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A Cortesã
Ela vive escondida dentro desta pessoa tímida e determinada, mulher exata que nada teme a não ser deixar-se mostrar. Ela determina meus desejos, mas, muitas vezes eu apago o que ela diz com leituras desnecessárias e estressantes, coisas que fazem com que ela se afaste. Ela grita para que eu a escute. Faz com que eu sonhe e deseje aquilo que jamais poderia aceitar, mas a curiosidade levou-me a conhecer o que ela dizia.
Li e analisei muito, acabei decidindo que experimentaria o que ela estava me dizendo, só não sabia o quanto isso iria me custar.
Encontrei um amigo, do qual falávamos muito deste mundo que eu estava curiosa a experimentar. Conversamos muito. Enfim, ele mostrou-me que o mundo que eu queria visitar era um mundo único, envolvente e perigosamente delicioso. Decidi conhecê-lo pessoalmente, sua voz, cativou minha curiosidade, e esta, crescia a cada dia. Nem notei o que acontecia.
Finalmente nos conhecemos, conversamos, olho no olho; boa conversa e objetiva, palavras de quem sabe o que realmente quer, e que inteligentemente analisa o que nem mesmo eu sabia o que queria. Desta conversa, inicio-se uma negociação, algo sutil, sabendo onde pisaríamos sendo sinceros e objetivos. Deixei-me levar pela curiosidade, e sem saber que dela nascia: a Cortesã, mulher ousada, desejos fortes, dona de meus sonhos, e se mostrou ao FEITOR.
Esta mulher o desafiou com o olhar, mostrava sua garra e deliciava-se com a reação, mulher inquietante, desejosa e totalmente escondida.
Sensações foram vividas nesta primeira sessão, olhos penetrantes, toques decididos, dor e prazer misturados, meu corpo não era mais meu, era palco do prazer do SR FEITOR, que se aplicava a tirar de dentro de mim a Cortesã, que ali adormecia.
Neste clima envolvente, deparei-me com conflitos, e fui prontamente protegida e acariciada, trazendo uma deliciosa sensação de segurança que ativaria de forma enlouquecedora meu desejo, e ela timidamente apareceu, pois ELE a tirou de mim com seus dedos entrando em minha carne, quente, úmida e pulsante, de uma maneira que jamais permiti que acontecesse, enlouqueceu meu corpo, tirou de dentro dele ela, quem estava ali escondida: a Cortesã. Gemi, gritei, sussurrei, sentia minhas pernas formigarem, minha boca ficar seca, pedindo seus beijos para saciar minha sede. Sua saliva doce me embriagava, e eu queria cada vez mais. Tremi em seus braços, arrepiou-me por inteiro, e me abraçou, ajudando-me a respirar. Estava ali, pela primeira vez, levando palmadas que ardiam e doíam, mas eu tinha vontade de provocar mais. Alucinada.
Este clima envolvente finalizou com suas ordens, a Cortesã banhou o FEITOR timidamente, pois foi novamente se escondendo dentro de mim.
Dias depois ainda podia sentir os dedos DELE dentro de mim, minha carne ainda ficava quente, pois ela queria sair. Estava passando o tempo, e sem que eu percebesse, ela O estava provocando, ficava excitada ao acordar lembrando-se do que ele poderia fazer, e com frases bem colocadas, ela O provocou a ponto de fazer com que ELE viesse colocá-la em seu lugar. Eu não poderia imaginar como seria tão rápido este próximo encontro, mas ela soube o que dizer, mostrou-se sua vadia, sua cadela, mostrou-se a meretriz que é. ELE veio colocá-la no lugar, postada à frente de DELE reverenciando-o, inicialmente eu a impedia que saísse, pois sabia que o momento que isso acontecesse não teria mais controle de meu corpo, ele pertenceria única e exclusivamente a ELE, saciando sua sede por seu bel prazer. Ela fez com que ELE a possuísse, antes disso sentiu o peso de sua mão nas inúmeras palmadas que recebeu por ter feito ELE desperdiçar seu tempo com ela. Mas, isso só fez com que ela dominasse minha mente, as palmadas fizeram com que ela se mostrasse, e seus dedos a procuraram mais uma vez dentro de mim, sua força arrancava gemidos, seus beijos enlouqueciam meu corpo, e quando me possuiu, ela saiu, forte, quente, sentindo ELE dentro dela, fazendo com que meu corpo tremesse, fazendo com que minha voz saísse dizendo que eu naquele instante era sua cadela, sua vadia, e ele espalmava minha carne branca com mais ardor, mas isso arrepiava.
Ao postá-la de bruços, seus dedos procuram outra fonte de prazer, deixaram meu corpo envolto a ondas de dor e prazer, em ondas de calor que fazia com que eu ficasse molhada, me sentindo escorrendo, e mesmo com as tentativas de dominá-la a meretriz saiu, quando sua boca sedenta procurou SEU membro. Ela apareceu e o engoliu colocou-o todo em sua boca, sugando com a força de seu desejo, sentia o prazer que estava proporcionando a ELE e continuava. Provocou sua ira, ELE virou e possui-me com destreza, força, provocando-me ondas de prazer, e a meretriz reaparecia, colocou seus dedos dentro de mim, movimentando-os, massageando-me, mexendo, provocando dor e arrepios, ondas de prazer que me levaram a um lugar que nunca estive; meu corpo tremia, meu coração bumbava com velocidade alterada, meu sexo umedecia de uma maneira que jamais havia sentido e meus pensamentos desapareceram, uma onda de calor que consumiu meu corpo.
Não consegui me soltar dele, meus olhos estavam marejados, escondi-os em seu abraço para que não visse, mas a força de minha carne tremendo era tamanha, que arrancava de mim suspiros que me trazia o ar que havia perdido instantes atrás.
Nunca havia sentido tais sensações, nunca havia sentido tanto calor, foi um êxtase. Não havia terminado, eu havia provocado sua ira, e por isso tinha que ser castigada, fez-me beijar seu cinto que iria estralar 25 vezes em minha pele, e eu teria que contar isso em voz alta, minha carne ardia, meu corpo se retesava, eu me concentrava nas ondas de prazer que acabara de sentir e agüentei as 25 vezes e pela primeira vez em minha vida fui surrada com um cinto.
Sentia-me péssima, não consegui sair da posição quando terminou, senti SEU corpo atrás do meu, SEU abraço, SEU aconchego, e virou-me para ELE, beijou-me docemente a testa e colocou-me em SEUS braços, aquecendo minha pele com o calor de seu corpo, fazendo com que a sensação de estar sozinha desaparecesse por completo, estava protegida por ELE.
Preparei seu banho como se estivesse pisando em nuvens e banhei aquele HOMEM que havia me proporcionado tantas sensações deliciosas, sequei-o e fui para meu banho enquanto o via se trocar. Sensações tão deliciosas fizeram me sentar aqui e tentar colocar em palavras aquilo que senti, mas que já devem ter percebido que não haverá palavras fiéis ao que senti.
Cada vez que lembro meu corpo todo se arrepia, é A Cortesã tentando sair.