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Impiedosamente Tua
Conheci o Sr. A numa tarde de inverno, eu estava em cima da escada, na biblioteca, procurava livros de autores portugueses. Estava de saia e salto alto, era uma ousadia minha, ele me observava há algum tempo sem que eu notasse. Rasguei a saia ao descer, podia ter me despencado. Ele mantinha o olhar cravado nas minhas pernas.
Tentei disfarçar e virei a saia para frente, a abertura ia até a cintura. Ele me ofereceu o sobretudo de lã, meio atrapalhada caminhei de costas até a minha mesa, aceitei a oferta.
Anoitecia, era sexta-feira, final de expediente, peguei a bolsa e me preparei para sair. Ele disse que me faria companhia, gostei da idéia.
O agasalho era muito grande para mim, tive que dobrar os punhos ele me ajudou a vestir, havia um perfume amadeirado na lã muito macia. O botão de cima da minha blusa estava aberto e, sem nenhuma cerimônia, quando ajustava o casaco no meu corpo ele tocou meus seios. Uma descarga adrenalina me fez tremer.
Ele vinha à biblioteca com freqüência e, da mesma forma, comparecia aos concertos na sala de audições no mesmo prédio.
Me instigava o tipo de literatura que o Sr. A procurava. Um dia pesquisou no acervo de sadomasoquismo, não havia muito material a respeito. Em casa vasculhei sites e li algumas coisas a respeito do assunto, confesso que fiquei excitada com as coisas que li e vi; a submissão, a obediência, o fato de poder ser usada, de ter um dono. Ao sair do site, fui direto para o banho, fiquei muito tempo na banheira, me toquei e com um tubo de creme violei meu corpo.
Caminhamos a esmo, era bom sentir o frio, ver a cidade de cima, o Theatro São Pedro, a cúpula da Catedral, os prédios neoclássicos; Porto Alegre nesta época do ano é muito bonita.
O Sr. A tinha uma conversa agradável e, mesmo se ocupando com números, mostrava interesse por literatura e artes.
Por vezes nossas mãos se tocavam e o meu coração batia muito forte. Anoiteceu muito rápido, o carro dele estava em um estacionamento num andar muito alto. Subimos num elevador gradeado e, ao abrir a porta de ferro, o corpo dele tocou o meu, não ofereci resistência. Eu sabia para aonde as coisas se encaminhavam, quis ousar.
Rodamos pela parte alta da cidade e depois pagamos a radial. O Guaíba à noite é deslumbrante. Quando ele mexia no câmbio do carro a mão, sutilmente, encostava na minha perna.
Ele estacionou o carro junto ao mirante onde está sendo construído o museu de arte Ibere Camargo. Abri o porta-luvas à procura de um disco, escolhi um Bee Gees. Havia uma coleira no meio dos CDS, achei interessante e pedi que ele a colocasse no meu pescoço vi fotos assim, moças com coleira. Ele me puxou e me beijou, mordeu a minha boca. Pousei a minha mão no colo dele, toquei muito de leve, se formava um potente volume. Abri alguns botões da camisa social e beijei o peito, desci e beijei a barriga. Acho que despertei uma fera; duas, eu estava em brasa.
Virei de costas e levantei o cabelo. Ele passou os dedos pelo meu pescoço e abotoou a coleira. As mãos desceram e me tocaram por baixo do casaco. Abriu os botões da minha blusa e acariciou meus seios, prendeu os mamilos entre os dedos, apertava com certa força, gemi e deixei o casaco escorregar pelos ombros.
Em minutos eu estava sem sutiã, ele reclinou o banco e deitou sobre mim. Eu estava completamente excitada e a minha calcinha estava úmida. Fui me entregando, abri as pernas e deixei que seus dedos percorressem o meu corpo. Vou te ensinar a ser escrava, murmurou. Fechei os olhos e desejei que ele não parasse.
Enquanto me beijava, abriu as minhas pernas, arredou a calcinha e me penetrou com um pequeno falo de couro. Mesmo molhada, o objeto entrou com dificuldade, ele forçou por algum tempo, eu estava tensa. Abre as pernas putinha, disse com um olhar ameaçador. Obedeci.
Estávamos em um local de risco, ele ligou o carro e saímos. Eu não conseguia sentar direito, aquilo estava me machucando, fiquei de lado no banco. Fomos direto para a casa dele na zona sul. Trocamos poucas palavras no caminho, a mão dele percorria as minhas pernas, mandou que eu tirasse a gravata dele. Na garagem, ordenou que eu ficasse de frente para a parede, obedeci, muda e gelada. Arrancou o que sobrou da minha saia, rasgou a calcinha e o sutiã e aplicou-me uma dolorida palmada na nádega, começa assim, cadela, falou no meu ouvido.
Ele algemou meus pulsos para trás e beijou a minha nuca. Nas nádegas, eu sentia o pênis quente e duro latejando. O falo de couro estava dentro de mim, eu quase não conseguia andar. Fui conduzida até a sala pela coleira. Caí duas vezes, rasguei a meia. Pedi água e fui servida numa tigela de metal. Eu estava assustada e comecei a chorar. Ele afagou a minha cabeça, olhou-me profundamente e bateu forte no meu rosto. Repetia com satisfação: Estas indo muito bem para uma cadela iniciante, chorei mais e uma palmada me deixou no chão. Cale a boca, ele bradou.
Tive que rastejar até a sala, era um ambiente amplo dividido com pequenos lances de escada. Havia esculturas das lindas gordas da Maia, a marca brilhante do ferro em Stockingers e outras tantas Glauco Rodrigues. Uma fotografia de Dedé Fedrizzi mostrando uma jovem pendurada pelos pulsos me deixou aflita.
Fui jogada numa poltrona e proibida de levantar os olhos. Ele serviu um conhaque e me obrigou a beber alguns goles. A minha garganta queimava, ele me beijou e abriu minhas coxas para ver se o falo de couro estava no lugar. O resto da bebida ele despejou nos meus seios, acendeu a lareira e desapareceu.
Fiquei encolhida, o corpo molhado de conhaque, eu ainda estava de meias e sapatos não sabia o que ia acontecer depois, rastejei para perto da lareira.
Ele voltou usando apenas um roupão de veludo, soltou meus pulsos e, pela coleira, me conduziu até a sala de jantar. Vi quando uma senhora de uniforme azul fechou a porta que dava para a cozinha.
Comi no chão ao lado da cadeira dele, por vezes ele acariciava a minha cabeça me dava um gole de vinho, boa cadela, murmurava. Eu estava cansada, queria tomar banho, dormir. Se continuares comportada assim, ele disse vais poder tomar banho no tanque dos cachorros. Desabei num choro convulsivo e achei que o meu mundo também desabava. Ele disse que, para cadelas obedientes, sempre havia recompensa.
Eu queria fugir, ir embora, esquecer da minha curiosidade, esquecer que eu nasci.
Havia sempre um sorriso nos olhos dele, isto me assustava. Mandou que eu beijasse seus pés, não obedeci e fui arrastada pelos cabelos até o sofá. Ali fiquei de quatro com a cabeça no chão. exposta, as nádegas para cima. Ele brincou com o falo de couro na minha vagina e foi tirando lentamente. Confesso que a sensação foi muito boa e, mesmo diante de todo o medo, eu estava excitada. Mandou que eu ficasse de pé e virasse para a parede, obedeci, afastei as pernas e senti o pequeno falo sendo introduzido no meu ânus; gemi e levei outra palmada, eu nunca fui tocada assim. Sem gemer vadia!, ele bradou... Virou-me de frente e encostou o corpo no meu, levantou minha perna e me penetrou furiosamente. Eu estava preenchida na frente e atrás, o meu corpo não era mais meu. Ele tentava segurar o gozo, o pênis em riste escorregou para fora, forçava as minhas coxas, eu estava toda melada. Fui penetrada impiedosamente, ele ignorou toda minha dor. Fez com que eu sentasse sobre os calcanhares e passou o pênis pelos meus seios, pelo meu rosto. Ele estava quente entre os meus seios, pulsava. Eu estava sem forças.
Mandou que eu abrisse a boca e o sugasse. Lambe cadela!, ele gritou. Comecei a lamber sem tirar meus olhos dos dele, era um olhar de neve. Lambi devagar e comecei a sugar, chupei aos poucos, nunca pensei que faria aquilo.
Ele latejava na minha boca, aprendi em segundos, me senti vagabunda. O pênis estava cada vez mais duro, crescia na minha boca, estocava, se enterrava, eu o sentia na garganta. Ele afagava a minha cabeça e passava os dedos nos meus olhos.
Fiz o Sr. A se render a mim, às minhas mãos, à minha boca. A cada toque de língua ele se contorcia contra a parede, segurava a minha cabeça e gemia. Faz vadia, chupa putinha, sussurrava.
Em poucos minutos ele gozou abundantemente inundando a minha boca.
Ficamos no tapete, na frente da lareira. A recompensa foi bem melhor do que um banho no tanque dos cachorros. Na fotografia, impassível, a moça pendurada pelos pulsos assistia a tudo.
Estranho sonho...
Emilene