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A Experiência de Uma Escrava Chamada Sonho

-- A primeira coisa a fazer, Sônia, é cortar os seus cabelos. Quero-os tão curtos quanto os de um recruta do exército, como prova de sua entrega e disposição a me atender, obedecer e satisfazer. Sônia se desespera diante da exigência do seu novo Mestre. Seus lindos cabelos, no meio das costas, que por anos ela vem cuidando e tratando com os mais caros shampoos e condicionadores, além de escovas freqüentes e tintas para deixa-los com a cor mais uniforme e firme. -- Suas unhas, doravante quero-as sempre sem cor, sem esmalte nenhum ou, se desejar usar um, que seja incolor. Ela olha para as mãos. -- Suas calcinhas, de hoje em diante deverão ser sempre da cor branca e o tecido algodão. Não quero rendas, bordados, cavadas; quero ver em você sempre calcinhas brancas e simples, lisas, sem os desenhos de uma calcinha infantil e sem os enfeites sedutores das calcinhas de uma mulher; e que lhe cubram boa parte das nádegas, sem que fique presa entre elas quando você se sentar. Durante o meu Domínio, quer na minha presença ou não, jamais você deverá usar saltos altos, o máximo que te permito são saltos discretos, de três a quatro centímetros. Você morará em sua própria casa, contudo, excluindo os assuntos exclusivamente profissionais, exclusivamente financeiros e exclusivamente familiares, o resto, submeterá à minha vontade e preferência, mas atenção, Sônia, apenas quando o assunto for exclusivo destas áreas, ficará fora do meu Domínio, quando tiver relação com a parte de sua vida que diz respeito a mim, terei total direito de neles interferir. Em todos os seus dias de folga, você deverá se dirigir cedo à minha casa e nela permanecer à minha disposição, junto com suas irmãs de coleira, até que o dia termine... seus púbis, como vem do Domínio de outros Mestres, conhecidos pela preferência por púbis e virilhas das escravas raspados, deverá manter com pêlos, porém sempre bem aparados. Quebraremos este ciclo de tantos anos sem seus pêlos pubianos e do Domínio dos meus colegas. Sônia ouve com atenção os requisitos para ser admitida como escrava do Mestre I . -- Nos encontraremos daqui a 30 dias e você me dirá sua decisão – Ele conclui a conversa com Sônia, faz sinal para uma de suas escravas, que o acompanhava, segui-lo e sai, deixando Sônia sentada à mesa, ainda na metade do seu café. Ela observou que ele mal começou a tomar o café que ela pagou, deixando metade dele na xícara ao se retirar. Sem dúvida um homem atraente, mais ou menos quarenta anos, másculo, decidido, com grande poder de comando e sabedor do que quer, pensou Sônia. Isso a atraía e ela, já ali na mesa daquele restaurante de shopping center, calculou que seu maior sacrifício seria cortar os seus cabelos, uma de suas mais poderosas armas de sedução, tão curtos, mas deu um leve sorriso consigo mesma, porque afinal, parecia ter encontrado alguém que exigia algo mais dela, além do básico, sessões de Sadomasoquismo e sexo. Até então, Sônia tinha sido submissa de Mestres com os quais tinha pouco contato fora das sessões e eles não exigiam dela nada além disso, momentos, que ela, masoquista convicta, com forte traço de submissão e loucura pela humilhação, adorava e já não podia viver sem, mas talvez fosse mesmo hora de experimentar algo mais profundo e sério, com alguém como Mestre I. Ela havia se descoberto submissa e masoquista muito cedo e tinha sido escrava de quatro Mestres. Nunca levou nenhum deles muito a sério, pois nenhum deles pareceu ser, mas ela se divertiu um pouquinho aqui com um, depois um pouquinho ali com outro e assim foi sua vida Sadomasoquista até então. Já tinha perdido a muito tempo as esperanças de viver uma relação SM como a proposta por Mestre I. A maioria dos ditos Mestres eram apenas homens de bom vocabulário em busca de aventuras e não parecia existir mesmo um Mestre sério o bastante para satisfaze-la a fundo, assim, ela acostumou-se com o que podia conseguir com estes homens, que se passavam por Dominadores, e ia vivendo. Trinta dias depois, lá estava Sônia a espera do seu novo Dono, no mesmo shopping e exatamente como ele fazia questão que estivesse uma escrava sua. Ele chegou acompanhado de uma outra escrava, a cumprimentou e ela lhe beijou a mão e disse que estava à disposição para ser inspecionada, para que ele visse se tudo estava do seu agrado. Os cabelos estavam bem curtos, mas aquilo tinha lhe caído muito bem. -- Então você aceita? – Perguntou Mestre I com um sorriso que ela não identificava se era de surpresa ou sarcasmos. -- Sim! – Ela respondeu resoluta. Mestre I mandou que sua escrava acompanhasse Sônia até o banheiro do shopping e constatasse se tudo estava de acordo com o que ele havia determinado para ela. A escrava que acompanhava Mestre I naquele dia era uma mulher madura, de seus quase cinqüenta anos, diferente da outra, que parecia não ter mais que trinta. Ela, obedecendo a ordem do Mestre, seguiu com Sônia para o banheiro e entrou com ela num box para conferir a calcinha e os pêlos pubianos, além de lhe fazer uma inspeção nas unhas dos pés. Retornaram e a escrava, que tratava-se de Madalena, a escrava mais velha e mais antiga de Mestre I, olhou para ele, enquanto o coração de Sônia palpitava para ver ela dizer que estava tudo perfeito, e disse: -- Está como Senhor gosta, Meu Mestre. Sônia respirou aliviada e ele deu um sorriso discreto, virou-se para ela, levou a mão até seu queixo, a beijou na testa e disse: -- Bem vinda a sua nova vida, Sonho. Sonho? Ela pensou, se sentindo acariciada pela expressão que ele usou para se referir a ela, mas o Mestre tratou logo de explicar diante da escrava Madalena, usando-a como testemunha: -- Doravante, Sonho é o que você é, Sônia, e por Sonho atenderá na minha senzala. Eu te chamarei Sonho e suas irmãs e a todos a quem for apresentada, te chamarão Sonho. Eu te batizo como Sonho, um sonho meu, o mais profundo, o mais belo! Sônia, agora Sonho, sorriu tímida, pois não estava acostumada ainda com o pseudônimo e com a honraria, mas Mestre I não lhe deixou desfrutar por muito tempo da sensação e começou a lhe explicar: -- Amanhã, aproveitando o final de semana prolongado, me reunirei num sítio com Mestre Yan e com Dom Marcos, levaremos nossas melhores “peças” e ficaremos juntos por dois dias. Lá será o seu primeiro serviço e o seu encoleiramento. Esteja neste endereço às sete horas da manh㠖 entregando-lhe um pedaço de papel – que passarei eu mesmo ou mandarei alguém pegá-la. Mestre I despediu-se, fez sinal para Madalena segui-lo e retirou-se, deixando Sonho com seus pensamentos e sua expectativa. No horário marcado, ela estava à espera no local determinado, quando uma mulher de mais ou menos quarenta anos se aproximou com um sorriso e perguntou se ela era o Sonho de Mestre I. Ela respondeu que sim e a mulher, que ela observou que como ela, Madalena e a outra, também não usava esmalte vermelho, apresentou-se como Catarina, também escrava do Mestre I e disse que tinha vindo busca-la para irem ao sitio de Dom Marcos. Elas se abraçaram. Catarina lhe parecia ser a mais simpática das outras escravas de Mestre I que ela tinha visto até agora e durante o trajeto esta lhe explicava que ainda havia mais duas, a Anjo e a Dora, mas que Anjo não iria ao sítio, pois o Mestre a estava punindo e ela estava longe das sessões há três meses. Sonho fez várias perguntas, que Catarina sempre sorrindo, respondia com muita irreverência e bom humor, mas quando falava de Mestre I, ela assumia um tom de respeito e seriedade, não ousando fazer pilherias com ele, o que agradava muito a Sonho, saber que estava num clã de pessoas sérias e que Mestre I conseguia se fazer respeitar mesmo ausente. Isso a atraía ainda mais. Durante a viagem de cento e cinqüenta quilômetros, que fizeram em dois carros. Em um, Mestre I, Madalena, Dora e Sonho e no outro, Catarina e Dalva, a escrava de mais ou menos trinta anos, que estava com Mestre I na primeira vez que Sonho se encontrou com ele. Sonho, embora tivesse lhe caído bem aquele corte de cabelo curtíssimo, ainda não estava acostumada e se sentia menos feminina entre mulheres com seus cabelos preservados nos ombros, como eram as outras escravas de Mestre I, mas ela tinha um consolo, estavam todas com a unhas iguais e ela sabia que estavam todas com calcinhas brancas e de algodão, além do mais, estava quase implícito que seus cabelos poderiam crescer durante o Domínio dele e aí sim, seriam preservados, como se houvessem crescidos para ele. No carro com três mulheres, Mestre I quase não falava, deixava que elas falassem entre si e apenas ouvia e fazia algum comentário qualquer sobre o assunto de vez em quando, mas sem se prolongar ou permanecer na conversa. Ele parecia mais preocupado em chegar ao seu destino e em manter-se visível para Catarina, que vinha no seu próprio carro, logo atrás, seguindo o carro dele. Sonho, na medida em que conhecia as outras escravas do seu Mestre, se sentia mais feliz, mais descontraída. Pareciam todas meninas a brincarem umas com as outras e isso dava a ela um frescor na alma, como se recuperasse a pureza infantil. Chegaram ao sítio e Mestre I estacionou o carro, esperou um instante, até que Catarina também fizesse, reuniu todas elas antes de entrar e começou a passar instruções: -- Nós vamos ficar aqui por dois dias. Na casa estarão as submissas de Mestre Yan, como já sabem, e os escravos e escravas de Dom Marcos. Como algumas de vocês sabem, Mestre Yan é extremante litúrgico, procurem não desagrada-lo naquilo que lhes for possível e não contrarie as minhas determinações. Catarina, você esteja sempre na companhia de Sonho e oriente-a quando ela tiver alguma dúvida de como se portar, já que ela não conhece nenhum do dois e está chegando agora a mim. Não quero que esta escrava me envergonhe diante dessas duas raposas, que certamente a testarão e me questionarão por aceitar uma escrava adquirida na internet, na qual eles não crêem haver praticantes sérios de Sadomasoquismo. Todas vocês poderão ser possuídas sexualmente por qualquer um dos dois Dominadores aqui presente ou, a mando destes, por algum dos escravos homens de Dom Marcos, apenas para tortura-las fora da masmorra eles devem pedir a minha permissão. Sonho sentiu um frio na barriga e um mal estar profundo. Ela sofreria preconceitos por parte dos Dominadores e certamente por parte das submissas e submissos que se encontravam naquele lugar. Entraram todos. Na frente, Mestre I cumprimentava Mestre Yan e Dom Marcos e atrás de cada um, seus escravos e escravas esperavam cessar as formalidades para receberem as visitantes. Todo processo demorou aproximadamente dez minutos e as escravas de Mestre I ao serem apresentadas aos Dominadores, faziam apenas uma leve reverência, abaixando a cabeça, movimento este que Sonho imitou quando chegou a sua vez. Ninguém apresentou as escravas e escravos uns aos outros. Após terminadas as apresentações aos Dominadores, os escravos da casa e as meninas de Mestre Yan, começaram a conduzir Catarina, Dora, Madalena, Dalva e Sonho para a cozinha, apresentando-se a elas pelo caminho, enquanto os três Tops, sentavam-se na sala e iniciavam um conversa. Sonho nunca tinha ouvido falar em Mestre Yan nem em Dom Marcos e estava assustada, mas dentro dela havia também uma expectativa excitante com toda aquela seriedade e nobreza, coisas que ela só via em contos, mas que na prática, jamais tinha tido contato. Mestre Yan era um homem um pouco mais velho que Mestre I e tinha levado três escravas, uma gordinha, que parecia ser a mais nova e mais duas mulheres na faixa dos quarenta ou quarenta e poucos anos. Dom Marcos era mais novo, devia ter aproximadamente uns trinta e cinco anos. Este era bissexual e dele na casa tinha duas escravas e três rapazes, dois aproximadamente da idade dele e um rapazote bem mais novo, que, como Sonho, parecia ser novato. Por volta das quinze horas, aparece na cozinha o dono do sítio, Dom Marcos. Ele parecia um sujeito mais debochado e procura a nova escrava de Mestre I. As outras lhe mostraram Sonho e ele olhou para ela e deu um sorriso irônico, de quem desconfiava da seriedade das intenções dela, mas não disse nada, preferiu faze-la sentir-se insultada apenas assim para que ela não tivesse palavras proferidas das quais pudesse se defender. Sonho teve vontade de mandar ele ir tomar no cu, mas conteve-se pensando na decepção que daria a Mestre I, por quem estava se sentindo tão bem acolhida, depois de tantos anos de vida vadia no SM. Quando o relógio mostrou 17 horas, Sonho foi chamada na sala e compareceu de olhos baixos à presença de Mestre I. Este demonstrando coragem e confiança nela, começou a dizer aos seus colegas: -- Senhores, quero vos apresentar minha mais nova aquisição, Sonho. Esta mulher, Senhores, seduziu-me com sua submissão e disposição de me servir. Tenho certeza que se transformará muito rapidamente numa das mais raras peças que os Senhores já puderam ver e por isso, quero-vos oferecer as delícias que ela abriga em seu corpo e suas habilidades como fêmea para que os senhores possam se deleitar e assim iniciarmos as horas de prazer deste encontro. Já discutimos o suficiente os rumos e as tendências do Sadomasoquismo no nosso país e no mundo, é hora de deleite, meus caros, por favor, aceitem a minha oferta e sirvam-se. Sonho estava vermelha, trêmula. Tinha acabado de ser oferecida para outros dois homens que ela jamais vira antes e isso lhe ofendia tanto quanto lhe excitava. Sentia um misto de raiva, pelo desprezo com o qual Mestre I havia lhe colocado naquela situação e ao mesmo tempo excitação, por dela irem se servir aqueles dois homens desconhecidos, inclusive um que havia, horas atrás, debochado dela e pelo qual ela já sentia uma certa repulsa. Mestre I, após o pronunciamento, pegou a mão de Sonho, encaminhou-a para perto dos dois homens e a deixou aos cuidados deles, afastando-se e indo se sentar numa poltrona que havia ali, para apenas observar. Dom Marcos olhou para ela com cara de pouco caso e Mestre Yan imediatamente abriu as calças e expôs o pênis, semi-ereto. Ela já sabia o que fazer. Estava com raiva de Mestre I e exatamente por esta raiva, quis mostrar para ele o que ele, que não tinha tocado intimamente nela ainda, estava perdendo. Ajoelhou-se, pegou o pênis de Mestre Yan, acariciou e pôs na boca e começou a lhe dar toda atenção que podia, até que Dom Marcos, também com o pênis de fora, pegou sua cabeça e a tomou do colega, fazendo ela vir chupar também o seu pau. Ela não resistiu, caprichou tanto quanto sabia e naquele que debochara dela, ela sentia um prazer especial. Isso a excitava, agradar a quem a humilhava, a quem debochava dela, a quem se sentia superior a ela. Sempre fora assim, ela se excitava em ser obrigada, em ser abusada com escárnio. Embora estivesse muito acostumada a ser tratada como namorada, ela não sentia tesão assim. Ela era uma autêntica masoquista, até então, muito mal aproveitada pelos supostos Dominadores a quem pertenceu. Mestre I apenas olhava à distância e ela de vez em quando olhava pra ele, serenamente sentado no sofá, observando ela com aqueles dois homens, os quais ele tinha chamado de raposas antes de entrar. Deviam ser maus carateres, a julgar pelo o que disse Mestre I sobre eles, e mais vadia e excitada ela se sentia assim, sendo usada por homens maus e velhacos. Mestre Yan tira as calças e o seu cacete estava bem duro apontando para frente. Ele começa a tirar as roupas de Sonho e ela não resiste, deixa ele fazer o que deseja, porque imagina ser a vontade de seu Mestre que ela se entregue sem resistência a quem ele determinar. Ele a posiciona de quatro e em seguida se posiciona atrás dela. Ela sente suas nádegas sendo separadas pelas mãos dele e o seu ânus ficando exposto à visão e disposição dele. Ela se sente puta, vadia. Ela não conhece aquele homem, ela não o desejou, ele não a seduziu. Ela, para ele, é apenas um pedaço de carne, uma mercadoria, um objeto para saciar seu prazer e essas idéias deixam Sonho profundamente excitada, com a buceta muito molhada. Dom Marcos não atrapalha o colega e fica apenas olhando e masturbando sem pressa o pau. Mestre Yan encosta a cabeça do pau duro na entrada do orifício anal de Sonho e força. A glande passa pelo seu esfíncter e entra. Ela geme, mas ele empurra o resto do pau, que desliza sem piedade para o interior dela, até não restar mais nada de fora. Ela sente dores, mas parece que todos ali, até mesmo ela, sentem prazer com sua dor, pois Mestre Yan parece satisfeito e sentir mais prazer ao saber que ela está sentindo-se dolorida e desconfortável com a penetração anal. Ela se sente completamente dominada e a mercê dele, como se fosse um peixe que fora fisgado pelo anzol do pescador e não tivesse escolha, senão render-se. Esta situação a excita cada vez mais. Ela se sente doce, meiga e sem escolha, completamente sem poderes ou controle. Ele começa a movimentar o pênis dentro dela, puxando e socando, e ela sente prazer. A dor e o desconforto vão dando lugar ao prazer. Ele se movimenta com vigor e ela já não sente mais dor nenhuma, pelo contrário, está se sentindo poderosa, uma puta vadia, um objeto de prazer daquele homem e olha para Dom Marcos, que apenas se masturba ao lado, e passa ousadamente a língua nos lábios, como que o desafiando a dar o pênis para ela chupar. Ele percebe, aproxima-se dela e oferece o pênis. Ela o abocanha e assim, com um pau na boca e outro no rabo, diante do olhar de Mestre I, ela começa a gozar silenciosamente, discretamente, entregue aos seus próprios devaneios, como se estivesse em um profundo transe. Ela não contou quantos orgasmo teve, porque em alguns momentos pareceram que eles se emendaram um no outro e logo Mestre Yan começa a ter espasmos e a gozar dentro dela, que rebola instintivamente o traseiro para ajuda-lo e participar do clímax dele. Ele lhe tira o pênis do traseiro, cansado e satisfeito, e a deixa para Dom Marcos, que não demora mais muito tempo. Após ter visto o prazer que tivera seu colega no ânus de Sonho, entrou em atividade um mundo de combinações mentais eróticas da cabeça de um bissexual, e ele goza na boca dela, que engole tudo o que pode e ainda lambe os lábios para limpar as gotas de porra que não lhe caíram dentro da boca. Após alguns minutos se refazendo, Mestre Yan põe Sonho novamente em pé, pega em sua mão e leva até Mestre I, que a recebe e, após perguntar se os colegas já haviam terminado ou se desejavam mais algum dos favores dela, a manda ir tomar um banho e se aprontar para mais tarde, quando todos iriam à masmorra bem equipada de Dom Marcos, que ficava em instalações anexas. Mais tarde, um pouco antes do jantar, Mestre I comparece à cozinha e, encontrando as escravas do Mestre Yan, cai nos braços de uma delas e a toma para fazer sexo, puxando ela para um canto e separando-a das demais, sem contudo, esconder-se. Sonho olha enciumada: porque ele não tomava a ela que ainda não sentira o prazer de fazer sexo com ele? Porque uma escrava de outro Dominador? Catarina veio a ela e lhe ensinou a primeira lição: Ela pertence ao Mestre, mas o Mestre não pertence a ela, pode fazer sexo com quem bem entender ou não fazer, se não desejar. O jantar foi servido aos três Dominadores por volta das 20 horas e os submissos jantaram na cozinha todos juntos. As escravas mais experientes recomendaram a Sonho que fizesse uma refeição leve, pois teriam apenas duas horas para a digestão e depois seriam levadas em suas coleiras à masmorra, onde deveriam ficar até que o dia amanhecesse, mas não era bom estar farta de alimentos no estômago quando começassem a usa-las. Após o jantar, Madalena foi chamada à sala e Mestre I lhe recomendou que passasse às demais, sob seu Domínio, que fizessem enemas com água pura, umas ajudassem as outras, e estivessem todas limpas quando fossem à masmorra de Dom Marcos. Catarina ajudou Sonho introduzindo a água nela, que em toda sua vida como escrava jamais tinha feito um enema. Ela recebeu a água dentro de si, através do ânus, esperou alguns minutos e sentou-se o vaso para expelir. Repetiu o gesto até que apenas água cristalina lhe saíssem do canal retal. Ela foi quem ajudou Catarina, que procedeu da mesma maneira. Às 23 horas comparecem à cozinha Mestre Yan, Dom Marcos e Mestre I, todos trazem nas mãos as guias e as coleiras de suas escravas e escravos, menos a de Sonho. As escravas e escravos orgulhosamente se ajoelham e seus Donos passam a colocar em cada um sua coleira. Sonho sente inveja, sente-se preterida, pois ela ainda não fazia parte daquele ritual e não se ajoelha, mas sente-se desconfortável estando apenas ela em pé como se fora uma estrangeira, uma de ninguém. Mestre I, os outros Dominadores e também os outros submissos não têm tempo para dar atenção a Sonho durante aquele ritual e ela só observa. Todas com suas coleiras parecem orgulhosas e Mestre I e os outros Dominadores prendem as guias e começam a conduzir elas e, no caso de Dom Marcos, eles, puxando, cada um as suas, todas juntas. Mestre I olha para Sonho e diz apenas: -- Acompanhe-me! A masmorra de Dom Marcos é bem montada. Tronco, cruz, jaula, dois cavaletes, equipamento de suspensão e diversos acessórios. É um espaço de quase trezentos metros quadrados que ele construiu na propriedade e ninguém que não pertença ou possa compreender as práticas sadomasoquistas pode entrar lá, portanto, Sonho sente um certo privilégio de ali estar e agradece em pensamento a Mestre I, que lhe deu tal oportunidade. Num dos lados da parede encontram-se sofás confortáveis para assistência, mas Sonho pressente que não se sentará num daqueles nunca. Todas as escravas e escravos são colocados no fundo da masmorra e misturados uns aos outros pelos Donos, de forma que não formassem três grupos, mas um só que seria compartilhado pelos três Dominadores. Catarina cochicha para Sonho que possivelmente ela receberá uma coleira das mãos de Mestre I, ali na frente de todos e antes de qualquer coisa. Os lábios de Sonho esboçam um sorriso discreto de satisfação com o que acabara de ouvir da amiga e irmã de coleira. Estão todos sérios observando-se. Na frente os três Dominadores olham atentos para as dez escravas e os três escravos, reunidos no fundo, e estes olham atentos para os três Tops a espera de orientações e ordens, que poderiam ser gerais, e neste caso os três Dominadores conversariam rapidamente antes de proferi-las, ou específicas à determinada submissa, o que não seria necessário consenso entre os três, já que todas seriam compartilhadas entre eles. Mestre I olha para o relógio, enquanto Dom Marcos açoita o ar experimentando um chicote e Mestre Yan escora-se em algo de braços cruzados, e determina: -- Vocês terão um minuto para ficarem completamente nuas e na mesma posição e lugar onde estão, com as mãos livres e sem que haja roupas suas pelo chão. Quando esgotar o tempo, se alguma de vocês ainda estiver com alguma peça de roupa, ou possamos vê-las em suas mãos ou no chão, jogadas aos seus pés, esta será punida com vinte chicotadas de cada um de nós – Esclarecido isso, ele marca o tempo inicial com um “valendo” e fica olhando atentamente para o ponteiro do relógio no seu pulso, com o braço dobrado à frente do rosto. Acabou o tempo e uma escrava de Dom Marcos, uma de Mestre Yan e duas de Mestre I, entre elas, Sonho, ainda estavam procurando onde colocar as roupas. Os três Dominadores sorriem e um escravo de Dom Marcos sorri também e é imediatamente condenado por ele ao mesmo castigo das quatro escravas. Ninguém mais sorri além dos Dominadores. É ordenado por Mestre Yan que os cinco apresentem-se a frente para o castigo e Sonho observa a fisionomia sarcástica de Dom Marcos olhando para ela, como se tivesse uma fissura especial por bater nela. Ser olhada daquele jeito cruel, zombeteiro, a excitava e apavorava ao mesmo tempo. Mestre I saca uma coleira, ordena que Sonho ajoelhe-se e, de quatro como uma cadela, aproxime-se e venha receber sua coleira das mãos dele. Ela obedece, num misto de emoção e tesão, e de quatro, diante do olhar de todos, aproxima-se de Mestre I, parando aos seus pés. -- A partir deste momento, com base na tua oferta, testemunhada por duas escravas minhas, e de tua demonstração de bem querer me servir, cumprindo o que te fora ordenado como condição, eu te recebo como minha escrava e te faço irmã de Madalena, Dora, Catarina, Anjo, Dalva e outras que, por ventura, eu venha a aceitar como escrava. Desejo que expresse agora, em voz alta, se é isto o que desejas para que eu, através deste ato, possa consumar o teu encoleiramento e passe a me servir de tí como escrava – Profere Mestre I, diante de todos. -- Sim, é isto o que desejo e por isso me ofereci para servir ao teu prazer, seja ele qual for, e atender a tua vontade, seja ela qual for – Responde Sonho diante de todos, de forma natural e sem ensaios, apenas usando o seu bom senso, inteligência e desejo. Mestre I passa a coleira de couro pelo seu pescoço, afivela na frente e manda que ela retorne ao lugar onde estava para receber o seu castigo pelo não cumprimento da tarefa no tempo determinado. Todos observam os cinco subs, incluindo o masculino, de Dom Marcos recebendo as chicotadas. Os dominadores se revezam e como eram apenas três para cinco, Sonho e a escrava de Dom Marcos aguardam alguns minutos até que os Tops, incluindo Mestre I, desocupem para poder puni-las. Mestre Yan desocupa e, com um chicote de tiras de couro na mão, faz sinal para Sonho ir até ele. Ela vai e ele a posiciona amarrando suas mãos e pernas num cavalete e começa a bater. A primeira chicotada queima as nádegas de Sonhos e ela segura o grito de dor, mas a segunda a atinge em seguida, sem dar tempo para nada, e em seguida a terceira e a quarta. Sonho cerra os dentes para abafar os gritos, porque ele bate muito forte. Cada chicotada parece cortar sua carne, mas ela agüenta firme. Por fim, ele conclui as suas vinte chicotadas e afasta-se. Ela tem alguns minutos antes de ver se posicionar atrás dela o seu maior medo e o seu maior tesão, Dom Marcos. Dom Marcos a acaricia passando a mão aberta por suas costas, nádegas e coxas, como se apreciasse a textura, toma posição e desfere o primeiro golpe. Ele era uma homem de muita força e era muito cruel. Sei jeito irônico de olhar, de sorrir e de acariciar, era pura maldade, ela sentia. Sua bondade e seu carinho tinha cheiro de maldade, de ameaça e de perigo. Ele batia com toda força e arrancava dela um urro a cada chicotada. Ter sido bem amarrada por Mestre Yan ao cavalete era a única coisa que a impedia de involuntariamente escapar dali, mas ela não sabia e nem saberia nunca o porque estava toda molhada de tesão submetida à crueldade daquele homem. Sonho tem um orgasmo enquanto apanha de Dom Marcos e derrama lagrimas de emoção e dor. Sua carne das nádegas está repleta de vergões e pequenas gotículas de sangue que brotam como conseqüência da fúria do chicote de Dom Marcos. Ela não sabe naquele momento definir os seus sentimentos em relação aquele homem. Raiva se mistura a admiração, atração por sua crueldade. Estar indefesa diante daquilo é muito bom e ela não sabe explicar com clareza o que acontece dentro de si, a mistura de sensações e sentimentos. O ímpeto de fugir dali se mistura à gratidão por não poder fazer. Ela não sabe, ela não sabe de nada, sabe apenas que é estranhamente bom estar ali, indefesa, sendo obrigada, maltratada. É bom estar querendo fugir e não poder; é bom estar apanhando sem querer apanhar, de outra forma, não lhe teria graça, não lhe seria prazeroso, seria uma detestável brincadeira, que não lhe satisfaria com tanta intensidade. Dom Marcos, excitado com o furor da surra que estava dando em Sonho, aplica-lhe a última das suas vinte chicotadas e afasta-se visivelmente excitado, embora ainda estivesse vestido. Dava para ver que ele queria mais, que ele desejava bater mais nela e talvez possuí-la sexualmente em seguida, mas ele tinha que parar, pois só poderia naquele momento estender seu braço na direção do corpo dela, por vinte vezes. Ele a abandona olhando para ela com cara de quem diz, ameaçadoramente, que voltará mais tarde para continuar e ela sente que mal pode esperar, mas Mestre I está tomando posição atrás dela e ela se concentra nisso, pois aquele é um momento especial, é a primeira vez que vai apanhar de seu Dono. Mestre I lhe parece estranho, ele também está excitado com o fato de bater nela pela primeira vez e desfere o primeiro golpe com raiva. Ela sente na carne já machucada a impiedade de Mestre I e pensa por um segundo se ele a estava punindo por ter gozado enquanto apanhava de Dom Marcos, mas a nova chicotada de seu Dono queima-lhe as nádegas e interrompe os seus pensamentos. Ela percebe que o educado e cavalheiro I consegue ser cruel como ela não havia imaginado ainda e não consegue evitar a excitação, que vai crescendo à medida que recebe as chicotadas e acaba gozando novamente. Ele desfere seu ultimo golpe de chicote nas nádegas dela e cansado, acaricia-lhe a buceta, que percebe alagada e fica satisfeito. Ele a desamarra. Os olhos de Sonho estão marejados de gratidão e Mestre I manda que ela vá se juntar as outras, de frente para a parede exibindo as marcas do castigo nas nádegas e nas costas para que todos na masmorra pudessem ver. Dom Marcos já possuía um de seus escravos sexualmente num canto e Mestre Yan suspendia uma escrava enquanto mantinha outra amarrada a um cavalete, com o lombo e nádegas expostos, e outra presa ao xis de madeira também pronta para uma surra. Diversas cenas estão acontecendo. Os três Dominadores parecem crianças com um monte de brinquedos, procurando dar atenção a todos e usufruir todos, principalmente dos brinquedos do outro. Após algum tempo é ordenado que as quatro escravas e o escravo, punidos por não conseguirem ser suficientemente ágeis ao tirar e guardar as próprias roupas, virem-se de frente e tenham uma visão geral do que está acontecendo dentro da masmorra. Sonho pôde ver Mestre Yan introduzindo diversas agulhas nos seios de Dalva e a seguir ele posicionar ela deitada sobre uma mesa, abrir-lhe as pernas ao máximo e, com as mãos calçadas com luvas de látex e segurando seu clitóris com um instrumento médico, puxa-lo para fora e transpassar logo acima dele uma agulha, com extrema precisão. Dalva fez careta, mas tão logo a agulha foi colocada, seu rosto pareceu se iluminar de satisfação. Mestre Yan repetiu o gesto por dez vezes, colocando agulhas nos lábios vaginais de Dalva, que reagia sempre da mesma forma a cada uma que recebia na buceta. À certa altura, Dom Marcos se aproxima de Sonho, ela abaixa a cabeça e ele, irônico, lhe pega e beija, debochadamente, a mão. Sonho estremece. Ele a puxa, com um sorriso tão discreto quanto sarcástico, para o salão e esbofeteia seu rosto diversas vezes. Sonho delira com isso e teme estar traindo Mestre I, mas a ordem ali era não recusar nenhum dos três Dominadores. Dom Marcos a leva para o cavalete novamente e ela sente vontade de chorar enquanto ele a conduz e começa a prende-la ao cavalete. Uma estranha pena de si mesma toma conta dela. Ela se sente pequenina, meiga e desprotegida à mercê daquele homem cruel, que ainda a pouco estava estocando com violência o traseiro de outro macho, que estava sob seu Domínio. Ele escolhe um chicote e ela se prepara para apanhar dele novamente. Mestre I está entretido com uma outra escrava e parece estar muito empolgado, mas não perde de vista nenhuma de suas meninas nas mãos dos colegas. Dom Marcos inicia uma nova surra em Sonho. Ela fica rapidamente excitada e ele também. Ele dá-lhe, uma após outra, trinta chicotadas e Sonho não sabe mais quando está gozando e quando não está. Ele coloca a camisinha, posiciona-se atrás dela e a penetra na buceta, de uma vez, e começa a estocar com o mesmo vigor e desejo com o qual a açoitava minutos antes. Ela abandona-se a ele e ao prazer que sente. Logo Dom Marcos começa a ter um orgasmo espetacular dentro dela e assim que termina, cansado e ainda tendo os últimos espasmos, arranca o pau de dentro dela, tira o preservativo e o oferece cheio de porra a um de seus escravos homens, que o sorve como se fosse um doce e se desfaz do látex no lixo. O escravo ajoelha-se e termina de limpar o pau do Dono com a boca. Sonho não sabe o que sente vendo aquilo, mas seu estado de excitação, cansaço e dores nas nádegas não lhe permitem fazer nenhum julgamento de nada. Dom Marcos manda que o escravo a desamarre e a chupe para ele ver. Sonho colabora com o rapaz e mais uma vez sua excitação reacende na boca do escravo daquele homem que acabou de comê-la, mas quando ela ia gozar, Dom Marcos mandou que o escravo parasse e que Sonho aguardasse, no fundo do salão, ser novamente requisitada para servir. Enquanto aguardava, ela pôde ver um outro escravo de Dom Marcos comendo Madalena, sua irmã de coleira, diante dos olhos de todos. De vez em quando o dono da masmorra e do escravo esbofeteava seu rosto, ele ficava ainda mais excitado e estocava com mais vigor o pau na buceta da escrava mais madura de Mestre I. A noite corria rapidamente. Era impossível notar as horas passando naquele lugar e logo os sinais de que o dia iria amanhecer começaram a aparecer. Às seis horas da manhã, foram suspensas as cenas, recolhidas as coleiras de sessão dos pescoços das escravas pelos respectivos Donos e ordenado que todas tomassem banho e dormissem até as treze horas, quando deveriam se levantar para prepararem as refeições do dia e se prepararem para o segundo e último dia na masmorra de Dom Marcos. Outro encontro como aquele eles fariam apenas no próximo ano. O que será que aconteceu no segundo dia? * Aqui não se fez distinção entre “escrava” e “submissa” porque o autor deste não a faz.