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Saga de um Vampiro (excerto do cap. III)

O Castigo Momentos mais tarde, Dune voltou com um par de algemas e um chicote, e deparou-se com a submissão de David. Presenciou aquele quadro, onde ele, de joelhos, se entregava totalmente a Lavínia. Novamente teve ciúmes. Entregou os objectos à sua Portadora, e depressa virou costas, indo embora a correr. David olhou para Lavínia num misto de ansiedade, excitação e medo. Tremia de pavor, mas mesmo assim, ergueu os braços e juntou os pulsos um de encontro ao outro, e enquanto baixava a cabeça de novo, mantendo os braços erguidos, disse-lhe desesperado — Faz o que entenderes, sou todo teu! ...mas quero que saibas que te amo verdadeiramente! Lavínia não mostrou qualquer pena e colocou as algemas em David. Primeiro nas mãos. Depois pediu-lhe que se levantasse para lhe algemar os pés. Ordenou-lhe então que se dirigisse à cama e que ali permanecesse de barriga para baixo. Ele obedeceu. Limitado pelas algemas e pela bola de ferro, andou vagarosamente até aos pés da cama, cambaleando e com medo de tropeçar nas cadeias às quais estava concernido. Após se ter deitado, a punição começou. Ouviu-se a primeira chicotada. Em cheio no meio das costas. No meio de um pavoroso grito, ele contorcia o corpo de dores e mostrava o sofrimento no seu rosto que tentava a todo o custo afundar no lençol. Seguiu-se a segunda, e a terceira, e a quarta, e foram cerca de trinta, dadas em diferentes locais do seu corpo, que o fizeram gritar e gemer, e gradualmente, ficar com o corpo repleto de vergões inchados, alguns mesmo, apresentando ramificações de sangue pisado. Findado aquele castigo, David estava depauperado da pancada. Olhou para as pernas e viu que estas deitavam sangue nalguns rasgões causados pelo chicote. A zona dos rins estava massacrada, as costas a arder de dores, os pulsos vincados latejavam quase sem circulação, mas mesmo assim, Lavínia reparou que ele tinha o falo completamente erecto. Foi nessa altura que ela o virou de barriga cima, e copularam até este jorrar todo o sémen que continha. David sentia-se violado, maltratado. Se bem que havia algo que fazia com que David se subjugasse aquela violência atroz. — Portaste-te muito bem! — afirma Lavínia beijando-lhe a testa, e de seguida continua —Como recompensa vou dar-te aquilo que tanto anseias! Foi naquela altura que Lavínia, num acto puramente grotesco-sensual, crava uma unha num dos seus mamilos e deixa o sangue esguichar para o rosto de David, que chafurdava como um louco, tentando beber cada gota que lhe acertava na boca. Ela encosta o seio a sua cara, e ele, tal qual um recém-nascido, aninha-se de encontro ao seu peito, sugando aquele líquido que lhe dá vida.