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Chineladas da Tia - A Saga - Parte 3
Parte 3 - Tia Débora assume o comando, ou melhor, o chinelo
Quem poderia imaginar que o meu terceiro encontro com o Carlinhos (ou melhor, o Carlos, né?) só aconteceria quatro anos depois daquela visita dele à minha casa, em Santa Maria? E mais, que seria somente na ocasião do casamento do rapaz, que contava então vinte anos de idade? Nossa família nunca foi muito unida mesmo, e afora o fato de morarmos em cidades diferentes, ainda passei dois anos em
São Paulo fazendo um curso de enfermagem. Nesses quatro anos, toda vez que pensava no garoto, já era sob outro ponto de vista, e não aquele da tia inocente e perplexa com a fixação do menino naquelas fatídicas chinelas. Falando nelas, nem sei que fim levaram, se ainda existem, se estão esquentando o traseiro e a libido de outros moleques por aí... Lembro que, no dia em que liguei pra mana comunicando que o menino surrupiara minhas rasteirinhas (e me arrependi na mesma hora, como falei), Carlinhos me ligou se desculpando, com a voz embargada, com certeza a mando da mãe. Levara uma surra severa. Não consegui articular uma palavra sequer... eheh... hoje relembro com complacência. Dias depois, recebi uma cartinha dele, da qual reproduzo um trecho:
"(...) Sabe, tia, depois me dei conta de que tinha feito uma grande cagada, e a senhora fez bem em ter contado pra minha mãe. Não se sinta culpada por ela ter me batido, com certeza a senhora teria feito o mesmo se pudesse, e era o que tinha que ser feito mesmo. Meu consolo foi que enquanto a mãe me surrava com elas (as rasteirinhas), eu imaginava estar apanhando da senhora.
Eu estava louco pra que a senhora me desse aqueles chinelinhos, pois eles têm um grande valor pra mim. Significam a nossa aproximação, já que sempre vivemos distantes, o início da nossa intimidade e o símbolo do seu amor por mim, pois a senhora se mostrou responsável também pela minha educação. Não imaginaria
melhor forma de nos aproximarmos.
Foi loucura minha querer ficar com aquelas rasteirinhas, e uma coisa sem sentido. A mim não caberia tê-las, e sim senti-las. E eu nem imaginei que a senhora poderia estar usando elas no Diego e na Bruna. Agi mal mesmo, desculpe. Bom que a mãe devolveu. Espero que a senhora as guarde pra sempre, como nosso elo de ligação.
Desculpe estar escrevendo esse monte de abobrinhas, mas eu escrevo de coração e não teria coragem de falar pessoalmente. Por favor, não mostre essa carta pra mãe nem pra ninguém, eu morreria de vergonha.
do teu sobrinho, que te ama mais agora do que antes, e a cada dia mais
Carlos D.
ps. quero tomar a liberdade de confessar mais uma coisa: passei toda a viagem de volta brincando com as rasteirinhas, cheirando, beijando, lambendo e usando elas como travesseiro. Só a senhora sabe disso. Peço novamente, não conte pra ninguém. Beijo."
Que amor... fiquei comovida pelas palavras dele... e até que ele escreve direitinho, né? E que menino fetichista, coisa que antes eu nem reparava... Por que será que ele quis confessar aquilo ao final? Não respondi à cartinha. Nem saberia como. Mandei-lhe um postal dias depois, pra não ficar chato, mas falando de
amenidades.
Logo depois fui pra São Paulo fazer o tal curso, e nesses dois anos, se falei três vezes com a mana e Carlinhos foi muito. Na volta, fui informada e convidada para o casamento. Lembro das palavras da mana ao telefone: "É, também achei um pouco cedo, mas é uma boa moça, de boa família e vai cuidar bem do Carlinhos. Além disso, a educação desse menino já me custou muito esforço, e tá na hora de passar pra outra. Consegui ensinar ele a ser um rapaz direito, na base da cinta e do chinelo, mas consegui. Tenho certeza que a Vânia vai manter ele no bom caminho. O Carlinhos é um bom menino, sabe, mas ele precisa que alguém o guie, precisa pelo menos saber que tem alguém ao seu lado, de olho nele. Ele é daqueles homens que, fora do jugo de uma mulher de fibra, ficam totalmente
desorientados. Enfim, estou certa de que a Vânia vai dar conta do recado. Espero não ter de ensiná-la! rsrsrs".
A cerimônia de casamento foi linda. A decoração era um luxo só, tudo do bom e do melhor. Deu pra notar que a família da moça tinha dinheiro. Simpatizei com Vânia logo de cara. Um pouco baixinha, mas tinha um belo corpo, rosto de traços delicados mas com olhar firme e sombrancelhas denotando personalidade. O pé, reparei, era pequeno: calçava no máximo 35. Se Carlinhos sentisse saudades da disciplina da mãe, a garota teria de aplicar um bocado de força nos chinelinhos,
pra não desapontá-lo. O que não seria difícil, pois ela era ginasta... rsrs... Mal pude disfarçar meu riso irônico. Imaginei uma cena onde Sofia (a mana) ensinava Vânia a surrar o Carlos, explicando sobre os melhores chinelos e cintas, como posicionar o rapaz, como bater... e a esposa compenetrada, perguntando, fazendo
anotações... *risos. Enfim, Carlinhos estaria em boas (e rígidas) mãos, com certeza. É óbvio que ele me chamou num canto, uma hora, e perguntou das lendárias rasteirinhas. Ficou desapontado quando falei que elas extraviaram-se na minha última mudança, mas prometeu presentear-me com novas, que seriam também compradas na França durante a lua-de-mel. Esse menino...
De fato, recebi as prometidas rasteirinhas pelo correio, de Paris, vinte dias depois. Três pares, dois pra mim e um pra Bruna. Eram lindíssimas, delicadas e com as tiras encrustadas de brilhantes, uma preta e duas brancas. Com o pacote, um bilhete:
"Querida tia Débora
Estamos com muitas saudades da senhora e de todos aí. Visitamos lugares lindíssimos e estamos curtindo muito.
Espero que goste do humilde presentinho. Percorremos quase toda Paris pra achar uma o mais parecida possível com 'aquela'. rsrs.
Quero que a senhora as use bastante. Não vá extraviá-las dessa vez, hein! rsrs
ps. não sei se Diego e Bruna ainda apanham, mas se a senhora sentir muita vontade de disciplinar alguém com elas, espere eu chegar aí! rsrs ;) Que elas sejam, dessa vez, nosso elo de ligação perpétuo. Apenas nosso.
ps2. Vânia ficou com ciúmes, imagina, e comprou vários pares pra ela. Ai ai ai, acho que minha sina não terá fim...
Beijão
Carlos"
Após a lua-de-mel, nossa comunicação (minha e do Carlinhos) se tornou mais freqüente. Fato curioso é que ele preferia me mandar cartas a telefonar ou me visitar. Sempre foi um menino tímido, e acho que escrevendo ele conseguia se abrir melhor, dizer o que jamais falaria pessoalmente. Escrevia muito sobre sua nova vida, sua esposa, nosso passado, o modo como a gente se conheceu e a disciplina rígida ministrada pela mãe. O fetiche sempre impregnava o seu texto, era assunto recorrente. Qualquer um podia notar que ele se excitava com tudo aquilo. Com o passar do tempo, suas cartas iam ficando mais "jogo aberto", digamos assim. Eis um trecho:
"(...)É claro que a senhora já sabe há tempos que sou um fetichista e submisso, e que já não havia inocência em mim daquela vez que pedi pra senhora me bater, no furto das rasteirinhas e tudo o mais. Isso sem dúvida foi influenciado pelas pesadas surras que eu recebia de mamãe, mas digo com toda a certeza que foi naquele dia da sua visita, seis anos atrás, que a coisa começou pra valer. Suas chinelas estalando na minha bunda despertaram minha libido, acordaram meu lado
fetichista e criaram um laço muito forte entre nós.
Desde então, meu maior desejo sempre foi que o momento sublime se repetisse, mas dessa vez sob o seu comando. Como não havia forma de fazer isso acontecer, meu subterfúgio era aprontar pra valer lá em casa, pra assim mamãe me bater e eu fantasiar que era a senhora. Só que não era a mesma coisa. Sabe como eram as surras de mamãe... Minha maior realização foi aquela vez na sua casa, mesmo. Desculpe por ter premeditado tudo aquilo.
Tentei explicar a coisa toda pra algumas namoradas, com a esperança que elas pudessem me suprir nesse sentido, mas só consegui olhares de estranhamento e repulsa. Só pra senhora eu tenho liberdade de revelar todas essas coisas, por isso conto com seu sigilo absoluto.(...)"
Até que veio o convite pra eu ir visitá-los na sua nova casa, em Porto Alegre. Estavam com muitas saudades e faziam questão da minha presença para um maravilhoso jantar. Não estranhei o pedido especial do Carlos: "Você pode levar as rasteirinhas que eu te dei, tia? Queria muito ver como ficaram nos seus pés". Ai, meu deus... o que o rapaz tava planejando dessa vez?
Compareci. Fui recepcionada por Vânia.
- Como vai, dona Débora! Entre, por favor! O Carlos já volta, mandei-o ao súper comprar umas coisas e na casa da minha irmã buscar outras, eheh!
- Obrigada! Como vai você?
Deu pra notar a rotina em que Carlinhos estava vivendo... descobri depois que a cozinha e a limpeza da casa também eram com ele. Será que a Sofia já sabia? Se sabia, com certeza aprovava, se bem a conheço. Pobre Carlinhos, nas garras dessas mulheres dominadoras...
O jantar foi ótimo, super animado. Conversamos sobre tudo, o casamento, a viagem, a nova casa, o trabalho. Os olhos do rapaz não paravam de brilhar, estava emocionado. Depois da sobremesa, Vânia precisou ligar pra uma prima, e então eu e Carlos ficamos a sós na sala, degustando um bom Cabernet.
- Posso ver as rasteirinhas agora, tia?
Tirei-as da bolsa e as entreguei a ele.
- Huumm... a senhora tem usado mesmo, como eu pedi. Já têm as solinhas impressas e o solado gasto. Adoro rasteirinha branca, fica o desenho do pezinho... personalizada...
Começou a cheirá-las.
- Huuumm... isso me ajuda a relembrar aquela rasteirinha que deu início a tudo...
- Ai, Carlos... - ri nervosa, morrendo de vergonha.
- He he he! Não fica assim, tia, a senhora me entende.
- Cuidado que a Vânia pode aparecer!
- Não se preocupe! Eheh! A senhora atendeu ao meu pedido, de nunca usá-las em ninguém?
- Atendi. E pára de me chamar de senhora! Que isso? Diego e Bruna nem apanham mais.
- Que bom!
- Por que você pediu que eu as trouxesse? Espero que não seja o que eu estou pensando...
- Sabe, tia Débora, eu não tenho muito jeito pra falar algumas coisas, por isso eu mandava aquelas cartinhas. Acho que a senh...ops! você compreendeu o porquê de eu ficar falando sempre da minha rotina lá em casa, daquela visita à sua casa e os efeitos que alguns acontecimentos tiveram em mim. Expliquei, enfim, que aquilo que era sofrimento tornou-se um fetiche pra mim, e hoje não posso prescindir dele. Vou ser o mais direto possível: de certa forma, eu sinto saudades da punição que mamãe me aplicava, e hoje a busco sob outras formas, mas sem a mesma compensação.
- E como Vânia age em relação a isso?
- Amo a Vânia, gosto do temperamento dela. É uma mulher de fibra, forte, corajosa.
Descobriu meu fetiche sem que eu precisasse falar, imagina só. Ela me bate algumas vezes, mas sei lá, não tem aquela técnica, sabe, aquela energia? Não faz como a mãe fazia, não faz como a senhora fez aquele dia, nunca esqueço. Fico sem jeito de dizer pra ela como fazer; também acho que perderia a graça.
- Por que não pede pra tua mãe ensiná-la, então?
- Isso está fora de cogitação, seria vergonhoso pra mim e pra Vânia. Imagina
eu ou ela pedindo uma coisa dessas...
- O que você sugere, então? Que eu peça a ela?
- Não era o que eu estava pensando, tia...
Naquele momento, caiu a ficha: mais uma vez o Carlinhos planejara tudo e eu fôra pega de surpresa. Não foi à toa que ele pediu para levar as rasteirinhas. Entendi que todas aquelas cartinhas levavam a isso, montei o quebra-cabeças em fração de segundo.
- Ai... Carlos... você quer que eu a ensine, é?
- Quero, minha tia. Muito.
- Mas você sabe que eu não chego aos pés da Sofia nesse quesito, vamos combinar...
- A senhora é ótima nisso. Não imagino outra pessoa fazendo, além daquela que tem o mesmo sangue da minha mãe correndo nas veias, o sangue das mulheres que sabem disciplinar um homem e pô-lo no seu lugar.
- Olha a situação em que você está me pondo, Carlos...
- Tia, faz isso pelo teu sobrinho, por favor. Você sabe como é importante pra mim. Ensine algumas técnicas pra Vânia e você vai nos fazer um bem enorme. Temos, eu e você, algumas coisas mal resolvidas do passado, e agora é o momento de solucioná-las. Não me deixe viver de lembranças pro resto da vida!
- Calma, menino! Fale devagar!
- Olha, já combinei com a Vânia. Neste momento, ela está no nosso quarto nos
esperando, num sofá. Já colocou toda a coleção de chinelos dela em cima da cama. Eu vou pra lá agora, vou me ajoelhar ao pé da cama, recostarei o tórax e arriarei as calças. Então esperaremos pela senhora. Ela está bastante ansiosa pelas suas dicas, por isso peço que não nos desaponte, não nos negue esse ato de amor. A senhora estará contribuindo para a felicidade do nosso casamento, tia. Isso não é pouco.
Dito isso, Carlos colocou os dois pares de rasteirinhas, até então em suas mãos, em cima da mesinha de centro e dirigiu-se silenciosamente ao quarto. Fiquei paralisada por uns instantes, com aquele turbilhão de sensações invadindo minha mente, de forma ainda mais intensa do que nas outras vezes em que o Carlos me surpreendera. Chegara o ponto em que eu não poderia simplesmente "deixar passar" mais uma vez essas sensações, adiar esse questionamento que nem eu sabia bem o que era. Estava encurralada, não pelo meu sobrinho e sua esposa, pois eu poderia simplesmente pegar minha bolsa e ir embora, mas por aquilo que estava dentro de mim e não esperaria nem um minuto a mais para emergir. Lembrei-me de uma técnica de meditação aprendida na infância. Fechei os olhos por uns instantes e concentrei-me. Ao abri-los, eu já não era a mesma pessoa, os fantasmas foram expulsos. Sem hesitar um segundo sequer, sorvi os últimos goles do Cabernet Sauvignon, me armei com as rasteirinhas e fui para o quarto.
Tudo o que aconteceu a partir daquele instante não ficou bem claro na minha memória. Era como se eu tivesse sido tomada por outro espírito. Seria o efeito do vinho? Talvez. A "outra Débora", que eu aprisionara até então? É possível. O que ficou na minha lembrança, relato a seguir.
Com uma rasteirinha em cada mão (uma do par preto, outra do branco) entrei no quarto. Vânia esperava sentada no sofá e levantou-se à minha chegada, pronta para as instruções. Carlos esperava da forma que dissera, com o traseiro à mostra. Oito pares de rasteirinhas dispunham-se em meia-lua, em cima da cama. Examinei os pesos e os solados de cada uma e selecionei duas pra Vânia. As mais pesadas,
claro. Estando as quatro mãos devidamente 'armadas', disse pro Carlos se preparar.
- Se quiser, pode morder uma dessas rasteirinhas, - Vânia provocou - mas se deixar marca de dentes, apanha mais depois, hein!
Combinei com ela que a nádega esquerda seria minha, e ela repetiria meus movimentos
na nádega direita. Mostrei o forma correta de segurar o chinelo e disparei as dez primeiras lambadas no traseiro do Carlos. Bastante fortes, mas ele agüentou firme. Não sei se por efeito do álcool ou daquela estranha força que se apoderara de mim (talvez a mesma força que guiava Sofia nessas ocasiões), mas me espantei com minha própria naturalidade. Vânia, por sua vez, aplicou outras dez com igual força. Corrigi a cadência com que ela aplicava os golpes, bem como o ângulo de impacto, e ela repetiu o exercício. Precisou repetir as dez chineladas uma terceira vez, até que eu desse o ok e passasse à próxima lição. Não havia mais vestígio daquela Débora meiguinha em mim, eu sentia, mas não pensava em voltar atrás. Mostrei à Vânia várias posições em que se poderia aplicar as chineladas sem cansar, fazendo todas pegarem em cheio e com maior energia: de frente para a vítima, de lado, de costas. Vânia demorou a decidir com qual mão ficava mais confortável pra ela surrar. O mesmo com as posições: testou-as várias vezes. Era uma aluna muito aplicada, sem sombra de dúvida. Repetia o que eu ensinava até que eu não tivesse qualquer observação a fazer. Não demonstrava a menor
preocupação com o estado do traseiro do rapaz, nem com a dor que ele poderia estar sentindo. Acho que nem eu. Posicionamos o Carlos de pé, inclinado, deitado, de quatro e, a cada posição, algumas séries de chineladas. Fizemos gato e sapato com o coitadinho. Testávamos novas formas de surrar, batíamos simultaneamente, nos divertíamos a valer. Não sei o que deu em mim e na Vânia; estávamos enlouquecidas, como tubarões farejando sangue. Duas carrascas fazendo quatro chinelas cantarem na bunda do pobrezinho, impiedosamente. Vânia dava gargalhadas histéricas, cuspia no traseiro do Carlos e sentava o chinelo com gosto. Espantava-me com a resistência do rapaz, mas, por razões inexplicáveis, não pensava em parar. Nem sei de onde tirei aquelas "lições"; nunca as aplicara em ninguém.
Após uns quinze minutos daquela orgia louca, recuperamos a sobriedade. A bundinha do Carlos estava mais do que vermelha, estava roxa em alguns pontos, com vários contornos de chinelo. Mas ele agüentou firme, não deu um pio. Também, apanhando pesado desde os sete... As lágrimas ele não conseguiu segurar, porém: caíam grossas dos olhos. Matara a saudade da mamãe, com certeza. Acho que foi a energia da Sofia que se apoderou de nós, naquele quarto, tamanho o desejo dela de que
Vânia continuasse guiando o Carlinhos "da forma que funciona com ele". Carlinhos, trêmulo, pediu nossas rasteirinhas, beijou-as em sinal de respeito e depois ajoelhou-se e beijou nossos pés. Recompôs-se e o casal me acompanhou até a porta.
- Não tenho palavras pra lhe agradecer, tia. A senhora mudou a minha vida.
Apenas o encarei, ternamente. Ainda estava zonza.
- Só um último pedido: queria muito que mamãe soubesse que Vânia, a partir de hoje, está cuidando de mim da forma que ela cuidava. Mamãe ficaria muito feliz e aliviada, com toda a certeza. Na verdade, é o que ela espera de todo coração. Só que tenho vergonha de lhe comunicar, e Vânia também...
- Pode deixar, querido, ela vai ficar sabendo. Titia te ama.
E saí, recuperando-me aos poucos do transe, ainda sem entender direito o que
acabara de acontecer naquele quarto.