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O Ritual do Caloiro

Nos dias que se seguiram à minha castração, minha Senhora mostrou como sabia ser generosa comigo. Durante os dias em que permaneci sem me poder levantar, deitado numa esteira, num cubículo isolado, Ela mesma me tratava. Desinfectava-me as feridas, limpava-as, mudava-lhes os pensos, administrava-me analgésicos para as dores. E quando terminava de cuidar da sub-região abdominal onde tivera meu escroto e meus testículos agora definitivamente extirpados, passava Sua mão no meu pau agora murcho e flácido, punheteava-O, comprazendo-se em o ver sem erecção, beijava-O, chupava-O, parecia querer engoli-lo. E melhor ainda do que isso, chamava-me Seu eunuco, prometia-me que seria sempre Seu. Cada vez mais compreendia que a cruel mutilação a que sujeitara – quando digo cruel, digo-o pelos padrões normais de qualquer homem – me engrandecia a Seus olhos, pois ela era o que me tornava único dentre todos Seus servos. E eu que devido à pequena dimensão de meu pénis, sempre receava a hora de me despir perante uma mulher, agora completamente impotente gemia de prazer ao ver aquela Deusa de Beleza, deliciar-se com aquele bocado de carne ressequido, única prova cadavérica da minha anterior condição de macho. Nos longos dias que decorreram até minha cicatrização estar completa, tive tempo de sobra para pensar em toda a minha vida, e nas razões que me levaram a chegar à orgulhosa condição de escravo eunuco de uma Senhora tão cruel. Já quando Ela me impusera a castração para me aceitar no Seu séquito, pensando por certo que eu recusaria, horrorizado, eu percebera repentinamente, como lhes contei, que fora esse sempre o meu desiderato. Mas agora descobria de onde me viera tal desejo. Fora aos 13 anos, num tempo em que eu nem sonhava vir a ser escravo. E acontecera num ritual de iniciação que na minha escola os alunos mais velhos faziam aos caloiros, e se chamava “ir ao poste”. Na verdade, eu achava já desde há uns dois anos, que não era homem para ter colhões. Aconteceu quando, por comparação com os rapazes da minha idade que tomavam banho comigo, nus, no rio, eu comecei a constatar que minha pila e meus tomates não se desenvolviam tanto como os deles, e passei a ser objecto de troça de sua parte. Aprendi então, a ocultar de todos aquelas partes enquanto os meus colegas as exibiam arrogantes. Comecei então a odiar aqueles órgãos pendentes, que pela sua diminuta dimensão não pareciam vir a ser capazes de satisfazer mulher alguma, e por isso muitas vezes, chibatei furiosamente minha pila e meus balões. E no final, sempre me sentia reconciliado, mais leve. E esta sensação ainda mais se agravou quando percebi, que nosso caseiro na época de matança do porco, escolhia os machos destinados à faca, pelo tamanho dos seus testículos. Um ou dois machos eram anualmente poupados à facada no coração, pelo menos até ao ano seguinte, e estes eram sempre os que apresentavam os colhões maiores, e as vergas mais avantajadas, pois segundo a sua experiência, estes eram melhores cobridores, e asseguravam melhor descendência. Se eu fosse um cerdo do nosso caseiro, não chegaria à idade adulta, e estaria condenado a morrer virgem. Fui levado ao poste, juntamente com todos os rapazes da minha turma, logo no 2º ou 3º dia, após a abertura das aulas. Estávamos à espera da 1º aula de História, num pavilhão pré-fabricado que servia provisoriamente de edifício escolar, pois a escola estava em remodelação. Uma turma mais velha cercou-nos, separaram as raparigas dos rapazes, as colegas do sexo feminino foram entregues às colegas mais velhas da outra turma, do mesmo sexo, para serem praxadas por elas. Regra geral a praxe das raparigas não era tão violenta, as miúdas limitavam-se a mandá-las medir a área da sala, ou do recreio, com um palito, ou um fósforo, por vezes atiravam-lhes água pela cabeça, e ficavam-se por aí. Mas os nossos colegas rapazes, não eram tão meigos connosco. À força de pontapés nas nádegas, de bofetadas na cara, e palmadas nas costas, desferidos à frente das raparigas para nos envergonhar mais, conduziram-nos para fora do recinto escolar, até ao meio de um monte, a 500 ou 600 metros da escola, rodeado de árvores, onde nunca passava ninguém. Era ali que se realizava a prova de fogo dos caloiros machos. A primeira coisa que nos mandaram fazer, foi despir-nos por completo, apesar do frio matinal, que se fazia sentir, para que nós, nus, não nos atrevêssemos a escapar. Contrariamente a todos os meus colegas, este era para mim o momento mais receado, e não aquele em que minhas bolas, totalmente desprotegidas, iam ser atiradas contra o tronco de uma árvore. Despi-me por isso, o mais lentamente que pude, e quando tirei as cuecas, tentei cobrir com as mãos, e as pernas cruzadas, a piroca e os tomates, para que ninguém visse que eu os tinha tão pequenos, mas o que consegui foi apenas chamar mais a atenção dos outros. - Afasta as pernas, e as mãos atrás das costas – ordenou-me um deles, o Reis, conhecido como o Terror dos Caloiros, aplicando-me mais duas ou três bofetadas na cara. Embora contrariado, tive de obedecer. Todos se riram com a dezena de centímetros da minha pilinha, que com o frio ainda ficara mais pequena, e com os dois bagos pequeninos, que minha Senhora apelidou, quando os viu pela primeira vez, de ovos de pomba, e que em boa hora decidiu cortar-me. - Eu logo vi! – disse o Reis – Achas que isso é alguma piça que se apresente? Quando estiveres com uma mulher, o que lhe vais fazer com ela? Palitar-lhe os dentes? Foi o suficiente para todos me começarem a chamar “ piça de palito”, alcunha que me acompanhou sempre ao longo do Liceu, enquanto me rodeavam, e me apontavam com o dedo. Eu estava envergonhadíssimo. - Mostra lá agora os colhões. Queremos ver se são colhões de homem, ou também se não passam de uma amostra. Eu tive de abrir mais minhas pernas, e com as mãos expor-lhes minhas bolas. Nova risada geral. - Só podias ter colhões a condizer. Vamos tratar de tos tornar maiores – e todos se voltaram a rir.- Vamos lá. Queremos ver se sois todos homens de verdade, e se mereceis o par de colhões com que nascestes. Rápido! Todos a tocar à punheta. E o primeiro que se vier vai bater 50 vezes numa das árvores com o tronco mais fininho. Vamos lá! Comecem! Ou será que não sabem como se faz? - Claro que sabem – afirmou outro – É a única coisa de sexo que estes sabem fazer. Nova gargalhada colectiva. Eu e os meus colegas, completamente embaraçados, lá pegamos nos nossos cacetes, e tratamos de os pôr de pé com movimentos de mão. Para alguns de nós, incluindo eu que poucas vezes me tinha masturbado anteriormente, não foi muito fácil pô-lo de pé, devido ao nervosismo e ao frio. Levei mais meia dúzia de chibatadas com uma vara que alguém arrancou, por não me conseguir entesar tão depressa como os outros, e aquelas primeiras vergastadas dadas naquele sítio por outro que não eu, foi a primeira boa recordação daquele momento. - Além de teres a piça pequena, também não tens tesão? Então, é que vais bater com os colhões na árvore! – ameaçavam-me. Mas a puta da piça relutava em erguer-se apesar daqueles açoites deliciosos, e só comecei a sentir tesão quando me lembrei de fantasiar - nem sei como me lembrei daquilo! – que em vez de rapazes, eram mãos de raparigas que empunhavam a vara que me açoitava o caralho e os colhões, castigando-me por os meus órgãos não serem de seu agrado. Quase ejaculei com tal pensamento, e os meus algozes zombaram ao ver a erecção que minha piroca, de um momento para o outro, passou a apresentar: - Que é que te aconteceu, para ficares de repente, cheio de tesão? Deves ser paneleiro, e gostas de ver tanto gajo tocando ao bicho, não é? E agora, além de piça de palito, todos me chamavam paneleiro, e as vergastadas na piça aumentaram de intensidade, atingindo-me em cheio a mão com que me punheteava. Apesar da dor minha tesão aumentava, a dureza de minha piça também, soube pela primeira vez que gostava de apanhar, e todos estavam entusiasmados insultando-me e batendo-me até que não me aguentei mais e me esporrei todo antes de qualquer um. - Paneleiro, – gritaram – nem para foderes serves! Umas poucas de esfregadelas, e já te vens? Vais ser o primeiro a bater com os colhões no poste. E vai ser num bem fininho. E vocês, continuem a tocar ao bicho até se virem como este paneleiro. Gelei então. Bater com os colhões num poste fininho era mais doloroso, como me diziam os colegas mais velhos, que já por ele tinham passado. Num poste mais robusto, os colhões não chegavam a bater em cheio, ficava-se mais com as coxas esfoladas, enquanto que num mais fino, como o dos eucaliptos, a pancada era desferida com mais força. E eu ia apanhar 50! A 100 metros, à nossa direita, lobrigava-se um eucaliptal, para onde três dos nossos captores, entre os quais o Terror dos Caloiros, me conduziram. Pararam em frente ao mais esguio dele, e eu fiquei pálido como a cal. Ao longe, meus colegas de turma tocavam ao bicho, alguns já se tinham vindo, e iam sendo conduzidos ao local do seu suplicio. Faziam aquilo diziam, para “não irmos ao poste com os tomates cheios”. - Não te assustes! – galhofaram – Vais sair daqui com os tomates à homem. Foram extremamente meticulosos comigo, como se quisessem assegurar-se que eu seria, tal como os porcos da quinta de meu pai, o mais sacrificado naquele ritual. Não havia cordas para me amarrar mas um deles, prendeu minhas mãos nas suas, o Reis agarrou-me no tornozelo direito, outro parceiro dele no esquerdo, minhas pernas completamente abertas uma de cada lado do tronco fino do eucalipto, meus pequenos colhões, totalmente desprotegidos, obscenamente exibidos, vais contar de cada vez que bateres com os colhões, impuseram-me, e de repente, sem aviso, senti o primeiro chape de minhas bolas na casca da árvore, senti que os colhões me subiam pelo estomâgo acima e me saíam pela garganta, conta, senão levas mais, eu gritei um, mas já pela segunda vez, ouvia novo chape, e de novo sentia as bolas revolver-se todas dentro de mim, gritei de dor e disse dois, mas não ia conseguir aguentar contar muito mais, de cada vez que contava dava-me conta que eram muitas as vezes que faltavam e a dor era indescritível, malditos colhões porque nasci com eles? ia suplicar que parassem embora tivesse a consciência que isso só pioraria a minha situação, quando me lembrei de usar o meu estratagema que usara para me entesar durante a punheta. Imaginei que estava sendo conduzido ao poste por três raparigas que naquele ritual exprimiam a raiva do seu sexo perante um homem com tão miseráveis bagos, aos quais davam o tratamento devido. Era já escravo eunuco de minha Senhora, quando me dei conta de que se os tivesse perdido então, mais cedo teria encontrado minha verdadeira condição que só Ela me revelou no aço frio do Seu cutelo. Não as via nuas, ou em trajes menores. Na minha mente via apenas três pares de braços femininos que me prendiam os meus membros, e me faziam bater ferozmente os tomates naquele tronco duro de eucalipto como se mos quisessem rebentar de encontro a ele. Eu gritava cada vez mais, gritava mais do que os meus colegas, pois estava a ser mais selvaticamente torturado do que eles, chamavam-me maricas por não me estar a aguentar como os outros, e ninguém entendia que os meus gritos embora de dor, eram também e essencialmente gritos de prazer, pois de todos os caloiros eu era o único que estava sendo batido no poste por três meninas belas, embora as meninas só existissem na minha cabeça. E podia lá haver melhor, do que ter os colhões maltratados por umas meninas assim tão belas e más! Só se aperceberam do meu estado de excitação, quando viram meu caralho empinar-se apesar da punheta de há pouco, e mostrar o seu relevo no plano de minha barriga, como se fosse cuspir para cima. - Olha como o filho da puta ficou! - comentou um deles- É a primeira vez que vejo um gajo ficar de pau feito por vir ao poste. Afinal, estás a ficar macho a sério. Até já és capaz de dar duas seguidas.- Mais gargalhadas. Mas eu não queria, como não quero, ser macho. Queria era que as meninas me continuassem fazendo bater meus colhões naquele tronco de eucalipto, porque aquilo era bom, perdidamente bom…Principalmente agora, que os seus movimentos eram mais rápidos, e as pancadas se sucediam mais continuadas, umas a seguir às outras, quase não dando tempo de intervalo entre cada uma, impedindo-me de respirar, de contar direito, fazendo-me sentir cada vez mais o gosto dos colhões húmidos na minha garganta, fazendo-me engasgar, vomitar.. Quando terminaram, deixaram-me cair no chão, e eu deixei-me ficar tombado, sem me poder mexer, os tomates inchados, negros, raiados de sangue, e com a região pélvica doendo-me do mesmo modo que me doeu nos momentos seguintes à minha castração. De todos eu era o que estava em pior estado, mas mesmo assim senti raiva por ao tocar no meu entre pernas, e ao contemplar as manchas de sangue nos dedos, ter percebido que ainda os tinha. Lamentei que as três meninas não tivessem completado o tratamento e não os tivessem esborrachado mesmo como a intensidade dos golpes fazia prever. Meu pau continuava em pé, estava duríssimo, nunca tivera o pau assim tão duro, e de joelhos fui obrigado a tocar nova punheta. Desta vez fiquei ali bastante tempo brincando com o pau na mão, e gozei a punheta mais saborosa de minha vida. Não o entendi claramente na altura, mas hoje sei que foi nesse dia que descobri minha vocação em ser eunuco. Agradeço contudo não me ter então convertido num. Se tivesse perdido meus tomates naquela manhã, que teria eu para submeter a minha Senhora a fim de a convencer a aceitar-me como Seu escravo?