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Aprendendo Com O MestreII Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

A água quente aquece a pele, leva consigo as lágrimas que são derramadas, mas o aperto no peito não vai embora, a sensação de vazio, de dor, uma dor quase insuportável, que faz com que os joelhos fraquejem e não sustentem mais o peso do corpo, levando-o ao chão gelado. Deixa-se ficar assim, ajoelhada, a água ainda escorrendo pelo corpo, aquecendo parte do que parece enregelado. Já deveria estar preparada para aquilo, mas fora um golpe duro demais... não sabe ainda como resistir e continuar... É tarde, e a conversa de a pouco ainda ecoa em seus ouvidos, a vontade de chorar aumenta, seu tormento parece não ter fim, tudo que mais deseja nesse momento é desligar-se de tudo. Deixar-se ficar quietinha e parada, quem sabe assim, as coisas voltam ao que eram antes? Mas nada será como antes, não... ela tem certeza disso, seu coração esta em pedaços, nada mais será como antes... Por que será que Ele havia dito tudo aquilo? E pior, da forma como o fizera... mais lágrimas vem com esse pensamento. Tudo estava indo tão bem, por que então querer mudar? Será que ela estava errando? Será que não era suficiente? Será que sua dedicação não era o bastante? Mas Ele sempre dissera que a apreciava que a moldara a Sua maneira, então por que é que aquilo fora acontecer justo agora? Estavam tão bem, tão em sintonia, tão perfeito. Então ela leva um choque!!! Talvez fosse isso, perfeição não existe!!! Só podia ser... Anima-se... Bem, se fosse esse o caso, tudo seria resolvido... Nesse momento tenta levantar-se, mas uma mão não permite que o faça... e não é a sua mão... é uma outra mão... uma mão grande, com pulso forte, que nem mesmo precisa usar de muita pressão para conseguir o que quer de si, sente seu corpo todo aquecer, não pela água que lhe cai, mas por te-Lo ali. Não diz palavra, o coração dispara e aguarda... não sabe a quanto tempo Ele esta ali observando-a, será que falará em voz alta? Seus pensamentos correm ligeiros... Então, ainda sem vê-Lo, é erguida, e tem seus olhos vendados, uma gag colocada em sua boca, seus pulsos presos às costas por algemas. Sente outras mãos insinuando por seu corpo e se assusta, essas mãos não são de seu Senhor, são mãos femininas, as lágrimas voltam a correr por seu rosto, sente-se traída novamente, afinal, apenas falaram a esse respeito antes, e Ele a trás até aqui? Não podia acreditar que fosse tão cruel com ela. Não esta preparada para isso ainda. Lábios macios, gentis, deslizam por suas costas, e ela enrijece todos os músculos contra aquele contato, as lágrimas agora são abundantes. Seu Senhor vai até seus ouvidos e ordena que relaxe e aproveite, nada fará que a magoe ou insulte, lembra-se perfeitamente da conversa que tiveram a pouco, então, que confie como sempre o fez. Ela responde com um abaixar de cabeça. Queria gritar seu descontentamento, queria ver as feições da outra que sem a menor cerimônia explora seu corpo, queria olhar para seu Senhor com todo o ódio que sente nesse momento, mas nada disso é possível, afinal, esta vendada e amordaçada! Deixa-se acariciar, e sabendo que seu Senhor a tudo assistia, então relaxa e "paga" para saber até onde aquilo os levaria. A outra percebe o momento de aceitação, e passa a explorar com mais avidez ainda seu corpo, agora não mais rígido, a água ainda escorre por seu corpo, e o que antes era um banho para aliviar tensão, transforma-se em uma experiência desconhecida. Sente-se solitária, vivendo algo que antes nem mesmo imaginava possível, e, no entanto ali esta, com uma outra mulher, beijando, acariciando, provocando seu corpo, e quando percebe esta gemendo. O toque é tão sutil, tão carinhoso, que a pele se arrepia, engasga quando sente sua intimidade invadida por uma língua, contorce seu corpo, mas deixa-se levar por aquela sensação. Seu Senhor aproxima-se e a tira do banho, levando-a de volta ao quarto, à cama. E então não são mais duas mãos a acariciá-la, são quatro, sente seu corpo todo sendo tocado ao mesmo tempo, por mãos e bocas ávidas, tenta concentrar sua atenção em seu Senhor, seu cheiro, mas é impossível... E assim, chega a um orgasmo nunca antes imaginado. Uma languidez característica se faz sentir, e adormece. Quando desperta, tempos depois, já não esta mais imobilizada. Sua boca esta livre da gag que tanto odeia, seus olhos não tem mais a venda, lembra-se do que aconteceu, olha para os lados procurando descobrir quem era ela, mas encontra apenas os olhos argutos de seu Senhor, e um sorriso nos lábios a contemplá-la. Ele coloca um dedo em sua boca, para que se silencie antes mesmo de pronunciar qualquer palavra e diz: "Não, minha menina, não trouxe uma outra submissa para ter contigo, o que fiz, foi mostrar-lhe que o corpo é sensível a todos os estímulos. Não imporia a ti alguém a quem não aceitou ainda, mas sabendo que ficaria mais triste que o necessário, quis mostrar-lhe o que uma experiência assim poderia trazer de aprendizado pra ti. Quem trouxe aqui, nunca saberá, pois é assim que desejo. Mas a partir de agora, talvez possa pensar na experiência de ter uma irmã de coleira com menos resistência, não é apenas para o Meu prazer que quero, mas para o NOSSO prazer, teu, Meu e dela, quando e se houver uma "ela"”.