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Conversa Com Uma Escort Girl - Fetiche de Cuspe
- Trabalhar aqui tem aquele lado "mundo cão", você sabe. Está mentindo a garota que negue isso. Tem uns clientes que são uns verdadeiros monstros, tratam a gente como uma coisa, um objeto. Fazer o quê? Chorar um pouquinho no banheiro, levantar a cabeça e seguir em frente. Mas tem também aquele lado engraçado, divertido. Tem que ver as situações com as quais nos deparamos! Não sei quanto às outras, mas eu admito que aprendo bastante com alguns clientes, chego mesmo a ficar feliz com a alegria deles, ou angustiada com histórias tristes que ouço.
Te digo que numa faculdade de psicologia eu não aprenderia tanto!
- Ah é? Conte aí algumas situações engraçadas.
- Ih, tem várias! Tá certo que a maioria nos procura só pro 'serviço básico' mesmo, jogo rápido, mas tem aqueles que pedem as coisas mais malucas e estranhas. São os fetichistas. Com esses é que nos divertimos.
- O que eles pedem?
- Ah... muitos vão lá pra apanhar, levam chicotes, chibatas, chinelos, e pedem que surremos eles. É bem divertido, sabe? Alguns levam chinelos das esposas, por estas lhes recusarem o suplicante pedido, da cunhada, da prima, da empregada... Lembro de um que conseguiu, de alguma forma, confiscar os chinelos de uma vizinha que costumava surrar seu filho diariamente. Isso o excitava. Entregou-os nas minha mãos e arriou as calças. Antes que eu desse a vigésima lambada, ele gozou como um louco. Enfim, uma ótima terapia anti-stress, além do exercício braçal, eheh! Estalar bundas tinha que ser reconhecida como nova modalidade esportiva, não acha?
- Claro, claro! Bem interessante. Vê como o fetiche tem todo um simbolismo, não serve qualquer chinelo.
- Exato. Tem que ser o chinelo DE determinada pessoa. Mas o que eu acho mais curioso é que às vezes eles pedem as coisas mais bobas e inocentes, que não envolvem sexo nem nada. Um, por exemplo, queria levar tapas no rosto e contemplar meu olhar de ódio, apenas isso; outro pediu-me para ser humilhado verbalmente, com todos os palavrões e injúrias que eu conhecesse, por meia hora seguida; um senhor, já de idade, queria que eu o conduzisse numa coleira, como um cãozinho, e batesse no seu traseiro a cada vez que ele levantasse uma perna, simulando fazer pipi; um rapaz, certa vez, passou nada mais nada menos que uma hora chupando os dedos dos meus pés, inebriado; ah... lembrei de um cidadão que só se realizava ao exibir-se vestindo as roupas da sua mulher. Quando assim se mostrou para a própria, disse ele, a reação dela foi péssima. Por isso, ele pegava algumas peças escondido e vinha se exibir pra mim. E por aí vai...
- Interessante eles procurarem vocês pra isso, não?
- Bastante. Muitas vezes, cheguei mesmo a perguntar o motivo, e as respostas não variavam: suas esposas, amantes ou namoradas simplesmente se recusavam, ou não conseguiam fazer essas coisas banais. Quando faziam, era por obrigação, sem prazer. Tu não acha um absurdo o cara ter que vir aqui pagar pra levar umas palmadas, ouvir palavrões, tomar um cuspe na cara? E porque as tapadas das suas parceiras são preconceituosas demais pra aceitar essas brincadeiras?
- Realmente, não tem lógica... Nem uma cuspidinha? Que que custa? Ha ha ha!
- Nem isso... Em pleno século XXI o cara tem que pagar por esse tipo de coisa. Bom pra nós, grana fácil, né, mas...
- É. Se não fosse vocês, pra dar vazão a tanta energia acumulada, seria difícil manter essa sociedade em equilíbrio. É como panela de pressão: sem válvula de escape, explode. Essa profissão sempre existiu e sempre vai existir, é essencial.
- Heheheh! Lembrei de um caso muito pitoresco, já que tocamos no assunto cuspe.
- Tinha um que gostava de ser cuspido? Conta aí!
- Lembrei do Pablo, um dos nossos mais assíduos clientes, mas que não aparece há uns dois meses. Tem uns quarenta anos e é professor de química numa faculdade. Tinha que ver a figura, logo que o conhecemos! Eu fui a primeira a recebê-lo. Chegava ele lá, de terno, pastinha, todo discreto e educado, pedia dois refris e logo íamos pro quarto. Pois bem: o tesão dele era basicamente ser cuspido no rosto, e BEM cuspido. Uma hora recebendo cusparadas... Haja saliva! Tinha todo um ritual, não era só cuspir e pronto. Ele gostava de conversar, falava do seu trabalho, perguntava da minha vida, meus planos, e o diálogo era entremeado pelos cuspes que eu ia lançando no seu rosto, mas em perfeita simbiose. Sentávamos frente a frente e eu ia cuspindo em intervalos de tempo, tipo, a cada vinte segundos. O detalhe é que eu tinha de fazer isso demonstrando a maior naturalidade, sem avisar e nem sequer mudar a expressão do rosto, como se o ato fosse tão natural quanto bocejar ou coçar o nariz. Podia ser quando eu estivesse falando, mesmo no meio de uma frase, ou quando ele o estivesse. Recebendo os meus cuspes no rosto, independente de onde acertasse, ele continuava falando, como se nada tivesse acontecido. Não limpava nem nada. Quando escorriam até seus lábios, ele rapidamente sugava, engolia e continuava o seu assunto. Aí é que estava o tesão dele, e eu fui a primeira a satisfazê-lo plenamente, modéstia à parte.
- Bastante singular o fetiche do senhor Pablo... Parece algo simples e fácil, mas alguns sutis detalhes fazem toda a diferença, detalhes estes que só espíritos sensíveis como o teu podem captar. A expressão facial e a naturalidade, tanto quanto os próprios cuspes, são de fundamental importância, não?
- Sem dúvida! E como o Pablo me elogiava por isso, por eu ter captado exatamente o que ele queria... O que eles procuram é isso, não que a garota curta a coisa, mas que aja como uma verdadeira atriz. Pra mim isso não custa nada, e me alegra vê-los realizados. Agora, tem umas bobalhonas que riem deles com deboche, ou não procuram disfarçar o nojo. O que acontece? Perdem um tipo de cliente que, na maioria dos casos, são assíduos. Pablo ia lá toda sexta-feira, religiosamente; dizia que era o melhor momento da sua semana, e quando não podia, sentia-se péssimo durante toda a semana seguinte, nem conseguia dormir direito.
- Entendo. Encontrando "aquela" garota, o que é difícil, agarram com unhas e dentes, lógico. Mas conta aí, como terminava essa, digamos, "espumante orgia"?
- Ao final, com o rosto já repleto da minha saliva, escorrendo pelos cabelos, olhos, nariz, queixo, ele não agüentava e começava a se masturbar. Mas sem mudar de assunto, eheh! Ele tentava se controlar ao máximo, evitando tocar o seu membro, mas a excitação o impelia a isso. Só que não era aí que ele gozava não! Estando "quase lá", ele se aninhava nos meus braços, como uma criança, e eu passava a mão por todo o seu rosto, distribuindo homogeneamente todo o conteúdo com o qual o presenteara. Tipo uma mãe limpando o rosto do bebê, sabe? Aí ele ficava em transe, murmurando: "Oh! que mãos macias, que delicadeza, ninguém me trata com tanto carinho, ninguém me mima dessa forma!". Então ele abria a boquinha, como que pedindo pra mamar, e eu generosamente soltava mais umas cuspidinhas lá dentro, direto na goela. Nesse momento ele gozava, invariavelmente. Às vezes a volúpia era tamanha que eu chegava a sentir o esguicho nas minhas costas. Outras vezes, em vez do colo, ele deitava no chão e eu espalhava a meleca com meus pés, enquanto ele os lambia. Tinha ocasiões em que ele pedia uns tapas na cara, ainda com o rosto sujo. Fazia questão que eu demonstrasse a mesma naturalidade, o mesmo olhar de bondade, mas nem sempre eu conseguia, eheh! Ah, seu Pablo...
- Impressionante... Até eu me excitei com esse relato... O fetiche dele tem pontos em comum com outros, como podolatria e até mesmo traços de infantilismo. Que vasto campo de estudo esse da sexualidade, não?
- Vastíssimo... E o que eu relatei é uma ínfima parte do que já presenciei, hein! E eu não falei tudo sobre o professor Pablo, viu?
- Oh my God! E o que mais alimentava a volúpia desse muy distinto señor?
- No início, logo que Pablo conheceu a casa, a sessão era só entre nós dois. Depois ele quis experimentar novas brincadeiras, mas sempre envolvendo cuspe. Queria, por exemplo, beber numa taça cheia do precioso líquido. Por mais refrigerante, balas, pirulitos e chicletes que ele me fornecia, eu não produzia saliva suficiente pra encher a tal taça. Aí começou a minha jornada de percorrer toda a casa, com o dito receptáculo em mãos, coletando as cusparadas de todas as meninas (cerca de vinte), toda vez que Seu Pablo chegava. A única exigência era que a garota não fumasse. Ele distribuía doces pra elas, era uma festa. Coleta feita, eu lhe entregava a taça devidamente cheia e o homem a sorvia voluptuosamente, de um gole só. Seu semblante era tomado de uma grande serenidade. "O elixir da longa vida!" - exclamava, sorrindo. Eu não podia deixar de compartilhar de tamanha alegria! Ingerido o "fortificante", começávamos nossa sessão.
- Que figuraça...
- A partir desse momento, como eu tava dizendo, Pablo começou a expandir suas fantasias. Passou a priorizar a quantidade à qualidade, digamos assim; ou seja, queria MAIS cuspes do que eu podia fornecer. Solução? Mais garotas, obviamente. Três amigas minhas, da casa, vieram somar-se às brincadeiras, inicialmente. Todas as meninas de lá, aliás, já estavam começando a gostar do Seu Pablo. Seduzidas pela grana? Talvez. Mas que ele era divertido, isso era. Alvejado simultaneamente por quatro intrépidas e furiosas boquinhas, então, aquele homem foi à loucura. Fazia-nos ficar em fila, e cada uma cuspia e ia para o final da mesma, ciclicamente.
Umas dez rodadas assim. Quarenta cuspes. Outra brincadeira era o cuspe ao alvo, inclusive com brindes para as de melhor pontaria. Testa valia tanto, olho tanto, boca... Tinha ainda o jogo da adivinhação: estando ele vendado, uma das meninas cuspia na sua boca, e ele deveria adivinhar a dona da saliva. Cada erro era um tapa na cara!
- Quanta criatividade!
- E dá-lhe refri! Era pra saliva ficar viscosa, entende? Ele inclusive tinha várias teorias sobre o assunto, sobre as bebidas e doces que deixavam a saliva ao seu gosto, e os levava pra nós. Dizia, lembro, que a banana dava uma "liga" formidável, e que a viscosidade perfeita era aquela conseguida com exercício físico intenso, como corrida. Uma saliva pura, abundante e consistente. Dizia que ia construir uma pista de corrida na sua fazenda e levar todas nós. Já que reclamávamos que os doces engordam... Ele "viajava" às vezes, sabe?
- Bastante metódico também, cheio das teorias e procedimentos. Um especialista no assunto, indubitavelmente. Será que ele ensinava a seus alunos sobre as "ligas"? Hahaha!
- Olha, não duvido nada do professor Pablo, eheh! E põe metódico nisso! Você não vai acreditar, mas certa vez ele levou um álbum imenso, recheado de fotos em que ele aparecia recebendo cuspes das mais diversas mulheres. Um amigo seu filmava as cenas com uma câmera especial, de alta velocidade, daquelas usadas pra fazer comerciais de leite, iogurte, onde o líquido cai em câmera lenta, sabe? Pois é, tinha várias sequências de fotos com os cuspes chegando, nitidamente, e explodindo no seu rosto. Todas nós sentávamos em volta e ele ia mostrando as fotos, orgulhoso, como o pai que mostra o filhinho dando os primeiros passos. A relação de Pablo com a gente era bem de paizão, sabe, apesar de ele usar aquela linguagem toda formal, de professor. Uma coisa que nos fazia rir a valer eram os pareceres dele quanto ao nosso desempenho. Cada uma ia sentando no seu colo e ele ia dizendo: "Samarinha está com uma excelente pontaria no cuspe", "Sheilinha faz um biquinho muito sensual ao cuspir, e isso conta pontos!", "Renatinha está com o cuspe muito disperso, tem que treinar mais!", "Nunca experimentei saliva tão gostosa e consistente como a da Valerinha", e assim por diante.
- Deuzulivre...
- Pois bem. Outras garotas juntaram-se à farra, mais tarde. A voluptuosidade e a imaginação desse homem não tinha limites. A maior orgia (que eu participei) reuniu nada mais nada menos que oito cuspidoras. A brincadeira que ele mais gostava era a "chuva de amor": ele ficava deitado e nós todas de pé, em volta dele. Juntávamos nossas cabeças e começávamos a soltar os cuspes, lá de cima. Ele queria um BANHO mesmo, principalmente no rosto; queria literalmente se afogar na nossa saliva, e por vezes conseguia. Imagina só, oito bocas... Ah... e ele recitava poesias enquanto isso, umas coisas assim: "os cuspes das minhas adoráveis divas são a materialização de suas palavras de amor, tocando delicadamente minha face, penetrando vagarosamente minha boca, inundando minha alma...", umas viagens assim. Depois, todas tirávamos os sapatinhos e começava o esfrega-esfrega (ou ensaboamento). Umas subiam nele, outras chutavam, sempre rindo muito... E Dom Pablito delirava...
- Credo! Realmente, muy voluptuoso cavalheiro... E parece que tinha grana também, né? Pra pagar oito garotas...
- Realmente, pra ir lá toda semana, chamar várias garotas, pagar refri pra todas e o escambau... Uma vez, lembro, até pizza ele pediu, e saiu distribuindo. Desnecessário dizer como ele queria os seus pedaços, né? Pablo tinha umas manias meio nojentas até, como ser cuspido com pizza e todo tipo de comida. Mas, pagando bem, que mal tem? Nesse ponto das estravagâncias ele era bem sadeano. A gente achava que ele não passaria de determinado ponto, mas éramos sempre surpreendidas por novas e insólitas estravagâncias. Também aquela fixação de Sade pelos números era compartilhada por Dom Pablito: tinha este mania de contar os cuspes, determinar o número de garotas ideal para uma orgia pequena, média ou grande, e por aí vai... todo metódico, enfim. Ao final das orgias, tomava seu banhinho, vestia seu terno, pegava sua valise, se aprumava e saía calmamente. Agora, não mais o voluptuoso Dom Pablito, e sim o distinto e inatacável professor doutor Pablo. Que figura!
- Sinceramente, pensei já ter visto ou ouvido de tudo nessa vida, mas estou bobo com nosso singelo personagem... Ele ainda aparece por lá?
- Há uns dois meses que não. Estranho... Não acredito que esteja freqüentando outros lugares. Formar uma spitgirl experiente não é coisa da noite para o dia.
- Esse foi o teu cliente mais excêntrico?
- Pior que não. Teve um que o superou, por incrível que pareça. Um certo podólatra. Te conto em outra ocasião...