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A Saga da Marquesa de Clony
INTRODUÇÃO
A cândida Marquesa de Clouny
Quando o marido Marques morreu, sua viúva a senhora marquesa, refugiou-se em sua casa de campo ao sul de Paris.
Jovem ainda, aos 22 anos, a marquesa passava os dias na companhia de sua gatinha, Mimi.
Acompanhada da cozinheira, da arrumadeira, duas faxineiras, a lavadeira, a passadeira,
do mordomo, do cocheiro, de dois cavalariços,do jardineiro, e de dois ajudantes menores de idade.
A mansão elegante localizava-se numa clareira iluminada, cercada de um bosque particular, protegida por muros de pedras de calcário negro. Um jardim luxureante fazia parte da propriedade.
A entrada era guarnecida de forte portal de ferro galvanizado em estilo império.
A jovem viúva, passava o tempo, bordando fina tapeçaria, pintando suas aquarelas, fazendo arranjos de flores frescas e lendo os inúmeros livros, que eram o acervo de uma das mais famosas bibliotecas particulares da França. Em sua companhia,a gatinha de estimação enrodilhada no tapete de motivos florais, tirava sua soneca de beleza. Do lado uma terrina contendo chá de jasmim, de origem chinesa, e biscoitos recém assados pela cozinheira, Madame Sophie.
Primeiro Relato pecaminoso.
O da perdição das donzelas de Paris.
O caso da Jovem Violada.
Passaria assim, seus dias de viúva, tranquila e serena a nossa boa marquesa se o destino não trouxesse um vilão para nossa estória. Afinal de que vale uma heroína se não é testada pela adversidade e pela perseguição de um vilão....
Mas há de ser um vilão digno de tal posição, pois mede-se o poder do remédio pela gravidade da doença e fiquem certos que o entendente Cagliosto de Rosentall era bem preparado pela vida para o fino papel de vilão.
Dir-se-ia com certeza bem juramentada que seu mau humor provinha de uma mágoa contra a Natureza e a Providência que o haviam feito nascer muito feio e torto. Mas tal desculpa ele não tinha, pois, era possuidor de um semblante de pequeno burguês, nada nobre, mas também nada rude, numa total ausência de expressão, brilho apagado e meio macilento num corpo muito magro, mas não era monstruoso de corcunda e olho de vidro... não, não, sua figura era a de um burocrata discreto e sem vida, econômico nas maneiras, excessivamente
formal, mãos ossudas e secas, asperas como as cascas de um carvalho. Com um topete negro e lustroso de água de lavanda, como era a moda convencional dos funcionários de escritório de pendências financeiras.
Vestindo um terno bem surrado de muito uso e com um colarinho engomado e desconfortável,
limpo realmente, mas sem graça e cor de um cinza indefinido que não se moldava ao corpo franzino e alto.
O entendente Cagliostro cuidava das finanças nada equilibradas do marquês. Eis então, sem mais demoras, um resumo da situação precária em que sem saber, nossa inocente Marquesa de Clouny, se veria enredada. E o relato das circunstâncias maliciosas em que seu falecido marido pretendeu envolvê-la.
Quem de certo seria o vilão o inteligente leitor a de identificar com o tempo.
O marquês falecido, mais velho que sua esposinha uns 40anos, havia deixado dívidas de suas diversões nada santas... Haviam estórias impúdicas sobre seus gostos eróticos, suas visitas à casas suspeitas, suas festas secretas, cheias de beldades de alabrastro e seios fartos.
Muitas dessas estórias eram publicadas em edições baratas dos jornais mais sórdidos de Paris.
Narravam orgias cheias de luxúria que eram um prato cheio para saciar a fantasia de seus
leitores. Segue-se uma dessas matérias como prova jornalística do tipo de existência nada santa e nem moderada que levara o velho marquês libidinoso.
"Sabe-se de certa fonte, muito segura, que o Marquês de C. devasso conhecido por toda Paris, frequentador assíduo da Casa de Tolerância para Jovens de Madame M., maculou a honra de uma coleção de jovens donzelas, vindas do campo e de adjacências da capital, aos cuidados da dita Madame M. Esta mesma fonte segura, declarou ter conhecimento de que existe pacto pecuniário regular entre a dita Madame e tal nobre, que consiste numa regular transação de oferta e procura deste artigo virginal.
É de conhecimento que o marquês tem reconhecida predileção pelas donzelas. Seguida
de longe pela de devassas opulentas. O que obriga a constante pesquisa, por áreas interioranas a procura deste artigo.
Tudo se processa com sigilo e na mais perfeita dignidade falsária.
A Jovem recebe presentes, além de uma participação nos lucros do empreendimento e a promessa de sigilo absoluto, podendo
voltar para a discrição do lar com a reputação perdida falsamente imalucada. Recebem um falso certificado de Curso de corte e costura, e um kit de costura barato, acompanhado de figurinos de revistas de modas com os últimos lançamentos de Paris para darem como provas aos familiares. As mais bem apessoadas recebem um bom corte de tecido como complemento ao sacrifício.
Também recebem orientação e conselhos úteis para manterem seu dirfarce, e suas reputações intactas para um futuro casamento
se assim o desejarem. Orientação e esclarecimentos minuciosos de como devem se portar na noite de núpcias e no momento da suposta primeira relação marital a título de não decepcionar o futuro consorte. São aconselhadas entre outras coisas a manterem uma irradiação de modestia angelical e submissa entrega. Bem como a ingênua postura de donzela intocada.
Neste engodo conjugal não faltam as intruções de reservar um pequeno recipiente contendo sangue fresco que pode ser armazenado de ave ou outro repasto reservado para o banquete de núpcias. Guardado com sabedoria em algum canto obscuro das vestes, oculto das vistas antes do coito nupcial, e
atirado ao lençol, por entre as pernas da suposta esposa subjugada dando o complemento ideal e final para a farsa da consumação do casamento. O marido saciado, perdido em sua própria lacívia e alívio concuspicente mal perceberá a artimanha, prisioneiro da sua própria fantasia.
Gemidos, súplicas e discretos gritinhos, sugerindo o incômodo que se reserva ao
ato da defloração de uma donzela, ou um queixume mais ardoroso, dependendo da
verificação das preferências no esposo, são atitudes que provêm da sensibilidade da jovem em despertar no futuro companheiro o ardor da posse, as delícias do arrebatamento
amoroso. Antes do ato da penetração massiça do membro invasor. Dando um tempero
picante e preenchendo os momentos que antecedem a falsidade da posse de um marido
iludido mas grato, pela fantasia doce e saborosa de colher a sagrada flor de candura, por entre as coxas voluptuosas da fêmea em botão de cuja ténue pétala rasgada tomará posse de senhor primeiro e único, e amo de escrava sagrada, feita somente para seu regojizo e desfrute.
Em nada diminuirá seu gozo másculo e grosseiro que os machos da espécie anseiam
em seus sonhos mais profundos, o de iniciar uma ninfa pura nos prazeres profanos da carne trémula.
Uma relutância mimosa e sutil, num melindre de gestos, uma fuga ofegante e
incompleta, um debater-se de leve, levando o esposo a usar de alguma força, para dominá-la, aumenta a ansiedade e comoção do conjuge, que passa a desejar o alívio da
necessidade da consumação na passagem estreita e imaculada da amada.
E finalmente o grã finalle da peça de situação...
A consumação da penetração do esposo em sua esposa, quando o membro intumecido de fogo, duro e sensível penetrar por entre a carne, morna e úmida da sonhada mata virgem. A jovem deve habilidozamente contrair seus músculos inferiores o máximo que puder, pelo prazer do esposo e falso senhor. Ele de nada desconfiará, mergulhado em sua fome e caso haja a desconfiança um soluço de puro prazer entre os lábios sussurados seguido de um gemido longo e agoniado distrairam com certeza e tiraram qualquer impossível dúvida que possa assombrar a relação e o coito nupcial.
E sentindo a sede de lúxuria ser aplacada e engolfada por um vale de lava fervendo, nova, e pura.
O esposo dormirá satisfeito e saciado e a esperta esposa poderá desfrutar dos encantos
de um casamento honroso e apaixonado."
Assim, era o teor da notícia de jornal, que prosseguia detalhando um relato confidencial de outra fonte confiável, de uma das própria ex-donzelas, deflorada e possuida pela lúxuria do marquês.
Relato apresentado aqui para testemunho aos leitores e leitoras que se interessarem por mais detalhes desta vil artimanha imoral e das experiências impúdicas das ações do marquês. Com o firme próposito educativo de preservar as donzelas ainda existentes de lobos e outras corjas de aproveitadores similares que as usarão para saciar suas taras mais profundas, corrompendos seus corpos e profanando seus segredos que só a seus senhores vossos maridos e na sacralidade da união marital devem doar.
"Fui vestida e banhada pelas servas da Casa de Madame M., minha modéstia e minha pureza foram oferecidas aos prazeres do cavaleiro atrás do biombo verde...
Não pediu que eu me despi-se das roupas, meu vestido de algodão amarelo e floral, mas sim das vestimentas mais íntimas, minha pantalona rendada e branca e meu espartilho
apertado e seus inúmeros laçarotes que moldavam minha cintura delicada e meus seios redondos.
Ordenou-me, impaciente que me deita-se sobre uma mesa que ficava no centro da sala.
Levantou meu saiote rendado, e depois meu vestido de algodão, introduzindo suas mãos por entre minhas pernas, sem cerimonia, devassando minhas intimidades... Meu rosto rubro de vergonha não lhe despertava pudor, meu coração se debatia em meu peito em vão. Meu corpo trêmulo e frágil de dolorosa expectativa em nada o dissuadia, mais sim persuadia a invadir e violar a castidade secreta de meu jovem e vibrante corpo.
Os dedos rudes das mãos brancas e grosseiras eu podia sentir como garras a me ferir a carne tanto me violavam que pensei que me rasgaria com a unha, o véu que ocultava minha pureza.
Mas...
tão logo certificado da minha condição de donzela, tão abruptamente agarrou-me pelos cabelos com uma tal lascívia de lobo nos olhos e com tão pecaminosa intenção, que minha pernas trémulas até então, involuntariamente arquearam, mas por este movimento de justificável decoro ele pouco teve respeito.
Levou-o sim, bem percebi, tardiamente a tal estado de delírio amoroso, e a uma maior sofreguidão da posse e do domínio, abraçando minhas pernas com devassidão separando-as o mais que pode com força bruta, verdadeiro animal selvagem no cio, pronto para ofender meu corpo inocente e desesperado. Mas seu lábio murcho, deslizou sobre minha pele abalada, adiando o momento da violação maior.
Prosseguindo a tortura amorosa e lásciva com seus dentes famintos devorando-me o ventre delicado, lançando-me mordidas e mordiscadas agoniantes, entremeados de sofregos resfolegos com a boca, aspirações de remungos, e um sibilar de cobra a saborear sua presa com prazer desvairado.
Minhas vestes a pouco vestidas jaziam no chão e o que restara de um corpete de seda íntino, em farrapos violados ocultavam quase nada do meu corpo nu aprisionado.
Mas por mais que ele me controla-se os modos, usando de força brutal, fazendo-me
prisioneira e escrava de seus prazeres pecaminosos, meu corpo revoltado tentava repeli-lo em vão.
Meu corpo involuntariamente me comandava a vontade, pois com sua boca gulosa, sugava minha pele por entre minhas coxas e sua língua sedenta tomava de minhas umidades que escorriam traiçoeiras pela pele interna de minhas pernas. Sua saliva escorria pelos laboriosos movimentos de sua lingua que não paravam de me saborear as partes inferiores do corpo. Eu procurava não reagir, por recomendação de Madame M. que me dissera que não reagindo, mais cedo o marquês se saciaria e me deixaria em paz. Mas aquela mão tentaculosa de poder malicioso, era experiente em ofender a minha pele jovem e até então imaculada.
Com tamanha volúpia e habilidade despertava minha agonia, meu pudor de donzela me torturava... sentindo minhas vergonhas serem vasculhadas pelos seus dedos brutos, sentindo seu corpo pesado ser empurrado contra o meu em golpes bruscos por vezes simuosos como uma serpente a se esfregar ao meu pobre corpo injuriado e sua carne ora macilenta e depois rija como uma rocha atritando minha pele sensível, seu hálito invasor sufocando minha respiração, seu cheiro, seu suor e seus risos de prazer forçando-me a entrega... suas mãos sobre os meus seios, e o continuo avanço de sua brutal fome desvairada cada vez mais violenta como se quisesse fundir
sua carne na minha...à toda a força e contra toda moral e piedade, resfolegando como um cão sobre uma cadela, engolindo meus seios já doloridos e se saciando na minha angústia e contrariedade.
Uma repulsa, uma defesa inconveniente afloraram por entre meus lábios, quando senti aquela boca com sua volúpia molhada e vil, nas minhas partes mais secretas e profundas, maculando minha pureza, em martírio e tormento. O sentimento de surpresa e de ultraje que se apossaram de mim com aquela experiência inesperada e inimaginável de falta de pudor e limites a invasão do decoro e da honestidade de um jovem corpo sem experiência. Quando sua boca pela primeira vez investiu no no centro da minha flor de donzela, e sua lingua impiedosamente invadiu minha abertura secreta.
E como a Madame M. acertou em seus conselhos, não seguidos por mim, porque por causa daqueles muxoxos de rebelião, de reclamação e repulsa, diante daquele
derradeiro ultraje dos lábios em contato com meu centro tão resgardado fizeram com que
o marquês excitado e tomado de descontrolada devassidão brutal usufruiu-se de meu corpo mais do que do de muitas das outras donzelas.
Ele se demorou em meu corpo uma noite inteira, saciando seu desejo de violação e sadismo em minha carne rebelde e resistente, me torturando com seus jogos eróticos e devassos.
Saboreando minha agonia e minha parte secreta com sua luxúria brutal e animalesca.
E finalmente me deflorou prazeroso, após muito tempo atritando o grosso e rude membro
entre meu canal estreito, estocando de um golpe o véu vivo e único da minha virgindade
seguido depois de golpes infindáveis profanando minha pureza, me partindo por dentro e me sangrando, machucando me a pele sensível já de virgem violada quando já desfalecia sentindo um estranho e ardente jato úmido escorrer por entre as coxas e as nádegas e eu já desfalecia tomada de completa exaustão e desespero.
Apesar de quase não ter mais forças para raciocinar, e de não ter parâmetros de julgamento, senti que seu prazer foi pleno, como só o mais cruel devasso pode experimentar ao deflorar uma donzela e lhe corromper o seu ingênuo corpo tão libidinosamente.
Seu grito de gozo, animal, subterrâneo e denso, ficou ressoando em meus ouvidos, como o ronco de um urso selvagem, triturando sua presa.
Mais tarde, bem mais tarde, fiquei sabendo que fora minha resistência inconveniente que me salvara de ser possuída de outras formas mais vis, o que fatalmente acontecera com uma das garotas que se quedara fingindo-se de indiferente as investidas do sádico marques. Ele a possuira
das formas mais inimagináveis e inomináveis, por outros orifícios bestiais que não os da frente inferior da mulher mas sim por detrás feito um garanhão no coito com sua potranca, ou obrigando a desdita final de forçar pelos lábios da pobre escrava sexual, o violador e cruel membro....até o fim do gozo e da vontade insaciável do marquês, obrigada a engolir o leite impuro fruto da lascívia e devassidão
Um pecaminoso modo de marcar a mulher para sempre como sua propriedade servil e erótica.
Mas seu relato em detalhes não ouso recordar.
Só posso finalizar o meu proprio relato, das lembranças da minha própria violação e que do que após cumprir meu papel de prisioneira e escrava violentada... me recordo.
Meu corpo maculado ficou desfalecido no chão, durante algum tempo, coberto de suor, sangue e sémem, nua e fendida ao meio com as partes mais intimas expostas impudicamente, não por meu prazer mas pelo do meu algoz que retirou-se satisfeito e completamente
saciado em sua lúxuria e depravação. E desfalecida fiquei, envolta em tecidos rasgados,
nua e desprovida de segredos da cintura para baixo, deflorada, violada sem pudor ou piedade.
Final da Primeira Parte.