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A Escrava Ana - Parte 1
Comprei Ana em um leilão de escravas enquanto passava pela cidade de Antioquia. Voltava de uma viagem de negócios e estava retornando à Roma. Não havia feitos planos, nem tinha programado comprar mais nada. Apenas queria chegar em casa. A viagem havia sido longa e cansativa, somente negócios e chatice. Passando por aquele velho mercado, não havia nada interessante, tudo naquela cidade me parecia empoeirado, antigo. Lugar cheio de gente, mas esquecido pelo Deuses. Mas quando vi Ana ali parada em meio àquela confusão típica de um velho mercado, foi atração à primeira vista. Fui arrebatado. Como se um raio atravessasse meu corpo. Uma belíssima escrava em meio àquela cidade decadente. Belo rosto. Belo corpo. Linda. Um mercador de escravas gordo e sujo, um verdadeiro ogro, a mantinha acorrentada pelo pescoço, mãos e pés. Aliás, belíssimos pés calçados em humildes sandálias de escrava. Humildes mesmo, apenas algumas tiras de couro cru trançado, sem nenhum detalhe, sem jóias ou cordões dourados como as sandálias usadas pelas ricas donzelas de Roma. Mas lembro perfeitamente até hoje que eram as mais belas sandálias usadas por uma escrava e que desejei beijar aqueles pés assim que botei meus olhos neles. Desejei Ana assim que a vi. Apesar de não portar nenhum adorno, nenhuma jóia, apesar de estar vestindo apenas uns poucos farrapos no corpo, que mal podiam ser chamados de roupas e apesar de estar toda acorrentada, Ana se destacava do lote de escravas a qual pertencia. Todas as outras me pareceram absolutamente sem graça. Só tive olhos para a minha Ana. Tenho que tirá-la daqui, pensei. Aquela escrava tem que ser minha. Vou comprá-la, custe o que custar...
SLATCH! O quase-ogro estala o chicote no chão de pedra, chamando a atenção para o leilão.
- Tenho um lote de escravas capturadas de uma galé perto da Grécia! Quanto me dão por esta belíssima escrava ?
Aquele ser desprezível puxa a minha indefesa escrava brutalmente pelas correntes, quase a derrubando no chão com tamanha estupidez. O ogro lhe rasga as roupas e a deixa completamente nua, exceto pelas sandálias nos pés e pelas correntes, perante a multidão, agora evidentemente extasiada e boquiaberta.
A pobre escrava Ana tenta cobrir seu corpo, mas está toda acorrentada, não tem como.
- Dou mil moedas de ouro, seu animal, assim que tirar as patas dela.
O povo ali presente faz ohhh ... Afinal uma bela escrava, jovem, limpa e educada, mesmo na capital Roma, não valia mais que 500 moedas, que dirá naquele fim de mundo.
- O romano ali atrás dá MIL moedas... Alguém mais se atreve ?
Silencio mortal. Estava pagando o dobro para sair logo daquele lugar com a minha escrava Ana... Aquele povo jamais tinha visto tanto dinheiro assim. Não conseguiam nem abrir a boca.
- Vendida para o jovem e arrogante romano lá atrás! Pode vir pagar e buscar sua mercadoria...
SLATCH! Um novo estalo do chicote do ogro ecoa no mercado, desta vez agora para selar a compra...
Sinto o olhar de inveja dos presentes naquele imundo mercado enquanto caminho para pegar minha mais nova escrava e levá-la comigo. Pago o ogro, que quase baba quando vê a face de César estampada nas moedas de ouro. Me aproximo dela. Sua beleza me deixa sem fala. Sua presença me deixa sem jeito. Nem sei direito o que fazer. Pego o que sobrou de suas roupas no chão e mal consigo cobrí-la. Os seios ficam de fora...
- Venha, vou tirá-la daqui... Como se chama?
Ela me encara com desprezo. não responde. O ogro diz que seu nome é Ana. Mesmo com as mãos amarradas, agora com correias de couro, pois o mercador lhe removeu as correntes, mesmo indefesa e humilhada, afinal eu havia acabado de comprá-la, eu jamais havia presenciado tanta força no olhar de uma escrava.
- Você não é diferente daquele selvagem. Só porque é romano, é educado e veste belas roupas, capa, armadura e sandálias romanas, você não tem poder sobre mim. Eu o desprezo tanto quanto aquele mercador nojento. Eu não sou sua escrava.
Não respondo. Calado, apenas a observo da cabeça aos pés. Aliás belíssimos pés calçados nas humildes sandálias de couro. Este ato a irrita ainda mais. Muito brava, ela diz:
- Não sou sua mercadoria, não pense que eu vou ser sua apenas porque me comprou! Continuo calado. Sinto que ainda vou ter muito a lhe dizer, mas no momento só consigo ficar quieto e admirá-la. Amarro suas mãos ao meu cavalo, subo e ela vai me seguindo, agora resignada ao seu destino. Ela percebe que não há outra opção senão caminhar atrás de mim, pois está amarrada, não tem como escapar. Mais tarde veremos se o meu chicote em seu lombo vai fazê-la mudar de opinião...