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Chineladas da Empregada - 5ª parte

E a rotina semanal volta ao apartamento. Patroa e empregada reassumem suas posições. Esta, descansada e tranquila, depois de um fim-de-semana de rainha; aquela, com dores em todas as articulações, humilhada e com o traseiro em frangalhos graças à maldita rasteirinha branca. Pelo menos, ficou a lição de não deixar qualquer chinelo ao alcance daquela alemoa bruta. Só o chinelo? Pensando bem, conceder-lhe qualquer poder já se mostrara um perigo, pois dele Cleci se beneficia tão bem quanto 'faz uma bunda' no chinelo. Sair à noite com as roupas caríssimas da patroa, debaixo das fuças dela, e ainda trazer o vestido manchado de porra pra patroa lavar, foi uma ousadia tal que Sônia jamais sonhara. Ainda assim, limpou o vestido do símbolo maior da sua humilhação, trabalhou como uma escrava nas tarefas domésticas mais humilhantes, abaixo de chineladas, e absorveu passivamente todo tipo de grosseria daquela criada estúpida. Mas experimentou um prazer intenso, e para este fim tudo aquilo valeu a pena. Sônia não ia querer abdicar disso tão cedo... Na manhã seguinte, tudo volta ao normal: Julius sai cedo para o trabalho, Júnior vai pra escola e Sônia recebe seu desjejum na cama. - Bom dia, dona Sônia! Trouxe seu café! - Obrigado, Cleci, pode deixar aqui no criado-mudo. - Na volta, a senhora vai querer... – a criada dá uma olhadinha para baixo e ensaia um misto de constrangimento e deboche. - Tu deves estar louca, né? Minha bunda ainda lateja, ontem à noite tava tão quente que meu marido percebia mesmo sem encostar. Foi bem complicado arranjar uma boa desculpa, sabia? Se ele embestasse de querer ver, eu tava frita. Não percebeste que aquela rasteirinha é bem mais dura que a tua havaiana, que tinha que ir mais devagar? Cleci ouvia em silêncio, com aquele risinho no canto da boca que irritava e ao mesmo tempo excitava a patroa. Esta continuava: - Gosta de ouvir o chinelo cantando, né? Ontem se esbaldou até mais não poder, parecia que tava no parque de diversões, e hoje a mão já tá coçando de novo! Mas tu vais manter esse chinelo longe da minha bunda pelo menos até quinta. Queres apreciar teu belo servicinho? – Sônia fica de quatro e ergue o traseiro nu para a criada, revelando uma bizarra decoração de contornos vermelhos da rasteirinha, em diferentes tons, distribuídos aleatoriamente mas cobrindo toda a extensão das duas nádegas – Satisfeita? Tá do teu agrado? É assim que tu gostas de ver minha bunda? – exaltou-se Sônia. Contente com o que ela sabe ser o reconhecimento camuflado da patroa pelo seu explêndido trabalho, Cleci oferece auxílio, sem desfazer o risinho de deboche: - Eu posso passar o creme pra senhora... - Não, não precisa! Tuas delicadas mãozinhas já se ocuparam bastante de mim nesse fim-de-semana. – ironizou – Prefiro-as ocupadas com o serviço da casa, pelo menos por enquanto. Pode ir. - Sim senhora, com licença. – retira-se a criada, sem um pingo de dó da pobre bundinha da patroa, segurando o riso até que estivesse a distância segura, como de praxe. Ainda consegue ouvir, lá do quarto: - O que eu não faço pelas crianças... No quarto, Sônia pensa: “nunca vi alguém gostar tanto de judiar, os estalos das chineladas são música pra ela, uma orquestra cujos acordes ela extrai com gana, com sede; aposto que ela gozou ontem, enquanto fazia a minha bunda; uma hora ela tava possuída, gemia, chegava a tremer... aquilo foi um orgasmo, tenho certeza; ou agora, quando eu mostrei sua obra de arte na minha bunda... Aquela xaninha molhou, ah... se molhou! Se eu pedisse pra ela se aproximar, até sentiria o cheiro, cheiro esse que já conheço bem (lembrou-se do episódio da lavagem da calcinha). Uma hora vou xeretar a calcinha dela, não posso ficar com essa dúvida...” O relacionamento com Julius não ia bem, e as brigas do casal começaram a ficar mais frequentes. Sônia possuía uma energia sexual transbordante, mas que era quase toda canalizada aos enredos fetichistas das tardes, de modo que não ‘sobrava muito’ para o marido. Some-se a isso o fato de ela tornar-se a cada dia mais relapsa em relação aos deveres de esposa, já que os pensamentos ficavam a maior parte do tempo voltados a coisas do tipo: como vai ser a surra de amanhã? Onde a Cleci vai me pegar, no banho ou quando eu estiver me vestindo? Talvez me flagrar no quarto dela, e eu apanho lá mesmo... ou arrastada até meu quarto abaixo de chinelada, adoro isso... Qual vai ser o motivo? Vai ser só havaiana ou ela termina com o cinto? Gostei de apanhar com o cinto trançado dela... E se eu irritá-la a ponto de ela querer concluir a minha surra com a rasteirinha? Rodízio de chinelos? Apanho só no bumbum? O problema são as marcas... senão eu dava carta branca pra ela me chinelear inteirinha, dos pés à cabeça. E os planejamentos e idéias insanas continuavam: na cara, há tempos que tô afim de ser chineleada na cara com aquela havaiana suja, que nem uma puta ordinária... depois apreciar no espelho os contornos do chinelo nas minhas bochechas. Aposto que a Cleci faria, sem precisar pedir duas vezes. Faria com prazer, essa alemoa estúpida... Daí eu pegava escondido as roupas vulgares dela e saía a caminhar por uma zona de prostituição, exibindo minha cara marcada; as putas iam concluir que mulher que leva chinelada na cara é vadia que faz por merecer, e então todas as putas do quarteirão decidiriam que eu precisaria apanhar mais; chegaria em casa toda estropiada e iria me desculpar com a Cleci por ter pego as roupas dela; seria reconfortada com um sonoro “bem feito!” e ganharia mais chineladas na cara, dessa vez por iniciativa dela, que ainda diria: “sabe que esses contornos do meu chinelo ficam super bem no teu rosto? Olha aqui no espelho e diz se não tô certa”; e me expulsaria do quarto, sem me dar nem tempo de bolar uma explicação pro Julius... Meu deus, como a tarde passou rápido! Ele tá quase chegando, e eu viajando aqui... Mas um novo plano sobressaiu-se a todos esses. Como já foi dito, Sônia era intensa demais, ansiosa demais, tinha sede de adrenalina, de perigo. Mandar a empregada surrá-la era muito fácil, ainda mais agora que a serviçal já tinha tomado gosto pela coisa; mal precisava pedir. Sônia queria mostrar a si mesma que o seu poder era maior, e esse novo plano incluiria novas personagens e lugares. Ela ainda não tinha engolido o fato de Cleci ter saído sem autorização e com suas roupas caras, apesar da troca de papéis no geral ter trazido um enorme prazer. O novo plano seria, na cabeça da patroa, uma forma de ‘retaliação’ pela petulância da empregada. Sônia teve uma semana a mais para arquitetar a coisa toda, já que o marido não viajaria no fim-de-semana que se aproximava. Passada a semana, na sexta-feira em que Julius partiria novamente em viagem de negócios, Sônia chama a empregada: - Cleci, neste fim-de-semana as coisas se desenrolam da mesma forma, vamos trocar os papéis de novo, mas dessa vez não poderás sair do apartamento, ok? Nem de dia e muito menos à noite. Se faltar alguma coisa eu saio pra comprar. Da primeira vez esqueci de avisar isso e tu soubeste aproveitar, né? – ironizou - Mas agora já sabes, a brincadeira é toda aqui dentro. - Sim, senhora. Julius em viagem, Júnior entregue ao pai, chega o esperado momento. Patroa e empregada assumem suas novas posições. Sônia está radiante por voltar àquele quarto rançoso e mal ventilado, esfregar-se naqueles lençóis impregnados de fragrâncias baratas, vestir aquelas roupas vulgares e brincar de puta em frente ao espelho. Calça as fatídicas havaianas pretas, que tantas lágrimas extraíram dos seus olhos e tantas vezes “baixaram seu fogo”, e caminha pelo cubículo. Excita-se com o contato das suas solas macias com a borracha também macia do surrado chinelo. Esfrega-as bem, como que tentando sugar a alma de tão sagrado objeto de fetiche. A bundinha começa a ficar inquieta, e logo o chinelo é posto a desempenhar seu mais nobre papel. A ligação entre ambos é mágica. Sônia decide que, enquanto viver, esse chinelo estará sempre por perto, pronto para entrar em ação, mesmo que seja ela a comandá-lo. Lembra de uma das suas “viagens” de dias atrás, de apanhar na cara de chinelo, e imediatamente põe-na em prática. Vai ao espelho para confirmar se as marcas, como (imaginariamente) disse Cleci, combinam com o seu rosto. “Realmente”, pensa, “fiquei uma puta bem ordinária, qualquer um conclui que eu preciso apanhar mais...”. Dá-se conta de que não deveria marcar seu rosto, pois isso pode atrapalhar seu plano. Decide pô-lo em prática: procura no armário de Cleci as peças mais vulgares; acha uma calcinha vermelha super cavada e a veste bem atochada no rabo (e rebola no espelho, lógico); põe uma minissaia (mini mesmo!) jeans, uma blusa e o único e surradíssimo scarpin que encontra (até os das putas de seus devaneios eram mais novos); faz um penteado e uma maquiagem carregada, até para disfarçar o ainda persistente contorno da havaiana, e ensaia poses no espelho. “Agora tu vai ver, sua alemoa vagabunda, quem tem mais sex appeal”. Sônia espera até 1h da manhã e sai do quarto. “Quem não pode sair é ela! Quanto a mim, nada foi dito! Hahaha!”. E sai de casa, fazendo questão que a ‘dondoca sem classe’ ouça lá do quarto o ‘toc toc toc’ dos seus scarpins baratos. “Será que eu encontro o troglodita que comeu a Cleci e ainda melecou meu vestido? Ah... como eu queria... só pra mostrar onde é que ele deve esporrar...” – pensa. Percorre as dependências do prédio, tomando o máximo cuidado para que ninguém a veja, e pega um taxi na esquina. Dirige-se ao bailão que ela descobriu ser onde Cleci vai se assanhar para os machos de sua categoria. O ambiente é bem como Sônia imaginou: escuro e cheio de luzinhas coloridas a correrem pelas paredes; a música, alta, alterna entre sertanejo, funk e axé; a postura e a vestimenta dos frequentadores não deixam muitas dúvidas quanto às suas ocupações; seus comportamentos, então, diluem quaisquer dessas dúvidas. Ignorando cantadas baratas e uns três beliscões no traseiro até conseguir chegar ao balcão, Sônia mal pode acreditar na criatura que surge diante dos seus olhos: Valdir, o ex de Cleci e pai do Júnior. “Meu deus... isso nem estava nos meus planos, mas caiu como uma luva...”, regozija-se internamente. - Do...Do...Dona Sônia! É a senhora? – gagueja o mulato, fitando Sônia de cima a baixo, incrédulo – Aqui? - Por que o espanto, Valdir? Eu também curto as festas de vocês, oras! Mas deves estar estranhando minhas roupas, né? - Bem... sim... quer dizer... - Sim, são da Cleci, reconheceu? Ela pegou umas roupas minhas dia desses, sem autorização, pra vir aqui. Nada mais justo que eu “me cobre”, né? – esclarece a patroa, tranquilamente. O mulato continua em estado de choque, custando a acreditar nos seus olhos e ouvidos, olhando a mulher de cima a baixo, de baixo pra cima. - Me acompanha numa cerveja? – Sônia o desperta. Antes que Valdir consiga reorganizar as idéias, ela avança ao balcão, fazendo questão de roçar seu traseiro na perna dele e mantendo o contato até que receba a bebida do garçon. Isso é o suficiente para fazer o mulato desistir de quaisquer outras indagações e mudar instantaneamente o modo de ver a patroa da ex. Não foram necessários trinta minutos para que aqueles dedos grossos e calejados começassem a brincar com o joelhinho da dondoca. E quem conhece Sônia sabe que não seriam necessárias mais de duas horas para que ela tivesse em sua boca o pau avantajado daquele mulato, protagonizando cenas eróticas que fariam a própria Ciciollina enrubescer. No humilde cafofo dele, na vila dos operários, lógico. Foram horas de uma trepada louca e selvagem. O fogo daquele mulato avantajado parecia não ter fim, muito provavelmente estimulado pelo fetiche de estar comendo uma ‘grã-fina’ branquinha. E aproveitou... Se Sônia revelara-se bastante liberal em matéria de sexo, ele era um verdadeiro ator pornô, uma máquina de trepar. De frente, de lado, por trás, de ponta-cabeça, pendurada, cavalgando, ele fodia a dondoca freneticamente, na xana e na bundinha, como se fosse a última foda da sua vida. E vocês acham que a putinha pediu arrego? Muito foi falado de sua energia sexual transbordante, né? Pois bem, sua boquinha, xaninha e, claro, cuzinho cuidaram muito bem daquele mastro intransigente, exaurindo todo o leite que aqueles grandes culhões negros foram capazes de produzir. A parte final do plano da patroa, qual seja, respingar um pouco do precioso líquido na minissaia de Cleci, foi realizada sem qualquer esforço. Sônia tava banhada em porra, dos pés aos cabelos, parecia uma atriz daqueles filmes de putaria bem nojentos; nenhuma parte da roupa se salvou. Nunca vira um pau tão nervoso, apesar de muito já ter fodido com negros. Tomou um banho rápido e tratou de voltar pra casa, não sem antes perguntar: - Me diz, Valdir: foi contigo que a Cleci trepou usando o meu vestido? - Não foi, não senhora. “É, acredito, do contrário ele ficaria em estado bem mais lastimável”. “Ô crioulo que gosta de comer cu, meu deus! Tentou me vencer pela dor, com aquela benga indecente... haha! Toda arrombada, mal posso sentar, mas não me rendi!”. “E como gosta de foder na boca... aff... ainda é daqueles que fazem questão que tu engula a porra... quem ele pensa que é, esse arigó ignorante?”. “Pensando bem, por que a alemoa o largou? Quer mais o que, aquela doida varrida? Dispensar um baita fodedor desse...”. Foram esses os pensamentos de Sônia ao voltar pra casa. Estava leve, feliz, com aquela sensação de dever cumprido e vingança consumada. Falava sozinha, misturando seu bafo de puta chupadora à brisa da manhã. Abre a porta de casa silenciosamente, entra e percebe um vulto na sala. - Cleci, é você? - Não, Sônia, não é Cleci – uma voz masculina responde. Um frio sepulcral percorre a espinha de Sônia, que acende a luz só para aumentar seu horror. Julius, seu marido, é o dono da voz. Deixamos a cargo do leitor imaginar a cara de espanto de Sônia e tudo o que passou pela sua cabeça nos décimos de segundo que se seguiram. - Nem precisa perder tempo tentando explicar alguma coisa. – continuou o marido - Essas tuas roupas, o teu estado e o teu cheiro revelam perfeitamente a puta que eu estava mantendo em casa com a ilusão de que era a mulher da minha vida. Por sorte percebi os indícios há algum tempo, de modo que a tua aventura de hoje foi devidamente registrada pelo detetive que contratei. Nosso casamento está terminado. Tu vais poder voltar depois pra pegar tuas coisas, que aliás são poucas. Pra quem casa com homem rico em separação total de bens, foi meio arriscado agir dessa forma, não achas? Agora sai! Lugar de puta é na zona! Só depois de muito tempo Sônia conseguiu pronunciar, pateticamente: - Cadê a Cleci? Um cheiro ordinário de boceta, porra e perfume barato começava a impregnar o apartamento. Continua...