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G E W Ü R G T (3ª parte)

Onze da manhã. Ele vê quando tira o relógio do pulso. “Hora de começar!”, anima-se, tirando também a cueca e a camisa que veste. Ao lado da mochila do homem seqüestrado, há uma grande caixa de papelão. Abrindo-a, ele pega sua máscara de couro preferida. Preta e maleável, ela parece colar-se à cabeça de tão apertada. Porém, mesmo dificultando a respiração, ele a considera muito confortável. Como quase tudo na caixa, ela também foi comprada na Alemanha. Antes de colocá-la, ele apanha um rolo de silver-type metálico e se auto-amordaça. É uma medida de segurança para não falar e ter a voz, um dia, reconhecida. Além de lhe proporcionar uma excitação a mais. Pouco depois, ele goza sem usar as mãos ou tomar remédio. Goza sozinho. Na toalha que usa para se limpar, ele admira um gozo abundante, encorpado e natural, como há muito não tinha. E mesmo tendo gozando forte, não perde a ereção e o tapa-sexo que veste mal consegue encobri-la. Também de couro, a parte traseira dele é apenas uma tira que entra bem no meio da bunda. E a dele está toda depilada. Ontem, ele se depilou inteiro como também ao seu prisioneiro desacordado. Primeiro com o barbeador elétrico, depois com a navalha para que não lhes sobrasse nenhum pêlo. Sobretudo, nos genitais. Cinco minutos depois, ele goza outra vez. E do mesmo jeito. Sem usar as mãos. Goza por estar vestido com roupas de couro, amordaçado e ouvindo os gemidos do seu refém. Normalmente, goza umas três vezes por semana. Nunca deste jeito e sem remédio. Goza uma vez com a esposa, que o chupa com muita má vontade. A segunda com sua secretaria, que se esforça um pouco mais, porém sem muito sucesso. E a terceira, com algum garoto de programa, que, quando não o chupa muito profissionalmente, chupa mal. Às vezes, um deles aceita ser amarrado e amordaçado, o que lhe obriga a gozar rápido antes que tudo vire uma palhaçada insuportável. Mas, desta vez, ele não precisa se apressar. Não há ninguém rindo e achando muito engraçado estar amarrado e amordaçado. Muito pelo contrário. Quando o mascarado abre a porta e a luz do sol o invade o cômodo abafado, o homem amarrado fecha os olhos, se debate e geme o mais forte que pode. De início, ele não percebe que não está mais sozinho quando a porta é novamente fechada. Mas, tão logo sente outra respiração além da sua e levanta os olhos, vê um vulto ao seu lado. Assustado, ele geme, pedindo socorro: “GGGGMMMGOODMMMMMMM!” O vulto se aproxima. É um homem. E ele está mascarado e quase pelado. Umas tiras de couro e metal cruzam seu peito em forma de X e seu sexo desenha-se rígido dentro de uma sunga muito apertada. Tanto a máscara quanto as tiras sobre o peito e a sunga são de couro e brilham foscamente. Ao ver o homem mascarado se aproximando, o outro treme de medo. Um frio sacode seu corpo. Por alguns segundos, eles se encaram. Ambos têm a respiração pesada e sonora. Inclinando o rosto, o mascarado vê o sexo do amarrado encolhido entre as pernas. Vê também o ânus dele, bem depilado, se contraindo, nervosamente. Assustado, o amarrado tenta fechar as pernas sem conseguir. As cordas e o cano atado entre seus tornozelos não deixam. Agachando-se em frente ao seu refém, o mascarado coloca um par de luvas escuras, lenta e sonoramente. Elas são bem apertadas e parecem de plástico. Entendendo porque ele as usa, o amarrado se debate e geme com força, porém não tem como impedir que um dedo entre em seu ânus bem devagar. E ele geme, tentando falar “não”: “MMMMNNNNNNOOOOOOOO!” Mesmo tendo saído com alguns homens nas últimas semanas, era primeira vez que algo o penetra e isso lhe causa uma dor aguda, que revira seu corpo por dentro. Tem a impressão que vai defecar, vomitar. O mascarado sabe que é a primeira vez dele. Sabe pela força que o ânus faz para impedir que seu dedo continue entrando. E isto o enche ainda mais de tesão. Quando o mascarado tira o dedo de dentro do outro homem, vê o ânus dele se torcendo em movimentos desordenados como se tentasse voltar ao estado de antes. Tarde demais. A tendência dele, a partir de agora, é ficar cada vez mais largo, flexível. Dolorido e gemendo, o homem amarrado também sabe disto. Ficando novamente em pé, o mascarado abaixa o tapa-sexo e esfrega o pau duro na cara do seu refém, antes de virá-lo facilmente de bruços. A maneira como está amarrado, obriga-o a ficar com a bunda para o alto, bem aberta e o rosto, rente ao chão. Dobrando os joelhos e apoiando-se na cintura dele, o mascarado começa penetrá-lo, secamente. “MMMMNNNNNNOOOOOOOO!”, ele suplica forte. Dói. O mascarado esqueceu o lubrificante na caixa de papelão e, como também está amordaçado, não pode cuspir para umedecer o ânus dele. Entrar seco não é fácil. Dói para os dois. E por ele ser apertado, dói ainda mais. Mas também é mais gostoso. E ele não pára de forçar entrada. Completamente indefeso, o homem sente o pau do outro esfolando seu ânus. Aperta os olhos de dor. E, à medida que ela aumenta, mesmo sabendo que isto só piora as coisas, ele se contrai. “Vai, relaxa!”, conselhava seus clientes uma coisa que não sabe como fazer. Também amordaçado, o mascarado urra de dor e prazer. A cabeça do seu pau arde, esfolada. Mas ele não pára e, de repente, seu pau vence a resistência do ânus do amarrado e escorrega veloz para dentro dele. Os olhos dele lacrimejam quentes. Fios de saliva pendem da boca amordaçada e tocam seu peito. Para ele é uma sensação estranha e muito incômoda. Um pau inteiro pulsando dentro si. E isto é só começo. Quase no mesmo instante, ele começa a se mover em estocadas cada vez mais rápidas e fortes. Muito excitado, o mascarado agarra seu refém pelos cabelos, puxando sua cabeça para trás e fazendo a bola da mordaça entrar de vez na boca dele, sufocando sua saliva e a respiração. O corpo inteiro do amarrado dói. E, quando o outro homem goza forte dentro dele, ele percebe que também gozou. E que grunhiu não apenas de dor, mas também de prazer. Um prazer que o assusta, mas que o ajuda a fechar os olhos e a dormir. Abraçado à suas costas, o mascarado também descansa. Porém, por pouco tempo. Seu pau continua duro mesmo depois de três boas gozadas. E não é nem meio-dia. (Continua)