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Segundo Ato
Noite, sexta, calhava de ser 13, provavelmente o Purgatório vai ta lotado.
- Eu não vou! Ta chovendo pra caralho não da pra ver nada lá fora.
- Pô, Rodrigo preciso que me leve, também não vou enxergar nada.
- Porra Lira será que não da pra ser normal apenas uma noite? Que tal legarmos pro China in Box e pedir alguma coisa? Podemos assistir um DVD, depois deitar e apenas dormir. O que você acha?
- Eu vou!
Peguei meu contra baixo e nem acredito que dei partida no carro, Rodrigo e eu sempre estávamos juntos com exceção do trabalho. Resolvi passar na casa do Beto antes, tinha certeza que ele ainda estaria em casa enrolado com toda aquela aparelhagem de som, tudo que iríamos usar na penúltima noite de show nosso no Purgatório.
Como eu esperava lá estava ele, ficamos de encontrar o resto da banda lá, então colocamos tudo dentro do carro, a chuva já tinha estiado um pouco. Entrei novamente pra fazer xixi antes de partirmos, quando dei de cara saindo do quarto do Beto Michelle, figurinha estranha que já tinha sido apresentada em outra ocasião na casa dele, Michelle é uma morena clara, com 1,65 de altura, olhos castanhos claros, seus cabelos cacheados artificiais na altura do ombro tem uma cor meio indefinida, talvez manchados seria o melhor termo, com roupas pretas compradas num brechó no Centro e sempre o mesmo par de botas preto de cano longo. Sua maquiagem gótica, olhos bem pintados de preto, aquela saia de couro e seu sobre tudo parecia recém saída de um filme de vampiro. Ate que ela é bonita.
- Oi Lira, tudo bem? O Rodrigo não veio?
- Não! Ficou vendo DVD.
- Quer que eu segure sua jaqueta enquanto faz xixi?
- Não, obrigada! O Beto já ta lá no carro, me espera com ele.
Sou todo o oposto de Michelle, tenho pele clara, 1,60 de altura, cabelos pretos e longos e olhos azuis, sei que ela bem faz o tipo que Rodrigo gosta e estou até preferindo que ele não viesse mesmo, tenho o pé atrás com ela.
Seguimos viagem ate o Centro, e já são 23hs, falta apenas meia hora pro show, já ta quase tudo pronto, Beto repassa os pontos e também é o vocalista da banda. Durante todo o show Michelle permanece sentada em uma cadeira no andar de cima, tenho a impressão que me encarava todo o tempo. Lembrei-me do Beto ter me dito que ela sentia ciúmes de nós dois. Será que ta rolando algo entre eles?
Teve um momento que em uma de suas cruzadas de pernas percebi que estava sem calcinha e sua blusa larga várias vezes deixou o bico do seu peito a mostra.
Já era 1h quando o show acabou, desmontamos os equipamentos, bebemos um pouco e decidimos ir embora.
- Pena que o Rodrigo não veio, né Lira?
- Como já disse Mi, ele preferiu ver DVD.
- Lira, fiquei sem carona, pode me levar em casa?
- Entra aí!
No meio do caminho Michelle pediu pra parar, percebi que estávamos em frente a um cemitério, ela desceu, abriu a parta do meu lado e disse que queria me mostrar algo.
Entramos pelo cemitério após pular o muro, seguimos uma pista larga com túmulos por ambos os lados e michelle sempre à frente. Apesar de noite, estava claro. Chegamos em um tumulo enfeitado todo em ardósia preta com um lindo anjo em cima com os braços abertos como que a espera de algo.
Michelle encostou-me no tumulo.
- Lira, sempre olhei pra você, essa sua pele branquinha toda por igual...
Viajei no pensamento enquanto ela falava, lembrei do dia que estava tomando banho na casa do Beto, ela pediu pra usar o banheiro e comentou dos meus seios, voltei do pensamento com um súbito beijo na boca. Senti algo tão estranho que nunca senti antes, parecia que algo ia explodi dentro de mim.
- Não! Eu gosto de homens!
Tentei sair correndo daquela situação, mas ela me segurava.
- Calma, calma!!! Lira se deixe levar, uma mulher tocando em outra mulher é um prazer indescritível, relaxe, deixe eu te mostrar você vai ver que vai gostar.
Sussurrava todas essas coisas em meu ouvido, ao mesmo tempo beijava meu pescoço, mordia minha orelha, deslizava suas mãos em meus cabelos e descia por todo meu corpo. Inigualável estado de sensações múltiplas, eu não sabia mais o que pensar, entreguei-me de vez, enquanto ela acariciava meus seios apertava entre minhas pernas, vez ou outra me voltava à consciência me dizendo gosto de homens! E perdia-me entre intusiasmo e loucura, novidade misturada em lábios sujo.
Deitou-me de bruços desabotoando meu corpete, mordia minhas costas e apertava minha bunda. Senti suas mãos passarem para frente abrindo o zíper da minha calca de coro preto que foi arrancada com força e brutalidade, senti todos os meus pelos se arrepiarem enquanto deslizava sua língua em minhas nádegas, dobrou minha perna direita e senti sua lambida em meu anus, tentei me mover, mas ela me segurava forte. Era difícil lutar contra aquela carga de sentimentos, foi quando ela me virou de barriga para cima, apertou, chupou meus seios. Dor e prazer me confundindo ao estremo.Começo a sentir falta de algo, algo que ela não podia me dar e como que lese meus pensamentos senti seu dedo penetrar minha vagina em movimentos incomparáveis.
- Mais!
Dois dedos.
- Preciso de mais! Me fode!
Quatro dedos.Ouvia seus gritos, ela meus gemidos.
Todo o prazer que se pode ter, gozei sem querer, desejava mas não queria que acabasse. Senti o peso do seu corpo cair sobre o meu, senti suas mãos levarem as minhas entre o meio de suas pernas encharcadas de prazer.
- Me fode, agora é você !
- Não tinha como lhe agradecer.
Tirei seu peso de mim e comecei a me vestir, não sei se consigo fazer, decidi deixar pra depois.
- Deixe tirar fotos suas pra ter do que me lembrar.
Deixei!
Lindas fotos nos braços do anjo completamente nua, outras com suas mãos a me tocar.