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Chineladas da Empregada - 1ª Parte
Sônia vivia cercada de confortos. Tivera a sorte de casar-se com um bem-sucedido executivo de uma empresa de software, o que possibilitou uma melhora significativa no seu nível de vida. Vivia com Julius num belo apartamento, situado num condomínio de luxo da zona sul, e contavam com dois empregados: Cleci, doméstica que morava no emprego com seu filho pequeno, e uma diarista que a ajudava na limpeza três vezes por semana. Logo que o casal se mudou pra lá, Sônia largou seu "humilhante" (segundo ela) emprego de representante comercial e, até que
encontrasse algo condizente com sua nova posição, ficou tomando conta da administração do lar. Uma vida de rainha, enfim.
Oriunda da classe média, entretanto, Sônia não estava acostumada à ociosidade, e a nova vida logo a entediou. Julius era amoroso e atencioso com ela, sempre lhe trazia presentes e fazia surpresas, mas a esposa começou a sentir um certo vazio, a falta de algo que ela não
compreendia bem o que era. Não sabia se a culpa era do marido, da nova vida, dela mesma ou o
quê. Isso estava tirando o seu sono, era angustiante, pois Sônia sempre fora ativa e impetuosa. Some-se ainda o fato de que Julius, devido ao seu importante cargo, tinha de fazer
viagens a negócios com uma certa freqüência.
Deixemos o casal um momento e falemos nos outros moradores do luxuoso apartamento: Cleci e Júnior, seu menino de seis anos, que ficou com ela até que sua família, do interior do estado, se
instalasse na capital e pudesse ficar com a criança. Cleci era uma alemoa forte e bem constituída, mas sem deixar de ser feminina, e possuía belas curvas (um traseiro de enlouquecer...). Loira e muito branca, era um exemplar típico das colônias alemãs do interior gaúcho, acostumada à lida desde tenra idade. Tinha um jeito recatado mas caráter firme; mulher de uma palavra só e pavio curto. Graças ao pobre
do Júnior é que os patrões perceberam esse aspecto da personalidade da mãe. Eventuais
discussões dela com o moleque, à hora de dormir, não duravam três minutos; logo
um inconfundível paf! paf! paf! ecoava pelo apartamento e se fazia ouvir pelo casal de patrões. Estes reprovavam, sentiam pena do menino, mas decidiram não interferir.
Não fosse o som das severas chineladas de Cleci a castigar a bunda pelada do filho, os devaneios das noites insones de Sônia a levariam
a outro fim: talvez se tornasse uma dondoca e dedicasse os dias às compras no shopping, ou arranjasse um amante, ou outro desfecho sem qualquer importância. Mas a temida havaiana de Cleci teve um papel muito maior nessa história do
que educar seu filho. Tremendamente maior. Nas noites em que se ouvia o ritmado 'estalar' (seu marido quase sempre estava dormindo), Sônia ficava num tal estado de angústia que chegava a se levantar e andar pelo quarto. Espantava-se consigo mesma, pois sabia que sua angústia não
era apenas por pena do menino. Era um misto de sensações que ela não conseguia interpretar direito. Ao mesmo tempo em que pensava em
repreender severamente sua funcionária no dia seguinte, assombrava-se com o seu desejo
oculto de que as chineladas não parassem, ou recomeçassem no dia seguinte, e no outro. Quando as ouvia, uma satisfação mórbida lhe invadia o espírito, e era com horror que admitia estar excitada.
As lutas internas de Sônia, com o seu prazer secreto e proibido, duraram ainda algumas noites, até que ela pudesse compreender e domar melhor
esses novos impulsos. Não tivesse ela uma criação bastante conservadora pelos padrões da classe média urbana, talvez esse afloramento de
sensações fosse mais suave. Entre os inúmeros impulsos, um fracassou: não repreendeu Cleci. Seu espírito, porém, teve um pouco de paz ao
compreender que não era o sofrimento do garoto que a excitava; não era uma monstra. Com as idéias mais claras na sua cabeça, e com a
impetuosidade característica do seu ser, Sônia decidiu agir.
Num fim de semana em que Julius estava em viagem e Júnior visitava o pai (que morava na Vila dos Operários e ficava com a criança nos fins de semana), Sônia chamou Cleci após esta ter recolhido o jantar.
- Senhora? - respondeu a criada.
- Você não tem pena do menino?
- Como assim? Do Júnior? Por que a senhora pergunta?
- Tenho ouvido um certo 'estalar' vindo do teu quarto, em algumas noites, e sei bem do que se trata - completou Sônia, dirigindo o olhar aos pés de Cleci.
A empregada ficou bastante envergonhada, e olhava para o chão.
- A senhora me desculpe, vou tentar não fazer mais barulho.
Sônia excitou-se com a promessa, que não significava o fim dos castigos do filho.
- Pra eu ouvir lá do meu quarto, deves bater forte, não?
Cleci não respondeu nem levantou os olhos.
- Me empresta o teu chinelo.
- Como? - espantou-se a criada.
- Um pé do teu chinelo, me alcança! - reforçou, estendendo a mão.
Incrédula, Cleci obedeceu. Qual não foi sua surpresa ao ver a patroa, com a havaiana preta em punho, baixar suas próprias calças e auto-castigar seu traseiro com umas dez chineladas bem dadas.
- É assim que bates? Ou mais forte? - e fustigou suas nádegas com mais energia, deixando-as vermelhas.
A criada, atônita, não conseguia articular palavra. Sônia, apoiada na cadeira e ainda de bunda de fora, devolve o chinelo e pede:
- Bate em mim da mesma forma que bates no Júnior. Vai, pode bater! Só quero saber se é algo insuportável ou eu que me assusto à toa.
Cleci, ainda em choque, não conseguiu obedecer.
- Olha, dona Sônia, a senhora não precisa se preocupar. Não vou mais surrar o Júnior na sua presença.
- Cleci, faz o que eu tô mandando, por gentileza? Não vou te demitir, não te preocupa!
- Mas a senhora pode ficar marcada! O que seu Júlio vai pensar?
Sônia teve uma idéia: ainda de bunda de fora, levou Cleci até o quarto desta e deitou-se de bruços na cama, joelhos no chão. Voltou o rosto para a empregada, de pé atrás dela, e foi sucinta:
- Cleci, tu sabes o quanto eu odeio ter de ficar repetindo ordens! Aqui estou, no teu território para ficares mais tranqüila. Agora pega teu chinelo e bate na minha bunda o tanto quanto bateu no teu filho anteontem, mesma força e mesmo número de chineladas. Faça de conta que eu sou ele. Alguma dúvida?
- Não, senhora.
Cleci não entendia o que passava pela cabeça da patroa, mas achou prudente obedecer. Descalçou novamente a havaiana, respirou fundo e fez o que tinha de ser feito.
Vinte barulhentas e bem aplicadas chineladas depois, Sônia se levanta, passa a mão de leve nos contornos vermelhos e quentes formados pela havaiana, e se recompõe. Retoma seu nariz empinado de patroa e dá as últimas ordens do dia:
- Muito difícil? Caiu o braço, por acaso? Espero que da próxima vez eu não tenha que quase implorar! E isso não muda em nada tuas obrigações aqui nem o respeito que me deves, viu? Pode te recolher agora. Amanhã quero o café às nove, por favor!
E deixou o pequeno e mal-ventilado aposento. Cleci ainda tinha o chinelo na mão.
O frenesi, o turbilhão de sensações que foi aquela noite para Sônia, ficaria complicado descrever. Na manhã seguinte, mais surpresas para a pobre criada. Logo que chegou ao quarto da patroa com a bandeja do café, tentando se convencer de que a noite anterior não fora senão um sonho, mais pedidos inusitados:
- Cleci, dá uma olhada, por favor - pediu a patroa, levantando a camisola e expondo o traseiro à criada - Tá muito marcada ainda? Será que some até a noite?
- Olha, dona Sônia, não tá muito não! Mais é aqui em cima, onde a senhora mesma bateu e pegou com o canto do chinelo. Fica mais marcado também na parte da presilha das tiras, mas logo some.
- Viu só? Se tu me obedecesse logo e tomasse para si a tarefa, eu não estaria tão marcada.
Cleci começou a ficar envergonhada, mas com um vestígio de sorriso no canto da boca, o que Sônia percebeu com alegria.
- E que chinelinho ardido, hein! - completou a patroa - Minha bunda latejou por um bom tempo!
- Eu disse pra senhora...
- É com essa força que tu bates no Júnior?
- Sim, senhora - a resposta foi num tom acanhado - aprendi com minha mãe que, se for surrar, é surra mesmo, não tem meio-termo.
- Pobrezinho...
- Posso perguntar uma coisa pra senhora?
- Pergunte.
- Por que a senhora quis apanhar de mim?
- É que eu quero te propor uma coisa: que você pare de bater no Júnior. Eu sempre fico angustiada quando ouço, e a partir de agora, que sei o que é receber tuas chineladas, ficaria ainda mais. Em troca, você guarda a raiva até os finais de semana, onde poderá descarregá-la você já sabe como.
- Na senhora?
- Exato! Nos fins de semana, quando estivermos sozinhas em casa, minha bunda é toda tua e do teu chinelo. Topas? - Sônia mal podia acreditar nos termos em que teve a coragem de expor a proposta.
A expressão de Cleci era um misto de espanto, incredulidade e uma vontade contida de rir. Ou chorar.
- E o Júnior, vai continuar malcriado?
- Já trabalhei em escola infantil, antes de casar. Entendo de crianças e posso dar bons conselhos ao menino.
- Olha, dona... não sei... isso vai acabar complicando pro meu lado...
- Confiando em mim e fazendo o que eu mando, não haverá problemas, ninguém jamais ficará sabendo. Nem PODEM saber, fique bem claro. Se você conseguir desempenhar esse papel com naturalidade e sem levantar suspeitas, como se fosse uma simples tarefa adicional, ficarei muito satisfeita e te consigo até um aumento. Do contrário...
Cleci captou logo o que a expressão cínica da patroa (adquirida junto com a mudança de classe social) queria dizer. Em instantes, pesou os prós e contras. O que se lhe exigia não era suficiente para fazê-la abdicar do status (no seu grupo) de "trabalhar em casa de grã-fino". Não concordou verbalmente, mas deu a entender que estava lá pra cumprir ordens, fossem quais fossem. "O preço é esquentar a bunda da patroa? Sem
problemas!", pensou. O risinho contido, que se recusava a sumir de seus lábios, selou o acordo.
- Ótimo! - Sônia comemorou - conversando a gente se entende, não? O que eu não faço pelas crianças... Durante a semana vamos tratando dos detalhes, ok?
- Sim, senhora.
- Agora pega ali aquele creme hidratante e passa um pouco nas marcas, pra ver se elas somem logo. Já imaginou se o Julius vê e pergunta, o que eu vou dizer? "Ah, amor, é que eu incomodei muito a Cleci e entrei no chinelo!" Hahahaha!
Cleci quase riu junto. "Sempre achei dona Sônia meio doidinha, mas não a esse ponto...", pensou.
Não menos complicado seria descrever o prazer da patroa, ao sentir o traseiro acariciado pelas mãos calejadas daquela serviçal. Mãos fortes e determinadas, treinadas desde cedo a
manejar a enxada e sentar o chinelo em bunda de filho, sobrinho, afilhado e até irmão menor. Quando a mãe não tem mais idade, passa a tarefa à filha mais velha, essa é a vida na
colônia... Tivessem chegado ao clitóris, por acaso ou curiosidade, aqueles dedos fortes chamariam o gozo em menos de dez segundos. Sônia bem o desejava, e quase o pediu, mas achou melhor levar as coisas com um pouquinho mais de calma.
Planejava muito para o futuro.
Traseiro hidratado e fresquinho, Sônia dispensou a criada e ocupou-se do desjejum. "Cleci reagiu melhor do que eu imaginava", pensou, "Se eu souber levar, muitos prazeres me
aguardam...". Idéias fervilhavam na sua ociosa cabecinha.
Continua...