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Por Um Formidável Mestre

Na hora combinada eu estava lá. Era o primeiro contato com aquele que prometera me usar já havia muito tempo. De longe avisto o rosto de expressão suave e amiga que já me era familiar por fotos. Entrei em seu carro e, sem necessidade, nos apresentamos. Parecíamos íntimos, amigos de longa data. Por trás desta prometida amizade o clima de dominação enchia a cabine do pequeno automóvel rumo à noite que marcaria nosso primeiro encontro. Conversamos muito e rapidamente eu já me sentia inteiramente entregue ao elegante domínio do meu mestre. Não havia tempo para um encontro como desejávamos... de súbito, sob um viaduto qualquer, meu querido mestre estaciona o carro. Minhas calças desceram até abaixo dos joelhos, meus lábios gulosos aproximaram-se do meu mestre, que com seu pulso forte aplicava-me palmadas certeiras, esquentando meu corpo e marcando em minha alma o início daquele que seria um inesquecível contato. Era tarde e precisávamos partir. Nos despedimos e levei comigo um presente do meu mestre: um chicote construído pelas mesmas mãos que mais tarde exerceriam sobre a minha pele a verdadeira dominação. No dia seguinte acordei ouvindo ainda em minha imaginação o estalar das mãos certeiras do mestre. Havíamos combinado um novo encontro, desta vez com tempo, e em circunstâncias adequadas a que meu mestre se apropriasse de mim integralmente. Ele já me dominava a alma, que respondia submissa através do meu corpo, agora completamente entregue. Despi seus pés bonitos, delicados, macios, e os acariciei. Despi também toda a minha roupa e vesti a calcinha vermelha que me foi trazida de presente. Meu mestre sabia o que queria de mim. Em silêncio me pisava o rosto com vigor e elegância. É um homem elegante nas posturas. E dominar com elegância é coisa para poucos... muito poucos. Ajustou a coleira em meu pescoço, caracterizando minha posição infeior naquela relação sublime permeada por dominação, prazer e dor. Uma vela vertia gotas quentes sobre o corpo que agora já não me pertencia: eu era dele. Fui amarrado, algemado, vendado. A privação dos movimentos e dos sentidos aumentava a sensação de entrega e me tornava, cada vez mais, um objeto de prazer. O afeto que nascia ali, naquela relação de cumplicidade, segredo, confiança e conquista, não tardou a se manifestar sob a forma de palmadas decididas que estalavam em meu lombo me trazendo dor e prazer. Meu corpo amolecia, meus pensamentos. Meus limites foram se expandindo sob a mão hábil do dominador desejado. Uma chuva dourada inundou com doçura aquele momento máximo de entrega. Fomos embora mais leves naquela tarde. Um aperto de mãos, um aceno, uma saudade, e já não estávamos mais ali, em nosso templo improvisado de prazer, poder e dor. Ficou, sem dúvida nenhuma, a certeza de ter vivido momentos únicos, sensações que provavelmente não se repetirão com facilidade. Também ficaram os registros que me fazem lembrar, como que a reavivar a entrega e a dor, destes momentos maravilhosos. Parte destes registros divido com todos vocês num álbum que leva o mesmo título desta mensagem. O título que resume a razão de tã intensa entrega: POR UM FORMIDÁVEL MESTRE.