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Um Dia de Cadela I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante
Um dia de cadela
Mensagem para a minha escrava.
Uma ordem, um gesto de comando, uma sessão de exercício de domínio podem ser vividos em três tempos distintos: a antecipação, em que gozo imaginativo impera, o momento presente, em que decorrem os actos de humilhação e em que o prazer pode atingir o cumular extremo dos sentidos, e a memória, em que o doce recordar prolonga o deleite sentido e faz dos momentos história...
Digo-te agora o que seria um dia comigo, a realizar num apartamento do qual te darei a morada mais tarde.
Cada sessão poderá ter a duração de um dia inteiro - entre 6 e 10 horas. Espero-te logo pela manhã. Chegas e tocas. O prédio tem um visor interno que permite vermos quem nos toca à porta. Vejo que és tu. Pergunto-te o que queres. E tu dizes:
- "Sou a sua puta escrava, Meu Senhor, e venho para satisfazer todos os seus caprichos, para lhe dar todo o prazer. Permite que suba e entre?"
Eu respondo-te:
- "Abre a blusa, escrava. Deixa-me ver as tuas mamas".
Tu olhas em redor. Estás pouco menos que na rua, e experimentas a humilhação de te desnudares assim, em frente de um simples óculo de um visor de porta. Temes que chegue alguém, e é exactamente esse receio que me enche de prazer... a sensação de te obrigar a fazer algo que consideras "perigoso" para a imagem de uma mulher comum, no meio da multidão. Mas tu não és uma mulher comum: és a minha escrava, a minha puta cadela, cujos destinos sinto entregues na minha mão, uma entrega desejada por ti mesma, que assim o assumiste. A submissão provoca-te um enorme gozo e, mesmo em risco, abres a blusa que trazes e soltas os seios, expondo-os totalmente para o visor que te espreita.
Eu deixo-te ficar assim um minuto inteiro. Noto a tua aflição quando dizes:
- "Por favor, meu Amo e Senhor, pode vir alguém, por favor deixe-me entrar..."
Súplicas que arrancam de mim um riso alto, e tu sofres de vergonha e prazer de te veres dominada.
É mesmo possível que as tuas falas sejam ouvidas por outras pessoas, talvez até te estejam a ver ao mesmo tempo que eu... E o meu domínio faz-te esperar um pouco mais...
Depois, entras no elevador, aproveitas para retirar as cuecas, mantendo-as na mão, assim como os sapatos: quando chegas junto de mim estás descalça e sem a dita peça. Se alguém te visse a sair descalça do elevador, poderias sempre dizer em jeito de desculpa: - "Não aguento estes sapatos". Mas, certamente, ninguém se atreveria a fazer qualquer comentário.
Abro-te a porta e de imediato cais de joelhos: nunca estarás de pé junto de mim quando estivermos sós, a menos que eu te ordene que te ergas.
Cumprimentas-me. Ainda te lembras como? Baixas os lábios até aos meu sapatos e beijas cada um deles. Ergues um pouco as minhas calças para lamber um pouco a pele das pernas. Eu vejo-te ali, prostrada, de rabo alçado e cara no chão e a visão é estimulante.
- "Fica nessa posição e levanta a saia" - digo-te.
Tu permaneces de rosto encostado aos meu pés e, com algum esforço, levantas a saia, desnudando o rabo generoso.
Eu tiro o cinto. Pego o lado da fivela e faço estalar a outra ponta nas tuas nádegas. Um vergão vermelho aparece de imediato e o som alto, de látego, é agradável aos meus ouvidos. Tu gemes suavemente. Continuo a bater, uma chicotada, e outra, e mais uma quantas, até que gritas um pouco, mas permaneces na mesma posição suportando o castigo, só pelo prazer.
Paro porque me apetece descansar e vou sentar-me um pouco, na sala. Tu começas a erguer-te para te levantares e me seguires.
- "Quem te mandou levantares-te, sua puta desobediente?" - pergunto.
- "Perdoe-me, meu Senhor" - começas a dizer, baixando de novo o corpo para o chão. Mas já é tarde. Precisas de ser castigada pelo acto impensado, e a cinto voa direito às tuas costas.
- "Tira a blusa" - ordeno-te.
Tu retiras a roupa e o soutien, e isso é motivo para mais umas chicotadas, porque não te mandei tirá-lo.
- "Baixa-te" - ordeno de novo. E logo o cinto volta a estalar agora sobre as tuas costas, sobre o rabo erguido, várias vezes, marcando a tua pele e provocando os teus gemidos. Dez chicotadas ritmadas e seguidas. O meu gozo é grande, vendo-te a pele a colorir-se de linhas vermelhas...
Hoje é o teu dia de cadela. Serás hoje o meu animal de estimação, fidelíssima e obediente, a minha canina figura com quem vou brincar durante todo o dia.
Ficas de gatas. Claro que já despiste toda a roupa que trazias. Estás nua, como uma boa cadela que se preza. Temos de providenciar uma joelheiras para que não firas os joelhos, já que a maior parte do tempo andarás de quatro. E, também, teremos de arranjar umas luvas para que não magoes as mãos. Aliás, vais precisar delas para "trabalhos" delicados, como sejam acariciar-me, apalpar-me, dar-me prazer... e também masturbares-te na minha frente, bem exposta, toda as vezes que te mandar, e que serão várias...
Coloco-te a coleira de cadela, e também uma trela para te conduzir. É assim eu te mostro a casa.
O que faremos a seguir, será conforme o apetite do momento. Quero passear-te durante um tempo para te treinar na tua posição de cadela dedicada. Levarás certamente algumas chicotadas porque vais demorar a aprender algumas "habilidades": rebolar, mostrar a cona e o cuzinho bem abertos para eu ver, apanhar objectos... e depois lamber-me... não é isso que os cães gostam de fazer?, de lamber?... e principalmente as "cadelas"? Então como uma cadela bem treinada, talvez te ponha a lamber-me o corpo todo durante bastante tempo.
Talvez aumente a expectativa do perigo, levando-te de trela até à varanda... o risco não é muito grande, já que se trata de um 5º andar muito alto e seria muita coincidência alguém estar a olhar para lá nesse momento. Mas o risco (excitante) é que... pode acontecer. De qualquer modo, com o calor, é preferível estar ao ar livre: basta colocar uma manta na grade da varanda para tapar as vistas.
Poderei sentar-me numa cadeira plástica, de esplanada, a ler um pouco, contigo sempre pela trela bem presa e curta e mandar-te que me lambas os pés, as pernas, tudo... enquanto leio deliciado pela história e pela sensação da tua língua canina a passear-me o corpo.
Deves lamber-me os pés demoradamente. Meter na boca cada um dos dedos, chupá-lo lentamente, passar a língua por entre os dedos e sugar com doçura... e lamber as solas dos pés com toda a ternura da tua língua de cadela escrava... adorar os meus pés será uma das tuas tarefas, sempre.
Irei buscar o almoço a um restaurante próximo.
Comerei, talvez, churrasco - gosto bastante - mas sobretudo porque é possível atirar-te uns bocados para que os apanhes no ar, como uma cadelinha esperta.
Por cada um que não apanhes, vais levar umas quantas chicotadas...
E vais comer no chão, num prato de cão... um de plástico serve...
Depois... tantas coisas... vou ver televisão contigo deitada diante do sofá para me servires de tapete onde poisarei os pés, mando-te buscar uma bebida ao frigorífico - água é o que mais bebo, e trarás uma pequena garrafa de água presa nos dentes para mim. Se estiver bem gelada vou mandar-te deitar de costas no chão, com as pernas bem abertas e verter um pouco na tua cona aberta. E talvez arranje uma garrafa do congelador, com a água petrificada em gelo e, então sim, será um enorme prazer meter-ta completamente na cona... mas veremos... tantas coisas que podem surgir na altura e que serão agradáveis.
De cada vez que eu quiser fumar, vais de imediato buscar o cinzeiro e ficar com ele na mão, de joelhos, para que deposite a cinza enquanto fumo. Só o colocarás em qualquer lugar se eu assim o ordenar.
Lembra-te dos castigos: tudo o que não me deixar contente contigo será motivo para te bater no rabo, na costas, no interior das coxas e na cona... e mesmo que esteja contente, pode apetecer-me bater-te somente para meu prazer.
Vou sair um pouco, à tarde. Tenho alguns assuntos a tratar.
Vou deixar-te presa.
Um dos quartos tem uma escada em caracol, de madeira, que dá acesso a uma mansarda.
Poderei prender-te ao corrimão da escada, mas agora, provavelmente, fa-lo-ei colocando-te de pé e abrindo-te os braços em cruz e as pernas bem afastadas. Vou prender-te com panos: acho que as algemas de metal marcam e as cordas ainda mais: as cordas só as utilizo para te prender os seios e passá-las, bem apertadas, pelo lábios da vagina e pelo anus - tipo fio dental - e depois pelos ombros e a apertar bem, de novo sobre os seios. Mas isso será para outras alturas. Para já, com certeza, utilizarei os meus lenços de pescoço para te prender à escada.
Vou deixar-te assim durante o tempo em que for à rua.
Vais sentir que estás totalmente sob o meu domínio - a minha putinha escrava colocada como eu gosto...
Quando voltar verei o que posso fazer-te. Provavelmente vou aproveitar a tua posição de bem presa, vou colocar-te na boca um adesivo largo e anti-alérgico que comprei na farmácia para que não grites e vou chicotear-te com o meu cinto: nos seios, na barriga, nas coxas, na cona bem aberta. Quero ouvir-te gemer por baixo da mordaça adesiva, quero ver correm-te as lágrimas de dor e de prazer, quero ver quando te contorceres sob cada chibatada...
Com a mão aberta, vou estalar uma palmadas muito fortes na cona. Vou marcar-te o interior das coxas com os dedos. Tu começas a contorcer o corpo de dor e eu paro somente um ou dois segundos, para, de seguida, voltar a estalar a mão, com toda a força, na cona, provocando um som de pancada sobre carne, na tua carne depilada e suave. Sofres. Ah!, como sofres de dor. Tentas fechar as pernas, mas elas estão bem amarradas e abertas, expondo totalmente a cona aberta. Meto-te dois dedos e, curiosamente, estás muito húmida e quente, ali, por dentro dos lábios vaginais, escorrendo sucos de prazer.
Aproveito a tua posição, olho-te. Os teus olhos suplicam, mas eu rio da tua súplica, e volto a bater ainda algumas vezes.
Vou à casa de banho. Volto com uma loção que espalho um pouco pela tua cona e pela minha mão direita.
Começo então a introduzir dois dedos na tua cona, depois, três, junto os dedos todos e começo a empurrar a mão inteira pela tua cona acima. Gemes de gozo. Ajeitas as pernas e moves a carne para ser mais fácil a introdução, e, aos poucos, a mão, ajudada pelo óleo lubrificante, vai entrando toda, toda, mais, está toda lá dentro, e começo a empurrar até ao pulso, já não cabe mais... está toda a minha mão dentro de ti, num fisting completo e muito gratificante. Os ruídos da tua garganta mostram o teu gozo completo, e eu meto e tiro até ao pulso, mantendo sempre a mão toda bem dentro da tua cona, para cima e para baixo, mais rápido, mais rápido, reviras os olhos, fechas e abres os olhos e só não gritas completamente por causa da mordaça de adesivo... mas o teu deleite é grande, assim o dizem os movimentos do teu corpo em fogo.
Paro. Respiras com força, cansada de tanto prazer.
Retiro a mão com um som cavo de rolha saindo... E tu ficas encostada à escada, amarrada, crucificada, e de pernas ainda presas e abertas para mim...
Depois solto-te, e vamos deitar-nos na cama para descansares sobre o meu peito.
Serei, então, terno contigo. Vou beijar-te muito e dar-te algum sossego depois de um dia tão cansativo - deliciosamente cansativo.
Talvez te possua, metendo-te o meu caralho na tua cona de cadela e puta, na tua boca, no cuzinho, onde mais desejares e espero que, no momento certo gozemos ambos...
Depois... um merecido descanso... podes, talvez, adormecer um pouco... Vamos sentir o suave cansaço a escalar os músculos, vamos relaxar totalmente e experimentar o prazer único do momento sobre o carne, carícia da pele dos corpos juntos, a amainar-se o bater súbito do coração, o sono quase a vencer os olhos... o abandono...
Este será o dia de cadela.
Poderá haver outros: o dia da tortura, o dia da criada, (doméstica e de serviço íntimo), o dia da ponny-girl, o dia da puta, (prostituta mesmo) enfim, todos os que puder ir inventando...
Assim se constrói o tempo de uma escrava...