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Verdes olhos
Por A. Eater (narrado por Verdes Olhos)
O PRIMEIRO CONTATO
Outro dia, estava indo ver uma obra e quase atropelei um homem. Ele chegou a cair no chão. Preocupada, ofereci-me para levá-lo ao médico. Já dentro do meu carro, disse-me que não precisava ir ao médico porque não estava ferido. Foi só o susto. Fiquei aliviada e, ao mesmo tempo, preocupada em ter um estranho ao meu lado. Era um oriental, esbelto, estatura mediana, com cabelos bem curtos e levemente grisalhos. Disse chamar-se Akira, um engenheiro paulista descendente de japoneses. Estava no Rio para tratar de assuntos da empresa, uma multinacional, de cuja filial era gerente em São Paulo.
Era fim de dia e ele me propôs irmos a algum lugar para tomar um drinque e conversar, deixando a escolha a meu cargo. Isso me deixou mais tranqüila. Por segurança, fomos a um bar com movimento razoável, na Rua Vinícius de Morais. A conversa fluiu de maneira surpreendentemente agradável e descontraída. Ele demonstrou ser bastante culto, viajado e falava de maneira cativante. Falava vários idiomas e conhecia muitos países pelo mundo. Contou-me também que era divorciado e sem filhos. Fui ficando fascinada com aquele homem que fora um completo estranho até poucas horas antes. Ele também parecia sentir-se atraído por mim. Depois, ofereci-me para levá-lo ao hotel. Estava hospedado num conhecido 4 estrelas de Copacabana, o Lancaster, antigo mas bem confortável. Combinamos um encontro no dia seguinte. Na despedida, rolou um beijo que me deixou atordoada. Não foi daqueles cinematográficos, mas foi de arrepiar ! Custei a pegar no sono naquela noite.
No segundo encontro, parecíamos já bastante íntimos, tamanha a sintonia entre nós. Ele soube que adoro sushi e fomos jantar num restaurante japonês recomendado por ele, no Centro. A essa altura, já trocávamos carícias e nossos olhares denunciavam a intensa atracão mutua. Dessa vez, ele estava com um carro alugado e levou-me para casa. Depois de um ardente beijo de despedida, perguntou-me:
- Você quer que eu ligue amanhã ou que a cutuque?
Já sabia dessa cantada, mas não resisti. Poderia estar correndo risco, mas decidi confiar nele. Subimos ao meu apartamento, onde explodiu toda aquela atracão. Depois de me abraçar e me beijar intensamente, ele me despiu lentamente, como num ritual sagrado, deixando somente a calcinha. Com uma força surpreendente para os seu porte físico, ergueu-me e depositou-me suavemente na cama. A seguir, mostrou que sabe como excitar uma mulher. Era um mestre nas preliminares. Seus lábios, sua língua e suas mãos passearam maliciosamente e sem pressa pelo meu corpo, que estremecia a cada toque certeiro nas minhas zonas mais sensíveis. De vez em quando, colava seu corpo ao meu, ora pela frente ora pelas costas. Esse contato com a lisa pele de oriental parecia dar-me pequenos choques elétricos. Senti também seu membro duro entre as minhas coxas. Logo, senti a calcinha molhada. Percebendo isso, ele a retirou bem devagar com os dentes, como quem prepara um prato fino. Continuou a explorar o meu corpo, concentrando-se mais nas partes antes cobertas pela calcinha, fazendo-me gemer e me contorcer a cada movimento de sua língua. Finalmente, fizemos amor. Intenso, fogoso, gostoso, alucinante! Não sei o porquê, mas lembrei-me de um vulcão na hora. Acho que era isso que ele parecia ! Mesmo depois, ficamos longamente abraçados, trocando carícias sem nada falar. Foi demais !!!
No dia seguinte, ele retornou a SP, prometendo voltar ao Rio na semana seguinte. Eu mal podia esperar!
FANTASIAS
No final de semana, recebi um lindo arranjo de flores enviado por Akira, acompanhado por um cartão cheio de romantismo. Na semana seguinte, ele voltou ao Rio na sexta-feira, como prometera. Para a minha alegria, anunciou que passaria o final de semana comigo. O reencontro foi mais gostoso ainda do que o anterior, pois havia uma sintonia maior ainda entre nós.
Nessa noite, preparei um jantar à luz de velas para nós. O prato era um dos preferidos dele: badejo à la belle meunière. Para acompanhar, um delicioso vinho branco Riesling. Naturalmente, o jantar foi muito romântico, como eu gosto.
Após o jantar, ficamos abraçadinhos por umas duas horas, conversando e ouvindo música. Trocando beijos e carícias naquele clima romântico, nossos corpos foram ficando gostosamente excitados. Logo, fomos para o quarto. Tomei a iniciativa e comecei a despi-lo lentamente, acariciando e beijando o seu corpo entre uma peça de roupa e outra. Adoro beijar, e ele o fazia de tal maneira que me atordoava. Deixei-o sentado na cama e despi-me na sua frente imitando uma stripper. A cada peça que eu lhe atirava, ele sorria e devolvia-me um beijo com as mãos. Seus olhos penetrantes pareciam brilhar. Nua, ajoelhei-me entre os seus joelhos e abocanhei suavemente o seu pênis (com camisinha, claro). Dizem que os orientais o têm pequeno, mas há algo que devo explicar: são comparativamente menores do que os dos ocidentais quando não eretos; porém, excitados, têm tamanho perfeitamente dentro da média nacional. A suave massagem da minha língua fez o membro se avolumar rapidamente, enchendo a minha boca. Ele acariciava os meus cabelos e gemia de prazer. Parei o sexo oral, coloquei os braços sob suas pernas e as joguei sobre a cama, deixando-o deitado de bruços. Debrucei-me sobre ele e corri meus lábios e minha língua em toda o seu corpo, começando pelos pés. Chegando à cabeça, o virei de costas e fiz o mesmo, descendo ate os pés. Dos pés, fui subindo novamente, ate abocanhar novamente o seu pênis. Quando este atingiu o máximo da ereção, sentei-me sobre ele na posição do ``coqueirinho´´ (que adoro!). Ele colocou as mãos nos meus seios e os acariciou sensualmente. Aí, foi aquela loucura! No clímax, agarrei-me ao seu corpo e cravei-lhe as unhas nas costas. Uma intensa explosão de prazer!
Akira tem uma qualidade importante: não é daqueles que goza, vira para o lado e dorme. Depois do gozo, abraçou-me forte, cheio de atenção e encheu-me de beijos e carícias, prolongando-me o prazer.
Descansando, ficamos conversando e acabamos falando de fantasias sexuais. Eu lhe disse que a minha era transar numa praia deserta. Ele gostou e disse que preferia falar sobre a sua fantasia na tal praia deserta, para onde me levaria no dia seguinte. Aquilo foi o máximo! Fiquei curiosa a respeito das suas fantasias, mas resolvi esperar. Na manhã seguinte, fizemos as malas, e pegamos um taxi ate o Aeroporto Santos Dumont. Para a minha surpresa, nos esperava um helicóptero fretado, que nos deixou numa pequena e linda praia da Ilha Grande, com poucas casas de veraneio aparentemente desocupadas. Uma delas estava reservada para nós. Dentro, um monte de flores para mim! Pulei no seu pescoço e o beijei loucamente. Ele merecia.
Curtimos o dia na praia, mergulhando nas águas cristalinas para apreciar o belo espetáculo do mundo submarino e caminhando nas trilhas por perto. Perguntado sobre as fantasias, Akira sorriu maliciosamente e respondeu que as revelaria à noite, quando a praia estivesse realmente deserta. A minha curiosidade estava no limite. Parecia uma criança esperando um brinquedo!
À noite, não havia viva alma na praia, iluminada por um belo luar. Estendemos uma esteira grande e nos deitamos para o que seria a noite mais excitante da minha vida. Trocando carinhos, ele me disse que a sua fantasia predileta era o bondage. Eu não sabia o que era e ele me explicou que era uma técnica secular de excitação erótica por meio de amarras, muito praticada no Japão desde os tempos feudais e mostrada em desenhos europeus remontando ao século 16 no livro Erotica Universalis, de Gilles Néret. Hoje, é muito praticada pelo mundo, mas ainda é meio tabu no Brasil. Contou também que não era adepto do sadomasoquismo violento, com chicotadas e outras torturas. Excitava-se restringindo os movimentos da mulher, imobilizando-a com cordas. Disse-me que gostaria muito de praticá-lo comigo, mas que não me obrigaria a nada, pois eu o conhecia pouco e seria natural que sentisse medo em ser amarrada por um quase estranho num lugar deserto. Eu nunca gostei de me sentir presa e sinto mais prazer em ser dona da situação; porém, naquela noite, algo me dizia que eu deveria experimentar ser dominada. Aceitei a sua proposta, mesmo com uma ponta de receio. Não pude deixar de me lembrar de uma minissérie da TV Globo, ``As noivas de Copacabana´´, onde um maníaco interpretado pelo Miguel Falabella matava suas namoradas depois de vesti-las de noiva...
Ele abraçou-me carinhosamente, beijou-me e agradeceu a colaboração, mas eu estava tensa. Tirou uma cordinha de nylon macio de uma sacola, deitou-me de bruços e amarrou meus pulsos cruzados às costas. Naquele momento, eu sabia que era tarde demais para desistir. A seguir, pegou outra cordinha e amarrou meus pés juntinhos. Eu estava só de calcinha. Colocou-me sentada a seu lado, abraçou-me e, acariciando meus seios, disse no meu ouvido:
- Obrigado meu amor. Você não sabe o prazer que está me dando.
Beijou-me por alguns minutos, levantou-se rindo, dizendo:
- Agora, você vai participar de um jogo erótico. Tente tirar a calcinha, levando-a abaixo dos joelhos. Se não conseguir em 10 minutos, sofrerá um castigo.
Essa do castigo deixou-me preocupada, e comecei a me contorcer e a mexer as mãos, tentando abaixar a calcinha. Enquanto isso, ele me enchia o corpo de carícias. Nisso ele era muito bom. Sabia como explorar os meus ``botões eróticos´´. Quando ele mordeu e puxou suavemente os meus mamilos, fiquei arrepiada e gritei de prazer. Consegui por os dedos na calcinha e empurrá-la até logo abaixo do bumbum. Aí, os dedos não a alcançaram mais. Debati-me desesperada, dobrei o corpo e os dedos empurraram a calcinha um pouco mais para baixo, já bem enrolada nas coxas. Eu transpirava e isso parecia excitar Akira. Cinco minutos haviam decorrido. Enquanto eu tentava, ele me bolinava toda. Eu ofegava e ria, apreciando o jogo. Ao final do prazo, a calcinha havia parado um pouco acima dos joelhos e não houve mais como alcançá-la. Ele passou os dedos entre as minhas pernas e percebeu que eu estava molhadinha. Abriu um sorriso largo e perguntou:
- Pronta para o castigo, meu amor?
Respondi sorrindo, um pouco preocupada:
- O que fazer? Estou pronta. Veja lá o que vai fazer comigo, hein?
Na sacola, pegou um lenço e um rolo de esparadrapo largo. Segurou-me por trás, pediu-me que abrisse a boca e nela enfiou o lenço feito uma bolota, preenchendo-a toda. Assustada, tentei resistir.
- Nãão...mmmhh...mmmuhh...
Tentei cuspir o lenço, mas ele me impediu com a mão. Debati-me tentando soltar as mãos, mas não foi possível. Estava bem amarrada. Com o esparadrapo, cobriu a minha boca, deixando-me impossibilitada de gritar e até mesmo de falar. Bateu um medo danado. Ele percebeu e procurou acalmar-me, acariciando-me e falando suavemente que não me faria mal nenhum. Deitou-se, abraçou-me e caprichou nos carinhos até me ver relaxada e novamente excitada. Desamarrou os meus pés, colocou-me de costas e voltou a amarrá-los bem abertos, usando duas estacas de fixar barracas. Aí, trabalhou maravilhosamente com a língua. Veio subindo pelas coxas, chupando e passando a língua, até explorar cada canto da minha vagina, dedicando especial atenção ao clitóris. Eu me contorci e gemi como nunca! Subiu mais e parou longamente nos seios. Eu não agüentava mais, mas não conseguia dizer-lhe para penetrar-me. Ele sabia disso muito bem, e se divertia ``torturando-me´´ eroticamente. Finalmente, desamarrou meus pés, colocou-me sobre o meu lado esquerdo, levantou a minha perna direita e se enfiou de joelhos entre as minhas coxas. Ficou meio sentado sobre a minha coxa esquerda, com a minha coxa direita apoiada na sua. Logo, senti a penetração tão esperada. Comecei gemer e a fazer movimentos alucinadamente, enquanto ele acariciava meus seios e coxas. Se não estivesse amordaçada, certamente eu teria gritado de prazer. Akira sabia segurar a ereção por bastante tempo, e isso me deixou maluca. Parecia que iria me acabar naquilo, até que veio o prazer máximo, fenomenal! Foi maravilhoso!
Ele ainda me manteve amarrada por um bom tempo, abraçando-me, beijando-me e novamente agradecendo a minha aceitação do bondage. Disse que eu fui maravilhosa e como estreante na arte. Nem eu. Na qualidade de dominadora, não esperava que fosse tão bom. Tornei-me sua bondagette de carteirinha.