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Chineladas SMS (Fem Dom)
Férias escolares, enfim. Estou livre de provas, trabalhos, professores-malas, encheção de saco. Livre pra fazer o que eu gosto, o que me dá prazer. E esse calor convida ao prazer, desperta nossa libido, deixa a sensualidade à flor da pele...
Moro num condomínio de classe média composto por vários prédios, todos de três pisos e com apartamentos pequenos. Alguns possuem dois quartos e dependência de empregada, outros são menores, e há ainda uns poucos JKs. Sou bastante observador, e em razão disso descobri muita coisa sobre meus vizinhos e seus hábitos. Agora que entrei de férias, terei bastante tempo para me dedicar a esse hobby. Não sei se "hobby" é a palavra certa; talvez o hábito de observar seja uma inclinação natural de todo jovem solitário, ainda mais quando ele mora num condomínio meio afastado da cidade, e por isso sai pouco.
Uma das minhas descobertas foi referente aos moradores do apartamento que fica na altura do meu (2º andar), no prédio em frente. A família tem uma empregada que veio de Santa Maria-RS e mora no emprego. Sirlene é de origem alemã, pele bem branca e faces rosadas, loira de olhos claros e maçãs do rosto salientes, altura mediana pra alta, bumbum e seios fartos. Não deve ter mais de 25 anos. Há tempo que me divirto com seu sotaque engraçado e modos de gente 'do interior', mas raras vezes trocamos um 'oi' ao cruzarmo-nos em alguma dependência comum do condomínio. Sirlene tem um filho de seis anos, Márcio, que mora com ela e freqüenta uma escolinha durante a tarde. Todos os dias ganha uma carona junto com o filho da patroa. Nunca falei com o moleque, mas sei que ele apronta pra caramba, não dá folga pra mãe. E esta não deixa por menos: a cada traquinagem mais séria do garoto, quase sempre relatada por algum vizinho, o ritual é o mesmo:
- Márcio, já pra dentro! - ela grita.
O menino já entra chorando, sabendo o que vem a seguir. As chineladas não tardam a ecoarem pela vizinhança. Ouço-as do meu quarto, tal a força que Sirlene emprega no traseiro nu do garoto. E são muitas. Sinto pena dele, tão novinho... Mas, ao mesmo tempo, não consigo deixar de me excitar com o que ouço, ou o que vejo (às vezes). Censuro-me por isso. O pobrezinho não tá sentindo prazer em apanhar, sem dúvida. Nem teria idade pra isso. Preferiria mil vezes que ela batesse em mim...
Nesse momento, uma idéia invade o meu espírito, dominando-me por completo: tenho de fazer algo em relação a isso; tenho de armar um plano pra convencer Sirlene a trocar o pobre traseirinho do garoto pelo meu. Mas como? Ela vai me achar maluco...
Após pensar por alguns minutos e juntar informações que já tenho de Sirlene, bem como da família para a qual ela trabalha e vizinhos, decido entrar em ação. Vou para o computador e redijo a seguinte carta:
--------------------
Sirlene
Sou um vizinho teu aqui do condomínio, mas prefiro não dizer meu nome.
Observo, e acredito que todos os outros vizinhos já repararam, que você surra o Marcinho com freqüência. Confesso que sinto pena do garoto, tão pequenino. Sei que essa idade é terrível, mas acho que há outras formas de educar ele sem violência. Não pretendo te criticar nem te ensinar a educar o menino. Só quero te propor uma coisa que acredito que vai ser bom pra vocês dois:
Eu me ofereço para levar as chineladas que você dá no Marcinho. A cada vez que ele aprontar e você tiver vontade de surrar ele, você me manda uma mensagem e nós nos encontramos num lugar deserto do condomínio. Pode ser na lavanderia ou na garagem nas horas que não tem ninguém. Daí você me bate o tanto que queria bater nele e descarrega sua raiva. E eu ainda te ofereço um dinheiro a cada vez que isso acontecer.
Se você pensar com carinho e prometer guardar esse nosso segredo, vai ver que pode aumentar bastante os teus ganhos no fim do mês.
Mas isso só se você PARAR de bater no Marcinho.
Pode deixar ele de castigo, mas se eu ouvir uma chinelada sequer, não tem mais acordo. Da minha parte, eu me comprometo a comparecer sempre que você chamar, qualquer hora. E pagar.
Aqui está um código pra você colocar crédito no seu celular: 2568 2647 1489 8878
A partir de agora vamos nos comunicar só por torpedos ou pessoalmente. Não me ligue. Vou te mandar um hoje pra saber tua resposta.
Não mostre essa carta pra ninguém, nem comente. Prometo sigilo absoluto.
Ficarei muito feliz se você topar. Saiba que te admiro.
Um abraço
Vizinho X
obs: comprei um celular só pra isso, meus pais não conhecem o nº.
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Acho que é isso. Espero o horário propício, à tarde, em que não há chance de alguém me ver (de acordo com as minhas observações), e coloco a cartinha debaixo da porta do apartamento dela. Volto correndo pra casa, com o coração à mil. A sorte está lançada. Quem não joga não tem chances de ganhar...
Fico tenso todo o resto da tarde. Ela certamente já leu. O que estará pensando?
Espero chegar 22hs, quando ela termina o serviço, e mando o torpedo:
"Sou o q mandou a carta. O q vc achou? Topas? abs ;)"
Meu coração quase sai pela boca quando ouço o sinal de mensagem recebida. A resposta não demorou cinco minutos.
"TKS PELOS CRED. MAS QM EH VC? PQ QUER ISSO??"
Dúvidas no lugar de repúdio... Não foi tão mal quanto eu esperava. Respondo:
"Vc bate tao forte no moleke, sinto pena... vc vai saber qm sou se topar! rsrs bju"
A resposta não tarda:
"HUMM... VC ESCREVEU Q IA ME PAGAR. QTO?"
A alegria começa a se estampar no meu rosto. Meio caminho andado. "Quem não aposta não tem chances de vitória!". He! He! He! Meus dedos tremem enquanto digito a resposta.
"50 cents POR chinelada. Calcula: 20 chin, R$10. 1 surra por dia... ;)"
Dessa vez a resposta demora um pouco mais.
"PROMETO PENSAR. AMANHA RESPONDO, BJ"
"OK. Adoraria acordar com 1 msg 'SIM' ;) bj boa noite"
Não consigo me conter de tanta alegria; meu sorriso vai de orelha a orelha. Vou dormir tremendamente excitado. Quem disse que consegui dormir? Levantei umas duas vezes pra me masturbar, pra ver se me acalmava. Reli umas vinte vezes cada mensagem dela.
Realmente, fui acordado no dia seguinte, bem cedo, com o bip de torpedo do meu celular. Nunca levantei tão disposto e elétrico. Passei mão no aparelho imediatamente.
"UMA COISA: VC NAO TEM 2AS INTENCOES NEH?"
Respondo:
"Claro q nao, juro por tudo q eh + sagrado. Topas?"
"PAGA ADIANTADO?"
"Sim, vc diz qtas chin. vai me dar e recebe o $ corresp."
"VOU PENSAR + 1 POCO. TENHO Q TRAB AGORA, BJ"
Gargalho alto no meu quarto, realizado. Ela vai topar! O que umas férias não fazem ao indivíduo... e como eu amo a tecnologia! Minha mãe chega a bater na porta pra perguntar o que eu tenho. Visto-me e me preparo pra mais um dia dedicado ao prazer. Recebo outra mensagem ao meio-dia. Só pode ser dela, pois ninguém conhece o número.
"VC VAI C ARREPENDER D TER TOMADO AS DORES DO MULEKE... RSRS"
Disparo logo em seguida:
"Posso considerar isso 1 SIM? rsrs"
"DEVE! E AGORA N TEM VOLTA! AGUARDE CHAMADA! N ESKECE DO ACORDO EIN, BJ
;P"
Aleluia... Aleluia... Meu coração volta a pulsar descompassado. Ela aceitou! É muita alegria, tenho de me beliscar pra ver se não estou sonhando! Só quando ganhei meu computador lembro de ter ficado assim. Essas férias vão ser deliciosas demais... Não vejo a hora de sentir o peso da mão daquela alemoazinha gostosa.
Deixo pro leitor imaginar o efeito em mim do torpedo seguinte dela:
"VC AXA Q EU BATO FORTE? IMAGINA EM VC Q EH MARMANJO... RSRS"
Mais uma marturbação. Que delícia essas provocações via torpedo! Nunca tinha feito isso antes, e está sendo demais. Novas tecnologias, novos prazeres...
Agora é esperar alguma traquinagem do garoto pra ver se Sirlene vai cumprir o acordo. Até pensei em presenteá-lo com um estilingue, mas creio que não será necessário, hehe!
Ao cair da tarde, Marcinho chega da escola, de mãos dadas com a mãe, que o busca de ônibus todos os dias. Observo-os pela fresta da minha persiana. O garoto está todo sujo de barro, e Sirlene grita:
- Quantas vezes eu já te disse pra não sujar tua roupa, Márcio? Você vai pro banho agora e vai ficar de castigo até amanhã na hora da aula! E nem um pio!
O menino vem de cabeça baixa, segurando o choro. Eles entram. Agora eu tenho de apurar os sentidos. Decido descer e sentar num banco perto da janela do apartamento deles, torcendo pra não ouvir nenhuma chinelada. Do contrário, teria de cancelar tudo, pra cumprir minha palavra. Ouço apenas as broncas de Sirlene, felizmente. Volto pro meu quarto. Recebo o esperado torpedo por volta das 22:30:
"MARCINHO FEZ ARTE. CUMPRI O ACORDO E N BATI. T PREPARA..."
Rebato:
"Qtas chin. vc daria nele nessa situacao?"
"UMAS 30 BEM DADAS. T FALEI Q VC IA C ARREPENDER...RSRS"
"q nada.. rs. Pod ser amanha as 14:30 na ultima garagem coberta?"
"OK, MAS SOH C N TIVER NG. N ESKECE OS R$15 ANTECIPADO. BJ ;)"
"ok. Prepara as havaianas! rsrs boa noite ;)"
"COM CERTEZA! RSRS VC VAI V O Q DA C METER NA VIDA ALEIA..."
Releio as mensagens dela várias vezes, excitado, na cama. O torpedo que chega meia hora depois me obriga a ir ao banheiro:
"AGORA N TEM VOLTA EIN! OLHA Q GUARDEI A CARTA! PREPARA O BMBM Q A SOVA
EH SEM CUECA! RS"
Me chantageando... Que delícia, Sirlene me colocando num beco sem saída. Maliciosa...
Me relembrando que falta pouco pro seu chinelo estalar na minha bunda. Trinta vezes. A lembrança daquela mensagem, dizendo que pra mim será diferente porque já sou marmanjo, me faz explodir em mais um orgasmo.
No dia seguinte, ao meio-dia, mais uma mensagem:
"SO P LEMBRAR: FALTA 2H30. MINHAS HAVAIANAS TAO ANSIOSAS... RSRS"
Ela é boa em pressão psicológica. Tô gostando dessa alemoa cada vez mais...
"ok. o q eu nao faco pelas criancas...;)"
Desde a hora em que acordei, e ontem o dia todo, tenho passado as horas entorpecido pela excitação, pela ansiosidade. Não imaginava que essa minha idéia repentina ia trazer momentos tão intensos. Às 13:30, outro torpedo:
"ME ESPERA NO BOX 3F. N DEXA NG T VER. AH.. N ESKECE A GRANA, VIU, BJ"
Oh my god...Lá vou eu pro banheiro de novo. Depois da ejaculação, deu um leve medinho. Será que eu vou agüentar? Lembro que eu ficava aflito ouvindo as sovas do Marcinho. Espero que essa louca não exagere. Não tô acostumado a apanhar de chinelo, e sei que ela não é de ter peninha.
Dirijo-me ao local combinado quinze minutos antes do horário. Levo o dinheiro. Espero lá. Ela se atrasa dez minutos. Durante esse tempo, minha pulsação vai às alturas. Logo que me vê, Sirlene abre um sorriso:
- Ha! Ha! Ha! Sabe, eu já imaginava que era você, só podia ser! Hahaha! - seu escárnio só me deixa mais envergonhado - Tô me arriscando aqui, viu, seu moleque! Tive que esperar porque dona Sônia estava estendendo roupas. Espero que ninguém tenha te visto. Trouxe o dinheiro?
- Trouxe.
Tirei-o do bolso e mostrei. Ela veio até mim, tomou-o rapidamente e guardou no bolso traseiro da sua bermuda jeans.
- Certo! Vamos acabar com isso logo antes que chegue alguém! Arrie sua bermuda e baixe a cueca só até destapar o traseiro. Não quero ver seu piu-piu não, malandrinho! Apóie as mãos no capô desse carro. Promete que não vai gritar?
- Prometo. - murmuro.
- Não prefere colocar um pano na boca?
- Não precisa, obrigado.
- Você que sabe! Se gritar, vai ser muito pior pra você, porque o condomínio todo vai ficar sabendo! Respira fundo que eu vou dar as trinta de uma vez só. Tava curioso nas sovas do meu filho, é? Agora você vai ver o que merece um menino inxerido!
Por baixo do meu braço, vi-a se aproximar por trás e levantar o pé direito pra descalçar a havaiana preta. Desce o pé e apóia levemente os dedinhos brancos no chão engraxado. O esmalte vermelho das unhas está descascado em uns pontos. Fecho os olhos.
A primeira lambada, inesperada, arde a tal ponto que eu me arrependo na mesma hora daquela idéia besta. Cerro os dentes. Antes que eu volte a mim, ela já deve estar na quinta ou sétima. O ritmo que ela impôs não me permite nem raciocinar. Pela dor lancinante, acho que ela recua o chinelo 1 metro a cada lambada. Quase entro em alfa, mas agüento firme. A partir da vigésima, que vem com a mesma cadência e energia das anteriores, solto um "uuuuuuuuuuuhhh!!!" abafado pela minha boca entreaberta, que se estende até a trigésima. Grossas lágrimas descem de cada um dos meus olhos; mal consigo respirar; minhas nádegas latejam, devem estar roxas.
Ouço o cair do chinelo no piso e o pezinho dela calçando-o. Só então abro os olhos. Ela repara meu sofrimento e ironiza:
- Ha! Ha! Tô vendo que essa bundinha nunca viu chinelo... Se o Marcinho estivesse aqui ia rir muito de ti! Ele agüenta bem mais! Curiosidade satisfeita? Contente com a boa ação? He! He! Agora vê se cuida da tua vida. Vou sair agora. Espere um tempinho antes de sair, e seque essas lágrimas, bebê chorão!
E sai, sorridente. Ainda respiro com dificuldade e suo frio. Olho pro meu traseiro e vejo o estrago feito pela havaiana da Sirlene. Visto a bermuda com cuidado, me recomponho e saio. Murcho, desmoralizado.
Meia hora se passou, e a dor já não é tanta. No meu quarto, começo a me excitar com o ocorrido. Ainda não estou acreditando que isso aconteceu... não estou acreditando que bolei e fiz tudo isso acontecer... Vou ao banheiro e gozo com uma intensidade tal como há muito não gozava. No banho, apreciando as marcas vermelhas que ainda aparecem, gozo ainda mais. Lembro daqueles dedinhos brancos
e delicados, apoiados no chão sujo enquanto sua dona me surrava a valer. Como uma mulher tão severa pode ter tão delicado pezinho?
À noite, recebo outra mensagem:
"COMO ESTA O BUMBUM? RSRS :)"
Que delícia ler isso... Começou nossa brincadeira virtual.
"Tah doendo. vc descascou hein! :("
"Q BOM! ERA PRA DOER MSM... RS"
"Vc bateu + forte q no Marcinho, neh?"
"PIOR Q NAO, FOI =.. MAMAE T BATIA D CHINELA?"
"Raras vezes..."
"BUMBUM CRIADO A TALKINHU, HAHA! NUNK EH TARD P COMECAR :)"
Não respondo. Minutos depois, outra missiva:
"C ARREPENDEU D PROTEGE O MENINO OU VAI CONTINUAR?"
Minha resposta é certamente inesperada por ela:
"Se vc manter o trato, vou continuar ;)"
"PRA MIM TA OTIMO! VO T ENSINA COMO MINHA FAMILIA EDUK MULEKE! RSRS BOA NOITE"
"Boa noite, dorme com os anjos ;*"
Apanhei outras vezes de Sirlene. Muitas. O Marcinho é realmente um moleque travesso, mas não me arrependi nem um pouco. Na verdade, nunca tive férias tão excitantes. Criamos uma doce, bem estruturada e secreta rotina. Vocês não podem imaginar a sensação de receber uma mensagem dizendo pra se preparar pra levar 'n' chineladas. E depois, os torpedos irônicos perguntando se tá doendo... Tinha vezes que a surra era pesada: 50 golpes. Não sei se era porque o menino tinha aprontado pra valer ou ela que estava precisando de grana mesmo. Pouco me importava; eu estava adorando ser disciplinado por ela, e se tem coisa que ela faz bem é chinelear uma bunda. Eu já estava dormindo "quente" quase todas as noites. Às vezes, era difícil explicar pros meus pais por que eu desistira da viagem de férias e estava gastando tanto. Que viagem que nada! O paraíso é aqui, nos recantos escondidos do condomínio, fazendo o chinelo da Sirlene cantar.
Sirlene foi ficando ousada. Dia desses, minha mãe chegou do serviço trazendo um jornal.
- Filho, eu tava chegando e a Sirlene, que trabalha ali no outro bloco, me entregou esse jornal dizendo que tu tinhas esquecido lá na portaria.
- Obrigado, mãe!
Não entendi. Era o jornal de domingo. Minutos depois, um torpedo:
"OLHA NA PG. 17 ;)"
Abri o jornal. Na página indicada, uma propaganda de loja de calçados, com um círculo de caneta em volta de um modelo de rasteirinha, branca e com tiras decoradas de pedras coloridas. Respondi:
"Eh linda. Ia ficar bem no teu pezinho ;)"
"EH NEH. PENA Q O MARCIO N FEZ NENHUMA ARTE... RS"
Entendi a indireta.
"Nao seja por isso..."
"COMO ASSIM?"
"Ela custa 24,90. Equivale a 50 chin...;)"
"RSRSRS.. TO ME SENTINDO 1 MEGERA.."
"Combinado entao! posso so pedir 1 coisa?"
"DEPENDE"
"Depois q comprar, usa elas em mim?"
"1 VEZ SOH. ELAS SAO DELICADAS. EM TI EH HAVAIANAS MSM RS ;)"
A rasteirinha foi só a primeira de uma séria de mimos que ela começou a me pedir. Começou a ficar cada vez mais consumista, o que é comum entre mulheres que vêm do interior e se deslumbram com a cidade grande. Virou uma dondoca. Creio que passou a ter prazer em me surrar também, pois começou a converter os preços de tudo em chineladas. Ela não tava nem aí, só me mandava os torpedos. Como se não bastasse as traquinagens do moleque... Chegou a um ponto que eu apanhava duas vezes por dia. Uma vez ela me acordou de madrugada:
"N TENHO $ PRO TAXI. PODE DESCER?"
Naquela noite o meu pagamento foi em cintadas mesmo, num canto escuro do pátio, pois ela estava chegando de uma festa. Precisamos acordar uma cotação mais alta por chinelada, ou meu traseiro não ia suportar. "Dosar a mão" não era do feitio da família dela, dizia. Além disso, estava difícil esconder dos meus pais tamanho escoamento de dinheiro.
Uma vez, Sirlene recebeu a visita de uma irmã, Silmara, da qual ela já tinha me falado. Essa irmã, dizia, era a mais nervosa da família, e dava pena dos filhos dela quando se enfurecia. Foi por influência dela, inclusive, que
Sirlene começou a bater no seu. Tinha mesmo apanhado da irmã, quando criança. Lembrou de mim.
"KER CONHECER MINHA MANA? C VC AXA Q BATO FORTE..RS"
Aproveitei a oportunidade. Deus me livre... naquele dia eu chorei mesmo... ela usava aqueles chinelinhos de plástico, que, naquelas mãos acostumadas a esfregar roupa, deixaram meu traseiro roxinho roxinho. Tive de pedir dois dias de folga pra Sirlene, pra me recuperar. Ela jurou que só contara o segredo à irmã. Linguaruda...
O declínio começou quando a ambição de Sirlene chegou a um nível insustentável, além de ela ter contado o segredo a outras pessoas. Ela tinha amigas no condomínio que também trabalhavam de domésticas. Condoída com as freqüentes queixas financeiras delas, teve a idéia de oferecer-lhes o meu "serviço", cobrando-me uma comissão por tê-las indicado. Sirlene estava literalmente agenciando a minha bunda.
Liberou-se até do trabalho de me chinelear. Enquanto suas não menos ambiciosas amigas cuidavam disso, Sirlene desfilava no shopping, de salto alto e roupas de boutique. Agora eu só depositava o dinheiro na sua conta. Ela dizia que era perfeitamente justo, pois dava um trabalhão manter as amigas dela de boca fechada. E me indicava pra mais amigas, e aumentava sua comissão.
Nem me mandava mais torpedos perguntando se meu traseiro doía. Não estava interessada. Pra completar, mantinha esse esquema à base de ameaças. Eu acabei num beco sem saída, com a rotina restrita a agendar sovas atrás de sovas, da manhã à noite, atendendo a todas as domésticas do condomínio. Sonhava com havaianas, rasteirinhas, sandálias, Grendhas, Zuleide, Maria, Rosilene, Rejane... e Sirlene na pedicure do shopping, na massagista, ou comprando scarpins (já tinha uma coleção deles). Vez que outra sentia vontade de me chinelear, pra matar a saudade, e me chamava. Não usava mais havaianas, só sandálias de grife. Perguntava se as suas "sócias" tavam me tratando bem. Eu me queixava que a situação na qual estava era desumana, mas ela só ria.
A situação não poderia ser eterna, e felizmente acabou. Está acabando, na verdade. Sirlene, cada vez mais dondoca, arranjou um cara rico e foi morar com ele. Não quis mais saber do trabalho de doméstica. Na despedida, me abraçou emocionada, me desejou tudo de bom e se desculpou por qualquer coisa. Deu-me de presesente as fatídicas havaianas, que deram início a tudo. Queria deixar o passado pra trás. Guardo-as até hoje, com carinho. Quero mostrá-las pra minha futura esposa. Por fim, me convidou pra conhecer as outras irmãs dela em Santa Maria, quando eu pudesse. Essa Sirlene...
Atualmente, ainda apanho vez que outra das amigas dela, mas já combinamos acabar com isso por meio de uma indenização justa pra todas.
FIM