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Doce Vício... Fantasia
Era uma estrada deserta, asfaltada, mas sem movimento. Um túnel de casuarinas tornava o ar fresco e filtrava o sol da manhã. O carro percorreu a pequena alameda e vislumbrei a casa. Era linda, estilo vitoriano, projetava-se imponente por detrás de um muro tapado de hera, portões de ferro batido. Retoquei o batom, me recompus, estar sem calcinha me deixava mal, mas era determinação Dele.
Fui recebida por uma mulher morena e de rara beleza. Aparentava ter uns 45 anos e, certamente, deveria ser a favorita. Fiquei um pouco impressionada pela beleza exuberante de Moyra, ela usava um vestido de crepe preto, com um profundo decote em v, aberto dos lados, mostrava belíssimas pernas. Parecia severa, olhar duro e frio.
Pisei num espesso tapete oriental, minhas sandálias se enterravam nas cerdas macias, tive certa dificuldade para andar, estava com um salto muito alto. De repente fui jogada contra uma coluna, um possante cão dinamarquês apareceu do nada. Thor me prensou contra a parede, eu não podia me mexer, meu coração batia descompassado, a mulher ficou impassível diante da atitude do cachorro, sorriu para mim pela primeira vez, nos lábios havia certo desprezo. O focinho quente de Thor passeava nas minhas coxas, o hálito era úmido, subia pelo meu corpo, por baixo do vestido, ele gania nervoso.
Moyra ordenou que eu abrisse as pernas, recusei e levei uma forte bofetada, gemi alto e apanhei mais. Aos poucos separei a pernas e, num relâmpago, tive um orgasmo violento com a língua do cão na minha vagina.
Thor me cheirou profundamente e tinha os olhos em brasa, Moyra levantou o rebenque e o cachorro sumiu em direção à varanda. Fiquei aliviada, meu rosto estava quente, as minhas pernas tremiam sem parar, minhas coxas estavam úmidas.
Andamos por um largo corredor coberto de quadros e esculturas; a decoração era sóbria, porém acolhedora. Ao passar por uma das portas, vi uma jovem loira, deitada de bruços sobre um estofado de vinil preto, as nádegas estavam arqueadas e ela gemia muito. Uma mangueira de borracha transparente estava cravada no ânus rosado da menina, ela tinha o olhar esgazeado e sorria. Exibia vergões e marcas de dedos na pele branca e um homem de terno escuro, aparentando muita idade, acariciava a cabeleira loira que pendia do estofado.
Entrei na sala de banho envidraçada onde havia folhagens e música ambiente. Nas paredes, muitos quadros de autores nacionais, vários Aldemir Martins, Scheffel, Pasquetti, Iberê, Malagoli; uma Tarsila reinava absoluta.
Talita, uma jovem de olhar oriental apareceu e mandou que eu me despisse e deitasse na mesa de massagem, após derramar óleo no meu corpo iniciou uma relaxante massagem, eu estava sendo preparada para Ele. Depois fui conduzida a uma banheira de pedra, não sei por quanto tempo fiquei ali, estava só e imagens da minha infância se formavam no meu cérebro... o aeroporto, os meus pais indo embora... a solidão. Moyra me fez voltar à realidade, vesti um roupão de cetim branco e segui seus passos.
O Senhor estava sentado num sofá de couro branco em L, tinha um copo na mão, lia com serenidade. A sala era grande, quase sem móveis, mas muitos quadros impressionistas ornavam as paredes.
Olhou-me fixamente esboçando um sorriso. Com breves palavras o Senhor agradeceu minha presença lembrando o nosso inusitado encontro na galeria de arte. Baixei a cabeça, meu rosto queimava, senti certo temor. Sem falar muito, mandou que eu ajoelhasse na sua frente, obedeci, mal respirava. Desatou meu hobbie, acariciou meus seios e apertou os bicos, fiquei excitada, estava úmida. Bem-vinda ao canil, cadela, ele murmurou. Vi uma certa angústia no fundo daquele olhar, agradeci por estar ali.
Abrindo meu roupão, tocou os lábios úmidos da minha vulva e os separou, beliscou meus seios e acariciou cada um. Assim ele me botou no chão, tateava com vigor. A mão escorregou pela minha barriga, ficou no meio das minhas coxas, os dedos se enterravam. Ordenou que Moyra trouxesse os prendedores, e em minutos eu estava com as mãos atadas para trás, deitada de costas, com as pernas separadas.
Fiquei exposta, minha vagina foi aberta por prendedores, a dor era insuportável, me contorci. Se chorar, apanha, ele disse. Ordenou que Moyra abrisse a calça dele e o masturbasse. Ela o tocava lentamente, alternava os movimentos com a boca, com as mãos. Ele reclinou a cabeça e me mandou continuar o que Moyra iniciara. Arrastei-me até Ele, só podia tocá-lo com a boca, minhas mãos ainda estavam atadas. Passei a língua de leve no pênis completamente enrijecido fazendo-o tremer; seu corpo ondulou. Comecei a sugar mais rápido, engoli tudo, enrolava língua no falo muito duro e pulsante. Recebi uma bofetada e o pênis se enterrou até a minha garganta. Ele batia e acariciava. Em alguns minutos ejaculou abundantemente nos meus seios. Caí no tapete e fiquei imóvel. Pedi que me soltasse e ele concordou. Em seguida mandou Moyra remover os prendedores que me abriam, minha vulva esta dolorida eu não conseguia encostar uma perna na outra, estava inchada. Thor latia loucamente no quintal.
O Senhor mandou chamar a moça oriental, ela vestia apenas uma minúscula calcinha preta. Ordenou que ela sentasse na poltrona e abrisse as pernas. Moyra tirou a calcinha de Talita deixando-a estrategicamente aberta. Thor estava impaciente, lambeu Talita por muito tempo arrancando-lhes muitos gemidos. As mãos dela se crisparam nos braços da poltrona de brocado vermelho. Ela suspirava, parecia ter sido treinada para Thor, estava num cio incontrolável. Na pelagem negra do cachorro, destacava-se o enorme falo rubro e molhado. Ele estava muito excitado, acuava, gotejava no tapete, tentava montar em Talita.
Acariciando a minha cabeça, tirou meus brincos e mandou que eu o masturbasse de novo. Voltei para o chão, fiquei de joelhos e toquei-o com as mãos, fiz com que ele gozasse mais uma vez, ele mandou Moyra limpá-lo com a boca.
Talita ficou de bruços, as nádegas empinadas, agarrava-se no encosto da poltrona. Thor passou a língua pelas nádegas que ainda tinham marcas de chicote e enterrou o focinho. Com vigorosas lambidas, alcançou a pequena vulva rosada e aberta. Montou sobre Talita e procurava, freneticamente, encaixar o falo vermelho na delicada concha aberta. Na quarta investida penetrou a jovem até o fundo. O grito que Talita soltou podia ser ouvido por toda a casa. Thor se agitava, segurava a moça com as patas, puxava-a para o corpo peludo e brilhante. Depois de muito estocar, gozou alucinado, vi o sêmen jorrar em cascata. Diante daquela visão, espantada e ainda atônita, gozei violentamente. O Senhor mandou-me sair, disse que eu seria castigada por ter demonstrado excitação; juntei o roupão e saí.
Moyra levou Thor para o canil e Talita ficou estirada, tinha as coxas separadas, gemia baixinho, estava ofegante; havia um tênue sorriso em seus lábios.
Antes de sair o Senhor avisou que queria estar comigo à noite, mandou que eu me preparasse; dizendo isto, saiu da sala.
Segui para um quarto espaçoso com pesadas cortinas cor-de-vinho. As paredes eram forradas de tecido e havia uma cama com docel, em estílo sóbrio. A janela do banheiro se abria para um pequeno bosque de onde se podia ouvir o ruído uma queda d´água.
Eu não sabia exatamente o que vestir, fiquei no chuveiro por algum tempo, estava dolorida, tentava me conter.. Escolhi um vestido preto, de veludo alemão, com alças cruzadas nas costas e sandálias.
Desci para o jantar, notei que Moyra governava a casa com maestria. Foi servido um peixe muito leve e, com dois copos de vinho, meus pés pareciam não tocar no chão.
Conversamos banalidades ele falou-me das viagens, das leituras dos seus desejos. Adorei o toque da mão Dele na minha, havia uma certa ternura no olhar gelado com o qual me recebeu. O Senhor gostava de música, vinhos e livros, à mesa, era um cavalheiro. Foi um grande jantar com Vivaldi.
Fomos para o jardim, era outono, havia uma pérgola de madeira com pesadas colunas, eram peças de demolição. Ele pegou minha mão e me abraçou fortemente, notei que estava excitado, tocava as minhas pernas, havia um significativo volume forçando a calça. Enquanto falava no meu ouvido, abriu meu vestido, fiquei completamente nua, eu estava sem calcinha. Abrindo-me com os dedos enterrou-se até o fundo da minha pelve, estocava sem parar, cruzei as pernas na cintura dele e um rio de esperma quente me levou ao orgasmo. Levei uma bofetada por ter gemido.
Descalcei as sandálias e fiquei na ponta dos pés, ele era bem mais alto. Guiou-me até as colunas prendendo meus pulsos. Aos poucos tirou a roupa e encostou o corpo no meu, tudo era mágico, eu queria ficar para sempre ali, encostada nele, sentindo o seu cheiro. Beijando-me ferozmente, colocou-me na coleira gravada.
Não sei por quanto tempo fiquei à mercê do Senhor, fui penetrada, marcada pelas mãos Dele, meu corpo doía por inteiro, chorei e gemi, mas não quis que parasse. Gostei de servir, desejei ser a favorita e não sair da vida Dele.
Antes de me soltar, avisou que mandaria buscar minhas coisas na manhã seguinte; entendi que Moyra estava com as malas prontas para partir.