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Sirva os Servos (Inspirado no titulo da musica"Serve the servants" do Nirvana)

Estou saindo para o serviço, vem se aproximando uma mulher, com grande cabelo preto e preso, uma saia comprida... Provavelmente, evangélica... Seu rosto sisudo parece feito para afastar qualquer aproximação pecaminosa... Mas porque ela está usando sandálias? Porque ela tem esses pés grandes? Porque o esmalte nas unhas? Não há o que fazer... Não adianta olhar a aliança na sua mão e me conformar... Não! Preciso daquele pés... Mesmo que me chutando... Mesmo que usando minha cara como o capacho em que ela limpa as sandálias, na porta da casa de meu vizinho. Vou me afastando, a porta se abre, e ela some no mistério daquela casa... Quem será ela? Voltaria a vê-la? Costumo almoçar em casa, então mais tarde, de longe, meu coração bate mais forte, eu a vejo na porta de meu vizinho, varrendo a frente... Só de camiseta, bermuda e havaianas... Eu me apresento e pergunto seu nome. É Maria. Ela sorri. Mas aquele tipo de sorriso que não é sincero... Algo do tipo..."Seja legal com os vizinhos do patrão..." - É, sou a nova diarista. Minha respiração se acelera, não posso parar de olhar para seus pés. Despejo a frase, na lata: - Seus pés são bonitos! Seus olhos se abrem num espanto. - Ah? Obrigada... Sem graça, fica olhando para os objetos de meu desejo, e mexendo os dedos. - Posso pegar? Digo, já me agachando e esticando a mão trêmula. - Ah... Pode... Estou ajoelhado, em frente a diarista, inverto os papéis...Não sou o vizinho de seu patrão... Não mais! Agora, faço parte do capacho que ela varre, estou pronto a ser agredido pelo cabo de sua vassoura...Sem reclamar! Manipulo com volupia seu dedão, meus dedos procuram se meter entre os vãos de todos os dedos de seu pé... Peço que tire a havaiana, sinto a textura da sola, e termino por pedir que pressione o calcanhar sólido em minha mão atrevida. - Mas vai doer! - Aaaaah! Maria...Tem que doer mesmo, o lugar do homem é aqui embaixo! Ela tira o pé, com face assustada e confusa. Começo a me contorcer, mordo o lábio, lhe agradeço, suando frio... Será que ela percebeu que estou tremendo, enquanto caminho para minha porta? Será que ela percebeu que estou ejaculando nas calças, sem precisar ter me tocado? Volto a procurá-la nos dias seguintes... O jogo torna-se tenso, ela já não me sorri... - Vai logo! Tô cheia de serviço! Oh! Eu queria enfiar aquele pézão na minha boca! Poderia lhe dizer isso? Queria que ela se afeiçoasse a mim... Queria que ela tirasse prazer daquele ato, tambem! Lhe escrevi um poema, no dia em que lhe entreguei ela tremia de nervoso... Fingiu ler, sei disso, porque o poema estava de cabeça para baixo. - Eu sou casada! - Mas... Fica comigo! Estarei sempre aos seus pés! Poderá descontar toda sua frustração em mim! Não me importo de apanhar todo dia! Falo, enquanto apalpo a sola suculenta...Não me segurando mais, puxo o pé para perto da boca... Ela a chuta violentamente... - O que é isso? Você tá louco? - Eu quero lamber seu pé! Por favor! - Meu Deus! O demônio que tá com você, é muito sujo! No dia seguinte, ela me entrega um folheto da "Igreja Universal"... Não parei de tentá-la nos dias seguintes, até que ela me diz: - O patrão vai mudar, você não vai mais me ver! Ah! Nunca vou te esquecer, minha "irmã!" Mas nunca te esquecerei, não de seu modo, mas do meu! Um modo bem "católico!" Pois, para mim, tu és santa! Santa Maria! Lhe homenageio com este humide texto... E a quem, no auge da super-excitação... Queimo a vela da luxuria... Derramando brancas gotas de gozo, como cêra quente... Como lágrimas apaixonadas...