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Assim Foi o Começo
Saí da praia meio desconcertado.
Um belo domingo de céu azul limpo, areias mornas e aquela cerva geladíssima do Quiosque do Bernie.
Fiquei desconcertado porque, sem essa nem mais aquela, uma mulher se aproximou de mim, largou um papelzinho com um número de telefone e disse:
``Você daria um ótimo escravo! Aguardo sua ligação´´
Que maluquice aquela. Nunca me envolvi em nada fora do comum. Não sou nenhum Adonis para despertar em alguém essa atitude.
Escravo! O que significaria aquilo? Ao chegar em casa, busquei, no computador, algo que me esclarecesse aquele incidente.
Lembrava-me dela, ligeiramente. Estatura mediana, meio gordinha, apesar das agradáveis formas, cabelos curtos, aloirados. Madura, caminhando pelos cinqüenta. Nada que chamasse atenção maior. Mas que atitude firme, segura, sem pudor, ao me entregar o número do telefone. Isso me impressionou. Fiquei olhando e revirando o papelzinho na mão. Guardei numa gavetinha do aparador.
Nas minhas buscas descobri algo sobre sadomasoquismo, submissão, dominação.
Passei o restante da tarde lendo contos sobre o assunto e, surpreso, me vi excitado a cada nova leitura. Sem me dar conta, comecei a me imaginar em algumas daquelas situações e o tesão foi tomando conta de mim a ponto de chegar a me masturbar, para aliviar a tensão.
Na segunda feira, a chuva caiu. Um chuvaréu de acabar o mundo. Saí para o trabalho mas aquelas histórias todas dançavam na minha cabeça. Tomavam conta de mim e a excitação vinha junto.
Decidi ligar para o número do papelzinho. Senhora Sarita, este o nome da mulher.
Depois de dois toques, uma voz mansa e quente atendeu:
``Alô´´
``Sarita?´´
``Sim...o que deseja?´´
``Sou eu´´
``Eu? Quem?´´
Esqueci que ela nem meu nome sabia. Estava nervoso sem idéia sobre o futuro desse contato.
``Eu...o rapaz da praia...´´
``????´´
``O de domingo... ontem...´´
``Ahhh...sim...como vai?´´
``Estou bem´´
Fugiu todo o conteúdo do meu cérebro. O que eu deveria dizer? O que ela esperava que eu dissesse? Fiquei mudo.
``Decidiu?´´ foi a pergunta
``Decidi? O que?´´ Fiquei zonzo.
``Ser meu escravo... oras´´
``Mas é assim? Só perguntar? E eu responder?´´ balbuciei sem convicção.
``Claro que não... bobinho. Temos que conversar. A questão é que você me agradou com o seu jeito e sua aparência´´
Aparência? Eu não sou nenhum atleta, tenho 1,90 mas estou meio fora de forma, mas, também não sou nenhum dragão. Ri da observação dela.
``Está rindo porque?´´ a voz soou áspera e autoritária.
``Não, não... me desculpe... é que não me acho nenhum artista de cinema para atrair a atenção das mulheres... só isso´´
``Quero que venha ao meu apartamento para conversarmos à vontade´´
``Sim... claro.. dê-me o endereço...´´ Anotei rapidamente.
``Amanhã às 19 horas...´´
``Sim... está ótimo... estarei aí...´´
``Venha com uma camisa vermelha... é a minha cor preferida...´´
Simples, seca, sem rodeios...
A manhã seguinte estive às voltas com a compra da camisa. Um entra e sai em lojas especializadas e uma dificuldade em encontrar algo que eu julgara mais fácil. Encontrei uma de seda, bem elegante.
Quando cheguei em casa, lá pelas 17 horas, fiz a barba com esmero e entrei num banho de banheira perfumado.
Cuidadosamente me preparei para causar excelente impressão na Sarita.
Calça e cinto cinza escuro, sapatos e meias pretas e a camisa vermelha.
Às 19 horas, em ponto, estava eu no saguão do edifício dela.
Quem me abriu a porta, do apartamento, foi uma moça descalça, portando uma veste transparente e um colar pesado ao pescoço.
``Pode entrar... disse com voz baixa, minha senhora já está vindo... pode sentar aqui e aguardar...´´
O ar recendia a um perfume que não consegui identificar. Tocava uma música suave. Velas, de vários tamanhos e formas, estavam espalhadas pela sala.
O ambiente era aconchegante e sofisticado.
Ela entrou sem que eu percebesse. Ao vê-la, todas aquelas histórias lidas vieram à minha mente, umas após outras, atabalhoadamente.
Trazia um vestido longo preto, decotado onde repousava uma jóia negra espalhada por todo o colo, sandálias altas pretas de onde despontavam dedos vermelhos numa pele clara. Ela parecia mais alta e esbelta do que eu me lembrava. Bastante maquiada, deixava projetar olhos verdes inquisitivos.
``Olá´´ foi o cumprimento, apresentando a mão para ser beijada.
``Olá´´ consegui responder meio sem jeito, beijando-lhe a mão.
``Seu nome?´´
``Ermínio´´
``É casado?´´
``Não´´ respondi.
``Não, senhora!´´ ela disse enfaticamente.
``Não, senhora´´ repeti.
``Tem namorada?´´
``Não, senhora´´.
``Devo esclarecer, Ermínio, que escravo meu não senta em poltronas... portanto... sente-se no chão...´´
Nem sei como pude obedecer tão rápido... sentei no chão imediatamente.
A autoridade dela, o jeito manso, e ao mesmo tempo áspero, de se expressar, alguma coisa no olhar, me empurraram para o chão, sem pestanejar.
``Uau...assim é que eu gosto...você está saindo melhor do que a encomenda...´´ e riu com ar de superioridade.
Eu nunca tinha sido um machista convicto e aquela mulher tão segura, tão ciente do seu poder, me dominava sem que eu tivesse vontade de resistir.
Ela sentou-se numa poltrona de espaldar alto, parecendo um trono.
Conversamos algum tempo sobre dominação e submissão. Eu escutava, ansioso para entender tudo. Ela me explicou que era uma dominadora sádica, falou, rapidamente, sobre algumas práticas da preferência dela e, também, como desejava seu escravo, expondo suas exigências.
``Seu nome, para mim, será Callisto. Meu astro regente é Júpiter e meus escravos e escravas têm o nome dos satélites dele.´´
E continuou.
``Sua vida particular não me interessa... só quero saber seu horário de trabalho para que eu possa programar minhas atividades com você.´´
Tocou um sinete e a moça descalça apareceu.
``Amalthea... traga uma vasilha com água para o moço aqui!´´
Eu não estava com sede e não pedira a água. Desconhecia o objetivo deste pedido.
Amalthea retornou com uma vasilha própria para cães, cheia de água e colocou aos pés da Senhora Sarita.
``Beba!´´ foi a ordem.
Fiquei olhando, sem entender.
``Beba!´´ a ordem foi repetida.
Peguei a vasilha.
``Larga isso!´´ a voz se fez ouvir imperiosa.
Olhei para ela, confuso.
``Você, agora, é meu cão. Beba como os cães´´.
Ajoelhei-me em frente a vasilha e me abaixei passando a beber a água como os cães.
No mesmo instante, me foi colocada uma coleira com guia.
Meu corpo se aqueceu e comecei a transpirar. Fiquei temeroso de me apresentar excitado por que o tesão se fez presente naquela simples situação humilhante.
Levando-me pela guia, fez-me passear, de quatro, pelo apartamento até chegarmos a um pequeno quarto, cheio de aparatos desconhecidos p´ra mim. Aos poucos, fui reconhecendo, alguns, das fotos que havia visto na net: a cruz, os chicotes pendurados, uma gaiola alta presa na parede, algumas caixas cujo conteúdo nem imaginava.
``Em pé!´´ outra ordem.
Imediatamente me levantei.
Ela foi desabotoando minha camisa.
``Gostei da camisa. Adoro esta cor.´´ disse sorrindo.
``Obrigado´´ respondi.
``Obrigado, senhora!´´ disse com firmeza.
``Obrigado, senhora´´ repeti.
``Nunca esqueça. Sempre me chamará por SENHORA´´.
``Sim,senhora´´
Ela havia tirado minha camisa e desabotoava minha calça.
Tirou a calça e a cueca também.
``Fecha os olhos´´ falou mansamente.
Devagar, deu início ao que ela chamou de reconhecimento do objeto do desejo dela, passando as mãos por meu corpo, detalhadamente, de cima para baixo, até os pés.
``Quero conhecer cada detalhe do meu objeto de desejo e prazer´´ e ria baixinho.
A proximidade, o aroma que desprendia do corpo dela, o toque delicioso daquelas mãos, fizeram o descontrole do tesão e fiquei duro, espetado, na frente dela.
``Huuummmm... vejo que gosta do toque de sua Rainha!´´
Deu um tapa no meu pau.
``Uaaaaauuuu!´´ uivei.
Recebi um tapa estalado no rosto.
``Cala a boca!´´ falou áspera.
Recebi novo tapa no pau e engoli o meu grito.
``Assim está melhor´´ falou mansa.
Novos tapas no rosto. E a mão deslizando por meu corpo.
Vários tapas na bunda.
Nunca imaginei que sentiria tanto tesão numa situação dessas. Estava surpreso comigo e encantado com ela.
Aquela mulher, numa situação comum, jamais me chamaria a atenção. Mas ali, naquele momento, era a única com quem eu gostaria de estar.
Ela me colocou uma venda e algemou minhas mãos, nas costas.
Fiquei apreensivo. Eu, algemado, com uma quase desconhecida.
Recebi uma mordida no mamilo.
``Uiiii´´ gemi forte.
``Calma!´´ ouvi a voz mansa.
Recebi outra mordida. E mais outra. E mais outra. Cada vez mais forte. No final estava gostando e ansiando por mais. Meu pau pingava. Minha vergonha era enorme com tanta exibição do meu tesão.
``Você sabe que só pode gozar quando, e se, eu quiser. Não é?´´
``Sim, senhora´´ foi a resposta.
Ela fez-me entrar na gaiola e prendeu minhas mãos em algum lugar, pois eu, vendado, só percebi que tinha as mãos presas à alguma coisa. Não tinha muitos movimentos. Permaneci imóvel.
O sinete tocou.
Senti a aproximação de Amalthea.
Nenhum som. Silêncio total.
De repente, alguém, que presumi fosse a moça descalça, abocanhou meu pau, através das grades.
``Nossa... não vou segurar isso´´ pensei apavorado.
``Sabe que não pode gozar...não é mesmo?´´
``Sim, senhora´´ respondi, sem convicção.
``Se me desobedecer, vai experimentar meu chicote hoje mesmo... coisa que eu não havia programado!´´
Acreditei nas palavras dela e comecei a devanear para desconcentrar daquele prazer quase incontrolável.
Por mais algum tempo a boca continuou seu trabalho de vai e vem. Meu pau endurecia e amolecia na medida da minha distração.
A boca terminou o seu serviço e me vi livre daquela deliciosa tortura. Tinha conseguido me controlar até o fim.
De repente, me senti sozinho. Nenhum som, nenhuma respiração. Nada.
Eu, em pé, preso naquela gaiola.
Não sei quanto tempo fiquei ali; eu me remexia, dentro do possível. Quando ela retornou, minhas mãos estavam dormentes e minhas pernas cansadas.
Ela retirou as algemas.
``Deite-se!´´ ordenou.
Deitei sobre o tapete. Ela sentou sobre o meu rosto. Imaginei que fosse sufocar. Mas para minha surpresa, isso não aconteceu. A habilidade dela nesta posição me fez sentir seu cheiro de fêmea e perceber sua umidade entre as coxas. Ela ia e vinha, esfregando aquela pele quente e perfumada. Ficou algum tempo brincando de me sufocar. Pensei que quisesse gozar mas, levantou-se abruptamente e decidiu passear por sobre meu corpo como seu eu fosse um tapete.
Ela fez com que lambesse e chupasse os dedos dos seus pezinhos, um a um...
Seus pés passaram por meu rosto, meu corpo, várias vezes e se fixaram no meu pau.
Meu saco e meu pau foram pisados e espremidos. As dores se misturavam a uma sensação de pertencer, de ser importante, de ser necessário. As palavras carinhosas me excitavam apesar da tortura que me era impingida. A massagem erótica de vai e vem foi a responsável por nova ereção.
``Vou deixar você gozar. Agradeça por esse presente.´´
``Muito obrigado, senhora´´
Não precisou muito e a ejaculação veio frenética e abundante.
Ela passou a mão pelo meu esperma e besuntou o meu rosto, fui obrigado a lambê-lo.
Uma toalha foi passada por meu corpo. Penso que foi serviço de Amalthea.
``Em pé!´´ ordem seca e firme.
Levantei e a venda foi retirada.
``Cães andam de quatro´´
Imediatamente me coloquei na posição adequada. De novo com coleira e guia. ``Amalthea... leva-o para o banho!´´ ordenou para a mocinha.
Fui, de quatro, para o banheiro e tomei uma chuveirada rápida.
Voltei, e me acomodei aos pés da minha Rainha, já convicto de que aquilo eu iria desejar para sempre.