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Ela chega cheia de receios, não tem certeza do que virá... Eles se falam já algum tempo, mas conhecem-se pouco... Ele é instável, mas doce, bravo, mas terno. Ela altiva, mas insegura, determinada, mas temerosa também. Enfim, estão frente a frente e a primeira vista sente o sangue gelar nas veias. Os olhos dele falam de coisas que a fazem quase suspirar, mas ainda sente-se insegura quanto a ir adiante ou não. Ele se mostra muito tranqüilo e quando sorri, os olhos acompanham esse riso, o que a faz baixar a guarda e deixar-se levar por seu carisma. Ele é ótimo com as palavras e a faz pouco a pouco sentir-se mais a vontade. Estão sentados frente a frente e conversam longamente, falando sobre si mesmos, sobre outros, sobre coisas que os interessam até que passam a falar abertamente sobre suas preferências no BDSM. Deixam-se levar quase que de brincadeira falando a respeito do que fariam juntos, e o clima passa a esquentar, a atmosfera fica eletrizada e ambos percebem a sutil mudança nas expressões do outro. Ele levanta e a chama a acompanhá-lo, quase num sobressalto ela o acompanha, sabendo já que a partir de então não terá mais retorno, esta iniciando suas aventuras, dessa vez, na prática, sairá do campo das fantasias apenas para concretizar e isso a excita. Ele estende a mão e ela segura a dele, num gesto simbólico de entrega... Sente os dedos que acariciam seu pulso numa demonstração clara das intenções que tem em mente... O toque é seguro, firme, mas ao mesmo tempo, suave, envolvente. Quando chegam ao carro, Ele a acompanha até a porta do passageiro, ela fica de lado para que lhe abra a porta, mas Ele não tem exatamente essa intenção, e encostando-a ao carro, cola o seu corpo todo ao dela, demonstrando claramente o seu estado de excitação, ergue-lhe o queixo, abaixa a cabeça, mas não a beija, antes, morde-lhe o queixo, não uma mordiscada, daquelas que trocamos apenas para excitar, não, ele morde realmente o queixo dela, provocando uma reação imediata de dor, tesão, e surpresa. Olha-o nos olhos completamente muda, Ele joga a cabeça para trás em uma risada satisfeita, segurando o queixo com o polegar e indicador, exatamente onde uma marca vermelha já se faz presente, diz a seu ouvido: "não vamos mais brincar, a partir daqui, se quiser, me acompanha, se não, é a hora de desistir", vira-lhe as costas e entra no carro, deixando-a estupefata. Ela não demora a tomar a decisão, e entra no carro, ouvindo-o dizer: "Boa menina". Então, seguem em silencio, até uma construção antiga, onde ele entra na garagem e ela sem saber o que fazer, como agir, fica olhando para a escuridão a sua frente, sentindo o coração pulsar tão alto que pode ouvir cada batida, até que ele bate com os dedos no vidro do carro e pergunta-lhe se passará a noite toda ali sentada, olhando pro vazio. Sutileza não é uma das características mais marcantes do seu Senhor, pensa ela com ironia, abre a porta e o segue escada acima. Odores diferentes estão no ar, uma descarga de adrenalina percorre seu corpo, fazendo-a tremer involuntariamente. Finalmente estão dentro do que parece ser um sótão abandonado, limpo, mas ainda assim abandonado, até que algumas velas são acesas e ela percebe detalhes que escapavam à percepção. A um canto, pode ver uma cama alta, estilo vitoriana, do outro lado, uma mesa longa e rústica de pedras, alguns objetos que não consegue distinguir da distancia que esta, mas que advinha o que seja, velas por toda a parte, que ele acende uma a uma, dando um aspecto ainda mais fascinante aquele espaço. Então, sem pressa alguma Ele vem até ela e ordena que se dispa. Já não é mais dona das suas ações, bem o sabe, por isso, obedece sem questionar. Primeiro a camisa, dedos trêmulos, incertos, exigem mais de sua atenção do que poderia imaginar apenas para desabotoar os botões, algo que costuma fazer quase que inconscientemente e com rapidez, agora se perde no caminho, não tem coragem de olhá-los nos olhos, enrubesce, sente-se desajeitada, mas finalmente esta livre daquela peça, amaldiçoando-se por tê-la escolhido, se soubesse que a deixaria assim, teria usado algo que não tivesse os benditos botões, agora os sapatos de salto, depois a calça, outra batalha perdida, esta nos 10 a zero para aquelas coisinhas insignificantes que prendem a roupa, santa mãe, pensa, como pode ser complicado desabotoar botões??? Então o soutien, já sua frio, pensando que o fecho enroscará e será outra tortura tira-lo, mas engana-se e se sai melhor com ele, em seguida as meias, quando Ele ordena que permaneça com elas, paralizando-lhe os movimentos. Ele se aproxima, olhando-a criticamente, da à volta e pára atrás, ela permanece parada e com as mãos ainda no alto da meia 7/8 que usava, corpo meio inclinado, sem mover qualquer músculo, até a respiração parece suspensa. Ele acaricia suas costas, de forma lenta e sensual, subindo e descendo, experimentando a pele, mais uma vez cola seu corpo ao dela, num abraço tentador, acariciando os seios, beijando a nuca, arrepiando a pele, e atiçando todos os sentidos num ritmo alucinante. Num movimento ágil ele coloca uma coleira em seu pescoço, deixando-a agradavelmente emocionada e surpresa. Em seguida ergue o corpo trazendo-a consigo, uma mão no seio, e a outra espalmada no ventre, deslizando para baixo, passando por cima da calcinha, descendo até a coxa, subindo por dentro dela, numa lentidão agonizante e antes que a toque intimamente, se desprende do abraço, puxando-a consigo até um canto, prendendo seus pulsos para o alto, acorrentando suas pernas abertas, deixando-a completamente exposta e vulnerável. Vai até a mesa, volta para perto dela, vendando-lhe os olhos, sussurrando obscenidades ao ouvido, provocando, instigando... Ela sente que ele para a uma distancia e fica esperando pela próxima ação, que não tarda a acontecer e aquela dor lacerante na pele, como que queimando. Uma chicotada sem a menor dó, sem que queira ela grita, e ele ri, perguntando se esta doendo, ao que ela responde que sim, e muito, e antes que termine de dizer, ouve o chicote cortando o ar para a seguir tocar a pele, com uma precisão quase cirúrgica de tão próxima a anterior, e mais um grito lhe escapa dos pulmões, e a mão do seu Senhor que acaricia e diz o quanto à pele branca fica linda quando avermelhada daquela forma, o quanto lhe agrada vê-la colorir-se assim... E quando outra vem não mais a surpreende, a não ser pela delicia que é ter a mão e boca que acariciam as marcas que são deixadas, surpreende-se ao perceber quão erótico é aquilo que alterna dor e caricia e passa a prestar mais atenção a isso, e a se entregar não a dor, mas o prazer da atenção recebida depois, a dor passa a ser irrelevante... Mas seu Senhor se afasta e ela geme, a essa altura sem saber se de pesar ou alivio, pois que sua pele arde, dói, queima, mas isso é apenas uma impressão, que descobre a seguir sentindo a cera de uma vela realmente queimando e dilacerando os mesmos locais já frágeis pelo chicote, grita, grita alto e as lágrimas escorrem pelo seu rosto sem que possa conte-las, seu Senhor aproxima-se limpando as lágrimas com a língua, e ela sente-se molhar até as coxas, sabe que sua calcinha esta encharcada, mas não pensa mais em nada, não existe humilhação, apenas a entrega que acontece sem restrição, porque o prazer do seu Senhor passa a ser o seu prazer, a sua realização, seu enlevo, seu gozo. Ele a toca, percebe sua calcinha completamente molhada e a chama vadia e ela delira, Ele percebe e continua insultando, dizendo-lhe que é mesmo uma vagabundinha sem vergonha, que se delicia ao apanhar, que esta pronta para ser usada e ainda pedirá mais, ela geme, se contorce de encontro às mãos dEle que a leva a sensações inimagináveis. Solta-lhe os pulsos, mas mantém seus pés presos, ordena-lhe que se ajoelhe, e então, se aproxima, passando o pau em sua boca, que ela sem a menor cerimônia abocanha, provocando, chupando, deliciando-se com o gosto do seu Dono. Acaricia com a boca, chupa, engole, volta a chupar mais ainda, mas antes que Ele goze, a solta e leva-a para a cama, onde a coloca de quatro, ordena-lhe que coloque o preservativo nele usando apenas a boca, e ela o faz, então, ele vai por trás dela, penetrando-a fundo, forte, batendo em sua bunda, mandando que rebolasse, e ela gemendo alto, rebola gostoso, pedindo para que vá mais fundo, mais forte, ele ri da sua menina, agora nada tímida, exigente, fogosa, deliciando-se com a voz rouca que o chama de Dono, dizendo-se Sua, só Sua, continua estocando cada vez mais fundo, mais forte, levando a ambos num ápice de sensações, delírio e gozo.