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Janela Indiscreta
Certa noite, Camila acorda num suspiro fundo, e percebe um ruído estranho vindo de uma janela do prédio vizinho.
No começo, ela até tentou voltar a dormir, mas depois de se revirar na cama por alguns minutos, teve que ceder a sua curiosidade. Era um barulho diferente de qualquer um que já tinha ouvido e, talvez por este motivo, começou a entrar em sua cabeça, e invadir seus pensamentos.
Então, pulou da cama rapidamente, e discretamente colocou-se no canto da janela. A princípio o que viu deixou-a chocada e logo pensou:
Meu Deus! Ela precisa de ajuda foram as suas primeiras palavras, indignada e totalmente pasma de ver do que se tratava tal barulho.
Ficou imóvel por alguns minutos e bestificada com tudo que estava acontecendo, mas não conseguia desviar seu olhar de tal cena. Assim que conseguiu se mexer, foi correndo ao telefone e fez menção de ligar para a polícia, mas sua curiosidade era maior, ela precisava ver mais, era como se sua cabeça ordenasse uma coisa e seu corpo outra totalmente diferente.
Foi quando um pouco mais calma, ela parou, respirou fundo e começou a realmente assistir e prestar atenção no espetáculo que passava diante de seus olhos.
Havia um casal. Uma mulher bonita, ainda bem jovem, de pele bem clara, quase transparente, cabelos encaracolados e escuros. Um homem, de cabelos claros, não tão novo, mas muito atraente, com um olhar que Camila jamais saberia descrever, mas com certeza não sairia mais de seus pensamentos.
O que realmente a chocou e a deixou indignada, era o que fazia aquele casal.
A moça estava em pé, com as mãos algemadas em um gancho na parede, com o rosto de lado. Camila conseguiu ver também, que havia algo em sua boca, como se fosse um tecido enfiado goela a baixo e que seus olhos estavam vendados com um tecido delicado de cor escura. Totalmente nua, a moça estava ali, indefesa e a mercê daquele que para ela se tratava de um tirano. O homem, atrás dela, com nada menos que um chicote em suas mãos, um chicote lindo, com tiras finas e vermelhas da cor de sangue. Nos intervalos entre uma chicotada e outra, onde a moça se contorcia, ele a acariciava como se a mesma fosse algo extremamente frágil. Tocava-lhe com as mãos, onde percebia-se um toque suave, extremamente delicado, mas ao mesmo tempo com uma incrível intensidade em seus gestos. Passava o chicote pelo corpo dela em movimentos lentos que circulavam por todo o seu corpo e assim destacavam-se as tiras em sua pele totalmente clara.
A cena era digna de um filme, mas para Camila o medo que lhe percorria o corpo era saber que tudo que estava vendo, era muito real, pois olhar do homem era pleno, parecia que mais nada existia para eles naquele momento.
Logo após carícias suaves, e toques aveludados, vinham às chicotadas que soavam como uma nota musical, que ecoava na cabeça de Camila, onde a música que se formava, diferente do que Camila imaginava, era uma música linda e intensa, muito bem tocada, com notas sempre afinadas e em uma combinação perfeita, que se misturava com sua respiração que se tornava ofegante a cada açoite visto.
Quando Camila pensou que tudo aquilo acabaria, foi exatamente quando ela percebeu que tudo só estava começando. Foi quando o homem foi até a moça, a beijou intensamente, lhe soltou das algemas e a colocou deitada na cama, de bruços, ainda vendada e com o tecido na boca. Começou então a acender velas pelo quarto, eram tantas velas que Camila nem conseguia contar. Tinham velas de todas as cores possíveis, onde o quarto se transformou então em um clarão. Era como se as chamas das velas brilhassem mais do que qualquer diamante diante dos olhos de Camila. Subitamente, o homem pegou uma das velas e num gesto de extrema precisão começou a derramar sobre a jovem a parafina de uma vela azul. A jovem explodia de prazer e se contorcia a cada contato da vela em sua pele. O homem começou então a escrever com a vela alguma coisa nas costas da moça. Neste momento Camila já estava debruçada na janela sem nenhuma descrição, era como se ela não pudesse perder um segundo de tudo aquilo que acontecia diante de seus olhos.
O homem se afasta da moça por alguns minutos e volta com alguma coisa nas mãos. A princípio Camila não consegue identificar o que é, mas logo em seguida vê que se trata de uma faca. Camila fica estonteada com aquilo, mas não consegue desviar seu olhar da cena por nada. Ele começa então a deslizar a faca sobre o corpo da jovem, ainda cheio de vela, onde desprendiam-se as camadas de parafina a cada passagem da lâmina. Ele então tira o tecido da boca da moça, e a cada toque da faca em seu corpo, Camila percebe que a jovem suspira e geme alto, refletindo em seu corpo todo o prazer que estava sentindo.
Eram emoções tão verdadeiras que Camila já nem precisava ficar de olhos aberto, pois a sonoridade da cena permitia perfeitamente que ela enxergasse tudo, mesmo de olhos fechados, e entrasse naquele mundo onde a princípio era formado somente por duas pessoas.
Um imenso calor foi tomando conta do corpo de Camila, quando após terminar de usar a faca, ela vê o homem despir-se e, mantendo a jovem moça na mesma posição, começar a usá-la de forma selvagem, arrancando dela gemidos que ouvia-se perfeitamente a uma longe distância.
Camila percebeu que estava se tocando e que tudo aquilo havia deixado-a excitada, no determinado momento em que caiu no chão, totalmente encharcada, trêmula, com a boca seca, e inteiramente exausta. A partir deste momento ela se deu conta do que tinha acontecido naquela noite. Percebeu que seus mais íntimos desejos haviam sido aflorados de forma brusca e ao mesmo tempo muito sutil, pois ela tinha vivido tudo aquilo, mesmo não estando presente com o casal no local da cena. Seu corpo reagiu a tudo que viu de uma forma que ela nem imaginava que um dia pudesse acontecer, e assim ela permaneceu lá, largada no chão, sem forças para levantar e esperando a oportunidade de viver toda aquela maravilhosa sensação novamente, e a partir daí sempre querendo mais, mais e mais.