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K e a Porca Bizarra

Quando parei diante da casa acinzentada, com um portão branco enferrujado, K me olhou apreensiva. O aspecto parecia de um lugar fétido e maltratado. O que não deixava de ser verdade. K estava incomodada. Não sabia o que esperava por ela. Apertou a minha mão e suspirou. “Vamos voltar para nossa casa! Eu não me sinto bem quando você me leva para estes lugares.” “Calma, K. Eu só quero te apresentar para uma amiga de longa data!” K não disse nada. Ela continuava olhando para a casa como se fosse o castelo da bruxa má. Apertei a campainha. Um enorme cão dinamarquês apareceu diante do portão, latindo muito, mas parou na hora que me reconheceu. “Como vai, Czar? Ainda se lembra de mim, garoto?” O cão abaixou a cabeça e se deixou acariciar. Um minuto depois, a sua dona apareceu. Estava com um penhoar velho, o cabelo estava desgrenhado, as olheiras muito mais fundas e um cigarro na boca que parecia ser sempre o mesmo. K olhou para a mulher gorda e depois apertou minha mão com força. Eu sentia que tudo que ela queria era estar muito longe dali. “Mas não acredito”, a mulher gritou ao me ver, “Se não é o velho Paul! Há quanto tempo!...” “Como vai, Neide?” “Neide? Você nunca me chamou assim, querido”, ela disse, abrindo o portão e nos convidando para entrar. Eu sorri e apresentei K para ela: “Esta é minha garota, ou se preferir esta é minha escrava...” Neide estendeu a mão para K e disse: “E eu sou a Porca Bizarra.” K deu uma risada involuntária, mas se controlou e apertou a mão da Porca Bizarra. Em seguida, subimos as escadas até a entrada da casa. Porca Bizarra ia na frente, rebolando a sua imensa bunda. Czar passou por todos nós e foi o primeiro a chegar. Eu sentia que K continuava com vontade de rir, mas quando entramos na sala, o seu olhar ficou perplexo. A sala estava toda bagunçada. Parecia exatamente igual há cinco anos atrás quando eu apareci por lá pela última vez. Por todos os lados, havia cinzeiros cheios de bituca de cigarro. Caixas de papelões se amontoavam por todos os cantos da sala. A televisão estava coberta por um cobertor velho. Latas vazias de cerveja também se amontoavam por todos os lados. Havia um cheiro podre no ar que era capaz de provocar náuseas em estômagos mais sensíveis. K não parava de olhar para todos os cantos. Czar pegou uma rodinha de borracha toda ensebada e ficou mordendo-a aos pés de Porca Bizarra, que se sentou numa poltrona vermelha. K e eu nos sentamos num pequeno sofá e ficamos colados um no outro. Ela não dizia nada. Estava mais apreensiva do que nunca. Porca Bizarra me ofereceu uma cerveja e eu aceitei. Ela se levantou para pegá-la. K apertou a minha mão e murmurou: “Vamos embora, por favor!” “Sossega o facho! Vamos ficar aqui o tempo que eu quiser.” K me olhou consternada. Porca Bizarra retornou um minuto depois com duas latas de cerveja. Ofereceu uma para K, que recusou. Ela, então, pegou a lata, abriu e começou a bebericar. Eu também abri a minha e começamos a conversar. Falamos sobre nossos velhos amigos, sobre nossos encontros, sobre nossa vida neste mundo erótico inusitado e proibido. K até tentou prestar atenção, mas ela não conseguia se concentrar em nada. Muitas vezes, eu a pegava olhando para o cachorro. Outras vezes, ela examinava o corpo de Porca Bizarra, que devia ter uns cento e cinqüenta quilos. Finalmente, depois de ter colocado a conversa em dia, olhei para a Porca Bizarra e falei diretamente: “Porca, eu quero que você fique nua, agora.” K me olhou atônita. Porca Bizarra sorriu e se levantou. Tirou o penhoar. Não tinha nada por baixo. A gordura caía em cascatas pela sua barriga. Os seus enormes seios estavam flácidos e apontavam para o chão. Mandei que virasse e mostrasse a sua enorme bunda. Dando risadinhas, ela virou e ficou rebolando. Eu me levantei e tirei meu cinto. “Porca Bizarra era minha escrava. Foi com ela que realizei algumas das minhas fantasias mais sujas. Eu quero que você veja o que esta mulher é capaz de agüentar. Espero que você fique quietinha no seu canto, vendo tudo. Estamos entendidos?” “Sim, senhor.”, K respondeu. Abri a porta da sala e mandei Czar ir para fora. O cachorro olhou para a dona, que fez um sinal com a cabeça para que saísse e ele obedeceu. Peguei meu cinto e comecei a castigar a bunda de Porca Bizarra. Ela não soltou um pio. Muito pelo contrário, continuava bebendo e fumando. Uma parte da sua bunda já estava endurecida, qual uma carapaça, de tanto que foi castigada, não só por mim, como por outros homens. Eu bati naquela bunda até não agüentar mais. Meus braços chegaram a doer. “Ficou com tesão, Porca?” Porca Bizarra fez que sim com a cabeça. Tomei mais cerveja e depois mandei que ela se deitasse no chão. Porca se deitou e sorriu para K. Eu peguei meu cinto e dei várias cintadas nos seios de Porca Bizarra. Ela parecia não sentir nada. Depois disso, eu subi em cima dela e pisei nos seus seios com minha bota. Porca Bizarra soltou um pequeno “ai”, mas agüentou firmemente minhas pisadas. Em seguida, retorci seus seios com força. K fazia caretas como se eu estivesse fazendo nela. Eu olhava para K e me divertia com a maneira chocada que ela ficava. Tirei meu pau pra fora. Estava flácido. K olhou e suspirou aliviada, mas ficou horrorizada quando me viu mijando em cima de Porca Bizarra. Ela simplesmente não estava acreditando na cena que via. Depois mandei que Porca ficasse de quatro. A bunda ficou ainda maior. Arregacei a manga da camisa e lentamente fui introduzindo meu punho no ânus de Porca Bizarra. K voltou a fazer caretas. “Está vendo, K? É isto que vou fazer com você se não me obedecer como se deve.” K me olhou agitando a cabeça de um lado para o outro, como dizendo “não”, "não", “não”. Tirei o punho de uma só vez e o som que se produziu foi como se tivesse tirado a rolha de uma garrafa. K me olhou enojada. Mostrei meu braço para ela. “Não se assuste, querida. Está limpinho!” K estava cada vez mais aflita. Eu fui até a porta da sala e abri, chamando pelo cachorro. Czar veio aos pulos e quando viu a dona naquela posição, pulou em cima dela e tentou enfiar a longa pica vermelha em Porca Bizarra. Até mesmo para o cachorro havia dificuldade em segurar aquele corpo roliço. Finalmente ele conseguiu fazer o encaixe e ficamos vendo o cachorro se movimentando em cima de Porca Bizarra. Eu olhei para K e ela olhou para mim. Depois ela se levantou e passou por mim, correndo. Deixei Porca Bizarra e o cachorro de lado e saí correndo atrás de K. Ela corria desesperadamente. Eu não conseguia acompanhar o seu ritmo. Ela atravessou uma avenida e quase foi atropelada. Eu parei, assustado, achando que ela fosse se ferrar, mas o carro passou rente por ela. Tive que esperar alguns segundos para atravessar até que finalmente consegui. K já estava bem lá na frente. Eu já não agüentava mais correr. Até que ela parou numa praça. Eu gritei por ela. K me olhou e se encostou num muro. Lentamente vi seu corpo se abaixando até que ela se sentou na terra. Quando eu me aproximei, K chorava. “Por que você faz isto comigo?”, ela disse, chorosa, “Você só pensa em coisas nojentas, em urina, em coisas bizarras, em cachorros. Não basta que eu seja só sua putinha? Eu deixo você me bater, te obedeço, sou dócil e sei que sou bonita. Mas tudo que você quer é me maltratar. Por que, Paul? Por que?” “Porque eu te amo!” Ela deu um grito: “Amor? Isto é amor? Então, eu não sei o que é amor.” Eu me aproximei dela, afastei seus cabelos e falei da forma mais carinhosa possível: “Olhe, preste bem atenção. Eu tenho um espírito mórbido, cruel, destrutivo. Eu tenho prazer em destruir tudo que amo. Mas com você eu não quero fazer isto, mas eu preciso desaguar esta minha energia destrutiva em algum lugar. Pode dizer que é ódio, que é doentio, mas eu não sei fazer do outro jeito. Hoje eu usei a Porca Bizarra, para não ter que usar você. Pensa que eu gosto de pensar em te ver com cachorros, sendo chicoteada, urinada e outras coisas mais? Eu não gosto, mas eu não consigo fugir disto. Mas se eu não fizer deste jeito, se eu não projetar você em outras pessoas, eu temo que você vire uma vítima nas minhas mãos. E eu não quero. Você entendeu? Eu não quero, não quero...” Uma lágrima começou a escorrer pelos meus olhos. K me abraçou como uma menina indefesa. “Paul, eu te amo! E eu vou fazer tudo que você quiser, tudo. Pelo nosso amor!” Eu olhei para ela e senti esperança no seu olhar. K, então, puxou a calcinha e a tirou sem tirar a saia. E sem que eu pedisse, começou a urinar na terra e nas minhas mãos, como prova do nosso amor...