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Por que não? Sim, sim, sim... IV
Passados dois dias, recebi sua ligação me convidando para ser seu almoço. Assim. De um jeito curto e extremamente franco. Verdadeiro. Sem meias palavras. Confesso que fiquei assustada. Não o conhecia de verdade. Não sabia como responder na cama às provocações que prometiam muito mais do que eu poderia lhe oferecer... teria coragem? Coragem de assumir meu lado selvagem e submisso? Coragem para ir além das provocações fúteis que não passavam de uma feliz brincadeira? Confesso que passei a tarde e a noite, até o dia seguinte, com dores abdominais. Puro nervosismo. Puro êxtase antecipado... um friozinho na barriga constante. Medo. Pavor. Mesmo assim, me preparei. Num ritual quase mágico, tomei banho, me maquiei, me vesti. O dia frio não permitia que eu abusasse de grandes decotes ou mini vestidos. E uma reunião antes do horário que marcamos fez com que eu atrasasse para chegar até ele. Não lembro o caminho que fiz, ou os movimentos que executei para dirigir até onde combinei com ele. Todas as minhas células pulsavam... já estava completamente úmida, antes mesmo que ele tocasse um dedo sequer em mim. Como? Não sei...
Sei que entramos em um motel trocando quase nehuma palavra... Ambos estavámos extremamente ansiosos com a situação. Ao transpor a porta do quarto, ele mudou... mudou, voltou a ser o homem que me levava a loucura com suas investidas, com seu jeito sedutor e agressivo. Me puxando pelos cabelos me jogou na cama redonda com displicência e praticamente rasgou a lingerie que eu usava, com sofreguidão, me usando de todas as maneiras possíveis, me fazendo mulher como nunca havia sido, me mostrando que o prazer também pode vir da dor... sem amor, sem compromisso, sem comprometimento.