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Diário de Adolescência de Um Fetichista

13/5 Vez que outra meu pai vem com essa história da separação, dos motivos, que a mãe nos abandonou e essa merda toda, como se eu estivesse deprimido ou choramingando por alguma coisa. Mal sabe ele que eu tô cagando pra isso. Entre os meus colegas da escola, esse negócio de pais separados é a coisa mais comum, é quase uma regra. Na verdade até acho melhor assim, pelo menos consigo dormir sem ficar escutando discussões até altas horas. Minha mãe merece um homem melhor também. Sei perfeitamente que ele está tentando preparar terreno para introduzir a amante, minha futura madrasta, na família. Decerto acha que eu vou ter uma reação explosiva ou coisa que o valha. Anda vendo muita novela, coitado. Na verdade, ele sequer suspeita do que eu sinto por Paula, ou dos planos que tenho pra ela, ou COM ela. Nem sabe que eu já vi a mulher, acreditam? 28/5 Paula calça 36 e tem pés lindos e delicados - eis minha primeira impressão sobre a futura madrasta logo que fomos apresentados. Foram dois olhares: o primeiro para o rosto (bonito até), e logo busquei os pés. Sobre o decorrer do encontro? Constrangedor, e por culpa deles. Aquela tentativa de disfarçar o medo de uma possível atitude grosseira de minha parte deixavam-nos com uma cara estúpida. Se eu fosse ter tal atitude, seria mais por aquele excesso de gentilezas e simpatias da parte dela; mas consegui me segurar. Ela é gente boa, tudo bem, e eu já sou bem crescidinho, por isso não tem muito mais o que falar desse episódio. Quer dizer, devo admitir que os meus planos já começaram nesse dia. Um par de lindos pezinhos e a facilidade de acesso. Bons ventos... 08/06 As visitas de Paula já são freqüentes aqui em casa. Estou descobrindo bastante coisas sobre ela, sobre os seus costumes, do que ela gosta... Gosto da forma dela se aproximar de mim, conquistando minha confiança e seu espaço, de um jeito gentil mas firme. Faço o papel de menino bonzinho, desprotegido, e isso me dá prazer. Ela não conhece meu lado ardiloso... rsrs! Bom que Paula não é daquelas que já chegam demarcando seu domínio, cagando ordens e se sentindo a dona da cocada. Não é burra, sabe que tem de tomar a sopa pelas beiradas. Se fosse o contrário, traria problemas na execução dos meus planos. Uma agradável surpresa foi saber do fascínio de Paula por sapatos. Tem botas, salto alto, sapatos comuns, sapatilhas, chinelinhos, tudo. Nas visitas, nunca repetiu o calçado. Deve ter um armário cheio deles. Confissão: já meti o nariz dentro de um deles, numa rara ocasião. Delícia... Não vejo a hora dela se mudar pra cá... 25/06 Hoje foi um dia muito importante. Paula veio de mala e cuia. Seu espaço na família (que era só eu e meu pai) foi enfim sacramentado. Trouxe toda a sua coleção de sapatos. uns quarenta pares. Observá-la arrumando-os foi bem excitante. Claro que, como bom menino, eu ajudei, né! :-) Mas não foi só esse fato que tornou o dia especial. Confissão: hoje me masturbei pela primeira vez com a cara enfiada num tênis da Paula, o mesmo com o qual ela veio. Aproveitei o tempo em que eles estavam no shopping, comprando o que faltava para o máximo conforto na instalação da nova moradora. Gozei muito. Gosto do chulezinho dela. É suave e distinto. Lembrei da primeira ejaculação da minha vida, trancado no banheiro e lambendo as havaianas da Tati, uma linda loirinha, filha da Sirlene, antiga empregada. Qual seria reação da Tati ao saber que suas havaianas 'inauguraram' um podólatra? Minhas idéias fervilham. Quarenta pares à minha espera! Hoje não durmo... 02/07 Estou vivendo num mundo maravilhoso. Meus dias são de êxtase e delírio. As tardes, melhor dizendo. Papai e Paula no trabalho, e eu, em vez de estar fazendo os deveres da escola, contorcendo-me na cama com vários calçados de Paula, cheirando-os e lambendo-os em orgias loucas. Meu pau já está lacerado de tanto que o fricciono contra o acolchoado, de bruços, e não tenho mais porra pra descarregar na privada. E assim fico boa parte da tarde, comparando os cheirinhos deixados em cada sapato de Paula, como um degustador de bons vinhos. Aqueles de couro têm sua singularidade quando comparados aos tênis. Retiro as palmilhas destes (são três pares) e esfrego-as na cara. Como é gostoso... Adoro ficar admirando os desenhos das solinhas impressas, ao final. O Reebok rosa é o meu preferido. Meu pau já dói. Perto da hora de eles chegarem, arrumo tudo, tomo um banho, uma vitamina (pra recuperar as forças) e finjo que estou estudando. Que dura rotina... 05/07 Dedico-me ao nobre ritual todas as tardes, cada dia com novos requintes. É terminar o almoço em família, eles saírem pro trabalho, e lá vou eu pra minha Disneylândia particular. Fico que nem pinto no lixo, naquela piscina de couro, suor e volúpia. Às vezes tenho sorte: ela troca de sapatos ao meio-dia. Significa que vou ter um 'quentinho' para brincar à tarde. Um ninho de amor. Meu primeiro plano envolvendo Paula deu mais que certo. Tive de cercar-me de cuidados. Bom que a arrumadeira passa boas horas no andar de baixo (a casa é grande). Ao mesmo tempo em que ela representa um obstáculo, porém, também tem o seu lado bom: dá o clima de perigo e transgressão às orgias. Tenho de tomar mil cuidados pra não deixar pistas. Vocês não podem imaginar meu prazer, à hora do jantar, ao conversar com Paula ao mesmo tempo que relembro o que fiz horas antes. E quando ela pergunta das minhas notas, então, me dando aquela 'dura' bem de leve... já teve vezes que saí da mesa direto pro banheiro. 31/07 Como já falei algumas vezes, Paula vem conquistando um espaço cada vez maior na família. O espaço físico foi fichinha; nas graças do meu pai, idem. Agora ela vem se mostrando interessada e responsável pela minha educação. Não raro ela pergunta das minhas notas, meus trabalhos da escola e deveres. O que acho disso? Ótimo. Não porque eu sinta falta da autoridade da minha mãe (que não era muita) nem que ache bom que Paula se preocupe comigo e queira o meu bem (tô cagando pra isso), mas sim porque isso ajuda no meu segundo plano em relação a ela. É bom que ela vá tomando liberdades em relação a mim, e vou ajudar nisso, mas sem deixar a coisa parecer descarada. Cara, às vezes eu mesmo me espanto com minha própria personalidade manipuladora e calculista... 04/08 Os rituais diários de entorpecida 'degustação' começaram a perder a graça. Já decorei os cheiros, gostos, relevos, experimentei todas as sensações e derramei toda a porra que aqueles sapatinhos poderiam render. E foi muita. Agora, meus rituais solitários são uma prévia do que almejo em um futuro próximo: apanhar de Paula. Para que isso ocorra, faz-se necessário todo um trabalho de ganho de confiança da parte dela, e competência da minha. Não é coisa da noite para o dia. Enquanto tal dia não chega, delicio-me sentindo suas rasteirinhas estalarem no meu traseiro, numa auto-flagelação diária. Ela tem dois pares. Agora tenho de tomar cuidados adicionais para que a arrumadeira não ouça os estalos. Bato pra valer, até cansar o braço e (principalmente) o traseiro. E à noite, no jantar, ela me questionando dos deveres... e eu com o traseiro já ardendo... aaahh... 15/08 As coisas estão indo de vento em popa. Paula já tomou a liberdade de me dar o primeiro xingão por motivo de nota baixa. Escutei com humildade. Se eu não tivesse esse plano secreto, já teria mandado ela longe, mandado ela se pôr no seu lugar e o escambau. Mas isso poria tudo a perder. Ingenuidade dela pensando que vai me endireitar... sou relaxado por natureza, hehe! É mais fácil ela perder a paciência e me dar uma surra. Surra essa que já estou ensaiando todo dia. Já levei umas quinhentas lambadas daquelas rasteirinhas, mas nada se compara àquelas que receberei de suas próprias mãos. Será que ela vai usar os chinelos ou o cinto? E se ela me acha um marmanjão que não tem mais idade pra apanhar, e optar pelo castigo ou privações? Nem é bom imaginar... Fico louco, faço um complô contra essa mulher! 19/08 Feliz descoberta: ela surra os seus filhos, de cinta e chinelo. Tem uma menina de 11 e um menino de 15 (um ano a mais que eu). Escutei atrás da porta uma conversa dela com meu pai, justamente sobre educação de filhos. Óbvio que a conversa era sobre o meu desempenho nos estudos, e quase óbvio que Paula estava propondo que se adotasse o mesmo sistema comigo. Nem posso acreditar que as coisas estão indo tão bem... 22/08 Paula está adotando uma linha dura comigo, supervisionando de perto meus deveres e trabalhos. Já me xingou várias vezes, e uma noite me proibiu de sair com amigos, acreditam? Tá de autêntica chefe de família! Quanto aos estudos, não tem jeito... rsrs... não preciso me esforçar pra tirar nota baixa. Adoro o jeito como ela está tomando cada vez mais liberdade comigo. Às vezes tenho de disfarçar eventuais ereções. A surra está próxima... 24/08 Ouvi mais discussões do casal a meu respeito. Sobre minhas notas, disso não resta a menor dúvida. Paula reforça a necessidade do regime de tolerância zero comigo. Diz que 'endireitou' seus filhos assim. Meu pai se mostra contra os castigos físicos, mas não consegue sustentar uma argumentação convincente. É um banana, sempre foi. Indiretamente, Paula pede o aval dele para cuidar 'dessa parte' a seu modo. O banana prefere terminar logo a discussão; não quer se indispor com a mulher. Minha madrasta entende como um 'sim'. Ouvido colado à porta, comemoro em silêncio. 25/08 Após a janta, sou chamado para uma conversa, para esclarecer novos procedimentos. Meu pai começa a despejar aquela baboseira toda de que a Paula se sente responsável por mim e passará a ter um controle total sobre o meu desempenho na escola; que eu devo obediência a ela assim como tinha com a minha mãe; que Paula passará a usar o método que achar adequado quando eu não corresponder às expectativas; que ela acha justo, e ele também, que eu receba o mesmo tratamento que os filhos dela, já que agora ela desempenha o papel da minha mãe; que esse método pode não ser aquele com o qual eu estou acostumado; bla blá blá... Ouço e concordo com tudo, de cabeça baixa. Até o banana se surpreende com a minha passividade. Foi difícil segurar minha língua afiada, mas... objetivo conquistado! Como eu sou falso... rsrs 31/08 Chegou o grande dia. O dia do boletim. Dois vermelhos. Hoje vou apanhar. Após a janta, entreguei o boletim nas mãos dela e vim pro meu quarto. Discussões na sala. Estou tremendo de tensão, de emoção. Algo pelo qual luto há meses vai se concretizar hoje. Um dos dias mais importantes da minha vida. O dia em que a autoridade de Paula vai se firmar realmente. O dia em que ela vai tornar-se soberana nessa casa. Meu pai bate à porta, dizendo que Paula quer ter uma conversinha comigo, no quarto deles. Ele vai pra sala, não quer participar. Meus amigos, estou indo apanhar da minha nova mãe, pela primeira vez. Ela vai firmar sua autoridade. A verdadeira nunca me bateu, mas minha realidade mudou. A partir de hoje, estou sob o jugo de Paula, e cada vez que questioná-lo, vou sair com o traseiro quente. É assim que ela educa, azar o meu (azar?). Será que ela é severa no chinelo? Torçam por mim.