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Um Mês I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

Sempre me perguntam como começou. Então escolhi este texto que escrevi quando fazia exatamente um mês de coleira. Um mês que é Minha. Me soa bem esta palavra, "MINHA". Minha por que eu quiz que fosse minha no momento em que pus os olhos nela. Minha porque foi conquistada, minha porque foi dominada, minha porque me entregou sua submissão, minha por escolha dela. O começo difícil: outro dono, e ela não aceitava sequer minha amizade. Respeitei, mas não desisti. Esperaria. Como eu previa, não demorou a estar sozinha. Aproximei-me. Brigou comigo, falou, chingou, chorou, então a abracei com carinho e disse que naquele momento só desejava sua amizade. Eu a senti tão perto naquele abraço. Ela chorou no meu peito, e foi aos poucos se acalmando, e se aninhando, era como se eu pudesse protegê-la de tudo e de todos nos meus braços. Tão miudinha, tão sensível, tão frágil. E ela foi aprendendo aos poucos a confiar em mim. Todos os dias conversamos, desabafamos, rimos e choramos, nos revelando e nos conhecendo. Muitas vezes a tive aninhada em meus braços, apenas como amigo e a respeitando como tal, mas já a sentia minha, para cuidar e proteger, já me sentia responsável por ela. Um mês depois: Dia do meu aniversário. Convite para jantar aceito. Ela sabia da minha intenção, já queria a coleira confessou depois. Quando vi a mulher que desceu as escadas para entrar no carro, fiquei por alguns segundos sem ação. Vestido preto, costas a mostra, salto agulha, e um soriso tímido. Um andar leve, maquiagem discreta. Sexi, mas nada vulgar. E o melhor - tinha se arrumado só para mim. Eu já sabia da sua conduta, da sua lealdade, e foi o que mais me interessou. Mas pequenos detalhes como me olhar nos olhos e depois baixar o olhar em sinal de respeito, pedir que eu decida o cardápio, oferecer o pescoço ao me sentir às suas costas, começar a comer apenas depois de mim, abrir as pernas a um leve toque, manter meu copo cheio, saber as posições básicas e executá-las rapidamente, foram surpreendentes para mim, pela sua pouca experiência. Durante o jantar, conversamos sobre muitos assuntos - e são muitos os interesses em comum - e é claro sobre BDSM e sobre minha vontade em tê-la minha. Fui absolutamente claro, e ela também. A clareza com que expôs seus limites e sua inexperiência, e a tranquilidade com que aceitou os meus limites, tornaram a negociação absolutamente prazeirosa. Notei que alguns assuntos em especial "acendiam" seu olhar e, logicamente foi por aí que aticei a fêmea. Na minha cabeça, a música do Charlie Brown Jr ecoava o tempo todo: "...Já era, eu vou fazer de um jeito que ela não vai esquecer...." Submissão e coleira discutidos e acertados , mas eu queria que ela viesse para mim por si só. Depois do jantar a levei para dançar. Assim, olhos nos olhos, corpo com corpo, a sedução correu mais leve, mais naturalmente. Roçar de lábios, pescoço, orelhas, o contato dos seios com meu peito, minhas mãos nas suas costas, o perfume. Quando puxei mais forte a cintura delicada contra mim e a beijei, senti que estava pronta pra ser minha . Sentamos, ela foi ao banheiro, voltou com um envelope na mão dizendo ser apenas um agrado para seu Dono. Abri, era a sua calcinha - minúscula, preta e deliciosamente úmida. Enfim ela veio para mim como eu queria. Gostosa submissão, totalmente entregue às minhas cordas, às minhas mãos, ao meu corpo. Deliciosamente sensível, tanto à dor quanto ao prazer. A pré-disposição em experimentar o que não conhecia, o gozo que não pode ser escondido - mesmo em silêncio - , a tentativa em resistir à dor, as pernas fortes, os lábios, o cheiro do medo, a entrega no olhar. A linda marca deixada pelas cordas. A pele branca contrastando com as agulhas coloridas. As contrações do seu gozo. Os lábios gulosos. Nádegas vermelhas, sexo quente. Lindo presente de aniversário! Não esquecerei as palavras que me soaram doces como mel, nem as lágrimas quando coloquei a coleira. O brilho nos seus olhos ao ver que sua dor me da prazer, a pele branquinha oferecendo-se a ser colorida pelo meu sadismo, a exposição, o sexo selvagem, o gozo fácil. Eu a senti tão minha! Exaustos, ela agora deitada no meu peito, me olha nos olhos e sorri, um sorriso que fala mais do que mil palavras. MINHA, deliciosa palavra!