Back to Browse
Animais Racionais
Com um tapa certeiro e ardido na coxa esquerda, Ele iniciou o dialogo (quase monologo).
- Esqueceu, cadela, como sentar no carro, pernas abertas, sempre!
- Sim Sr esqueci. - Respondi abrindo ate o odor subir nas Suas ventas.
- Cadela tesuda, ja deve estar toda ensopada. Acarinhou e dedou minha buceta, 1, 2 vezes... 1, 2 dedos la dentro. Minha face corou e um unico gemido calou meu silencio.
O caminho ja era outro, a urbanidade ficando pra tras. Dando lugar a arvores frondosas, ipes coloridos, arbustos perfumados.
Paramos diante de um portao muito grande, pesado. Ouvi o tilintar de argolas de encontro ao couro, era a coleira.
- Tire a roupa, cadela, coloque a coleira e venha com seu Senhor. Ela o seguiu, saltitando....de pe....
Sr tascou-lhe uma chibatada de cavalarica nas coxas e bunda.
- Onde ja se viu, cadela andando de pe, kkkkk.
Prostrei-me ao chao, de 4 como convem a nos, cadelas.
Sentindo as pequenas pedras como se fossem pequenas brasas saidas do crepitar de uma fogueira.
Agora ouvia passaros, vozes de criancas, latidos e uivos, ao longe.
Ele olhou pra mim, tirando do bolso uma linda venda de couro, nova! Seria esse o presente prometido?
Privou meu olhar daquele encanto de lugar, dizendo que dali em diante o treino era dos sentidos perdidos...aqueles esquecidos....
O balido dos caes ficava cada vez mais proximo a nos. Chegava a sentir o cheiro forte de pelo e halito.
- Trouxe a cadela.
Foi quando percebi a presenca de um 2. sr.
- Traga os animais. - Disse Ele. E comecaram as amarracoes.
Sussurrava ao meu ouvido o quanto estava fazendo-o feliz, satisfazendo a Seus animais, meus irmaos de fato, tambem.
A primeira lambida veio forte e rapida, enquanto os outros caes passeavam ao meu redor. Varias mordiscadas...nas pernas,bunda,seios....
- Vire-se cadela, quero acabar logo com isso....
Ele ajeitou o orgao do animal dentro de mim, extase irracional entre Senhor e suas crias. Lambuzei-me de semem canino e humano.
Muito suada e cansada, Senhor, me tirou daquela situacao. Pegando-me pelos bracos, contou da surpresa presente, que ainda nao havera de ver.
Deitou-me num riacho morno, lavou-me, como da 1. vez..lembrando do seu oficio de juventude.
Beijou-me a boca....
O presente era o riacho....dali em diante seria meu, simbolo do presente/passado. Marca perene de admiracao mutua.
Enroscou-me numa toalha gostosa, enquanto passava as instrucoes.
- Arrume o arsenal completo na masmorra. E va se deitar.
Nem a ela mais, haveria de obedecer...
Seu Senhor e seu riacho...sua vida!