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No dia da segunda sessão determinada pelo Mestre preparou-se demoradamente em casa, antes de apresentar-se. Queria estar bem atraente para despertar o máximo de excitação em seu Dono. Tomou um banho demorado, fez as unhas, penteou-se, buscou um vestido dentro do que havia sido estipulado... Aquele não estava bom... Vestiu outro, experimentou dois sapatos, até que, olhando-se no espelho, concluiu que o agradaria. Gastou tempo, mas valeu a pena, na avaliação dela. E chegou atrasada 5 minutos. Só 5 minutinhos. Foi muito bem recebida pelo Mestre, que elogiou sua aparência. Mas soube em seguida que seria castigada pelo atraso. Pensou em uma surra. Mas não era isso. O Mestre conduziu-a até o quarto-masmorra. Ajoelhou-se, recebeu com preocupação sua coleira e aguardou. O Mestre pegou um tapete de castigos (de couro e coberto de tampinhas de garrafa, com as bocas para cima), colocou-o bem num canto do cômodo, mandou que ficasse somente de calcinha e se ajoelhasse sobre ele. Pareceu-lhe ridículo o castigo. Ficou ajoelhada sobre as tampinhas e olhando para o canto da parede. O Mestre determinou que ficasse refletindo no quanto era feliz em ser sua cadelinha e na falta que havia cometido, da qual precisaria se arrepender. Dito isso, afastou-se, dizendo que ficasse ali até que ele voltasse. Ficou frustrada. Havia se preparado tanto para essa segunda sessão! O tempo foi se arrastando lentamente. Não sabia mais quantos minutos haviam passado, desde que se ajoelhara. O joelho já estava ficando marcado com a penetração das tampinhas, provocada pelo seu peso. Buscava uma posição menos dolorida, sem tirar o joelho de cima do tapete, mas já não havia escolha. Doía cada vez mais. Começou a ficar com raiva. Pensou em que situação se metera. Lembrou que era uma professora universitária, respeitada na Faculdade. Que tinha um status na sociedade. E ali, ajoelhada, como uma criança malcriada sendo castigada de maneira medieval, por uma falta insignificante... Os joelhos já queimando, ardendo, quase sangrando... Pensou no Dono e ficou excitada pela disciplina que ele estava lhe aplicando. A imagem dele foi tomando conta do seu pensamento. Mesmo estando com raiva excitava-se ao lembrar nele. Convenceu-se de que ele era rigoroso e exigente para o seu bem, para que aprendesse a ser uma cadela mais consciente de sua obrigação. Sentiu-se excitada apesar da dor no joelho. Depois se convenceu de que era essa dor que provocava sua excitação. Sentiu a calcinha molhada. Perdeu a noção de tempo... O Mestre voltou e perguntou-lhe se estava arrependida pela falta que havia cometido. Respondeu de forma séria e com convicção, que sim. Pediu perdão. E prometeu não se atrasar mais nas próximas vezes. Havia permanecido ajoelhada no tapete de castigos por 20 minutos. Levantou-se por ordem dele. Os joelhos estavam doloridos. O Mestre, demonstrando atenção, acariciou-os sem pressa. Sentiu-se feliz com esse carinho. Parecia que a dor ia sumindo, ao toque dos dedos dele. Tudo era paradoxal. Sabia que, se racionalizasse, deveria estar com raiva pelo castigo. Mas sua natureza de submissa fazia com que estivesse excitada. Muito excitada. O Dono buscou uma cadeira de encosto alto. Em estilo medieval. E sentou-se nela. Estava completamente vestido. E com uma roupa elegante. Mandou que ela se deitasse de barriga para baixo, sobre as pernas dele. Adivinhou que receberia seu primeiro spanking OTK (On The Knees). Ele, com determinação, puxou para baixo a calcinha. Não tirou. Deixou pouco acima dos joelhos dela. A bunda mostrou-se em toda a sua beleza. Redonda. Bonita. Primeiro, um toque geral de reconhecimento. Alisou rapidamente cada nádega, o alto das coxas, o vão da bunda. Por alto. Em seguida começou com as palmadas, mas tão leves que mais parecia uma brincadeira. Tapinhas. Ela chegou a achar que ele estava com dó, que ficou arrependido pelo castigo dado. Mas os tapinhas não pararam. Aos poucos, imperceptivelmente, foi aumentando a força. Sem pressa, mas determinadamente. As nádegas foram adquirindo uma coloração levemente rosada. De vez em quando acariciava as nádegas e voltava a dar palmadas. Depois de cada interrupção as palmadas se tornavam um pouco mais fortes. Muito pouco. Quando as nádegas começaram a sentir um leve calor, ajeitou-a sobre as pernas. Ela pensou que estava sendo desconfortável para ele a posição em que se encontrava. Mas não era isso. Logo entenderia o jogo. Ele mudou-a de posição de maneira que a virilha dela se encaixasse no joelho dele. E assim a manteve. Então ela sentiu a buceta totalmente pressionada contra o joelho dele. No momento não percebeu o que iria acontecer. Mas em seguida entenderia. As palmadas já estavam um tanto fortes. As nádegas começaram a “formigar”. Instintivamente ela começou a se esfregar no joelho dele. Não foi necessário receber nenhuma ordem para isso. Fez-se um movimento sincronizado: conforme aumentava a força das palmadas, ela se esfregava com mais vontade... Ele explicou-lhe, então, que essa era a “vingança” dela. Quanto mais apanhasse, mais deveria se masturbar no joelho do dono... Deliciosa vingança... A surra aumentou enormemente de intensidade. As palmadas estavam muito fortes, agora. Certamente ela não agüentaria, em uma situação normal, tais palmadas tão violentas. Já sabia que não era uma grande masoquista. Mas com o movimento de se esfregar no joelho dele, não sentia desconforto na dor. Pelo contrário, queria mais e mais... Estava se acabando de tanto tesão. A calça do Mestre estava completamente molhada com o líquido que escorria dela. Uma grande mancha úmida poderia ser vista, caso ela se levantasse. Ela estava transtornada... Nunca em sua vida havia se masturbado de maneira mais excitante. Não havia mais pudor nem vergonha. Esfregava-se com furor, desesperada, sôfrega pelas palmadas. Queria de verdade, ser surrada sem parar. Nádegas completamente em fogo, vermelhas. Ânsia pelo gozo. O Mestre interrompeu mais uma vez a surra para acariciar-lhe a buceta. Completamente inundada. Desta vez ele enterrou também um dedo em seu ânus, enquanto com outro massageava o clitóris. Depois voltou a surrar com mais força ainda. Ela não agüentou mais. Explodiu num orgasmo intenso, violento, descontrolado. Gozou apanhando forte. Gozou tudo o que poderia gozar. Até o fim. O Mestre parou de bater e acariciou sua cadela. Fez com que levantasse. Ela quase não podia manter-se de pé. Estava desequilibrada física e emocionalmente. Suada. Cansada. Debilitada. Vazia, após o gozo intenso. E de bunda ardendo demais. Só agora percebia o quanto havia apanhado. Nunca sequer havia imaginado ter as nádegas tão em fogo como estavam. E o pior (ou seria o melhor?) ainda estava por vir. O Mestre queria servir-se. Recebeu a ordem de colocar-se de quatro sobre a cama. Apreensiva, obedeceu. O medo mostrou que tinha fundamento, logo em seguida. Ao ser segura pela cintura e sentir o toque da virilha do dono em suas nádegas, não conseguiu segurar o grito. Eram as nádegas, em fogo, que passavam a arder em dobro com qualquer toque mais forte. O Dono entendeu o porquê do grito. Sorriu. Ela havia cometido mais uma falta. Pequena, porém passível de novo castigo. E ele veio, na forma de uma gagball, imediatamente colocada. De quatro, cabeça bem abaixada, bunda arrebitada, pernas abertas, de gagball, nádegas muito vermelhas, oferecia uma linda visão ao Dono. Assim, tomando-a pela cintura, não perdeu tempo. A penetração vaginal foi instantânea, muito facilitada pela copiosa irrigação que se fazia ver. Ele não teve pressa em gozar. Segurou o tanto que pôde. Fez movimentos lentos, a princípio, evitando a ejaculação que era iminente. Chamava-a de putinha, de sem-vergonha, de vadia, mas tudo isso era dito carinhosamente. E uma idéia maldosa veio à sua mente dele. Aplicou alguns tapas na bunda já extremamente surrada. A gagball não permitia a ela gritar, nem dizer qualquer coisa. É claro que havia uma safeword, convenientemente combinada, para ser mostrada por gesto. Mas ela nem chegou a pensar em usar. Toda aquela situação de domínio, de apossamento, de penetração violenta, só fazia com que ficasse cada vez mais excitada, apesar do ardume nas nádegas. Apesar? Não... Em grande parte devido a ele. Entendia agora. Nesse momento lembrou-se da frase predileta do Mestre, criada por Nélson Rodrigues, o grande dramaturgo: Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais. Se a gagball lhe permitisse, teria sorrido. Depois de muitos vaivens, em que ela sentiu uma ânsia enorme do Mestre em penetrá-la, gozaram juntos. Sincronizadamente. E violentamente. Cada vez que chegava ao orgasmo com ele, pensava que tinha sido o melhor orgasmo de sua vida. Mas na vez seguinte sempre era melhor, ainda. Terminaram extenuados. Carinhosamente, ele retirou a gagball. E também a coleira. Porque não se toma banho de coleira. Ou alguma leitora usa fazer isso, em suas sessões?