemas. Madeinusa entrou gritando de forma jovial.
- Bom dia meninas!
No recinto tinha quatro jovens acorrentadas ao chão, uma em cada canto do salão deitadas em colchonetes cobertos com uma capa de couro preto. Todas usavam coleiras, pulseiras e tornozeleiras de ferro unidas por uma corrente presa a uma argola chumbada no chão.
- Olá Cíntia, se afasta que eu preciso limpar este lado! Disse Madeinusa, fazendo com que a jovem se arrastasse para outro canto fazendo barulho com as correntes.
- Bom dia! Disse Beatriz de outro canto que tinha acordado aparentemente feliz.
- Bom dia minha menina, vejo que você acordou contente hoje!
- Olha só Madeinusa! E Beatriz foi se virando e mostrando os vergões em sua bunda e coxa.
- Ela foi a escolhida para ser a próxima a colocar a marca! Falou Adriana que estava coçando os pés.
- Viche, não consigo entender ocês!
Foi quando Madeinusa percebeu que tinha alguém atrás de uma das duas portas gradeadas nos fundos do aposento onde existiam duas pequenas celas.
- Ué, quem tá ai é a Roberta?
- Não a Roberta tá lá em cima, essa é nova! Disse Solange que até então estava introspectiva.
Madeinusa se aproximou das grades e viu uma jovem encostada na parede, estava amordaçada, presa a uma canga de ferro unindo o pescoço e os pulsos e os tornozelos presos nas pontas de uma barra de ferro.
- Ela veio aqui ontem para se entregar e espera receber a coleira do Sr. Barão! Disse Beatriz.
Cíntia completou:
- Ela ainda está no período de treinamento e não recebeu um nome ainda!
- Coitadinha, arrumaram mais uma menina, desse jeito o serviço só aumenta!
E largando a vassoura, abriu a grade e adentrou na cela. Aproximou-se da jovem e soltou os tirantes da mordaça de couro retirando a bola de borracha de dentro da boca dela que babava.
- Você quer água minha filha!
- Só um pouquinho, depois põe a mordaça de novo, por favor, moça! Falou a jovem.
- Ta bão filha, espera só um pouquinho!
Madeinusa saiu até o salão onde tinha uma torneira e uma bancada com diversas canecas de madeira. Limpou uma, encheu de água e voltou para a cela, onde colocou próxima a boca da jovem. Essa deu um pequeno gole e disse:
- Põe a mordaça agora moça e aperta bem!
- Ta bem filha, você é quem sabe! Dizendo isso colocou as correias novamente em volta da cabeça, apertou até ela gemer e prendeu as tiras.
Voltou trancando a porta da cela e recomeçou o serviço pensando o que Gledsom acharia de tudo isso.
- Num tá certo, mas se vocês gostam, fazer o que? Vamu se levanta que eu tenho trabalho pra fazê!
Dito isso, todas as escravas se arrastaram para fora dos colchonetes, algumas se arrastaram de joelhos outras ficaram de pé limitadas pelo espaço das correntes em seus tornozelos e Madeinusa recolheu os colchonetes e os guardou na outra cela ao lado de onde estava a escrava ainda sem coleira.
Ao terminar de varrer o ambiente começou a fazer a higiene das meninas porque Seu Barão e a Madame gostam delas limpinhas, cheirosinhas e formosas que nem nos tempos da borracha que sua avó contava; com um chuveirinho longo passava nelas uma esponja suave percorrendo o corpo por trás e pela frente em seguida por baixo e depois passava um óleo Lilly of the Valley, que era o perfume favorito da Madame quando escutou barulho de salto e se deparou com a esposa do patrão descendo a escada em um reluzente vestido de couro negro e usando botas altas. As meninas imediatamente se ajoelharam e colocaram as mãos nas costas.
- Nossa Madame Margareth, a senhora ta chique hoje!
- Obrigado Madeinusa, você poderia, por favor, soltar as escravas para mim e depois limpar o quarto que o Barão já acordou e esta se trocando!
- Pode deixa madame que eu cuido delas, e a pobrezinha que ta na tranca?
- Eu vou deixa-la assim mais um pouco, depois de arrumar o quarto você poderia alimenta-la para mim, por favor?
- Claro madame, sem problema, os produto de limpeza estão acabando viu!
- Eu vou providenciar, obrigada Madeinusa, aqui estão as chaves dos cadeados!
- Vamos lá meninas, vocês vão pode passear agora! Gritou Madeinusa alegremente.
Ouviu a agitação das correntes quando as meninas ficaram de pé e com a cabeça baixa aguardando serem liberadas das argolas fixadas no chão. Madeinusa abria os cadeados e os colocava nas pulseiras prendendo os braços nas costas de cada uma, em seguida pegou uma corrente e prendeu todas pela coleira fazendo uma fila indiana.
- Pronto madame, aqui estão as chaves, agora eu vou limpar o quarto!
E saiu cantarolando um rap, subindo as escadas em direção ao andar de cima e dali para o amplo e espaçoso quarto do casal encontrando na passagem o Barão já vestido.
- Bom dia Madeinusa, eu gostaria que você, por favor, não cantasse essas musicas enquanto trabalha!
- Bom dia patrão desculpa, esqueci!
Ao entrar no quarto viu Roberta usando uma larga coleira de couro, amordaçada, pendurada pelos pulsos a uma longa corrente que vinha do teto, as pernas abertas presas a um espaçador, tinha pinças nas pontas do seio presas a pequenas bolas de chumbo e usava um consolo por dentro de uma tanga de couro. Estava empapada de suor e mostrava a bunda e as costas vermelhas devido a uma intensa surra durante a noite.
- Bom dia Roberta, pelo visto você teve uma noite agitada, não se preocupe viu, que eu vou arrumar rapidinho o quarto e ai não te incomodo mais!
E começou abrindo as janelas e arrumando a cama e recolhendo os chicotes do chão, depois passou para o banheiro e gritou para Roberta:
- Vou deixar uma toalha limpinha aqui pra você, viu, você ta toda molhada menina desse jeito vai pegar um resfriado!
Ao terminar a faxina disse:
- Pronto, tá tudo arrumadinho, se você precisar de algo é só me chamar, viu?
- Huggggg!!! Respondeu Roberta.
Madeinusa a deixou, descendo para a cozinha onde começou a preparar o café, o Barão estava no jardim lendo jornal enquanto Madame estava passeando pelo gramado com as escravas ainda acorrentadas umas as outras. Ela usava um longo chicote e pelo visto estava bem disposta fazendo o látego zunir no ar. Quando era o seu dia de faxina todas as escravas faziam exercícios juntas deixando para si a tarefa de fazer o café da manhã.
Ela preparou a mesa de jantar com pão, leite, café e frutas em seguida pegou seis tigelas de madeira e colocou leite e aveia em cada uma, colocou quatro tigelas em uma bandeja e levou para a varanda onde alinhou as tigelas no chão. Pegou a quinta tigela e gritou pela janela:
- Vou levar a comida pra menina nova, viu, a Roberta ainda não desceu!
- Obrigado Madeinusa, não precisa gritar! Disse o Barão.
- Leva a comida depois para a Roberta! Disse a Madame.
Ela desceu novamente ao porão e abriu a porta da cela onde se encontrava presa a nova escrava da casa. Ela colocou a tigela no chão e mais uma vez soltou a mordaça da jovem.
- Pronta menina, agora você vai comer tudinho! Pegou a tigela e colocou na boca da cativa, que sugou o leite e a aveia.
- Será que eles vão gostar de mim? Perguntou a menina.
- Iche, claro que vão, você é tão bonita!
- Você acha? O Barão disse que eu sou um presente para a Madame, que serei só dela!
- Essa muié é braba, mas tem um coração de ouro, viu!
- Vou fazer de tudo para receber a marca também!
- Ocê são tudo é doidas, onde já se viu querer uma marca de ferro quente no lombo, isso é coisa pra jumento!
- Você poderia coçar os meus seios?
- Claro!
E começou coçando um e depois o outro até perceber que eles enrijeceram.
- Ocê é sem vergonha né menina?
- Hahahahah! É que é gostoso o contato com a luva, põe o dedo na minha xaninha, põe!
- Aaaaaaah, mas ocê é muita da atrevida viu menina, acaba logo de comer que eu vou é me imbora!
- Háaa Madeinusa, eu estou vendo que você gosta, põe o dedo aqui vai!
- Para com isso menina arretada!
Dizendo isso, enfiou a tigela na boca da menina até descer todo o leite, pegou a mordaça e prendeu desta vez bem forte ao redor da cabeça dela. Saiu da cela e trancou a porta. Ficou um instante parada, sentindo algo estranho e percebeu que estava excitada com o convite. Diacho, pensou - eu hein! E subiu em direção a cozinha para pegar a tigela da última que estava no quarto. Em todos esses anos nunca teve um pensamento erótico com o que tinha visto, só com a roupa de látex, mas com aquela pergunta da garota começou a imaginar uma situação.
Subiu em direção ao quarto e observou Roberta completamente exposta percebendo que a garota tinha acabado de gozar. Sua respiração estava ofegante apesar da mordaça e ela estava de cabeça baixa. Num impulso se ajoelhou na sua frente e retirou a tanga e o consolo que estavam molhados. Roberta gemeu e levantou a cabeça com um olhar de suplica e tesão ao mesmo tempo, a baba escorria de sua boca e caia no colo de Madeinusa. Ela não resistiu a curiosidade e enfiou lentamente o dedo em sua bocetinha toda raspada que estava naquele momento completamente encharcada, o cheiro de sexo invadiu o quarto e Madeinusa sentiu algo que nunca havia sentido antes naqueles sete anos a serviço do Barão e sua esposa, um calor percorreu seu corpo e ela começou a friccionar primeiro com um dedo, depois com três o interior da vagina de Roberta que se debatia e grunhia. Madeinusa usou a outra mão para levantar a própria saia e procurou uma abertura na calcinha e também começou a se masturbar, retirou os dedos de Roberta e chupou sumo colocando novamente em sua boceta até que ambas explodiram em um intenso gozo fazendo com que Madeinusa caísse de costas no chão com a mão ainda no interior da calcinha. Ao se recompor viu o brilho no olhar de Roberta e abandonou o quarto com a tigela e o consolo caídos no chão.
Desceu a escada ainda meio ofegante, passou pela sala pegando um objeto na gaveta da estante e foi para o seu quarto onde se despiu e entrou no chuveiro. No banho teve uma idéia e pegou um barbeador no banheiro e começou a se depilar. Satisfeita com o serviço se vestiu com suas roupas, guardou o objeto que apanhara na sala na sua bolsa e foi para a sala de jantar.
- Madame, eu não to me sentindo bem hoje, já vou embora!
- O que você tem Madeinusa! Perguntou o Barão.
- Eu não sei não sinhô, só to me sentindo mal, mas deve passar!
- Está bem então, vou te dar o dinheiro do ônibus! Disse a madame.
- Obrigado, já vou indo!
Pegou o primeiro ônibus que ia para o centro, ainda assustada com seu impulso, excitação e com o calor que sentia por dentro do corpo e ainda por ser a primeira vez na vida que pegava algo que não era seu. Tateou dentro da sua bolsa até sentir o couro do pequeno chicote trançado que furtara da casa do Barão. O Gledsom hoje não vai só apertar a minha bunda, vai fazer mais, muito mais...
Madeinusa acordou tarde no dia seguinte, chorara a noite toda e percebeu que já passava do meio-dia. Desconsolada, se lembrava da humilhação que passou quando Gledson a xingou de mulher da vida quando viu a sua boceta depilada e a rejeitou mais ainda quando ela sugeriu que ele usasse o chicote como uma brincadeira.
- Isso é coisa de gente desmiolada! Gritou ele.
Agora a favela todo sabia que ela era uma pervertida desmiolada e viraria motivo de chacota para todos. A sua fantasia seria a sua ruína no local inteiro, talvez até a sua mãe ficasse sabendo já que tinha uma prima morando na mesma viela.
Esperou a madrugada para sair furtivamente do barraco e andou a esmo pelas avenidas até surgir o primeiro ônibus e de forma instintiva chegou no portão da casa de seus patrões e esperou o dia amanhecer para tocar o interfone.
- É a Madeinusa!
Nesse dia, ao se despir, não colocou o uniforme, nua em pelo foi direta para o porão e não ascendeu as luzes ao entrar. Usando apenas a iluminação que vinha da fresta da porta, tateou no cesto de vime até encontrar o que procurava e em seguida se dirigiu para o poste no centro do salão.
Madame tomou um susto quando desceu na masmorra e ascendeu as luzes e descobriu Madeinusa acorrentada pelos pulsos no topo do tronco. Mais surpresa ainda ficou quando ela disse:
- Me chicoteie minha dona!