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Na academia (podolatria)

Essa memorável experiência ocorreu há um mês, na academia de musculação que hoje freqüento, na ocasião em que fiz minha matrícula e agendara uma avaliação física. No dia marcado para a avaliação, cheguei cerca de quarenta e cinco minutos adiantado, já que eu estava perto do local e não via necessidade (nem tempo) de passar em casa antes. Confirmei com a recepcionista a hora agendada e sentei-me numa das cadeiras da recepção, que ficava ao lado da mesa da funcionária. Tratei logo de puxar conversa, com o intuito de amenizar um pouco a penosa espera. Perguntei aquelas coisas básicas, tipo: como é o teu serviço, há quanto tempo trabalhas aqui, qual o horário mais tranqüilo para malhar, quais modalidades a academia oferece, etc. Ela, muito atenciosa, respondia a todas com simpatia, sempre com um sorriso nos lábios. Tinha (e ainda tem) um lindo rosto, de feições delicadas, com uns lindos olhos esverdeados e sombrancelhas bem desenhadas. Na verdade, já a conhecia de vista, vi-a duas ou três vezes quando passava em frente ao prédio, antes de me associar. Passei a observá-la melhor, colocando-me um pouco de lado na cadeira, para ficar numa posição que não fizesse doer o pescoço (imagine as entrevistas do programa do Jô, e entenderás a situação :-). Vestia ela uma calça jeans justa e desbotada, uma camisa verde-escuro de botões e, o que deteve a minha atenção por um tempo maior, um par de sandálias brancas de tiras, englobando um lindo e bem cuidado par de pezinhos. Acredito que ela calçava número 35, máximo 36. Com o tempo, de tanto observar e perguntar, aprendi a acertar os tamanhos dos pezinhos das garotas. Esgotado o meu repertório de perguntinhas bobas, passei a arquitetar um plano para tocar ou, pelo menos, chegar o mais perto possível daqueles pezinhos. Ter uma daquelas sandálias na mão, para mim, já seria um façanha e tanto. Os pezinhos, então, nem se fala... Sentir, nos meus dedos, o calor daquela sandalinha recém descalçada, a leve umidade da sola de couro, as ondulações e as marquinhas dos dedinhos (por isso, adoro sandálias brancas), seria um experiência de indescritível prazer. Era algo que eu deveria fazer acontecer, de qualquer jeito. O cenário estava montado; a oportunidade, presente. Agora, tudo dependia de mim. Nessas horas, o meu coração dispara, minha boca seca, fico muito nervoso. É que sou um pouco tímido, e essas ocasiões exigem que eu aja com extrema desinibição. Ainda não estou totalmente acostumado, pois faz pouco tempo que decidi lutar de verdade para realizar meus sonhos fetichistas. Agora, reluto um pouco, mas acabo indo ``com a cara e a coragem´´. Mesmo recebendo, às vezes, gargalhadas como resposta, percebi que elas não me fazem sentir pior do que quando eu não tinha coragem de executar os planos. Nestas ocasiões, voltava para casa furioso, deprimido, me chamando de covarde. ``Como deixei aquela oportunidade escapar?´´ - penitenciava-me. Pois bem... e agora? Como a faria tirar aquelas sandálias, em tão pouco tempo? Decidi-me por um plano que já tentara noutra ocasião (e que não dera certo, infelizmente). Não me ocorreu melhor idéia. Comecei pela pergunta básica, após alguns instantes de silêncio: - Que número você calça? Disfarçando uma certa surpresa, Ana (esqueci de dar-lhes essa informação, desculpe) respondeu: - 36. Por quê? - perguntou-me, ao mesmo tempo em que olhava para os pés, desconfiada. - Nada não. É que gosto de tentar adivinhar. Também notei que essa sandália serviu super bem em você, parece que foi feita sob medida. - Obrigada! - disse-me, com um sorriso, olhando novamente para os pés e mexendo os dedinhos. Voltou, então, a organizar umas fichas, que era o que estava fazendo antes. Há um tempo atrás, eu acharia que estava pagando o maior mico. Hoje, sei que é assim mesmo. Aprendi a imaginar menos e agir mais: - De que marca é essa sandália? Não lembro o nome que ela deu. Ia fazer outra pergunta, mas tive de esperar, pois alguns alunos estavam saindo e ela teve de entregar as carteirinhas deles. Odeio essas interrupções, elas quebram qualquer clima. Ter de ficar repetindo as perguntas é um saco. Agora, porém, foi ela quem perguntou, tão logo saíram os rapazes: - Posso saber por que a pergunta? - É que eu pretendo dar uma de presente para a minha namorada, e gostei muito desse modelo. Ela é confortável? Colocando o pé esquerdo para o lado da mesa, em minha direção, para que eu pudesse enxergar melhor, confirmou: - Muito! Andar com elas é como andar descalça... - disse, enquanto fazia suaves movimentos com o pé, erguendo o calcanhar e fazendo movimentos circulares. Já estava começando a cantar vitória, antes mesmo de atingir o objetivo final. Contava já dois sucessos: ter ela reatado a assunto, após a interrupção, e ter demonstrado interesse nas minhas indagações. Mais um: ter pronunciado a palavra ``descalça´´. Nesse jogo, certas palavras têm um efeito mágico. Isso deixou-me ainda mais confiante. Estou chegando lá ! Hora de passar para a fase ``cara-de-pau´´. Nesse momento, chegava mais um aluno, fato que me deixou com um certo receio: se Ana recolhesse aquele pé de volta para debaixo da mesa, tudo poderia estar perdido. Maldito aluno. Mas, felizmente (aquele era mesmo meu dia de sorte), ela manteve a perna ao lado da mesa! Ainda bem que aquele chato entregou sua carteirinha e subiu logo, para que eu continuasse o ``plano´´. Hora de ser ousado: - Essas tiras não machucam? - perguntei, ao mesmo tempo em que curvava-me em direção ao pezinho e tocava em uma das tiras, puxando-a levemente com o indicador e o polegar. Essa era a prova de fogo. Dependendo da reação, seria a vitória ou a derrota. Felizmente, ela não se assustou, e continuou com o pé imóvel. Respondeu: - Não! A parte interna delas é macia. O único problema é que, quando caminho muito com elas, as tiras marcam o pé, deixando vergões vermelhos. Evito vir trabalhar com elas, pois tenho de caminhar muito até aqui. - Já que as está calçando agora, teus pés devem estar marcados, não? - Provavelmente. Por quê? - Será que posso ver se é como tu falou? É que não quero dar um presente que machuque os pés da Cláudia (nome inventado), entende? - falei, sorrindo, disfarçando ao máximo as minhas intenções. Ela me olhou por uns instantes, com um ``meio-sorriso´´, decidindo se atendia ou não ao meu pedido. Ficou meio constrangida, mas, desinibida e desencanada que era, baixou sua mão esquerda em direção à fivelinha da sandália. Vitória!!!!! O que viesse a seguir seria só lucro! Não podia me conter de felicidade. A moça liberou a fivela, segurou o calçado com a mão e desprendeu seu lindo pezinho daquelas tiras. Aquela cena me deixou maluco. Até o ruído daquele pezinho roçando o couro me excitava. Liberado o pé, aproximou-o de mim, mas ainda mantendo-o no chão. Mexeu novamente os dedinhos. Ah...que loucura...Nessas ocasiões, é difícil me controlar. Olhei para os ``vergões vermelhos´´, que eram muito menos do que ela tinha falado. Já sentia, àquela altura, liberdade para tocá-los, e pousei meu indicador num dos sulcos originados pelas tiras, fazendo-o percorrer a marca. Levei o indicador até os dedinhos, passando-o por cima de cada um, e depois pus meus quatro dedos abaixo do arco do pezinho, enquanto que, com o polegar, fazia um leve carinho na parte superior. Incrível ela ter permitido! Já não tinha medo que ela puxasse de repente o pé. Se ela chegou até aqui... Elogiei: - Você tem um belo pezinho! - Obrigada! - disse-me, com um terno sorriso. Você gosta de pé, então? - E como! Do seu, particularmente. - Ah ah ah! Logo do meu! Eu acho eles muito feios! Mesmo dizendo isso, notei que a garota estava curtindo pacas. Puxa, eu não esqueceria essa experiência tão cedo! Ainda bem que ninguém entrou nem saiu durante aqueles momentos. Seria catastrófico. Sinal verde geral, fui em frente. Ergui aquele pezinho branco e macio (e quente) e tasquei-lhe um beijo, bem na junção do dedão com o segundo dedo. Aproveitei o curto espaço de tempo do contato e inspirei profundamente. O prazer foi indescritível. Aquela pele branca e macia, aqueles sinaizinhos que só agora estava conhecendo, a estrutura óssea, as veias levemente azuladas, aquele cheirindo único, originado pelo pezinho e pelo couro. Olhei para ela, que ria, com o rosto já avermelhado. Até aí, tudo bem. Todas agem assim. Respondi: - Eu acho eles maravilhosos... - Eu reparei, sabia? Tu estavas olhando muito para eles...Mas tua namorada não ia gostar nem um pouco disso! Segurando o calcanhar com a mão esquerda e a parte anterior do pé com a direita, agi com esta mão para poder ver a sola. Era linda, como eu imaginava, de formas suaves, planta avermelhada, quente, sedutora. Ana, agora, escondia o rosto, rindo sem parar. Percebendo que ela não estava olhando, já me preparava para dar ``aquela lambida´´ na sola, do calcanhar ao dedão. Nunca perco essas oportunidades. Estava já aproximando o rosto e abrindo a boca, quando ouvi passos na escada. Ela puxou depressa o pé, soltando-o das minhas mãos, e ajeitou-se na sua cadeira. Instintivamente, inclinei-me e peguei a sandália, que estava ao lado da mesa, coloquei-a no meu colo e pus minha mochila em cima. A moça, sem poder pedi-la de volta, visto que os alunos já adentravam o recinto, agiu como se nada tivesse acontecido, embora ainda estivesse com o rosto vermelho. Já que a mesa dela tinha aquelas chapas que não permitem enxergar o interior do móvel, ela não ficou tão desesperada. Eles não veriam seu pezinho nu. Enquanto procurava as carteirinhas, eu ficava alisando a sola daquela sandália, por debaixo da mochila. Também estava agindo como se nada tivesse ocorrido, demonstrando, até, um certo tédio. Tem horas em que eu sou muito dissimulado, eu mesmo me impressiono! Era um grupo de cinco ou seis jovens, entre rapazes e moças. Vibrei, dessa vez, não com a interrupção, mas com a demora. Teria bastante tempo para brincar com a ``minha´´ sandalinha. Com as duas mãos debaixo da mochila, passeava os dedos por toda a extensão da sola. Levava, então, a mão ao rosto, curtindo aquele aroma que recém conhecera, e adorara. Dava-me imenso prazer fazer aquilo, enquanto ouvia a Ana responder, atenciosamente (não poderia deixar de ser, né?), algumas perguntas de uma aluna. ``Podem demorar bastante´´ - quase falei. Friccionei o meu polegar na área marcada pelos dedinhos dela, principalmente no dedão, e após, levei o mesmo polegar à boca, lambendo-o com vontade. Curtia, avidamente, aquele momento único. Gostaria que a Ana visse aquilo, mas ela estava ocupada. Nem fiquei chateado por não ter conseguido lamber a adorável sola daquele pezinho, pois, como afirmei antes, o que viesse a seguir seria lucro. Notando que ela já estava entregando as últimas carteirinhas, e os alunos saindo, preparei-me para a bronca: - Vem cá, que idéia idiota foi essa, hein? - Desculpe! Mas não esquenta, ninguém notou. - Mas poderiam ter notado, sabia? Você quer me prejudicar? Vamos, devolva minha sandália! - Deixa eu calçar em você? - Não! - respondeu, estendendo a mão. Vendo que não haveria jeito de consertar a situação, decidi entregá-la, mas não sem antes levar a sandália ao rosto e começar a lamber, com energia, toda a sola. Aspirava, ao mesmo tempo, o máximo que meus pulmões permitiam, para que aquela sensaçào ficasse por muito tempo na minha memória. Nem ligaria para o que ela pensasse. Já estava muito louco, sem qualquer vestígio de timidez, entorpecido, numa espécie de transe. Decidi continuar lambendo e cheirando, até que a sandália fosse tomada das minhas mãos. E foi o que aconteceu. Nem notei quando a Ana se levantou. Ela puxou o calçado com violência, e ficou me olhando, espantada. Certamente achou que eu era maluco. Será que realmente sou? Sei lá, só quis aproveitar ao máximo uma oportunidade tão única, que raramente me surge. Não acho que fiz mal. Ao contrário, já sofri muito quando não tinha coragem de ``extrapolar´´. A secretária sentou-se novamente, ainda me olhando, calçou a sandália e voltou ao trabalho, séria. - Acho que já está na hora da minha avaliação. Vou subir. Ela nem levantou os olhos. Inútil tentar fazê-la mudar de opinião. Talvez outro dia. Subi as escadas e, antes de entrar na sala de avaliação, fiquei uns instantes me recuperando psicológica e (principalmente) fisicamente. Não queria que notassem um certo ``volume´´ debaixo das minhas calças. Confesso que demorou um pouco, mas já estava convencido de que não fizera nada de mal. Uma brincadeirinha inocente não faz mal a ninguém. A vida é curta, por isso devemos curtir esses momentos, sem medo.