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Meu Primeiro Sonho Com Meu Quase Mestre...
Abro os olhos e me vejo no escuro... O ar tem um cheiro doce, floral, que me toca fundo nos pulmões. Há uma música ao fundo: música Celta, ou Druídica...
Ouço risadas... Deliciosas, leves, parecem melodia juntando-se ao som das harpas... Estou deitada em lençóis de seda, leves, frios (sinto-os somente pelo toque, não há imagem), perfumados com a mesmas flores...
Ao longe pequenas velas vão sendo acesas... Ouço passos suaves. Com as pequenas faíscas, acendendo-se uma a uma, começo a traçar o contorno das coisas que me cercam. Corpos elegantes, claros... Cobertos com panos transparentes, as cores variam: branco, vermelho, preto, cinza, rosa, vinho... Todas as minhas favoritas.
Cada pedacinho vai tendo uma velinha acesa, noto que são dezenas, depois centenas... Cobrem todas as superfícies do recinto. Não há mais espaço pra velas.
Uma delas vem vindo em minha direção. A penumbra me deixa ver sombras, mas nada muito firme. Estou deitada, amarrada por lenços da mesma seda do lençol. Só agora havia me dado conta! A vela vindo, nas mãos de alguém. Quando bem próxima, vejo um sorriso em lábios vermelhos... Sinto uma gota fervente em meu ventre... Uma gotinha da cera derretida da vela. Onde estou?
A música cada vez mais forte, o perfume doce cada vez mais inebriante... A gota da vela me queimando e eu amarrada! Acima de mim apenas aquele sorriso carnudo vermelho... Risos e suspiros ao longe. Esfrego minhas pernas uma na outra e sinto que meu corpo está coberto por óleo... Parece vir de meu próprio corpo o cheiro doce!
Silêncio!
Tudo fica suspenso. A música, as chamas da vela (que param de bruxulear), os risos, até mesmo a respiração suave que ouvia ao longe. Abre-se uma porta, a luz entra ferindo os olhos.
Passos fortes de um homem... Todo o ambiente muda, a presença máscula parece comandar todos os pensamentos e vontades... Mais velas, desta vez maiores, são acesas e agora sim posso ver o que me cerca! Parece uma festa, um banquete! No meio da sala coberta de tapeçarias e objetos raros de madeira bruta, algo que parece uma cama, redonda, coberta de sedas vermelhas e brancas e Eu no meio... Se aquilo era um banquete eu parecia ser a refeição...
O Carrasco se aproximou, lambeu-me a boca, os bicos dos seios e as virilhas... Sim, eu era o prato principal e aquela era a primeira degustação... Ainda amarrada lembro-me do medo que estava rondando e decido deixá-lo de lado porque já não havia jeito... A ceia ia começar.
A música foi crescendo (quem já ouviu Bolero de Ravel sabe o que é uma música crescer e preencher tudo!!!), todo o cheiro, os risos, as respirações ofegantes, as vozes, passo leves, tudo em polvorosa...
O Carrasco tinha um chicote e enquanto elas, dezenas de mulheres, dançavam à volta da cama, ele começou a bater nas minhas coxas... Minhas pernas abertas, seguras por duas mulheres em cada, garantiam que ele pudesse bater no meio das minhas coxas, na face interna delas, onde dói mais... Eu, ao invés de sentir medo, senti prazer porque resistia e quanto mais eu resistia e olhava no fundo de seus olhos, mais ele batia. Quando começou a não doer, ele ainda bateu por mais alguns segundos e parou. Ajoelhou-se aos pés da cama e começou a lamber as marcas vermelhas e quentes...
Com as pernas soltas pude segurar seu cabeça entre minhas coxas e com elas puxar-lhe pra cima... Ele tinha nas mãos luvas... Em cada pedaço da palma da mão, pequenos espinhos, minúsculos, enquanto me lambia das coxas às virilhas, das virilhas à florzinha, ia passando aquelas mãos ásperas pela minha barriga e seios...
Eu adorando. Era a primera vez que sentia tesão sendo machucada de leve, mas não mais tão leve...
Olhei pro lado e vi que as mulheres a essa altura não mais dançavam, mas acariciavam-se, beijavam-se, passeavam com seus dedos pelos orifícos dos corpos das outras, gemiam e sorriam de prazer... Recebi jatos de vinho tinto na boca, vertidos de uma enorme taça supensa acima de minha cabeça mantida por uma loira que devia ser um anjo... Não dava conta de beber tudo, embora estivesse seca de sede, e o vinho esparramava-se à minha volta.
O Carrasco, vestido com tiras de couro e que lhe cruzavam no peito e nas costas, nas coxas e na bunda, vinha subindo, arranhando, mordendo, lambendo... Encontrou sua boca com a minha e beijou-me de um beijo selvagem, quanse tirando todo o ar que encontrava pra respirar. Não satisfeito, lambia meu pescoço lambuzado de vinho, me apertava com as unhas as ancas e vinha subindo. Enfiou seu pau na minha boca e me fodeu a boca metendo e tirando sem que eu nada pudesse fazer.
Desatou minhas mãos, virou-me de bruços, amarrou-as novamente... Deitou seu corpo enorme, pesado e forte sobre mim e penetrou em minha buceta... Na base do pênis havia um anel, bem preso, ajustado, que tinha pequenos espinhos como os das luvas. Conforme ele entrava e saía de dentro de mim, os espinhos iam cutucando meu grelinho e dando espetadinhas que pareciam pequenos choques... Já não ouvia nem sentia mais nada além do que se passava em cima daquela cama.
Com um gesto, ele chamou as mulheres para a ceia... Estava quase gozando quando parou e resolveu dividir o prato com cada uma delas... Novamente desamarrou-me as mãos e agora havia mais um elemento ativo, eu. Sentindo-me eufórica e pondendo deixar minha Lilith ser o que sempre foi, dancei com as mulheres e tomei parte da sua festa. Ele, sentado, olhava o espetáculo... Chupamo-nos, acariciamos, masturbamos mutuamente... Eram tantas mãos e bocas que não sabia mais quantas éramos.
Resolvi retribuir ao Carrasco o que ele estava me ensinando a curtir... Fui à sua cadeira, chupei sua pica até que ficasse dura, em riste, e sentei em cima dele... Excitado, ele cravava suas luvas e anel de espinhos em mim e me fazia cavalgar mais e mais forte, mais e mais fundo, até que senti que ele ia novamente quase gozar, saí de cima dele e masturbei-o até poder ver seu leitinho esguichando pelos meus seios...
...
...
Silêncio novamente, escuro...
Eu apenas havia acordado e estava de volta no meu quarto...
"São cintilantes grutas
que germinam
na obscura teia dos teus lábios
o hálito das mãos
a língua - as veias
São de cúpulas crisálidas
são de areia
São de brandas catedrais
que desnorteiam
(São de cúpulas crisálidas
são de areia)
na minha vulva
o gosto dos teus espasmos"
(Maria Teresa Horta)