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A Viagem V - Final
O desejo incontrolável e a sensação de completa posse, agora, tomavam conta de Júnior. Sua excitação atingira um nível que jamais pudera imaginar. Podia sentir isso em Ana também. Ali, completamente entregue. Seu corpo já não transmitia a vontade de se libertar, se comunicava intensamente, como que implorando ser possuída. Os movimentos já eram lentos, suaves, um balet cheio de sensualidade!
Júnior não estava mais podendo controlar seus impulsos. Olhava para o rosto de Ana por debaixo daquela venda imaginando como seus olhos poderiam estar expressando to aquele êxtase. Mas não poderia tira-la, ainda não! Tinha medo do que poderia acontecer se soubesse que era ele. Afinal, nunca imaginara chegar nem próximo do que realizara até ali. Aquele subalterno insignificante, um simples leva-e-trás de documentos e correspondências, sem atitude!
Seus impulsos não resistiram, e mesmo com receio do que poderia ouvir, ou dos gritos de Ana, removeu definitivamente sua mordaça, dirigindo sua boca ao encontro dela e umidecendo, de forma tremula, seus lábios com sua língua. Num breve instante, Ana só proferiu uma frase:
- Me beije...me beije por favor! Não agüento mais!
Aquela frase sussurrada em seus ouvidos foi como um start para que Júnior se desconectasse da realidade do que poderia acontecer, do medo, e mergulhasse naquela boca maravilhosa, num beijo alucinante. Quando se deu conta, estavam os dois, completamente envolvidos. Podia senti-la inteiramente, molhada, quente. Sentia que ia explodir. E a cada movimento, os gemidos de Ana se tornavam mais fortes, mais altos:
- Ahhhhhhh... Ahhhhhhhh... Ahhhhhhhhhhhhhhhh
Até que nenhum dos dois pode mais agüentar. Júnior sentia que toda sua essência estava se esvaindo pelo seu membro, se transferindo para dentro do corpo de Ana, numa reciprocidade inimaginável! Podia sentir todo o calor incomum dela envolver seu pênis, como se seus fluidos estivessem, vagarosamente, caminhando para percorrer cada centímetro de seu corpo.
Apertando fortemente os lençóis com suas unhas, Ana soltou um grito:
- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ....Meu Deusssssssssssssssss...Te amooooooooooooooo!!!
Naquele momento, o corpo de Júnior despencou sobre Ana, numa atitude de total cansaço. Não tinha forças nem pra falar. A respiração ofegante dos dois fazia com que se movimentassem automaticamente juntos, mas nenhum músculo agia de forma voluntária. Assim ficaram por alguns minutos. Onde o limite da exaustão que alcançaram, os fez perder os sentidos por instantes, num sono premiado pela mais incrível das sensações.
Acordaram quase que simultaneamente. Agora seria a hora da verdade.
Júnior se mexeu com seus olhos fechados, saindo daquela posição, bem devagar e delicadamente. Afastando-se aos poucos. Carregando com dificuldade seu corpo esgotado para fora da cama, num esforço para se erguer.
Finalmente de pé em frente a cama, levantou suas pálpebras pesadas, para fitar a magnífica Ana naquela cama. Suas mãos e tornozelos amarrados nas extremidades, totalmente nua, e ainda vendada, mas sem mordaça. Seu corpo relaxado, sua face repousada no travesseiro, com feições tranqüilas como uma criança. Que visão esplêndida. Nada poderia chegar mais próximo da perfeição. Sabia que estava acordada, mas não fazia questão de se mexer.
- Por que ela não gritava? Nem expressava qualquer som?
Andava cuidadosamente para trás, em passos arrastados, em direção ao banheiro, mantendo continua e fixamente seu olhar para Ana. De repente, quando já pensava em se virar, pode ouvi-la!
- Estou com frio e fome! Quero ir embora! Sei que você está ai, e esta me ouvindo!
Júnior ficou petrificado. Não sabia o que fazer. Tinha medo de falar e ter sua voz reconhecida.
- Não sei quem você é, mas acredito que isto não é um seqüestro! Não precisa falar se não quiser! Apenas quero me leve embora, se la onde eu estiver. Deixe-me onde me pegou e ninguem ficará sabendo!
Agora Júnior estava apavorado com a objetividade das palavras de Ana. Parecia que ela é que dominava a situação naquele momento!
- Vamos! Solte-me daqui!
Júnior colocou sua roupa e foi até a direção de Ana. Soltou seus tornozelos, logo depois, uma de suas mãos, achando que ela iria instintivamente leva-la a remover a venda. Isso não aconteceu. Desamarrou sua outra mão então.
Agora sim, Júnior levou suas mãos para tirar a venda de Ana, mas foi surpreendido. Logo depois de esfregar seus pulsos, que deveriam estar doloridos, as mãos dela impediram-no, com um toque suave, praticamente acariciando as suas mãos!
- Onde estão minhas roupas? Traga-as pra mim!
Júnior não podia acreditar no que estava acontecendo, mas prontamente obedeceu.
Colou as roupas de Ana ao seu lado, e ela pedia para que ele passasse cada peça para suas mãos. Fazia isso enquanto ia observando ela, sem enxergar, apenas com o tato, ir se vestindo na sua frente.
Terminando de colocar sua ultima peça de roupa, Ana fala:
- Agora me ajude a levantar, pois não sei onde estou!
Júnior, cada vez mais impressionado e desconfiado obedece sua cativa.
- Como estou? A roupa esta certa?
Ainda com receio, Júnior não responde nada. Apenas ajeita a saia de Ana, endireita sua blusa e suas meias.
- Você pode pegar meus sapatos agora?
Ele pega os saltos de Ana, se ajoelha na sua frente, calçando-os bem delicadamente.
- Nossa, que cavalheiro! (exprimindo um pequeno sorriso)
Que aconteceria agora? A cabeça de Júnior estava confusa, e quando achava que Ana não poderia surpreende-lo mais, eis que ela estica os braços para frente, juntando os pulsos!
- Não vai me amarrar?Só quero te pedir que as minhas mãos fiquem para frente para meus braços não ficarem dormentes!
O rapaz não podia acreditar mais que aquilo estava acontecendo. Pegou as cordas e amarrou as mãos de Ana então. E juntando os tornozelos ela pediu:
- Agora meus pés! Mas você terá que me carregar! (mais um sorriso)
- Quando isso ia acabar?. Júnior ficava mais preocupado ainda com as atitudes de Ana, mas ia seguindo seus estranhos pedidos.
Foi até o carro, abriu as portas, e retornou para perto de sua seqüestrada. Pensou que enfim ela se cansaria do jogo e estaria sem a venda. Mas não! Estava em pé no mesmo local que a deixou. Esperando ser carregada para o carro e partir. Ele assim o fez, acomodando-a no banco de trás do carro.
- Não vai me amordaçar? Posso gritar! (soltando um risada baixinha)
Júnior pegou dois pedaços de silver-tape e colocou-os atravessados, selando os lábios de Ana, que parecia sorrir por baixo daquela mordaça.
Retornou para fechar a casa, aproveitando para pegar um travesseiro, que colocou debaixo da cabeça de Ana, e um cobertor felpudo que usou para cobri-la onde estava, deitada no banco de trás do carro.
- Uhnnnnnnnnnn! (Ana, agora com uma expressão de agradecimento)
Ali começava uma torturante viagem de volta. - Quando será que ela tomaria alguma atitude?. Júnior dirigia pensando o que poderia estar se passando na cabeça daquela mulher. Mas, ao mesmo tempo, se reconfortava com a lembrança daqueles momentos que estiveram juntos, há poucas horas atrás, e que ainda estavam refletindo em seu corpo, tanto quanto o perfume de Ana estava impregnado na sua pele. Que aroma maravilhoso!
Já estava chegando próximo da garagem da empresa. Teve uma jornada tensa, mas Ana simplesmente não teve nenhuma ação durante todo este tempo que retornavam.
Parou o carro um quarteirão antes da entrada do prédio. Pegou um cobertor e cobriu inteiramente a garota, evitando que o guarda a visse ali amarrada no banco de trás. Teria muito que explicar e, com certeza, não poderia. Logo então continuou. Seu coração batia, talvez, mais forte do que quando raptou Ana no dia anterior.
Encostou o carro na cancela, quando veio em sua direção o vigia.
- Ola Seu Mario, tudo bom?
- Quem é? Ohhhhhh...Júnior! Tudo bom garoto, tirando esse frio! Mas o que está fazendo aqui num sábado? Pelo carro parece que foi promovido! (dando uma gargalhada)
- Que nada seu Mario, quem me dera! (sorrindo meu nervoso). Vim pegar a minha carteira que esqueci ai ontem! Este carro é alugado, vou viajar com uma gatinha hoje!
O porteiro então, solta outra risada e diz:
- Nossa, rapaz! Assim realmente nunca será promovido, esquecendo até a carteira. Vai lá garoto! Eu vou aproveitar e tomar um cafezinho que estou passando! Quando voltar, se eu não estiver aqui, é só buzinar!
Júnior nem acreditava que seria tão relativamente fácil. Entrou com o carro, dirigindo o veículo para o segundo subsolo, onde seria mais difícil de ser surpreendido por alguém, e onde estava o carro de Ana. Estacionou na mesma vaga do dia anterior. Abriu a porta de trás, retirou o cobertor da vitima deitada no banco, e levantou-a carinhosamente, pondo-a sentada no banco com as pernas já para fora do carro. Desamarrou seus tornozelos, e ajudou-a a levantar. Com Ana de pé, desamarrou suas mãos. Bem cuidadosa e lentamente foi removendo sua mordaça, evitando machuca-la. E mais uma vez, quando foi retirar sua venda, ela o deteve:
- Deixe ai! Vou esperar você ir embora, depois eu mesmo tiro! Vai! Some! Vai embora!
Com as pernas tremendo, rapidamente Júnior entrou no automóvel e saiu cantando os pneus no piso liso da garagem. Deixando a gata ali, sem falar nada, ou sequer, olhar para trás. Chegando a cancela, o Seu Mario já tinha escutado ele vindo, e nada mais providencial do que já ter erguido o bloqueio. Júnior nem parou, apenas acenou e deu o fora daquele lugar.
O fim de semana passou. Era segunda-feira, 6 horas da manhã. Júnior havia passado o os dois dias numa tortura sem fim. Não podia escutar o toque do telefone ou da campainha da porta que grudava no teto como um gato assustado. Quase não se alimentou e nem dormiu direito. Achava que a policia poderia bater na sua porta a qualquer minuto.
Esta ultima noite então, nem conseguiu pregar os olhos. Alternava seus pensamentos entre a fantástica noite que havia passado com Ana no sítio, e o que poderia acontecer agora. Não tirava da cabeça que ela com certeza ouvirá sua conversa com o Seu Mario, e que, no mínimo, se já não tivesse certeza de quem ele era, sabia que seria alguém do escritório. Afinal, Ana era uma mulher extremamente inteligente, não só lindíssima. Tinha que ir trabalhar. Nada mudaria o que tinha feito agora, melhor enfrentar logo de uma vez.
Fez como sempre, antes de sair para trabalhar. Seguiu todo seu ritual, sua rotina de um dia normal de trabalho. Ainda tinha que devolver o carro alugado que estava na garagem de sua casa. Teria que ir com ele para o escritório e entrega-lo após o expediente. Quase tinha esquecido disso.
Chegou no escritório. Na garagem, o porteiro era outro. Era a folga do Seu Mario. Pegou o crachá, seguiu devagar com o carro para a mesma vaga de antes. Ao estacionar, percebeu que o carro de Ana não estava lá.
Agora sim! Sua cabeça começou a imaginar milhares de possibilidades, e nenhuma era boa para ele. -0 que teria acontecido com ela? Que providências ela pode ter tomado? Será que ela contou para alguém? Avisou a policia?. Era tarde! O negócio era subir para trabalhar e enfrentar seu destino.
Fechou o carro e pegou o elevador. Chegando ao andar, com o coração na boca, entrou no escritório. Tudo estava normal. Ninguem o olhava diferente. Foi até sua sala, onde encontrava todos os companheiros pelo caminho, cumprimentando como sempre. Tudo mostrava ser um dia normal, que ninguem nem tinha idéia do ocorrido. Fazia até ele pensar se não tinha sido um sonho. Até ir para o banheiro e ver as marcas vermelhas em seu pescoço, que não tinha reparado até então. Ana havia deixado as marcas de que tudo fora real, até demais!
O dia passou, e Júnior não conseguia relaxar. Demorou até para lembrar que Ana estava de férias, e não apareceria mesmo no escritório. Fez seu trabalho de maneira displicente e descuidada o dia inteiro. Nem saíra para almoçar.
Chegou o fim do dia. Todos arrumando suas coisas para ir embora. Todos iam passando e se despedindo. Nenhum indicio de que alguém sabia de algo. Foi quase o ultimo a sair, pois estava terminando de refazer coisas que não conseguiu organizar durante o período.
Hora de sair. Pegou o elevador, já procurando as chaves do carro, e com a garganta fechada, imaginando que poderia ser preso ao chegar na garagem. A idéia não fugia de sua mente. Procurava a chave sem sucesso. - Onde teria deixado? Tinha certeza que havia tirado do contato e fechado o carro!. Mesmo assim, o elevador chegou na garagem e, nada de Júnior encontrar as benditas chaves. Só teria poderia pensar que, infelizmente, por estar tão perturbado pela manhã, ter esquecido dentro do carro. Torcia para não ter que retornar no escritório para procura-las.
Dirigiu-se até o veículo. E assustou quando pois as mãos na maçaneta e percebeu que as portas estavam abertas. Resmungou:
- Como pode? Tenho quase certeza que fechei! To ficando doido mesmo!
Entrou no carro, observando que as chaves estavam no contato, inexplicavelmente.
Ajeitou-se! Foi quando pode ouvir um barulho estranho vindo do banco de trás. Virou-se bruscamente para tentar saber do que se tratava.
Imenso foi seu susto! Não podia acreditar no que seus olhos viam!
Lá estava ela. Ana, deitada no banco. Usava um lindo par de botas pretas de saltos altos e finos, uma saia curtíssima, também preta, uma linda blusa branca totalmente transparente, que deixavam ver um lindo sutien branco de rendas e pedras. Seus cabelos estavam presos num imenso rabo-de-cavalo. Mas, o fato dela estar ali, tão sensual, não era tudo. Ela estava deitada numa posição muito sexy, seus tornozelos estavam algemados juntinhos, assim como tinha algemas nos pulsos. Tinha entre os lábios uma mordaça do tipo ball-gag, vermelha.
Júnior não teve reação. Por minutos admirava aquela beldade ali, daquela forma. Quando fixou seu olhar nos olhos de Ana, que fazia um expressão de menina inocente.
De repente, pareciam que seus olhos sorriam para ele. Com as mãos algemadas ela tirou os cabelos que cobriam seu pescoço lindo, desvendando para Júnior uma coleira de couro preta, que tinha uma chapinha dourada presa.
Piscando para o rapaz, e segurou a pequena placa de ouro de forma que ele pudesse ler a inscrição ...
Estava gravado:
J Ú N I O R
F I M
Finalmente este conto foi terminado. Depois de tanto tempo, e de escutar varias Anas, pude chegar ao final digno, na minha opinião.
Espero que tenha correspondido as expectativas de todos(as) vocês!
Obrigado pelo prestigio! Até o próximo! Um grande abraço!
MM - Poseidon