Back to Browse
A escuridão era quase total, sendo interrompida rapidamente a cada trinta segundos pela luz do farol de Itapuã, que já ficava quase pela popa do barco. Ainda dava para ouvir o barulho das ondas quebrando nas pedras abaixo do farol quando decidi desligar o piloto automático e timonear o barco, pelo menos naquele pedaço. Não que eu não confiasse no aparelho. Mas nos dois lados do canal existem bancos de areia, e eu não queria passar o resto da noite encalhado ali. O vento aumentara muito desde o início da tarde, e por várias vezes o barco atravessara, jogando a proa contra o vento, e com água rasa pelos lados, era melhor prevenir. Ela suspirou aliviada. Não que estivesse com medo de encalharmos, mas sim pelos açoites serem interrompidos. Amarrada no mastro, sobre a cabine, o cenário que via era assustador. O barco balançava muito, e as vezes deitava demais colocando a retranca e um bom pedaço da vela principal dentro da água. As velas panejavam, e quando enfurnavam novamente, ela sentia às costas a pressão que o mastro sofria. Orcei o rumo o máximo que pude para não sair do canal, diminuindo o pêndulo do barco, mas em contrapartida, ele navegava mais adernado, por vezes fazendo a água tocar seu pé esquerdo, amarrado junto ao estai, o cabo de aço que dá sustentação ao mastro. Eu levava o veleiro no limite, a vela balão orelhando à barlavento, e então arribava novamente fazendo ele surfar nas ondas. Mas era automático. Minha cabeça estava longe dali. Estava relembrando do nosso final de semana. Saímos ainda na sexta feira, ao final da tarde. Havíamos planejado um final de semana diferente: iríamos de barco para a ilha, só nós dois. E esperávamos que fosse assim mesmo, afinal era o auge do verão, e todo mundo vai para o litoral nos finais de semana. Já era noite quando descemos as velas e amarramos o barco no trapiche de madeira. Como tínhamos previsto, nenhum outro barco. A ilha era só nossa! Após um rápido jantar a bordo, fomos dar um passeio pela ilha. Não dava para ir muito longe, afinal era noite e a mata era fechada. Voltamos para o barco e ficamos uma boa parte da madrugada deitados no convés, escutando música e conversando. Antes de dormir, já dentro do barco, transamos docemente, deliciosamente, com a gaiúta aberta, tendo a lua cheia como testemunha. No sábado acordamos cedo, e após um café, tomamos um banho de rio para tentar fugir do calor. Depois, com algumas cordas e alguns apetrechos dentro de uma mochila, resolvemos explorar a ilha. Seguimos pela velha trilha, e logo estávamos no lado norte da ilha, observando os navios passando lá longe no canal, indo em direção à Lagoa dos Patos. Seguimos andando, dando a volta na ilha, para chegar à praia do lado sul, totalmente deserta. Durante todo percurso, ela andava à minha frente, usando um minúsculo short e uma blusa de alcinhas, sem absolutamente nada por baixo. Fez toda a trilha me provocando, brincando, me desafiando. Quando chegamos na areia, na beira do rio, resolvi responder às provocações à altura. Puxei-a para perto de mim, e quando ela imaginava que receberia um abraço e um beijo inocente, corri uma mão pelas suas costas e segurei seus cabelos com força. - Tira a roupa, agora. – ordenei. - Mas, aqui?? E se chegar alguém? - A ilha está deserta. - E se chegar alguém? - Vai te ver pelada. Vai, tira logo a roupa. - Mas e o cara que cuida da ilha? - O que tem ele? - Se ele vier até aqui? - Vai te ver pelada também, saco! Tira a porra da roupa ou eu vou ter que rasgar? - Não! Se rasgar como vou até o barco? - Pelada! - Mas... Não deixei ela terminar a frase. Dei dois tapas no seu rosto, e ela entendeu o recado. Tirou rapidamente a roupa, e ficou esperando a próxima ordem. Indiquei a ela a árvore na margem do rio. Os galhos saiam do tronco e se espalhavam por uma boa parte da praia. Mandei que caminhasse até lá. Ela foi, relutante, temendo o que estava para acontecer, enquanto eu tirava algumas cordas da mochila. Ela parou sob a arvore e, se eu pudesse, teria parado o tempo naquele momento. Ela ali, totalmente nua, o olhar confiante da trilha dera lugar a um olhar respeitoso, temeroso, o rio quase sem movimento e nenhuma nuvem no céu... Nem nos meus melhores sonhos teria sido assim... O galho mais longo passava a quase dois metros de altura sobre uma pedra que se perdia dentro do rio. Mandei ela caminhar até onde podia, com os pés quase na água, e depois levantar os dois braços. Passei as cordas firmemente nos seus pulsos e depois no tronco da árvore. Procurei pelo chão, e logo encontrei um pedaço de madeira do tamanho certo para improvisar um separador de pernas, e prendi nos seus tornozelos. Passei a mão pelo seu corpo, apertei sua bunda, belisquei os bicos dos seios. Enquanto ela tentava fazer cara de quem não estava gostando, lambi e mordisquei os mamilos, enquanto uma das mãos acariciava sua buceta. Quando ela resolveu parar de fingir e deu o primeiro gemido, olhei seu rosto de prazer, olhos quase fechados, e disse: - Tchau. E saí caminhando, sem olhar para trás, lamentando não poder ver a expressão de prazer se transformar em incredulidade em seu rosto. Voltei para o início da trilha, até onde ela não podia me ver. Procurei o melhor ângulo de visão entre as árvores e sentei. Agora era só apreciar e esperar. Liguei o cronômetro do meu relógio de pulso. Dois minutos. Até que ela estava agüentando bem. Só agora estava tentando se soltar. Cinco minutos. Já notou que está bem amarrada e não vai conseguir sair dali sozinha. Sete minutos. Começou a mexer os pés, tentando soltá-los, e por duas vezes escorregou no limo da pedra, ficando pendurada pelos braços. Dez minutos. Começou a chamar meu nome. Quinze minutos. Além de ter passado quase todos os cinco minutos anteriores me chamando, agora suplica que eu lhe solte. Dezoito minutos. Apesar de estar relativamente longe, posso ver a expressão de desespero no seu rosto. Vinte minutos. Seus braços e pernas tremem, as lágrimas escorrem pelo seu rosto. Decidi me aproximar. Ela ouve meus passos, e vira rapidamente o rosto em minha direção. Ela é durona, e tenta disfarçar o alívio que sente. - Já voltou? – ela me perguntou, desafiando como sempre. - Que nada... É que me deu uma vontade de mijar, e vim aqui mijar em ti! – respondi. Tirei o pau pra fora e mijei nas suas pernas e barriga. Tentou se contorcer, fugir, mas foi em vão. Recebeu os jatos de urina de olhos fechados, mordendo os lábios, humilhada, mas com tesão. - Me tira daqui? – pediu dengosa, melosa, quando terminei. - Porque? - Porque eu quero sair. - E tu acha que tem que querer alguma coisa? - Vou falar a palavra de segurança. - Porque, tá em perigo? - Porque eu quero sair. Engraçado como esse jogo deixava-a excitada. Sempre querendo que eu mostrasse quem mandava ali. - Mas não vai. - Mas eu quero sair!! – gritou. Desci da pedra, fui até a areia e voltei com a mão cheia. - Grita de novo! Grita que enfio toda essa areia na tua boca, cadela! Ela baixou a cabeça e ficou quieta. Sabia que eu estava falando sério. Passei a areia grossa nos seus seios, e belisquei os bicos. Dei a volta por trás dela e toquei sua buceta, e ela gemeu baixinho. Enfiei primeiro um dedo, mexendo, entrando e saindo, depois outro. Tirei, mandei ela lamber. - Lambe bem. Deixa eles bem babados pra eu enfiar na tua bunda. - Não, não bunda não! – ela protestou. - Ah, não? - Não. - Tem certeza? - Tenho. - Veremos. Quando me viu saindo dali, se arrependeu. - Espera... Espera... Aonde você vai? Não respondi. Peguei um pedaço de pau na beira da água. Era pequeno, mas bem grosso. Mostrei pra ela: - Agora não serão mais os meus dedos. Vai ser com isso! – molhei na água – Pronto! Está até lubrificado! Ela movia a cabeça negativamente, mas a voz não saía. O medo estampado em seu rosto multiplicava meu tesão por mil. - Não, por favor, não... Com isso não... Vai me rasgar... Por favor... – ela finalmente conseguiu falar. Passei o braço na sua cintura e puxei-a para cima. Abri a bunda e dei uma cuspida. - Tá pronta. - Nãooooooooooooooooooooooooo... – ela gemia. Fiz o movimento com o braço como se fosse enfiar o pedaço de pau, mas na hora larguei de propósito e enfiei dois dedos. - Aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh! – ela gritou – Está me arrebentando.... Aaaaaahhhhhhhhh! Não deixei o susto passar, comecei a mexer os dedos dentro dela. O tesão escorria pelas suas coxas, e ela arfava como uma cadela no cio. - Vai, vai, vai.... Me rasga... Me arrebenta... Delícia... Soltei as cordas que prendiam seus pulsos e mandei que ficasse de quatro sobre a pedra. Coloquei meu pau na sua bunda e mandei que rebolasse. Ela faz isso como ninguém. E geme. E provoca. Pede para apanhar. Peguei-a pelos cabelos, e mergulhei sua cabeça no rio. Bem rápido. Ela gostou. Fiz de novo, sem parar de mexer dentro dela, dessa vez por mais tempo. Quando tirava sua cabeça da água, os cabelos encharcados, a água escorrendo no seu rosto, ela pedia mais. E assim fui fazendo, até gozarmos juntos, ela com o rosto submerso e eu fundo dentro dela. Ficamos um bom tempo ali naquela pedra, eu sentado com os pés na água e ela deitada com a cabeça no meu colo. De volta ao barco, preparamos juntos o almoço e vimos com alguma tristeza mais alguns barcos chegando na ilha. Teríamos que mudar os planos. Conferi a previsão do tempo, e sorri. Era a deixa que eu precisava. Mas para o dia seguinte. Passamos o resto do dia conversando com o pessoal, ela com os braços doloridos, com a bunda dolorida e os joelhos esfolados. Quando perguntavam, ela dizia que tinha caído na trilha, e me sorria com aquele brilho nos olhos. À noite comemos um churrasco, preparado pelos outros velejadores, e mandei que ela fosse com uma camiseta grande, larga, para esconder os prendedores de seios que eu colocara. Era uma delícia a sensação de estar fazendo algo “escondido”. Ela ainda dormia na manhã do domingo, quando olhei no barômetro confirmei a previsão que vira no dia anterior: temporal. Ótimo! Soltei as amarras, subi as velas e saí com o fraco vento norte da manhã em direção à Lagoa dos Patos. Fui deixando a ilha à bombordo, livrando as pedras submersas em volta dela, logo chegando ao canal. Ela acordou e subiu para o convés, me deu um beijo molhado e disse que estava adorando o final de semana. Perguntou se já estávamos voltando ao clube, e pelo visto não entendeu meu sorriso irônico nos lábios. Perguntou se podia tomar sol nua, para não ficar com marcas. - Claro que pode. - O barco não vai balançar muito? - Se balançar, te amarro pra não cair. – respondi rindo. - Tarado! Desceu para a cabine e voltou nua. Deitou de bruços no convés, provocativa, perto de mim. Fiz o que pude para ignorá-la ali, pois sabia que isso a deixaria incomodada, e após alguns minutos ela escorregou uma mão sob o corpo. Entreabriu as pernas e começou a tocar levemente o clitóris, de olhos fechados, gemendo baixinho. Fiz de conta que nem estava vendo, e ela se esforçava cada vez mais para chamar a minha atenção. E eu ali, regulando as velas e de olho no horizonte procurando um sinal da frente fria. Quando já estava com três dedos dentro da buceta, ela foi ficando de joelhos, arrebitando a bunda na minha direção e pegou uma manicaca, que é aquela manivela que se usa para regular as velas do barco, e disse: - Já que não vai me comer, me viro sozinha... E começou a enfiar o cabo da manicaca dentro da buceta. Logo ela fazia movimentos de vai e vem, rebolando e gritando de prazer. Foi difícil, mas consegui me conter e assistir aquele espetáculo sem participar. Quando ela gozou gritou tão alto que tive certeza que mesmo distante algumas milhas da costa, a cidade inteira tinha escutado. Aos poucos ela foi se recompondo, a respiração voltando ao normal, o coração desacelerando, e veio engatinhando na minha direção. Baixou a minha bermuda e abocanhou meu pau. - Uhmm, que duro! – ela falou, a voz abafada pela cabeça do pau quase na garganta. Não falei nada. - Porque ele está assim? Permaneci quieto. - Acho que você gostou do que viu, hein? Segurei-a pelos cabelos, cadenciando os movimentos, e sem muita demora enchi sua boca de porra. - Se pingar no convés, vai limpar com a língua!- falei. Dito e feito. Ela não conseguiu engolir tudo, e ficaram algumas poças pequenas no convés do barco. Ela não se fez de rogada, e de quatro no cockpit passou a língua na fibra antiderrapante do convés, deixando tudo limpinho. Depois voltou para o seu banho de sol nua, mas desta vez bem comportada. Passava da uma da tarde quando entramos na Lagoa. Na proa já dava para ver o tempo mudando, ainda distante dali, mas pela cor do céu, vi que teríamos tempo ruim pela frente. Preparei as velas para o vento forte que viria, e as cordas sobressalentes para o que faria com ela. O vento foi rondando para o leste, e aumentando gradativamente a intensidade. Logo vieram as ondas, e decidi que a hora da diversão iria começar. - Vem aqui. Não precisei falar duas vezes. Ela me conhecia bem, e pelo meu tom de voz sabia quando podia ou não bancar a rebelde. Parou na minha frente. - Coloca uma camiseta que vai esfriar um pouco... - Esfriar? Mas é verão! – ela falou, confusa. - Faz o que to te falando. É pro teu bem. Desceu para a cabine e colocou a parte de baixo do biquíni e uma camiseta branca colada no corpo. - Se esfriar mais, depois eu coloco uma roupa mais quente, ta? - Depois não vai dar. – falei. Levei-a até a proa do barco, mandei que sentasse ali, entre a vela da frente e o fim do barco, com os pés para fora. Amarrei seus pulsos no púlpito de proa, e com outra corda passando pela sua barriga, prendi seu corpo junto ao estai de proa. Ela não entendia muito o que estava para acontecer, mas ficou pálida quando mandei que olhasse para o sul. O céu estava escuro, as nuvens passavam de um tom roxo para azul marinho, denunciando o que estava por vir. - O que é aquilo? Um furacão? – ela perguntou apavorada. - Quase, - respondi sorrindo – na verdade é só um temporal de verão. - Mas..... você vai me deixar aqui?? Nem me dei ao trabalho de responder. Fui colocar minha roupa de tempo. Detesto passar frio velejando. Quando o temporal entrou, veio bem forte. Logo o relógio digital marcava 45 nós de vento, e as ondas cresceram rapidamente. O barco, um 37 pés “puro sangue” de regata feito para enfrentar qualquer situação de mar e vento, furava as ondas, espirrando água para todos os lados. E na proa ela ali amarrada, levando toda a força das ondas no corpo, os pingos grossos da chuva machucando seu rosto, suas coxas desnudas, sendo jogada para cima e para baixo a cada cavalgada em uma onda. 55 nós de vento, com rajadas de mais de 60 nós, a vela principal rizada no último ponto, deixando-a no menor tamanho que poderia ficar, e a minúscula vela de proa para facilitar a navegação. As ondas agora eram bem grandes, incomuns mesmo para a Lagoa dos Patos, e o barco passava a primeira, furava a segunda, e a terceira estourava nela, lá na proa, depois varrendo o convés. Ela virava o rosto para trás, me procurando, procurando segurança. Como todo temporal de verão, não durou muito. Pouco antes da cinco da tarde a chuva já havia parado, e a intensidade do vento voltara a níveis normais. Fortes, mas navegáveis. Aos poucos fui mudando as velas, ajeitando o barco para a volta. Soltei-a da proa, e ela me abraçou forte, aliviada, amedrontada, segura em meus braços. Me beijou com força, tremia em meus braços, realizada. Começou a me dizer alguma coisa, mas mandei que ficasse quieta. Levei-a até o mastro e amarrei-a novamente. - Não, não, de novo não... – ela pedia baixinho. Rasguei um pedaço da sua camiseta e improvisei uma mordaça. Manobrei o barco para o rumo de volta e acionei o piloto automático. Peguei algumas cordas molhadas no cockpit e me aproximei dela. - O que foi aquilo com a manicaca?? Seu olhar de surpresa, os cabelos molhados grudados no seu rosto, a camiseta branca colada no corpo, transparente, mostrando seus seios quase furando o tecido. Bati com as cordas nas suas coxas. - Me pediu permissão pra fazer aquilo?? Claro que ela sabia que eu tinha gostado, que tinha me excitado. Mas naquele momento ficou confusa. Bati mais. - É assim que a coisa funciona pra ti, sua puta? O que tem pela frente enfia na buceta? Agora com uma ponta da corda em cada mão, batia nos dois lados. - Hoje tu vai aprender a se portar, sua cadela. Vai aprender que o que passar pela tua cabeça, o que tu imaginar, vai precisar da minha aprovação para acontecer. E bati. Bati. Bati. Anoiteceu. A escuridão era quase total, sendo interrompida rapidamente a cada trinta segundos pela luz do farol de Itapuã, que já ficava quase pela popa do barco. Ainda dava para ouvir o barulho das ondas quebrando nas pedras abaixo do farol quando decidi desligar o piloto automático e timonear o barco, pelo menos naquele pedaço. Não que eu não confiasse no aparelho................... FIM