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Presa
Era um prédio comercial, e como sempre atrasada, olhava os números que indicavam o andar em que estavam, com certa impaciência. Advogada de uma empresa conhecida, sabia que sua falta de pontualidade já era notória, culpa naturalmente do seu carro velho e do trânsito de sempre.
Com a respiração ofegante ajeitava os cabelos quando reparou aqueles mesmos olhos profundos presos em sua desarrumada figura. Meio sem graça desviou os seus, pigarreando sem graça. Dia após dia, se encontravam e não entendia o que havia naquele homem que tanto lhe afetava, mesmo sem nunca terem trocado uma única palavra ou sequer saber de sua ocupação. Chegando no andar, saiu rapidamente sem olhar para trás como quem foge tendo alguém em seu encalço.
No dia seguinte, adiantada decidiu não encontrar com os ``olhos penetrantes´´ como intimamente o chamava, seguindo ao elevador ajeitando a blusa de seda branca, e a saia negra com fendas laterais, saltos altos e a pasta dos processos em andamento entre os braços. Tinha uma consulta marcada com um ginecologista, escolhido por ser no mesmo centro empresarial, para não perder tempo.
O elevador estava enchendo e ao ser empurrada para o canto, sentiu um calafrio ao sentir um corpo roçar no seu. Desculpando-se sem graça, sobre os ombros, deparou com os olhos profundos deixando-a boquiaberta e sem saber o que dizer. Dando um passo à frente descolou, como se possível, o corpo daquele que a atraia. Sentindo muito calor, olhou para ver se o ar condicionado funcionava, quando um tranco no elevador a desequilibrou, sendo segura imediatamente pelos braços fortes que rodearam sua cintura. Seguido do solavanco, o elevador parou restando a penumbra, o silêncio significativo de respirações suspensas pelo susto, antes que todos começassem então falar ao mesmo tempo. Não sabia se pelo susto, manteve-se colada no corpo másculo, o coração disparado, inebriando-se com o perfume, quando sentiu uma das mãos abrindo-se sobre sua barriga e subindo lentamente. Sem fôlego e pasma diante da ousadia, de começo não reagiu até senti-la tocando o seio, buscando o mamilo já intumescido. Conteve um gemido quando sentiu os dedos beliscando-lhe o bico, caindo então em si e empurrando disfarçadamente a mão para que parasse com o toque ousado.
Afastando o corpo levemente tentou normalizar a respiração quando sentiu a mão atrevida novamente, agora em sua coxa, entrando pela fenda da saia e subindo atrevida, enquanto a outra mão lhe tocava a nádega explorando a maciez, fazendo com que ela procurasse na penumbra, o olhar mostrando toda surpresa e indignação. Ao virar-se, a mão foi em direção ao interior da coxa e tocando-a entre as pernas, entrou pela lateral de sua calcinha e tocou seu calor úmido que a delatava. As pessoas ainda em choque, não se davam conta do que acontecia e o restrito espaço não lhe permitia escapar. O prazer que sentia a fez capitular, permitindo então que aqueles dedos lhe devastassem sua intimidade, recostando-se no peito e enterrando o rosto no pescoço dele enquanto sua excitação crescia mais e mais em ondas de um orgasmo incontido que lhe tomou o corpo, sentindo a outra mão lhe tomando o seio, excitando e apertando o bico túrgido.
Ainda estava ofegante quando se deu conta do corpo excitado colado em suas nádegas, assustando-se por ser pega pelos cabelos fortemente antes que a boca macia lhe sussurrasse nos ouvidos `` cadela !´´
O tom jocoso usado e a ofensa sussurrada, tocaram-lhe intimamente fazendo-a afastar-se rapidamente empurrando as pessoas que se encontravam até se recostar do outro lado. Sentia-se humilhada por ter permitido toques tão ousados, e condenava-se por todos os olhares trocados, achando que fora esta a impressão que havia passado ao estranho.
O elevador voltou a se mover para seu alívio, descendo no primeiro andar em que ele parou e correndo saiu sem olhar para trás, para respirar e decidir o que fazer.
Tomou calmamente um café, e dirigiu-se então ao consultório, decidida a esquecer o assunto. Passaria a usar o elevador de serviço, ou então, fortalecer as pernas subindo os doze andares que lhe levariam ao escritório. Satisfeita por dar por encerrado o que assumia como ``deslize´´, chamou o elevador.
Detestava as consultas e os exames ginecológicos tão desconfortáveis que a deixavam ansiosa, mas como um mal necessário, os fazia resignada.
Atendida por uma secretária simpática, respondeu às perguntas, antes dela verificar seu peso, altura e pressão, sendo então encaminhada a um amplo consultório onde lhe foi dado um avental aberto à frente para que se vestisse, recebendo também a orientação de que se desnudasse completamente. Auxiliando depois na subida na maca ajeitou suas pernas nos apoios laterais e colocou um lençol cobre a cintura e joelhos dizendo que aguardasse, que o doutor viria a seguir.
Ouvindo a porta sendo fechada, fechou os olhos, respirando profundamente tentando relaxar diante da posição tão vulnerável que o exame exigia, se preparando para responder as costumeiras perguntas feitas nestas consultas.
Impaciente, olhou o relógio à parede, constatando ter passado já 15 minutos na posição o que já a deixava incomodada e sentindo um leve formigar nas pernas.
Uma porta atrás da maca se abriu e ela se preparando para lhe dar um sorriso amigável, ficou estarrecida por ver quem entrava vestido com um jaleco, consultório adentro. Teve sua tentativa de se levantar sendo empurrada rapidamente de volta à maca, com os braços presos nas laterais o mesmo sendo feito nas pernas. Tudo foi tão rápido que ela só conseguia ficar lá, ofegante olhando para aqueles olhos sarcásticos, como que rindo de sua débil tentativa.
Rindo ele lhe disse que iniciaria a consulta e quando o viu caminhando lentamente em direção a suas pernas abertas sob o lençol, o coração pareceu querer saltar-lhe boca afora. Protestando enfaticamente ela ameaçou gritar quando a dureza do olhar somado a mão pegando-a rudemente pelos cabelos, a fizeram calar assustada ouvindo-o sussurrar que cadelas que gritavam seriam amordaçadas, e se ela não quisesse uma, deveria se manter calada.
Dizendo nunca ter examinado uma cadela acariciava seus cabelos, enquanto puxava sua cabeça em direção ao sexo já enrijecido, como ela havia sentido no elevador. Tentando afastar-se mantinha rígida, ainda que excitada por voltar a sentir o formigamento que sempre sentia quando via a ele, vendo-o finalmente se dirigir para o final da maca.
De pé entre suas pernas, ele lhe prendia o olhar antes de voltar-se entre as pernas sem toca-la ainda. Sentiu a respiração sobre sua vulva e ao vê-la completamente depilada, tocou levemente sentindo sua lubrificação.
- Somente uma cadela para se depilar completamente, para receber o toque e a boca de um homem. Sempre soube ser você uma cadela e mais cedo mais tarde, sabia que a teria à minha mercê.
Tocou levemente na vulva inchada e molhada, dizendo dar início ao exame de toque, e sem mais enfiou dois dedos explorando e movendo devagar. Mesmo não querendo reagir, ela não pode conter um gemido diante do toque firme que provocava propositalmente e a descobria internamente. Ele sabia de todo esforço que ela fazia para se controlar, colocando então a boca sobre o grelo já duro, movimentando inicialmente a língua de leve para provoca-lo, até que começou a sentir os quadris se movendo, passando então a lhe morder os lábios, chupar fortemente, e cravar de leve os dentes enquanto fustigava com a língua acelerando os movimentos dos dedos.
Mais uma vez, ela se viu próxima do êxtase, e oscilando os quadris, gemia descontrolada. Quando a sentiu próxima do gozo, ele interrompeu os movimentos fazendo com que um gemido de protesto escapasse dos lábios trêmulos.
- Preciso examinar-lhe as mamas.... falou naturalmente erguendo-se da cadeira, entre as pernas completamente amortecidas e formigando, tocou a ponta do laço que unia o avental. Os olhos presos aos dela, separaram-se quando terminou de afastar o tecido expondo os seios alvos e arrepiados.
Passando as mãos sobre as coxas, o lençol ainda no lugar, tocou seus quadris, subindo lentamente para a cintura, ambas espalmadas sentindo-lhe a pele macia. A demora para lhe tocar os seios a impacientava.
No momento em que cravou as mãos nos seios, inclinou-se de tal forma que entrou de uma vez com o sexo rijo na vulva lubrificada. O choque de ser penetrada de forma tão brusca a fez gritar, pois não esperava concentrada apenas nas mãos dele em seus seios. Enquanto os seios eram apalpados, acariciados, os bicos puxados, torcidos, beliscados, ele a penetrava de forma desenfreada, insana. Tanto eram os gemidos que lhe escapavam, que libertando um dos seios, ele acabou por enfiar o polegar em sua boca, fazendo com que ela o sugasse e mordesse até que esvaísse num gozo intenso. Ele então interrompendo os movimentos retirou-se respirando pesadamente, segurando o próprio gozo.
Devido ao tempo em que ficara com as pernas nos apoios, as tinha formigando dolorosamente, e ele sabendo disso, pegou uma de cada, amarrando rapidamente os tornozelos e joelhos empurrando até que seus joelhos encostassem ao peito. Amortecidas e sentindo-as latejando, não tinha controle sobre elas, sendo sustentada por uma das mãos enquanto a outra, alisava e acariciava as curvas e a pele macia exposta.
O som e o ardor de um tapa estalado em suas nádegas a fez morder os lábios segurando o grito ao se lembrar da ameaça da mordaça. O sorriso satisfeito dos lábios másculos a indignara de tal forma que a fez ameaça-lo, assim que conseguisse sair de lá.
Desgostoso, apoiou seus pés na maca, dando a volta disse que a ensinaria com uma eficaz mordaça, como se mantinha calada uma cadela.
- Sinta seu gosto! - Disse-lhe antes de tentar enfiar o sexo em sua boca.
Fechando os lábios firmemente negou-se a tal, sendo novamente pega pelos cabelos e sentindo um tapa mais forte em suas nádegas fazendo com que abrisse a boca num grito incontido capitulando ao que ele queria. O sexo não de todo rijo, entrou todo em sua boca fazendo com que sentisse seu próprio cheiro e gosto, e ao foder-lhe a boca vigorosamente, foi enchendo-lhe a boca cada vez mais, sufocando-a indo cada vez mais fundo, fazendo-a engasgar e se excitar contraditoriamente ao senti-lo mais e mais teso. Agora não mais se negava a ele, sugava-lhe sôfrega, acariciando-o com a língua e passando de leve os dentes para provoca-lo. As mãos fortes espalmavam fortemente, a cada tapa fazendo com que se contraísse sem no entanto deixar de sugar a ele de forma sedenta.
Suas nádegas estavam sensíveis, ardidas e a chegando cada vez mais para cima, começou a alternar tapas entre as nádegas, e de leve sobre a vulva.
- Somente uma cadela se excita com isso... sibilou-lhe entre os dentes enquanto enfiava-lhe os dedos em sua vulva completamente molhada e inchada devido aos tapas.
Tendo os joelhos dobrados estava de tal forma exposta que só se deu conta, quando sentiu um dedo se molhando em sua vulva antes de sentir-lo tocando em seu cuzinho lubrificando-o também com o caldo que lhe escorria. O medo do que isso implicava chegou aos olhos fazendo com que contraísse o corpo ao sentir o dedo molhado forçando passagem no anel fechado.
Completamente excitado e arfante deixou sua boca, novamente se dirigindo entre as pernas imobilizadas.
Numa firme estocada, penetrou-a em sua vulva lubrificando-se antes de forçar a glande lentamente no anel firmemente contraído. A dor de se sentir forçada onde jamais havia sido sequer tocada fazia-a implorar para que não continuasse, choramingando e tendo o corpo se contraindo em protesto. Tocando-lhe nos seios, colo e rosto, acalmava-a em toques carinhosos, enquanto gradativamente se forçava no corpo tão apertado, dando-lhe tempo para que se acostumasse ao tamanho do seu desejo.
Transpirava alucinada respirando ofegante, seu corpo todo dolorido, sentindo-se invadida, a dor lancinante lhe percorrendo quando por fim, ele começou a movimentar-se, invadindo-lhe as entranhas, aos poucos acelerando os movimentos mais e mais fodendo-lhe loucamente. Em meio a dor que sentia, olhava-o alucinada tomando os seios entre as mãos, apertando seus bicos, e a feição se transformando, crispando o corpo, e um torpor tomou seu corpo já tão castigado. Neste momento, em que o via perdido em sensações, sua dor, tudo desapareceu diante do prazer que via no rosto másculo, até vê-lo então sendo tomado por espasmos fortes de um gozo nunca antes visto. Sentia-o quente, pulsando e jatos quentes inundando-a, o corpo estremecia e parecia não ter ar o suficiente. Tanta transformação a encantara, até vê-lo estocando ainda uma última vez antes de aninhar-se nos seios macios. Lentamente soltou os pulsos presos à maca, sem forças para mais nada. Os braços trêmulos dela, aos poucos apertaram fortemente a ele aninhando no peito, e acariciando levemente os cabelos, ainda sentindo em seu corpo. Aos poucos ele ergueu o rosto olhando-a e pela primeira vez, os lábios se encontraram num beijo cálido.... um encontro que mostrou a ambos que não seria o único..........